| Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

Publicado em: 31/12/1969 18:00:00

Tem alguma pergunta?

Postado em: 10/06/2017 16:14:42

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Observem a incomparável generosidade do Senhor Jesus, pois Ele nos tem dado o seu tudo. Embora um décimo de suas posses fosse capaz de tornar ricos milhões de anjos, enriquecendo-os além do que podemos imaginar, o Senhor Jesus não se contentou e nos deu tudo o que tinha. Teríamos ficado satisfeitos, se Ele nos houvesse permitido comer as migalhas de sua generosidade embaixo da mesa de sua misericórdia. No entanto, Ele nada faz pela metade. Ele nos faz sentar ao seu lado e compartilhar o banquete. Se Jesus nos houvesse dado tão-somente uma pequena provisão vinda de seus tesouros reais, teríamos motivo suficiente para o amar por toda a eternidade. Não, o Senhor Jesus deseja que sua noiva seja tão rica quanto Ele mesmo. Cristo não tem nenhuma glória e virtude das quais a sua noiva não compartilhará. Jesus não se contentou com menos do que nos tornar co-herdeiros com Ele, de modo que tivéssemos posses iguais. Ele esvaziou toda a sua possessão nos cofres da igreja e tem todas as coisas em comum com os seus remidos. Ele dá ao seu povo as chaves de todos os cômodos de sua casa. O Senhor Jesus outorga aos verdadeiros crentes a liberdade de tomarem para si mesmos tudo o que Ele possui. Ele ama que eles se sirvam livremente de seu tesouro e se apropriem de tudo que puderem carregar. A infinita plenitude de sua suficiência é, para o crente, tão gratuito quanto o ar que ele respira. Cristo pôs o cantil do seu amor e de sua graça nos lábios dos crentes e ordena que eles bebam para sempre. Se o crente pudesse secar esse cantil, seria bem aceito em fazer isso. Mas, visto que ele é incapaz de esgotar esse cantil, Cristo o ordena a beber com abundância, pois tudo é dele mesmo. O céu e a terra nos podem oferecer uma prova de companheirismo mais autêntica do que esta?

Quando estou diante do trono, vestido em tua beleza notável; Então, Te vejo como Tu és, e amo-Te, com coração impecável. Então, totalmente, ó meu Rei, o quanto Te devo, afinal , saberei!

 



Postado em: 06/06/2017 21:48:26

Por: CHARLES HADDON SPURGEON

Comentário:

As torrentes de água viva que fluem de Jerusalém não se esgotam pelo calor ressecante do verão, assim corno não se congelam pelos ventos frios do inverno rigoroso. Ó minha alma, regozija-te porque foste poupada para testemunhar a fidelidade do Senhor. As estações mudam, e tu também mudas, mas o teu Senhor permanece o mesmo. As torrentes do amor de Cristo são tão profundas, tão largas e tão abundantes como sempre o foram. O calor da inquietação dos negócios e das provações ardentes me fazem sentir necessidade das refrescantes influências do rio da graça de Cristo. Eu devo ir de uma vez e beber o quanto puder da fonte inexaurível, pois no verão e no inverno ela jorra seu rio. As nascentes mais altas nunca são escassas e, bendito seja o nome do Senhor, as nascentes mais baixas também não falham. Elias encontrou Querite seca, mas Jeová ainda era o mesmo Deus da providência.

Jó disse que seus irmãos eram semelhantes a ribeiros enganosos, porém ele descobriu que seu Deus era um rio transbordante de consolação. O Nilo é a grande confiança do Egito, mas as suas inundações são variáveis. Nosso Senhor é sempre o mesmo. Ao mudar o curso do Eufrates, Ciro tomou a cidade de Babilônia. No entanto, nenhum poder, humano ou infernal, é capaz de mudar a torrente da graça divina. Muitos leitos de rios antigos têm sido encontrados secos e desolados. Entretanto, as torrentes que se originam nos montes da  soberania de Deus e  do  amor  infinito estão sempre cheias, até  à  margem. Gerações se dissolvem, mas o curso da graça divina permanece inalterado. Ó minha alma, como tu és bendita, tu que és levada para junto das águas tranquilas! Nunca vagueies em busca de outras torrentes, pois, agindo assim, ouvirás a repreensão do Senhor. “Agora, pois, que lucro terás indo ao  Egito para beberes as águas do Nilo?” (Jeremias 2.18)

 



Postado em: 04/06/2017 22:12:09

Por: Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

Comentário:

O termo cosmovisão, quer dizer o modo pelo qual uma pessoa vê ou interpreta uma realidade. A palavra alemã é Weltanschau-ung, que significa um “mundo e uma visão de vida”, ou “um paradigma”. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino. Francis Schaeffer disse que a comosvisão:”é o filtro através do qual uma pessoa enxerga o mundo. Há sete visões principais de mundo. Cada uma é singular.

Para o cristão, a cosmovisão cristã vai colocar o entendimento do universo como criação de Deus, e todas as esferas de conhecimento, possíveis de estarem presentes na humanidade, como procedentes do Deus único e verdadeiro, Senhor do universo, comunicadas a nós por Cristo “...no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Cl 2.3)”. Em nossos dias está em andamento uma movimentação muito intensa, no meio evangélico, para estabelecimento de escolas evangélicas, que ensinem todas as matérias a partir da perspectiva cristã da vida. Para isso, há a necessidade de que se ensine e se dissemine uma cosmovisão cristã. A fé cristã deixa de ser uma “questão religiosa” para o domingo, mas volta a assumir o seu posto original, e que havia sido resgatado pela reforma do século 16. Esse movimento por escolas cristãs, tem características interdenominacionais.

Somos chamados a conhecer teologia e ética, a tratar o texto bíblico com reverência, mas também ter uma mente inquiridora que medita, reflete, constrói o pensamento, que se move em direção a uma cosmovisão cristã da realidade humana. É bom ler obras clássicas da literatura – os grandes romancistas e filósofos nos ajudam a ver o mundo com outros olhos, sem perder nossa referência cristã. Estamos realmente usando as Escrituras como texto, ou como pretexto? Nossas pregações surgem a partir de uma experiência do coração e de uma mente inteligente e geram transformação? Todas essas pregações e estudos bíblicos têm gerado homens e mulheres mais parecidos com Jesus Cristo? SENHOR: “…tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.”(1Cr 29.12)- “…em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.”(Sl 36.9).

Texto adaptado de: http://bereianos.blogspot.com.br/2012/11/o-que-e-cosmovisao-crista.html



Postado em: 04/06/2017 15:20:38

Por: Diversos Autores

Comentário:

ORIGEM

O Credo Niceno deriva-se do credo de Nicéia (composto pelo Concílio de Nicéia (325 AD), com pequenas modificações efetuadas pelo Concílio de Calcedônia (451 AD) e pelo Concílio de Toledo (Espanha, 589 AD). Este credo expressa mais precisamente a doutrina da Trindade, contra o arianismo. [1] Eis o texto do Credo de Nicéia, conforme aceito por católicos e protestantes:

TEXTO

Creio em um Deus, Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo da virgem Maria, e foi feito homem; e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos. Ele padeceu e foi sepultado; e no terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras; e subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho [2] , que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. Creio na Igreja una, universal e apostólica, reconheço um só batismo para remissão dos pecados; e aguardo a ressurreição dos mortos e da vida do mundo vindouro. [3]

NOTAS

* Extraído de Paulo Anglada, Sola Scriptura : A Doutrina Reformada das Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998), 179-80.

[1] Doutrina de Ario (primeira metade do século IV), segundo a qual Cristo não é eterno, mas o primeiro e mais perfeito ser criado.

[2] Esta frase (tradução do termo latino filioque ) foi adicionada pelo Concílio de Toledo (da igreja ocidental).

[3] Traduzido de Schaff, Creeds of Christendom , 25-29. citado por A. A. Hodge, Outlines of Theology , ( Edinburgh, & Pennsylvania: The Banner of Truth Trust, 1991), 116-117 e Epifânio, Ancoratus c. 374 AD, 118 (citado por Henry Bettenson, Documentos da Igreja Cristã, 56).



Postado em: 03/06/2017 22:12:30

Por: Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

Comentário:

Classe de Catecúmenos
 
Esta expressão adotada pela igreja para designar um grupo de principiantes na vida cristã que se reúne para estudar a palavra de Deus com vista à pública profissão de Fé. Catecúmeno quer dizer noviço, pois qualifica a pessoa iniciante no conhecimento da fé cristã. É alguém que está começando a instruir-se nos ensinamentos e princípios bíblicos com o fim de preparar-se para fazer a sua pública profissão de fé cristã. É alguém que está começando a instruir-se nos ensinamentos e princípios bíblicos com o fim de preparar-se para fazer a sua pública profissão de fé e tornar-se membro comungante da Igreja.  


Esta classe da aos alunos instruções básicas sobre a Bíblia, as doutrinas e a vida cristã, ajudando-os assim, a compreender o sentido do passo que vão dar, e se equiparem para melhor servirem a igreja.  

A Profissão de fé
 
É um ato de obediência à vontade expressa do Senhor Jesus aos seus seguidores. Por meio deste ato, os que aceitam a mensagem salvadora proclamam e reconhecem publicamente a pessoa de Jesus Cristo como Salvador, Senhor e mestre. Mt. 10:32-33.  
Esta confissão não é apenas um ato formal, que se realiza durante a cerimônia de um culto público. Confessar a Cristo como salvador é dever solene e reconhecido de todos os seus verdadeiros discípulos, onde quer que estejam e perante todos aqueles com quem se relacionam.
 
Profissão de Fé e Privilégios
 
Por meio da Profissão de fé, o candidato passa a desfrutar todos os direitos e privilégios da Igreja, tais como a participação na Santa Ceia, o Batismo dos filhos, a ocupação de cargos eletivos na igreja etc. Passa formalmente a categoria de membro comungante da Igreja do Senhor Jesus.       
 
Batismo, Profissão de Fé e Salvação
 
O único caminho de salvação do pecador é o que nos aponta o apóstolo Paulo, nas seguintes palavras: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus” (Ef.2.9). Ninguém se salva pelo batismo administrado pelo pastor, nem pela profissão de fé. Devemos, portanto, fazer a nossa profissão de fé, por obediência a Jesus, para nos tornarmos membros da comunidade, e para termos autoridade de proclamar a alegria da salvação. Não, porem, para nos salvarmos.

 

Texto extraído de: Rev. Hebert dos Santos Gonçalves: Apostila para Classe de Novos Membros



Postado em: 31/05/2017 21:11:32

Por: R. C. Sproul

Comentário:

A principal fonte para a teologia sistemática é a Bíblia. De fato, a Bíblia é a fonte primária para todas as três disciplinas teológicas: teologia bíblica, teologia histórica e teologia sistemática. O trabalho da teologia bíblica é considerar as informações da Escritura à medida que se manifestam no passar do tempo; e este trabalho serve como uma fonte para o teólogo sistemático. Um erudito bíblico examina as Escrituras e estuda o desenvolvimento progressivo de termos, conceitos e temas no Antigo e no Novo Testamento, para verificar como eles são usados no decurso da história da revelação.

Um problema existente nos seminários contemporâneos é um método de fazer teologia bíblica, chamado “atomismo”, em que cada “átomo” da Escritura permanece isolado. Um erudito pode decidir limitar-se a estudar apenas a doutrina paulina de salvação em Gálatas, enquanto outro se focaliza exclusivamente nos ensinos de Paulo sobre a salvação em Efésios. O resultado é que cada um aparece com um ponto de vista diferente a respeito da salvação – um com base em Gálatas, e outro com base em Efésios – mas há uma falha em examinar como os dois pontos de vista se harmonizam. A pressuposição é que Paulo não foi inspirado por Deus ao escrever Gálatas e Efésios, portanto não há unidade abrangente e nenhuma coerência na Palavra de Deus. Em anos recentes, tem sido comum ouvirmos teólogos afirmarem que achamos não somente diferenças na teologia entre o Paulo “anterior” e o Paulo “posterior”, mas também tantas teologias na Bíblia quanto existem seus autores. Há a teologia de Pedro, a teologia de João, a teologia de Paulo e a teologia de Lucas, e elas não se harmonizam. Esse é um ponto de vista negativo sobre a coerência da Escritura e se torna perigoso quando alguém se focaliza apenas numa parte restrita da Bíblia sem, ao mesmo tempo, considerar toda a estrutura da revelação bíblica.

A segunda disciplina, outra fonte para a teologia sistemática, é a teologia histórica. Teólogos históricos investigam como a doutrina se desenvolveu na vida da igreja no decorrer da historia, principalmente em tempos de crise – quando heresias surgiram e a igreja reagiu. Teólogos contemporâneos ficam frustrados quando as supostas novas controvérsias surgem em igrejas e seminários, porque a igreja já experimentou cada uma destas aparentemente novas disputas, repetidas vezes, no passado. De acordo com a história, a igreja se reuniu em concílios para resolver questões disputadas, como no Concílio de Niceia (325 AD) e no Concílio de Calcedônia (451 AD). Estudar estes acontecimentos é a função de teólogos históricos.

 A terceira disciplina é a teologia sistemática. O trabalho dos teólogos sistemáticos consiste em examinar a fonte de informações bíblicas, as fontes dos desenvolvimentos históricos que surgiram por meio de controvérsias e concílios eclesiásticos, seus credos e confissões subsequentes, bem como os discernimentos dos grandes pensadores com os quais a igreja foi abençoada no passar dos séculos. O Novo Testamento nos diz que, em sua graça, Deus concedeu mestres à igreja (Ef 4.11-12). Nem todos são mestres tão perspicazes como Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino ou Jonathan Edwards. Esses homens não têm autoridade apostólica, mas a pura magnitude de sua pesquisa e a profundidade de seu entendimento beneficia a igreja em toda época. Tomás de Aquino foi chamado “o doutor angelical” pela Igreja Católica Romana. Os católicos romanos não acreditam que Tomás de Aquino era infalível, mas nenhum historiador ou teólogo católico romano ignora suas contribuições.

Os teólogos sistemáticos estudam não somente a Bíblia, os credos e as confissões da igreja, mas também os discernimentos dos principais mestres que Deus outorgou no decorrer da história. Eles examinam todas as informações – bíblicas, históricas e sistemáticas – e as apresentam juntas.

O valor da teologia

A questão real diz respeito ao valor de todo este estudo. Muitas pessoas acreditam que o estudo teológico tem pouco valor. Elas dizem: “Não preciso de teologia; preciso apenas conhecer a Jesus”. Mas a teologia é inevitável para todo cristão. É nossa tentativa para entendermos a verdade que Deus nos revelou – algo que todo cristão faz. Portanto, a questão não é se vamos nos engajar em teologia, mas se a nossa teologia é correta ou incorreta. É importante estudarmos e aprendermos porque Deus fez grande esforço para se revelar ao seu povo. Ele nos deu um Livro, que não deve ficar quieto numa prateleira exercendo pressão sobre flores secas, mas deve ser lido, examinado, meditado, estudado e, principalmente, entendido.

Um texto importante, nos escritos do apóstolo Paulo, se acha em sua segunda carta a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). Esse texto deveria pôr um fim em todas as afirmações de que não precisamos de ensino ou de que o ensino não tem valor algum. Há um benefício que resulta de um estudo cuidadoso da Bíblia. Por ser inspirada pelo Deus todo-poderoso, a Bíblia nos dá um recurso valioso e proveitoso, e esse recurso é o ensino.

A Bíblia também é proveitosa para a repreensão. O mundo acadêmico dedica muita energia à crítica bíblica, às vezes chamada alta crítica, que é uma análise crítica da Escritura. Entretanto, a crítica bíblica em que devemos estar engajados nos torna o objeto e não o sujeito da crítica. Em outras palavras, a Bíblia nos critica. Quando vamos à Palavra de Deus, ela expõe o nosso pecado. A doutrina bíblica do homem nos inclui, como o faz a doutrina do pecado; e somos repreendidos por nossa pecaminosidade, quando vamos ao texto da Escritura. Podemos não ouvir as críticas de nossos irmãos, mas somos sábios se atentamos à crítica da parte de Deus quando ela nos alcança na Escritura Sagrada.

 A Escritura é também proveitosa para a correção tanto do falso viver quanto do falso crer. Algum tempo atrás, atendendo ao pedido de um amigo, li um best-seller do New York Times a respeito de como se tornar um médium e se comunicar com os mortos. Fui até metade do livro e tive de parar a leitura. Havia tanta imundície espiritual naquele livro, tanta falsidade, que até aqueles que têm um entendimento simples da lei de Deus no Antigo Testamento teriam sido capazes de detectar as mentiras. Esse é o benefício de correção do falso ensino e do falso viver que podemos ganhar da Escritura.

Por último, a Escritura é proveitosa “para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. O propósito da teologia não é satisfazer nosso intelecto e sim nos instruir nos caminhos de Deus, para que cresçamos até à maturidade e à plenitude de obediência a ele. Essa é a razão por que nos engajamos em teologia.


Somos Todos Teólogos – R. C. Sproul

Neste livro, o autor argumenta que somos todos teólogos sempre que buscamos respostas sobre os ensinos da Bíblia ou os ignoramos intencionalmente. Ele nos ajuda a estudar e in­terpretar corretamente as Escrituras para fazermos boa teologia.

Escrito pelo eminente teólogo R. C. Sproul, esta introdu­ção à teologia sistemática nos orienta sobre os principais temas da fé cristã, através de um estudo abrangente das Escrituras e da história da igreja que nos permite formular uma teologia para a vida do dia a dia.

Sproul dividiu este livro em 8 partes e 60 breves capítulos, empregando uma linguagem acessível e atual e explicando com clareza e facilidade assuntos difíceis da teologia, lembrando-nos que Deus gosta de sua revelação e tem prazer quando as pessoas buscam entender e obedecer sua Palavra.


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog



Postado em: 28/05/2017 16:50:36

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Para todos os crentes, a ida ao lar, a fim de estarem com Jesus, no tempo determinado por Deus, será um acontecimento bendito e feliz. Em apenas alguns anos, os soldados de Cristo que agora estão lutando o bom combate da fé (ver 1 Timóteo 6.12) terminarão o seu conflito e entrarão no gozo de seu Senhor. Embora Cristo tenha suplicado que seu povo, no tempo certo, esteja onde Ele está, Ele não pediu que seu povo seja retirado imediatamente deste mundo para o céu. O Senhor Jesus deseja que os crentes permaneçam aqui. Entretanto, quão frequentemente o cansado peregrino oferece uma oração como a seguinte: “Quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso” (Salmos 55.6), mas Cristo não ora assim. Ele nos deixa nas mãos de seu Pai, até que, como espigas completamente maduras, sejamos cada um de nós reunidos no celeiro de nosso Senhor.

Jesus não pede nossa remoção instantânea por meio da morte, pois permanecer na carne é necessário para os outros, se não é proveitoso para nós mesmos. O Senhor Jesus pediu que fôssemos guardados do mal. Quando os crentes enfrentam qualquer aflição, frequentemente eles tem o desejo de morrer. Pergunte-lhes por que, e eles responderão: “Queremos estar com Cristo”. Temos receio de que isto ocorra não exatamente porque eles anseiam estar com o Senhor, e sim porque desejam livrar-se de seus problemas. Se assim não fosse, eles sentiriam esse desejo de morrer em outras ocasiões, quando não estivessem sob a pressão das provações. Eles querem ir para casa, não tanto pela companhia do Salvador quanto para terem descanso.

Ora, ter o desejo de partir é correto, se pudermos senti-lo da maneira como o apóstolo Paulo o sentiu. Estar com Cristo é muito melhor. Mas o desejo de livrar-se das provações é egoísta. O seu desejo deve ser o de glorificar a Deus, por meio de sua vida neste mundo, até quando Ele quiser. Embora isto se realize em meio a conflitos, intenso labor e sofrimento, permita que Ele diga: “Chega, já é o bastante!”

 



Postado em: 28/05/2017 15:59:52

Por: 1

Comentário:



Postado em: 21/05/2017 17:42:46

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

“As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas.” (Cântico dos Cânticos 5.13)

 

Este é o mês das flores! As chuvas de março e os ventos de abril realizaram a sua obra e a terra está toda adornada em beleza. Vem, alma minha, e ponha sua veste de feriado; saia a juntar flores de pensamentos celestiais. O “canteiro de bálsamo” é bastante conhecido para você, que tem frequentemente sentido o cheiro das “colinas de ervas aromáticas”. Dirija-se imediatamente ao seu Senhor e encontre nele toda amabilidade e regozijo. Aquele rosto outrora fustigado com severidade pela vara, frequentemente molhado por lágrimas de simpatia e, depois, maculado por cuspe – aquele rosto, visto que agora sorri com misericórdia, é um aroma fragrante para o meu coração.

Ó Senhor Jesus, não escondeste o teu rosto da vergonha e do cuspe. Encontrarei no adorar-Te o mais estimado deleite. As tuas faces foram sulcadas pelo arado da aflição e enrubescidas pelo sangue de tuas têmporas coroadas de espinhos. Tais marcas de amor ilimitado encantam minha alma, mais do que “colunas perfumadas”. Se não me fosse possível ver a sua face inteira, olharia suas bochechas; mesmo que olhe para Ele rapidamente, meu espírito será revigorado e produzirá uma variedade de alegrias. Em Jesus, eu encontro não somente fragrância, encontro também um canteiro de bálsamo. Encontro não somente uma flor, mas todo tipo de flores aromáticas. Ele é a minha rosa, o meu lírio, o meu amor-perfeito, o meu ramalhete de cânfora. Quando Ele está comigo, todo o ano é maio em minha vida. Minha alma sai a lavar seu rosto feliz no orvalho da manhã da graça de Cristo e consolar-se com o gorjeio dos pássaros de suas promessas. Ó precioso Senhor Jesus, faze-me conhecer a bênção que se encontra na comunhão permanente e ininterrupta contigo. Eu sou um pobre indigno, cuja face Tu tens condescendido em beijar! Oh, deixa-me beijar-Te em retribuição.

 

 



Postado em: 21/05/2017 17:40:29

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. (Marcos 1.30)

 

Esta breve consideração na casa do apóstolo e pescador é muito interessante. A princípio, observamos que as alegrias familiares e os cuidados da família não constituíam um impedimento ao pleno ministério de nosso Senhor. De fato, desde que elas forneciam uma oportunidade de testemunho pessoal da graciosa obra do Senhor para a própria carne e sangue de alguém, podiam até instruir o professor melhor do que qualquer disciplina terrena. Alguns podem se manifestar contra o casamento, mas o verdadeiro cristianismo e a vida familiar se harmonizam bem juntos. Provavelmente a casa de Pedro era uma habitação simples de pescador, mas o Senhor da glória entrou nela, se hospedou e realizou um milagre ali. Se este pequeno livro estiver sendo lido em alguma casa humilde, este fato deve encorajar os que nela habitam a buscar a companhia do Rei Jesus. Deus habita mais em casas humildes do que em mansões de ricos. Jesus está olhando para você agora, desejando mostrar-se gracioso. A enfermidade havia entrado na casa de Simão, e a febre em uma intensidade mortal tinha prostrado a sogra dele. Logo que Jesus entrou naquela casa, falaram-Lhe a respeito daquela triste aflição. Ele se apressou a chegar ao leito da paciente. Você tem alguma doença em sua casa? Descobrirá que Jesus é o melhor de todos os médicos. Busque-O imediatamente, contando-Lhe tudo a respeito da enfermidade. Se é algo que diz respeito a algum dos filhos de Deus, então, é importante para o Senhor Jesus. Observe que Ele curou logo a senhora enferma. Ninguém pode curar como Jesus. Podemos não estar certos de que o Senhor removerá todas as doenças daqueles que amamos, pois sabemos que a oração da fé, mais do que por qualquer outra coisa neste mundo, será acompanhada por restauração. Nos casos em que isto não aconteça, temos de nos sujeitar à vontade daquele por meio de Quem a vida e a morte são determinadas. O amável coração de Jesus quer ouvir nossas tristezas. Derrame-as em seu ouvido paciente.

 

 

 

 



Postado em: 21/05/2017 17:37:43

Por: John Piper

Comentário:

Sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação. (2 Coríntios 7.4)

 

O que é extraordinário sobre Paulo é quão incrivelmente duradoura sua alegria era quando as coisas não estavam indo bem.

De onde isso vinha?

Em primeiro lugar, isso foi ensinado por Jesus: “Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem… Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu” (Lucas 6.22-23). Para Jesus, as tribulações fazem parte do seu interesse no céu, o qual dura muito mais do que a terra. Em segundo lugar, isso vem do Espírito Santo, não de nossos próprios esforços, imaginação ou educação familiar. “O fruto do Espírito é… alegria” (Gálatas 5.22). “Tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo” (1 Tessalonicenses 1.6). Em terceiro lugar, isso vem de pertencer ao reino de Deus. “O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14.17). Em quarto lugar, isso vem por meio da fé, ou seja, de crer em Deus. “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer” (Romanos 15.13). “E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé” (Filipenses 1.25). Em quinto lugar, isso vem de considerar e conhecer Jesus como Senhor. “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Filipenses 4.4). Em sexto lugar, isso vem de outros crentes que se esforçam para nos ajudar a nos concentrar nessas fontes de alegria, em vez de circunstâncias enganosas. “Somos cooperadores de vossa alegria” (2 Coríntios 1.24). Em sétimo lugar, vem dos efeitos santificadores das tribulações. “Nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Romanos 5.3-4). Se ainda não somos como Paulo, ele nos chama a ser. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11.1). E para a maioria de nós este é um chamado para a oração fervorosa. Essa é uma vida sobrenatural.

 



Postado em: 14/05/2017 21:23:11

Por: Augustus Nicodemus Lopes

Comentário:

O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós. (Eclesiastes 1:9-10)

O sábio Salomão descreve de forma realista a mesmice da vida e a raridade das coisas novas. Fruto da sua própria constatação de observador e conhecedor dos tempos e épocas. Em suma, muito do que surge sob a capa de novo nada mais é que uma re-edição maquiada de algo que já aconteceu no passado. É o caso também na área de religião.
Estamos assistindo hoje ao ressurgimento gigantesco de uma religião antagônica ao Cristianismo, que nada mais é que a espiritualidade do antigo paganismo. O paganismo pode ser entendido, do ponto de vista religioso, como a religião por excelência do antigo Império Romano. Muito mais que uma religião, porém, englobava uma cosmovisão, uma maneira de ver e entender a realidade, influenciada por vertentes da filosofia grega, pelas antigas religiões de mistério, a religião oficial grega, baseada nos deuses de Homero, e a própria religião romana do culto ao Imperador.

Historicamente, o paganismo como religião teve seu declínio com o advento e crescimento assombroso do Cristianismo a partir do século I, e posteriormente, séculos depois, com o domínio do racionalismo e a conseqüente secularização do estado. Curiosamente, em paralelo com esta secularização, ressurge nos dias de hoje das cinzas o velho paganismo, travestido de nova espiritualidade, crescendo e se alastrando em todos os círculos da sociedade ocidental moderna, inclusive na academia.

Esta nova edição da antiga espiritualidade pagã está presente na mídia, em todo lugar, e certamente atinge também a universidade através das idéias, dos professores, dos alunos. Por isto, como Universidade confessional, é preciso notar que existe uma diferença fundamental entre a espiritualidade pagã e o Cristianismo. Esta diferença reside na questão das distinções. Em resumo, a essência filosófica da espiritualidade pagã pode ser resumida na palavra monismo – teoria filosófica que a realidade consiste em um único elemento, que universo é uno e harmônico, e que todas as coisas são formas de uma única substância. Em outras palavras, a realidade deve ser vista como um todo uniforme, sem distinções de seres e de existências. Em contraste, o Cristianismo entende que existem distinções fundamentais na base da nossa existência e da realidade como um todo. Os cinco pontos abaixo ilustram esta diferença.

Deus e o Mundo
A nova espiritualidade, seguindo a antiga visão pagã, considera que Deus e o mundo são um. A melhor figura para ilustrar esta visão é a de um círculo, aliás o símbolo preferido da nova espiritualidade. Deus e o mundo estão dentro do mesmo círculo, têm níveis de existência iguais e um é a extensão do outro. Do ponto de vista da espiritualidade pagã, isto significa que tudo está unido em uma única realidade divina. O mundo criou-se a si próprio pela evolução. Possui uma força interior própria que o sustém e mantém sempre no processo de evolução. Não precisa de um Criador distinto. Temos um exemplo desta visão no filme Star Wars, quando Obi Wan Kenobi, o mestre Jedi, explica a Luke Skywalker o que é a força, usando a linguagem monista do antigo paganismo: “A força é um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém a galáxia coesa... é todo-poderosa e controla todas as coisas”. Um outro exemplo do impacto da nova espiritualidade é o surgimento da ecologia radical, que se tornou uma religião para seus adeptos, divinizando, a seu modo, a terra e seus eco-sistemas.


O Cristianismo, em contraste, declara que Deus e o mundo são distintos. Estariam em círculos diferentes. Deus existe eternamente por Si só. Ele criou o mundo, não como uma extensão de Si mesmo, mas com existência à parte. Embora Deus esteja presente (imanência) ele é totalmente outro (transcendência). Assim, o Cristianismo reafirma a distinção que a nova espiritualidade procura negar.

Deus e a Humanidade
Para a espiritualidade pagã, a humanidade é uma com Deus. Este segundo princípio decorre naturalmente do primeiro. Se o todo é um e um é o todo, então a humanidade é uma parte de Deus, uma expressão da unidade divina. O homem, ou a totalidade das pessoas, é Deus. Não precisamos reverenciar algo além de nós mesmos. Não existe um Deus pessoal que se comunica através de verdade objetiva. Assim sendo, para a nova espiritualidade o ser humano é essencialmente bom, por ser um com Deus. E sendo deuses, não estamos debaixo de regras ou autoridade e podemos criar as nossas próprias leis, estabelecer nossos próprios valores. Podemos ainda também decidir nossa própria verdade e construir nossa própria versão da realidade. Neste ambiente, cada ego é uma fonte de verdade e, portanto, deve ser tolerado.

Para o Cristianismo, porém, só existe um Deus – e não somos Ele! O homem, embora tendo a imagem e semelhança de Deus, foi criado por Ele, não como uma extensão de Si próprio, mas como uma criatura com existência distinta e separada. A relação entre Deus e o homem, entre o Criador e a Criatura, é a de subordinação, o que implica respeito, obediência e adoração. Quem estabelece a verdade e as regras é o Criador e não a criatura. Na visão cristã, a distinção entre Deus e o homem é ainda acentuada pelo fato de que Deus, além de ter existência separada e distinta, é santo, puro e verdadeiro. O homem, em contraste, se encontra num estado de queda, desvio e abandono de Deus. Ele não é intrinsecamente bom, mas inclinado a todo mal.

As Religiões
A espiritualidade pagã considera que todas as religiões são, na verdade, uma só. Se toda a humanidade é na verdade uma só, então só existe uma religião, ao final. A espiritualidade pagã convida todas as religiões a entrarem no círculo e se tornarem uma. A unidade mística está no coração do paganismo. Todas as religiões compartilham da experiência mística. Os membros de todas as religiões ao redor do mundo chegarão à mesma unio mystica com Deus, pela qual se tornam divinos. Deste ponto de vista, todas as religiões são as fatias de uma pizza, que se encontram no centro. Assim, a nova espiritualidade rejeita a distinção doutrinária que existe entre as grandes religiões do mundo e convoca todas à união mediante uma experiência mística com o Todo.

Já para o Cristianismo, deve ser feita uma distinção entre as duas únicas religiões que, na verdade, existem: aquela que oferece união com Deus mediante os esforços pessoais do indivíduo e aquela em que esta união é oferecida com base nos méritos de Outro. Na primeira, o homem sai no encalço de Deus; na segunda, Deus vem no encalço do homem. Numa, a salvação é pelas obras; noutra, pela graça somente. A primeira se manifesta sob a forma de muitas religiões diferentes, que, todavia, concordam nisto: o homem alcança a bem-aventurança com base em seus méritos. A segunda se manifesta somente no Cristianismo histórico, segundo o qual Jesus Cristo surge como o único e suficiente Salvador da condição humana.

O problema do Homem
Para a nova espiritualidade, só há um problema: as separações. À semelhança do antigo gnosticismo, a ressurgente espiritualidade pagã acredita que o nosso problema real é a falta de conhecimento de nós mesmos como parte da divindade e da existência. Conseqüentemente, temo-nos esquecido da nossa verdadeira natureza, acalmado a nós mesmos numa amnésia metafísica ou sono espiritual, pelas ilusões do mundo físico externo e palpável. Temos de rejeitar as distinções e separações. Só assim o mundo poderá se conscientizar da unidade mística de todas as coisas. Em linhas gerais, a espiritualidade pagã deseja abolir as várias separações, que considera a causa única dos problemas do homem, entre elas:


a. Deus/mundo
b. Deus/homem
c. Cristo/Diabo
d. Humanos/Animais
e. Certo/Errado
f. Bom/Mau
g. Homem/Mulher

Para o Cristianismo, o problema não são as separações acima, mas a Separação. Existe uma única separação que é a causa de todos os males, problemas, dores, angústias da humanidade, que é a separação moral e espiritual entre o homem e Deus. Esta separação é obviamente negada pelos adeptos da nova espiritualidade, que colocam o homem e Deus dentro do mesmo círculo. Para o Cristianismo, porém, esta separação é causada pela nossa inclinação ao mal, ao egoísmo, à crueldade, em contraste com a natureza de Deus, que é perfeito, justo, verdadeiro e coerente. Como resultado, separado do Criador, o homem existe às cegas, solitário, cheio de incertezas, angústias, culpa e apreensões, tendo como referencial a si próprio ou a natureza.

A Solução
A espiritualidade pagã, travestida de nova espiritualidade, prega que a solução está dentro de cada um de nós. Ela diz que o círculo se completa quando entramos dentro de nós mesmos. Nosso eu precisa assentar-se no centro das coisas. Isto se faz pela eliminação das distinções e dos controles racionais. A espiritualidade desejada não está na idéia, mas na experiência. Os hippies descobriram que as drogas ajudam nesta viagem de auto-descoberta. Muitas pessoas usam meditação para descobrir a conexão entre elas e o todo.

O Cristianismo, contrariamente, afirma que a solução está fora de nós. O homem é incapaz de achar em si mesmo os referenciais e as respostas que busca, pois está num estado de queda e separação de Deus. Por sua vez, Deus revelou-se em Cristo Jesus e propõe reconciliação com sua Criatura caída mediante o perdão gratuito dos seus pecados. A solução, portanto, é extra nos e não intra nos, como deseja o monismo pagão.

Conclusão
A comparação acima mostra a diferença radical entre a nova espiritualidade e o Cristianismo. Os cinco pontos abordados representam as questões fundamentais que as religiões discutem.


Lembremos que o Mackenzie, como Universidade confessional, não confessa uma religiosidade vaga, geral, como a nova espiritualidade. Confessa, sim, o Cristianismo. Lembremos ainda que, à diferença da nova espiritualidade, o Cristianismo nos dá as bases necessárias para a investigação e a pesquisa: racionalidade, distinções e uma visão objetiva de um mundo que existe além de nós, do qual não somos meras extensões.

Augustus Nicodemus Lopes

(*) Esta homilia foi inspirada na obra de Peter Jones sobre a ressurgência do paganismo antigo, publicada em português como A Ameaça Pagã, pela Casa Editora Presbite



Postado em: 01/05/2017 16:27:39

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, Jó respondeu:
2 Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse a minha miséria,
3 esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras foram precipitadas.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito sorve o veneno delas; os terrores de Deus se arregimentam contra mim.
5 Zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto à sua forragem?
6 Comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá sabor na clara do ovo?
7 Aquilo que a minha alma recusava tocar, isso é agora a minha comida repugnante.
8 Quem dera que se cumprisse o meu pedido, e que Deus me concedesse o que anelo!
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que soltasse a sua mão e acabasse comigo!
10 Isto ainda seria a minha consolação, e saltaria de contente na minha dor, que ele não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.
11 Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?
12 Acaso, a minha força é a força da pedra? Ou é de bronze a minha carne?
13 Não! Jamais haverá socorro para mim; foram afastados de mim os meus recursos.
14 Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram; são como um ribeiro, como a torrente que transborda no vale,
16 turvada com o gelo e com a neve que nela se esconde,
17 torrente que no tempo do calor seca, emudece e desaparece do seu lugar.
18 Desviam-se as caravanas dos seus caminhos, sobem para lugares desolados e perecem.
19 As caravanas de Temá procuram essa torrente, os viajantes de Sabá por ela suspiram.
20 Ficam envergonhados por terem confiado; em chegando ali, confundem-se.
21 Assim também vós outros sois nada para mim; vedes os meus males e vos espantais.
22 Acaso, disse eu: dai-me um presente? Ou: oferecei-me um suborno da vossa fazenda?
23 Ou: livrai-me do poder do opressor? Ou: redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.
25 Oh! Como são persuasivas as palavras retas! Mas que é o que repreende a vossa repreensão?
26 Acaso, pensais em reprovar as minhas palavras, ditas por um desesperado ao vento?
27 Até sobre o órfão lançaríeis sorte e especularíeis com o vosso amigo?
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim e vede que não minto na vossa cara.
29 Tornai a julgar, vos peço, e não haja iniqüidade; tornai a julgar, e a justiça da minha causa triunfará.
30 Há iniqüidade na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas perniciosas?



Postado em: 01/05/2017 16:26:34

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Chama agora! Haverá alguém que te atenda? E para qual dos santos anjos te virarás?
2 Porque a ira do louco o destrói, e o zelo do tolo o mata.
3 Bem vi eu o louco lançar raízes; mas logo declarei maldita a sua habitação.
4 Seus filhos estão longe do socorro, são espezinhados às portas, e não há quem os livre.
5 A sua messe, o faminto a devora e até do meio dos espinhos a arrebata; e o intrigante abocanha os seus bens.
6 Porque a aflição não vem do pó, e não é da terra que brota o enfado.
7 Mas o homem nasce para o enfado, como as faíscas das brasas voam para cima.
8 Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a ele entregaria a minha causa;
9 ele faz coisas grandes e inescrutáveis e maravilhas que não se podem contar;
10 faz chover sobre a terra e envia águas sobre os campos,
11 para pôr os abatidos num lugar alto e para que os enlutados se alegrem da maior ventura.
12 Ele frustra as maquinações dos astutos, para que as suas mãos não possam realizar seus projetos.
13 Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos que tramam se precipita.
14 Eles de dia encontram as trevas; ao meio-dia andam como de noite, às apalpadelas.
15 Porém Deus salva da espada que lhes sai da boca, salva o necessitado da mão do poderoso.
16 Assim, há esperança para o pobre, e a iniqüidade tapa a sua própria boca.
17 Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso.
18 Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam.
19 De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará.
20 Na fome te livrará da morte; na guerra, do poder da espada.
21 Do açoite da língua estarás abrigado e, quando vier a assolação, não a temerás.
22 Da assolação e da fome te rirás e das feras da terra não terás medo.
23 Porque até com as pedras do campo terás a tua aliança, e os animais da terra viverão em paz contigo.
24 Saberás que a paz é a tua tenda, percorrerás as tuas possessões, e nada te faltará.
25 Saberás também que se multiplicará a tua descendência, e a tua posteridade, como a erva da terra.
26 Em robusta velhice entrarás para a sepultura, como se recolhe o feixe de trigo a seu tempo.
27 Eis que isto já o havemos inquirido, e assim é; ouve-o e medita nisso para teu bem.



Postado em: 01/05/2017 16:21:37

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, respondeu Elifaz, o temanita, e disse:
2 Se intentar alguém falar-te, enfadar-te-ás? Quem, todavia, poderá conter as palavras?
3 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas.
4 As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
5 Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas; sendo tu atingido, te perturbas.
6 Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos?
7 Lembra-te: acaso, já pereceu algum inocente? E onde foram os retos destruídos?
8 Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniqüidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam.
9 Com o hálito de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem.
10 Cessa o bramido do leão e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
11 Perece o leão, porque não há presa, e os filhos da leoa andam dispersos.
12 Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
13 Entre pensamentos de visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens,
14 sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
15 Então, um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos do meu corpo;
16 parou ele, mas não lhe discerni a aparência; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz:
17 Seria, porventura, o mortal justo diante de Deus? Seria, acaso, o homem puro diante do seu Criador?
18 Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui imperfeições;
19 quanto mais àqueles que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
20 Nascem de manhã e à tarde são destruídos; perecem para sempre, sem que disso se faça caso.
21 Se se lhes corta o fio da vida, morrem e não atingem a sabedoria.



Postado em: 01/05/2017 16:03:27

Por: Diversos

Comentário:

Antes de iniciar, ore para que Deus o oriente e abençoe na sua leitura e, ao terminar, agradeça-lhe as bênçãos recebidas através dessa leitura.

Leia com reverência e humildade e, sempre que possível, procure ler trechos que tenham sentido completo.

Medite naquilo que você está lendo e construa sua vida sobre as promessas e os ensinamentos que ela apresenta.

 

MAIO
 DIA 01 - JÓ: 4 - 5 - 6
   DIA 17 - 2 CRONICAS: 4 - 5 - 6
 DIA 02 - JÓ: 7 - 8 - 9 - 10
   DIA 18 - 2 CRONICAS: 7 - 8 - 9
 DIA 03 - JÓ: 11 - 12 - 13
   DIA 19 - PROVERBIOS: 1 - 2 - 3
 DIA 04 - JÓ: 14 - 15 - 16
   DIA 20 - PROVERBIOS: 4 - 5 - 6
 DIA 05 -JÓ: 17 - 18 - 19
   DIA 21 - PROVERBIOS: 7 - 8 - 9
 DIA 06 - JÓ: 20 - 21 - 22
   DIA 22 - PROVERBIOS: 10 - 11 - 12
 DIA 07 - JÓ: 23 - 24 - 25
   DIA 23 - PROVERBIOS: 13 - 14 - 15
 DIA 08 - JÓ: 26 - 27 - 28
   DIA 24 - PROVERBIOS: 16 - 17 - 18
 DIA 09 - JÓ: 29 - 30 - 31
   DIA 25 - PROVERBIOS: 19 - 20 - 21
 DIA 10 - JÓ: 32 - 33 - 34 - 35
   DIA 26 - PROVERBIOS: 22 - 23 - 24
 DIA 11 - JÓ: 36 - 37 - 38 - 39
   DIA 27 - PROVERBIOS: 25 - 26 - 27
 DIA 12 - JÓ: 40 - 41 - 42
   DIA 28 - PROVERBIOS: 28 - 29 - 30 - 31
 DIA 13 - I REIS: 1 - 2 - 3 - 4
   DIA 29 - ECLESIASTES: 1 - 2 - 3
 DIA 14 - I REIS: 5 - 6 - 7 - 8
   DIA 30 - ECLESIASTES: 4 - 5 - 6
 DIA 15 - I REIS: 9 - 10 - 11
   DIA 31 - ECLESIASTES: 7 - 8 - 9
 DIA 16 - 2 CRONICAS: 1 - 2 - 3
   

 

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” 
João 8:31-32

Assim como este, ainda existem muitos tesouros escondidos nesta “Palavra de Jesus” que é a Bíblia Sagrada.

O meu desejo, assim como do Pai, o Deus todo poderoso, é que O conheçamos e prossigamos nisto.

A palavra só terá efeito em nossas vidas se:

Ler

Meditar

Aplicá-la à minha vida

Que Deus possa assim nos abençoar neste ano de vitórias em Cristo Jesus!

“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”  João 17:17



Postado em: 01/05/2017 15:56:04

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe havíamos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam. (Esdras 8.22)

 

Um regimento armado teria sido desejável para os peregrinos, mas uma timidez santa não permitiu que Esdras buscasse um. Ele temeu que o rei pagão pensasse ser hipócrita sua confissão de fé; ou que ele imaginasse não ser o Deus de Israel capaz de preservar seus próprios adoradores. Esdras não poderia depender de braços de carne em um assunto que tão evidentemente pertencia a Deus. Por isso, a caravana seguiu viagem sem qualquer proteção visível, guardada por Aquele que é a espada e o escudo de seu povo. É motivo de receio que poucos crentes sintam este zelo santo para com seu Deus. Mesmo aqueles que, em determinada medida, andam pela fé, ocasionalmente, mancham o resplendor de sua vida por anelarem a ajuda do homem. É uma atitude bendita permanecer firme na Rocha dos Séculos, sem contrafortes, sustentado apenas pelo Senhor. Algum crente procuraria doações do Estado para sua igreja, se lembrasse que o Senhor é desonrado por esta atitude? O Senhor não pode suprir as necessidades de sua própria causa? Correríamos apressadamente aos amigos e parentes, em busca de auxílio, se lembrássemos que o Senhor é magnificado em confiarmos implícita e unicamente em seu braço? Ó minha alma, espera somente em Deus. Talvez alguém diga: “Mas, não devemos usar quaisquer outras fontes?” Certamente. No entanto, o nosso erro raramente está em negligenciarmos essas fontes. Com maior frequência, nosso erro surge de crermos ingenuamente nesses recursos, em vez de crermos em Deus. Poucos vão longe em negligenciar o braço da criatura, mas muitos pecam grandemente em fazer uso excessivo dele. Aprenda, querido leitor, a glorificar o Senhor não arriscando os demais meios, se, quando os utiliza, desonra o nome do Senhor.

   



Postado em: 23/04/2017 08:40:09

Por: George Whitefield

Comentário:

“A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: 2 Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. 3 E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas, 4 Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. 5 Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: 6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jeremias 18:1-6)

 

Em diversas ocasiões e de diversas maneiras, agradou a Deus falar aos nossos pais pelos profetas, antes de falar a nós nestes últimos dias por Seu Filho. Para Elias, Ele se revelou através de uma voz tranquila. Para Jacó, por um sonho. Com Moisés, falou face a face. Em alguns momentos Ele se agradou de enviar um profeta escolhido em alguma tarefa especial; e enquanto ele era assim usado, este profeta era agraciado por Deus com uma mensagem particular, a qual era ordenado a anunciar a todos os habitantes da terra. Um exemplo muito instrutivo deste tipo de mensagem nós temos registrado nesta passagem que acabamos de ler para vocês. O primeiro versículo nos informa que foi uma palavra, ou mensagem, que veio imediatamente do Senhor para o profeta Jeremias. Mas não somos informados em que momento, ou como o profeta foi direcionado quando ela veio. Talvez, enquanto ele estava intercedendo por aqueles que não orariam por si mesmos. Talvez, ao amanhecer, quando o profeta ainda estava dormindo ou meditando em sua cama.

 

Mas o que interessa é que a palavra veio a ele, dizendo: “Levanta-te”. E o que ele deveria fazer ao se levantar? Ele tinha “que descer à casa do oleiro” (e o profeta sabia onde encontrá-lo) “lá [diz o grande Yahwéh] te farei ouvir as minhas palavras”. Jeremias não procura carne e sangue, ele não se opõe dizendo que estava escuro ou frio, ou deseja que possa receber a mensagem ali mesmo, mas sem a menor hesitação imediatamente é obediente à visão celestial. “E [disse Jeremias] desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas”. Assim que ele estava entrando na casa ou na oficina, o oleiro, ao que parece, tinha um vaso em sua roda. E havia algo tão extraordinário nisso, que deveria ser introduzido com a palavra “Eis”? Que sonhador visionário ou entusiasta supersticioso Jeremias seria considerado mesmo por muitos que liam suas profecias com aparente respeito, ele estaria vivo agora? Mas esta não foi a primeira vez que Jeremias ouviu a Deus desde o Céu desta maneira. Ele prontamente obedeceu; e se eu e você tivéssemos o acompanhado até a casa do oleiro, creio que o veríamos em silêncio e aguardando intensamente o seu Grande e Sábio Comandante para saber por que o enviou ali. Parece-me que o vejo com total atenção. Ele notou que o vaso era de “barro”, e aconteceu que quando o oleiro o segurou entre as mãos e girou a roda, a fim de trabalhá-lo de alguma forma particular, “quebrou-se na mão do oleiro”, e consequentemente ficou impróprio para o uso intencionado. E o que faz ele então com o vaso estragado? Estando o vaso tão desfigurado, suponho que o oleiro, sem a menor injustiça, poderia tê-lo jogado de lado e ter tomado outra quantidade de argila em seu depósito, ele não fez isso, mas, “tornou a fazer dele outro vaso”. E por acaso o oleiro pede conselho aos seus domésticos e lhe pergunta que tipo de vaso eles o aconselham a fazer? Não, de forma alguma. Ele fez um vaso novo “conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer”.

 

“Então”, acrescenta Jeremias, enquanto estava no caminho do dever, estava mentalmente suplicando, Senhor, o que Senhor quer que eu faça? “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro [deformado, estragado e impróprio para o primeiro propósito designado], assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”. Finalmente, Deus dá a Jeremias o seu sermão: curto, mas pungente, o qual deveria ser anunciado a toda a casa de Israel, aos príncipes, aos sacerdotes e ao povo: curto, mas pungente, ainda mais afiado do que uma espada de dois gumes.

 

“O quê?”, diz o soberano Senhor do Céu e da Terra, “me seria negado o privilégio de um oleiro comum? Não posso fazer o que Eu quero com que é Meu? Eis que o barro está nas mãos do oleiro, assim vós estais nas minhas mãos, ó casa de Israel. Eu vos criei e formei em povo, e vos abençoei acima de qualquer outra nação debaixo do céu; assim como o oleiro poderia simplesmente ter jogado de lado o seu vaso de barro estragado, assim também Eu poderia ter lhe deserdado da assembleia e lhe feito deixar de ser povo. Mas, o que Eu poderia fazer se Eu passasse sobre as montanhas de sua culpa, curasse suas feridas, reavivasse a minha obra neste tempo e lhe desse um fim grande e maravilhoso? Eis, que o barro está nas mãos do oleiro, e está à sua disposição, ou para ser destruído ou para ser transformado em outro vaso, assim vós estais em minhas mãos, ó casa de Israel: Posso tanto rejeitar-lhe e, assim, lhes arruinar ou revisitar e revivificar-lhes de acordo com a minha soberana vontade e prazer, e quem pode me dizer: Que fazes?”.

 

Esta parece ser a interpretação genuína e a intenção primária dessa bela porção da Escritura Sagrada. Mas considerando todos os questionamentos sobre o seu propósito principal ou significado, vou agora mostrar que aquilo que o glorioso Yahwéh diz aqui em geral para a casa de Israel é aplicável a cada indivíduo da humanidade em particular. E como eu presumo que isso pode ser feito sem torcer a Escritura, por um lado, ou forçar o seu significado original por outro. E para não me deter por mais tempo, deduzirei e me esforçarei para explicar da passagem assim explicada e parafraseada, estes dois tópicos gerais.

 

EM PRIMEIRO LUGAR, provarei que todo homem que nasceu naturalmente da descendência de Adão, é à vista dAquele que tudo vê e que perscruta os corações, apenas como um “caco de barro arruinado”.

 

EM SEGUNDO LUGAR, que, sendo assim, o homem natural necessariamente deve ser regenerado; e sob essa linha de raciocínio também indicaremos por que agência essa poderosa mudança deve ser feita.

 

Essas particularidades serão discutidas de maneira que serão naturalmente levadas a uma breve palavra de aplicação.

 

 

I. Buscarei provar que todo homem que nasceu naturalmente da descendência de Adão, é à vista dAquele que tudo vê e que perscruta os corações, apenas como um “caco de barro arruinado”.

 

Agradem-se em observar que cada homem NATURALMENTE nascido na descendência de Adão, ou todo homem desde a Queda; pois se considerarmos o homem como ele primeiro saiu das mãos de seu Criador, ele estava longe de estar em tal melancólica circunstância. Não, o homem era originalmente exaltado; ou como Moisés, aquele escritor sagrado, declara: “E criou Deus o homem à sua imagem” [Gênesis 1:27a]. Certamente nunca tanto foi expresso em tão poucas palavras; que muitas vezes me faz ficar impressionado como esse grande crítico Longino, que tão justamente admira a dignidade e a grandeza do relato de Moisés sobre a criação, e “E disse Deus: Haja luz; e houve luz” [Gênesis 1:3]. Eu me pergunto porque ele não leu um pouco mais e concedeu apenas uma aclamação desta curta, porém inexplicavelmente nobre e abrangente descrição da formação do homem: “criou Deus o homem à sua imagem”. Com um profundo senso dessa bondade maravilhosa, e sabendo que ele poderia gravar o mesmo em um sentido mais profundo em nossas mentes, ele imediatamente acrescenta: “à imagem de Deus o criou” [Gênesis 1:27b]. O conselho adorável da Trindade foi aludido nesta importante ocasião: Deus não disse: Haja um homem, e houve um homem, mas Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” [Gênesis 1:26]. Esse é o relato que os vivos oráculos de Deus nos dão do homem em seu primeiro estado; mas é muito notável a transição do relato de sua criação para o de sua miséria, o qual é muito rápido, e por quê? Por uma razão muito boa, porque ele logo caiu de sua dignidade primitiva; e por essa Queda a imagem divina foi tão desfigurada, que agora deve ser valorizada apenas como algo antigo, como o valor de uma medalha antiga, apenas por causa da imagem e da inscrição uma vez impressa sobre ela; ou deve ser valorizada por causa de uma segunda impressão divina, que, pela graça, ainda pode receber.

 

Examinemos o homem e vejamos se essas coisas são assim ou não. Em primeiro lugar, quanto ao seu ENTENDIMENTO. Como o homem foi originalmente criado “segundo Deus no conhecimento”, bem como em verdadeira santidade e justiça, podemos deduzir racionalmente que seu entendimento quanto às coisas naturais e divinas possuía uma extensão prodigiosa: já que o homem foi feito um pouco menor do que os anjos, e consequentemente sendo como eles, excelente em seu entendimento, ele sabia muito de Deus, de si mesmo e tudo ao seu respeito; e nisso, assim como em todos os outros aspectos, era, como o Sr. Golter expressa em um de seus ensaios: “um supervisor perfeito”; mas esse está longe de ser nosso assunto agora. Pois, em relação às COISAS NATURAIS, nossos entendimentos estão evidentemente escurecidos. É muito pouco o que podemos saber, e mesmo esse pequeno conhecimento que podemos adquirir é com muito cansaço da carne, e estamos condenados a ganhá-lo como fazemos com o nosso pão de cada dia, ou seja, com o suor do nosso rosto.

 

Os homens de mentes medíocres e estreitas logo se consideram sábios em seus próprios conceitos: e tendo adquirido um pouco de conhecimento das línguas conhecidas e tendo alguma pequena proficiência nas ciências exatas, são facilmente tentados a olhar para si mesmos como tendo inteligência privilegiada quando comparados aos seus companheiros mortais, e, em consequência disso, muitas vezes são cheios de palavras de vaidade. Mas as pessoas que possuem mais elevado e extenso alcance de pensamento não se atrevem a se gabar. Não, os tais sabem que os maiores estudiosos estão como que no escuro, até mesmo em relação às menores coisas da vida: e depois de todas as suas pesquisas dolorosas sobre as coisas da natureza, eles encontram um vazio imenso, uma extensão imensurável ainda a ser explorada, que eles são obrigados a concluir finalmente, quase com respeito a tudo: “que eles ainda não sabem nada como convêm saber” [Cf. 1 Coríntios 8:2]. E sem dúvida, essa consideração levou Sócrates, quando foi perguntado por um de seus eruditos por que o oráculo lhe declarou o homem mais sábio na terra, a dar esta resposta judiciosa: “Talvez seja, porque eu sou o mais sensível à minha própria ignorância”. Quisera Deus que todos os que se chamam Cristãos tivessem aprendido tanto quanto esse pagão! Então, não ouviríamos mais tantos homens eruditos, falsamente assim chamados, demonstrarem sua ignorância, vangloriando-se da vastidão de seu entendimento superficial, nem se dizendo tão sábios, provando serem apenas tolos pedantes.

 

Se avaliarmos os nossos entendimentos com relação às coisas espirituais, veremos que eles não são apenas obscurecidos, mas se tornam as próprias trevas: “trevas que se apalpem” [Cf. Êxodo 10:21]. Isso pode ser visto por todos que não são insensíveis. E como poderia ser de outro modo, uma vez que a Palavra infalível de Deus nos assegura que estamos alienados da luz da vida de Deus e, portanto, naturalmente incapazes de julgar as coisas divinas e as espirituais. Comparativamente falando, como um cego de nascença é incapacitado de distinguir as várias cores do arco-íris. “O homem natural [diz o apóstolo inspirado] não compreende as coisas do Espírito de Deus”, elas estão tão além de sua compreensão que “lhe parecem loucura”, e por quê? Porque elas “se discernem espiritualmente” [1 Coríntios 2:14]. Por isso Nicodemos, que foi abençoado com uma revelação externa e divina, o qual era um legislador dos judeus e um mestre em Israel, quando nosso Senhor lhe disse que “necessário lhe era nascer de novo”, parecia estar bastante confuso. “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Como poderia isto acontecer?” [Cf. João 3:4]. Estas foram as três perguntas mais absurdas já propostas pelo mais ignorante dos homens? Ou pode haver uma prova mais clara da cegueira do entendimento humano, em relação às coisas divinas assim como das coisas naturais? Logo, o homem não é um caco de barro arruinado?

 

Isso nos parecerá ainda mais evidente, se considerarmos a PERVERSA INCLINAÇÃO DE SUA VONTADE. Sendo feitos a própria imagem de Deus; sem dúvida, antes da Queda, o homem não tinha outra vontade senão a do seu Criador. A vontade de Deus e a de Adão eram como uníssonos em uma música. Não havia a menor separação ou discórdia entre eles. Mas agora o homem tem uma vontade diretamente contrária à vontade de Deus, como a luz é contrária as trevas e o Céu é contrário ao Inferno. Todos entraram no mundo com uma mente carnal, que não é apenas inimiga de Deus, mas é a “inimizade em si mesma, e que, portanto, não se sujeita à lei de Deus, nem poderia ser de outro modo” [Cf. Romanos 8:7].

 

Muitos se mostram zelosos em falar contra o homem do pecado, e em voz alta (e, de fato, muito justamente) clamam contra o Papa por sentar-se no templo, quero dizer na igreja de Cristo e “se levantar contra tudo o que se chama Deus” [2 Tessalonicenses 2:4]. Mas não digas dentro de ti mesmo que irá até Roma para derrubar esse anticristo espiritual. Como se não houvesse um anticristo dentro de nós. Pois saiba, ó homem, seja quem você for, existe um anticristo infinitamente mais perigoso, porque menos discernido, que é a SUA PRÓPRIA VONTADE, que se acomoda diariamente no templo do seu coração, exaltando-se acima de tudo o que se chama Deus e obrigando todos os seus devotos a dizerem do próprio Cristo, o príncipe da paz: “Não queremos que este reine sobre nós” [Lucas 19:14]. O povo de Deus, cujos sentidos espirituais são exercitados nas coisas espirituais e cujos olhos são abertos para ver as abominações que estão em seus corações, frequentemente sentem isso com muita tristeza. Quer queiram ou não, essa inimizade de vez em quando insurge dentro deles, e apesar de toda a sua vigilância e cuidado, quando estão sob a pressão de alguma aflição dolorosa, de uma longa solidão ou de uma noite de tentação tediosa, muitas vezes encontram algo crescendo no seu peito como uma rebelião contra as disposições sábias da divina providência, e dizendo a Deus o seu Pai celestial: “Que fazes?”. Isso os faz chorar (e não é de se admirar, que venha a constranger um dos maiores santos e apóstolos que foi o primeiro a introduzir a expressão: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” [Romanos 7:24]). A alma espiritual e regenerada geme assim ao estar sobrecarregada; mas quanto ao homem natural e não desperto, não é assim com ele; a sua vontade própria, assim como todos os outros males, de uma forma latente e discernível, reina em sua alma não regenerada; provando a ele e demonstrando aos outros — que ele saiba ou não, quer ele confesse ou não— que em relação às falhas de sua vontade assim como de seu entendimento, o homem é apenas um caco de barro arruinado.

 

Uma observação breve das AFEIÇÕES do homem caído confirmará ainda mais firmemente esta triste verdade. No paraíso de Deus, as afeições sempre foram mantidas dentro de limites próprios, fixadas em seus próprios objetivos e, como rios suaves, doces, espontâneas e habitualmente corriam em direção ao oceano, que é Deus. Mas agora a cena está diferente. Pois somos naturalmente cheios de afeições vis, que, como uma torrente poderosa e impetuosa, carregam tudo diante de si. Nós amamos o que deveríamos odiar, e odiamos o que deveríamos amar; tememos o que devemos esperar e esperamos o que devemos temer; nossas afeições chegam a tal altura ingovernável, que embora nossos julgamentos sejam convencidos do contrário, ainda assim satisfaremos nossas paixões embora seja à custa de nosso bem-estar presente e eterno. Sentimos uma guerra de nossas afeições, lutando contra a lei de nossas mentes, e nos trazemos cativos à lei do pecado e da morte. Assim, “video meliora proboque, deteriora foquor”, é muitas vezes a prática de todos nós.

 

Sinto que muitos se ofendem quando a humanidade é comparada a bestas e a demônios. E eles poderiam ter alguma sombra de razão por pensar assim, se afirmássemos em um sentido físico, que eles eram realmente bestas e eram demônios. Pois, como ouvi certa vez um prelado muito instruído, que se opunha a essa comparação, observar: “um homem sendo uma besta seria incapaz, e sendo um demônio, estaria sob a impossibilidade de ser salvo”. Mas quando fazemos uso de tais comparações chocantes, como ele se agradou de chamá-las, queremos afirmar isso apenas em um sentido moral; e, ao fazê-lo, afirmamos não mais do que alguns dos mais santos homens de Deus disseram de si mesmos, e outros, nos oráculos vivos há muitos séculos. O santo Asafe, o salmista, falando sobre si mesmo, diz: “Assim me embruteci, e nada sabia; fiquei como um animal perante ti” [Salmos 73:22]. O santo Jó, falando do homem em geral, diz que “o homem nasce como a cria do jumento montês” [Jó 11:12]. E assim diz o nosso Senhor: “Vós tendes por pai ao diabo” [João 8:44], e também é dito houve um tempo em que todos “andaram segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” [Cf. Efésios 2:2], isto é, em todas as almas não regeneradas. A nossa estupidez e prontidão para fixar as nossas afeições nas coisas terrenas, e a nossa ânsia de fazer provisão para a carne, para cumprir as suas concupiscências, evidenciam que somos terrenos e embrutecidos; e nossas paixões mentais: raiva, ódio, malícia, inveja e coisas semelhantes, provam com igual força que somos também diabólicos. Ambas juntos conspiram para demonstrar que, no que diz respeito às suas afeições, bem quanto ao seu entendimento e sua vontade, o homem merecidamente pode ser chamado de um caco de barro arruinado.

 

A atual CEGUEIRA DA CONSCIÊNCIA NATURAL faz com que isso seja mostrado em uma luz ainda mais evidente. Na alma do primeiro homem Adão, a consciência era sem dúvida iluminada pelo Senhor e lhe permitia discernir de forma justa e instantânea entre o bem e o mal, o certo e o errado. E, bendito seja Deus, alguns resquícios de discernimento ainda foram deixados; mas infelizmente, quão pequena é sua chama, e quão fácil e rapidamente é coberta, apagada e extinguida. Eu não preciso lhes enviar para o mundo pagão para que aprenda a verdade disso; todos o sabem por experiência própria. Não há outra evidência necessária, já que as suas próprias consciências são melhores do que mil testemunhas, que o homem, no que diz respeito à sua consciência natural assim como ao seu entendimento, sua vontade e suas afeições são como barro arruinado.

 

Nem aquela grande e vangloriada Diana, ou seja, a RAZÃO NÃO AJUDADA E NÃO ILUMINADA pela graça, demonstra menos a justiça de tal afirmação. Longe de mim que censure ou brade contra a razão humana. O próprio Cristo é chamado de “LOGOS, a Razão”, e creio que não exigiria muito aprendizado ou seria necessário muito tempo para provar que se até agora agimos de acordo com as leis de Cristo Jesus, estamos nós conformado às leis da razão correta. Seu trabalho é, portanto, chamado de “culto racional” [Romanos 12:1]. E, ainda assim, os Seus servos e seguidores podem agora ser considerados como tolos e loucos; contudo, chegará um tempo em que aqueles que desprezam e se opõem à revelação divina descobrirão que aquilo que agora chamam de razão é apenas RAZÃO DEPRAVADA e absolutamente incapaz de nos guiar ao caminho da paz, ou mostrar o caminho da salvação, como os homens de Sodoma estavam diante da porta de Ló quando foram atingidos com cegueira pelos anjos, que vieram para levar Ló para fora da cidade. Os erros horríveis e terríveis que os pensadores mais refinados do mundo pagão encontraram tanto no objeto como no modo de adoração divina demonstraram suficientemente a fraqueza e a depravação da razão humana. As melhores provas da grandeza e da força deles, já que o maior ganho que geralmente fazem da razão é apenas raciocinar em infidelidade puramente voluntária, e assim se colocam racionalmente fora da salvação eterna. Precisamos agora de mais alguma testemunha, de que o homem caído é apenas um caco de barro arruinado?

 

Mas isso não é tudo, ainda temos mais evidências a serem mostradas; porque a cegueira dos nossos entendimentos, a perversidade da nossa vontade, a rebelião das nossas afeições, a corrupção das nossas consciências e a depravação da nossa razão provam esta acusação; e além disso, a ESTRUTURA DESORDENADA E A CONSTITUIÇÃO DE NOSSOS CORPOS também não confirmam o mesmo? Sem dúvida a este respeito, o homem, no sentido mais literal da palavra, é um caco de barro arruinado. Porque Deus originalmente o fez do “pó da terra”. De modo que, apesar da nos vangloriarmos de nossas nobres descendências, todos nós estamos originalmente no nível de uma pequena porção de terra que é a substância comum a partir do qual todos nós fomos formados. Realmente era barro, mas barro maravilhosamente modificado, pelo toque imediato das mãos do Criador do Céu e da Terra.

 

Observa-se, portanto, que como se diz: “E criou Deus o homem à sua imagem”; não o formou de modo imprudente ou precipitado, mas o fez segundo o plano estabelecido em Sua mente eterna. Como o grande Deus é sem corpo, partes ou paixões, não podemos supor quando se diz “à imagem de Deus o criou”, que isso tem qualquer referência a seu corpo, contudo eu não posso deixar de pensar (junto com o doutor South) que, assim como o eterno Logos apareceria como Deus manifestado em carne, assim também a sabedoria infinita foi indubitavelmente exercida na formação de um tabernáculo [corpo humano] em que uma pérola tão inestimável deveria ser depositada na plenitude do tempo.

 

É dito que alguns dos antigos afirmaram que o homem antes da Queda tinha o que chamamos brilho de glória que o rodeava; mas sem tentarmos ser sábios acima do que está escrito, podemos ousar afirmar que ele tinha um corpo glorioso, que sem conhecer o pecado, não conhecia a doença nem a dor. Mas agora pode ser justamente chamado Icabode; pois a sua força primitiva e sua glória se afastaram tristemente dele e, como as ruínas de algum tecido antigo e majestoso, apenas dá agora alguma ideia muito pálida do que era quando apareceu pela primeira vez em sua beleza original e perfeita. Assim, o apóstolo Paulo que sabia chamar as coisas por seus nomes próprios, melhor do que qualquer homem vivo, não tem receio de chamar o corpo humano, embora em sua constituição original feito tão assombrosa e maravilhosamente, de um “corpo vil” [Cf. Filipenses 3:21, KJV], visto que que está sujeito a tais doenças vis, a tais usos vis (sim demasiado vis) e a ter um fim tão vil. “Pois somos pó e ao pó tornaremos”. Por isso, entre outras considerações, podemos bem supor, o que levou o bendito Salvador Jesus a chorar perante o túmulo de Lázaro. Ele chorou, não só porque seu amigo Lázaro estava morto, mas chorou por ver a natureza humana, que por suas próprias falhas foi assim arruinada; por estar sujeita a tal dissolução, assim como os animais que perecem.

 

Vamos fazer uma pequena pausa, e com nosso Senhor que tem simpatia por nós, vejamos se não podemos derramar pelo menos algumas lágrimas pela mesma triste ocasião. Quem, entre nós, que, diante dessa melancólica análise da depravação atual, que é real e muito deplorável, tanto no corpo como na alma, pode se abster de chorar por este caco de barro arruinado? Quem pode ajudar a se unir à lamentação do santo Davi sobre Saul e Jônatas? “Como caíram os poderosos, no meio da peleja! Jônatas nos teus altos foi morto” [2 Samuel 1:25]. Originalmente não era assim. Não, “E criou Deus o homem à sua imagem à imagem de Deus o criou”. Nunca tanto foi declarado em tão poucas palavras. O homem foi criado segundo Deus em justiça e verdadeira santidade.

 

Essa é a afirmação que o Livro Sagrado nos dá sobre esse assunto. Esse é aquele Livro abençoado, aquele Livro dos livros, de onde, juntamente com um apelo à experiência de nossos próprios corações e testemunhos de todas as eras passadas, achamos apropriado buscar as provas do que dizemos. Pois, afinal, devemos nos apegar à revelação divina a fim de sabermos o que éramos, o que somos e o que devemos ser. Nas Escrituras Sagradas, como em um verdadeiro espelho, podemos ver nossa própria e verdadeira aparência. E só a partir disso podemos traçar a origem e a fonte de todos esses males inumeráveis, que, como um dilúvio, transbordam no mundo natural e moral. Se alguém se opuser à autenticidade dessa revelação e, consequentemente ser contra a doutrina extraída daí, tal pessoa, na minha opinião, somente a confirma ainda mais. Pois, a menos que um homem estivesse realmente muito desorientado no que concerne ao seu entendimento, à sua vontade, às sua afeições, à sua consciência natural e ao seu poder de raciocínio, jamais poderia negar tal revelação, que se baseia em uma multiplicidade de evidências externas infalíveis e em muitas evidências internas com o selo divino em cada página que são tão adequadas às exigências comuns de toda a humanidade, que é apropriada à experiência de todos os homens e que foram tão maravilhosamente preservadas e anunciadas a nós, que tem sido tão instrumental para o convencimento, conversão e consolação de tantos milhões de almas e que resistiu ao teste dos escrutínios mais severos e críticas dos inimigos mais sutis e refinados, bem como aos mais maliciosos inimigos e perseguidores que já viveram, desde o início do tempo até hoje.

 

Penso que as pessoas de tal inclinação de espírito devam ser levadas a Deus em oração, invés de gastarmos tempo em debates com elas, só assim, essa perversa maldade de seus corações poderá lhes ser perdoada: “Eles estão em fel de amargura e devem ter suas consciências cauterizadas” [Cf. Atos 8:23; 1 Timóteo 4:2], e eles tem seus olhos “cegos pelo deus deste mundo” [2 Coríntios 4:4], senão não poderiam deixar de ver, sentir e concordar com a verdade dessa doutrina de que todos os homens são totalmente depravados; que não só em uma ou duas, mas em uma ou dois mil vezes, em cada página, eu poderia afirmar, está escrito, em caracteres legíveis, que até aquele que corre poderia ler. Na verdade, a própria revelação em si é fundamentada sobre a doutrina da Queda. Se mantivéssemos nossa integridade original, a lei de Deus teria sido escrita em nossos corações, e assim a necessidade de uma revelação divina, pelo menos tal como a que temos, nunca teria existido; mas, em vez de nos rebelarmos contra Deus, devemos estar cheios de inefável gratidão a nosso Criador generoso, que por algumas linhas em seu próprio livro nos revelou mais do que todos os filósofos e homens mais instruídos poderiam, ou teriam descoberto, mesmo que estudassem por toda a eternidade.

 

Estou bem ciente de que alguns que fingem possuir a eficácia da revelação divina são, não obstante inimigos da doutrina que agora está sendo pregada, e se esquivarão da força das provas geralmente usadas para defendê-la, dizendo, que essas falam somente da corrupção de pessoas particulares ou que se referem apenas ao mundo pagão. Mas essas pessoas erram, não conhecendo seus próprios corações, nem o poder de Jesus Cristo, pois por natureza não há diferença entre judeus ou gentios, gregos ou bárbaros, escravos ou livres. Somos igualmente abomináveis aos olhos de Deus, todos igualmente destituídos da glória de Deus e, consequentemente, somos todos igualmente cacos de barro arruinados.

 

Como Deus permitiu a Queda do homem? Por quanto tempo o homem viveu no Paraíso antes de cair? E como a corrupção contraída pela Queda, é propagada a cada indivíduo de sua espécie, são questões de tal natureza ocultas e críticas, que se eu me comprometo a respondê-las, seria apenas para gratificação de uma curiosidade pecaminosa, e para tentar você, como Satanás tentou os nossos primeiros pais, a comer o fruto proibido. Será muito mais apropriado para o propósito deste atua discurso, que é muito prático, passar a considerar a próxima proposição.

 

 

II. Nesta proposição devo demonstrar para você a absoluta necessidade desta natureza caída de ser regenerada.

 

Eu tive essa necessidade o tempo todo diante de meus olhos, e por conta disso, tenho propositadamente sido tão explícito na primeira parte. Pois Arquimedes certa vez disse: “Dê-me um ponto fixo de apoio e eu moverei o mundo”, sem a menor imputação de arrogância, com a qual, talvez, ele fosse justamente responsável, podemos nos aventurar a dizer: se admitirmos que a doutrina anterior seja verdadeira, então, depois disso, ninguém pode negar a necessidade de o homem ser regenerado.

 

Suponho que posso dar por certo que todos vocês, entre os quais agora prego o Reino de Deus, esperam depois da morte ir a um lugar que chamamos Céu. É o desejo de meu coração e a minha oração a Deus por vocês, é que todos vocês possam ter habitações preparadas para você lá. Mas deixe-me dizer-lhes, se vocês agora podem ver os Céus abertos, e o anjo, com um pé sobre a terra, e outro sobre o mar; se você visse e ouvisse o Anjo da Aliança Eterna, o próprio Jesus Cristo, proclamando “o tempo não mais existe”, e dando a todos um convite imediato para vir ao Céu; o Céu não seria um paraíso para vocês, mas sim um inferno para as suas almas, a menos que, enquanto estão aqui na Terra tenham sido preparadas adequadamente para poderem desfrutar dele. Pois “que comunhão tem a luz com as trevas?” [2 Coríntios 6:14]. Ou que comunhão poderiam os filhos não regenerados de Belial com o puro e imaculado Jesus?

 

As pessoas em geral formam ideias estranhas acerca do Céu. E porque as Escrituras, em condescendência com a fraqueza de nossas capacidades, descrevem o Céu por imagens tiradas de deleites terrenas e de grandeza humana, portanto elas são propensas a levar seus pensamentos não mais altos e, na melhor das hipóteses, apenas formar para si uma espécie de paraíso maometano. Permitam-me, porém, que vos diga, e que Deus permita que isso penetre profundamente em vossos corações! O Céu é mais um estado do que um lugar; e consequentemente, a menos que você esteja predisposto por um estado de espírito adequado, você não seria feliz nem mesmo no próprio Céu. Pois o que é graça, senão glória militante? O que é a glória, senão a graça triunfante? Esta consideração fez um autor piedoso dizer, que “a santidade, a felicidade e o Céu, eram apenas três palavras diferentes para uma e a mesma coisa”. E isso fez com que o grande Preston, quando estava prestes a morrer, se voltasse para seus amigos, dizendo: “Estou mudando de lugar, mas não de minha companhia”. Conversara com Deus e com os homens de bem na terra; ele iria manter a mesma e infinitamente mais refinada comunhão com Deus, seus santos anjos e os espíritos dos justos aperfeiçoados, no Céu.

 

Para nos fazer participantes felizes de tal companhia celestial, este “barro arruinado”, isto é, esta nossa natureza depravada, necessariamente sofrerá uma mudança moral universal; nossos entendimentos devem ser iluminados; nossas vontades, razão e a consciência devem ser regeneradas; nossas afeições devem ser atraídas e fixadas nas coisas do alto; e porque a carne e o sangue não podem herdar o reino dos céus, o que é corruptível deve revestir-se de incorruptibilidade, o que é mortal deve vestir-se da imortalidade. E assim as coisas velhas devem literalmente passar, e todas as coisas, tanto o corpo como as faculdades da alma devem se tornar novos.

 

Essa mudança moral é o que alguns chamam de arrependimento, de conversão, de regeneração; escolha o nome que quiser, eu só peço a Deus, para que todos possamos ter essa experiência. As Escrituras chamam de santidade, de santificação, de ser uma nova criatura. E nosso Senhor a chama de “Novo nascimento, nascer de novo ou nascido de cima”. Estas não são apenas expressões figurativas ou delírios da linguagem oriental, nem apenas denotam uma mudança relativa de estado conferida a todos aqueles que são admitidos na igreja de Cristo pelo batismo; mas denotam uma mudança real, moral de coração e de vida, uma participação real da vida de Deus na alma do homem. Alguns, de fato, se contentam com uma interpretação figurativa; mas a menos que tenham experimentados o poder e a eficácia da vida de Deus na alma do homem, por uma experiência viva em suas próprias almas, todo seu aprendizado e toda sua crítica trabalhada não os eximirá de uma condenação real. Cristo o disse e Ele o cumprirá: “aquele” — erudito ou ignorante, alto ou baixo, embora seja um mestre de Israel como Nicodemos — “que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” [João 3:3].

 

Se for questionado, quem é o oleiro? E por que ação esse barro estragado deve ser transformado em outro vaso? Ou, em outras palavras, se for perguntado, como essa grande e poderosa mudança deve ser efetuada? Eu respondo, não por mera força nem através de persuasão moral. Estas coisas são boas quando colocadas em seu devido lugar. E estou tão longe de pensar que os pregadores Cristãos não devem fazer uso de argumentos e motivos racionais em seus sermões, que eu não posso deixar de pensar que aqueles que não podem ou não querem usá-los sejam capacitados para pregar. Temos o exemplo do grande Deus o qual usa tal prática: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” [Isaías 1:18, ARA]. E Paulo, o príncipe dos pregadores, “arrazoando sobre a temperança, sobre justiça e sobre um juízo vindouro” [Atos 24:25, KJV]. E é notável que enquanto ele estava expondo essas coisas “Félix ficou atemorizado”.

 

Tampouco as tendências mais persuasivas da santa retórica são menos necessárias para um escriba instruído no reino de Deus. As Escrituras tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, em cada parte estão cheias delas. E quando esses argumentos podem ser mais bem empregados e usados do que quando estamos agindo como embaixadores do Céu, e exortamos pobres pecadores, como na presença de Cristo, para que se reconciliem com Deus. Tudo isso nós admitimos prontamente. Mas, ao mesmo tempo, eu iria logo para o cemitério da igreja e tentaria levantar os cadáveres dos mortos dizendo-lhes “saiam”, se eu não esperar por algum poder superior para fazer a Palavra eficaz para o fim designado isto seria como pregar aos defuntos. Eu seria como um latão que retine para qualquer finalidade de salvação, ou como um címbalo soa. Nenhuma mudança será feita pelo poder do nosso livre-arbítrio. Este ídolo está em todo lugar, mas não ousamos nos prostrar e adorá-lo. “Ninguém pode vir a mim [diz o Senhor Jesus Cristo], se o Pai que me enviou o não trouxer” [João 6:44]. O nosso livre-arbítrio, se melhorado, pode nos restringir de cometer muitos males e nos colocar no caminho da conversão; mas, depois de exercermos os nossos maiores esforços (e estamos obrigados a exercê-los), acharemos verdadeiras as palavras de nosso próprio artigo da igreja, que “o homem desde a Queda não tem poder para se voltar para Deus”. Não, nós não poderíamos tentar parar o refluxo e fluir da maré, e acalmar o mar mais tempestuoso, assim como também não podemos imaginar que nós podemos subjugar, ou fazer submeter a regulamentos apropriados, as nossas próprias vontades e afeições indisciplinados por qualquer força inerente em nós mesmos.

 

E, portanto, para que eu não vos deixe mais em suspenso, informo-vos que esse oleiro celestial, esse agente abençoado, é o Espírito Todo-Poderoso de Deus, o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da adorável Trindade, coessencial com o Pai e o Filho. Esse é aquele Espírito, que no início dos tempos se moveu na face das águas, quando a natureza estava em um caos universal. Esse foi o Espírito que cobriu com a Sua sombra a Maria, antes que o Santo nascesse dela. E esse mesmo Espírito deve vir e se mover sobre o caos de nossas almas, antes que possamos ser adequadamente chamados filhos de Deus. Isto é o que João Batista chama de “ser batizado com o Espírito Santo”, sem o qual, os seus e todos os outros batismos, sejam eles infantis ou adultos, nada valem. Esse é o fogo que nosso Senhor veio enviar aos nossos corações terrenos, e que eu rogo ao Senhor de todos os senhores que acenda em cada um dos não regenerados neste dia.

 

Quanto às operações extraordinárias do Espírito Santo, tais como a operação de milagres, ou o falar em diversas línguas, há muito que cessaram. Mas quanto a esse milagre de milagres, de fazer voltar-se a alma para Deus pelas operações mais comuns do Espírito Santo, isso ainda permanece e permanecerá até que fim dos tempos. Pois é Ele quem nos santifica assim como também santifica a todos os eleitos de Deus. Por isso, é dito que os verdadeiros crentes “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” [João 1:13]. A sua segunda criação assim como sua primeira é verdadeiramente e puramente divina. É, portanto, chamado “uma criação”. O apostolo Paulo escreve: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado”, e como? Assim como o primeiro homem foi, “em verdadeira justiça e santidade” [Efésios 4:24].

 

Essas são as preciosas verdades que um mundo zombador world would fain rally or ridicule us out of. Para produzir essa gloriosa mudança, essa nova criação, foi preciso que o glorioso Jesus deixasse o seio de Seu Pai. Por isso Ele viveu uma vida de perseguição; por isso Ele morreu uma morte ignominiosa e amaldiçoada; para isso Ele ressuscitou; e por isso Ele se assenta agora à direita de Seu Pai. Todos os preceitos de Seu Evangelho, todas as Suas ordenanças, todas as Suas providências, sejam de natureza aflitiva ou próspera, todas as revelações divinas desde o princípio até o fim, todos se centram nesses dois pontos, para nos mostrar nossa Queda e para começar, continuar e completar uma gloriosa e abençoada mudança em nossas almas.

 

Esse é um fim apropriado da vinda de uma pessoa tão divina: Livrar uma multidão de almas de todas as nações, línguas e dialetos, de tantos males morais, e reintegrá-los em uma condição incomparavelmente mais excelente do que a de onde caíram, é um fim digno para a derramamento de sangue tão precioso. Que sistema de religião existe agora, ou alguma vez foi exibido ao mundo, que pode ser de qualquer forma comparado a isso? Pode o esquema deísta pretender em qualquer grau se assemelhar ao sacrifício de Cristo? É por acaso nobre, racional e verdadeiramente divino? Por que então todos os que até agora são estranhos a esta restauração abençoada de suas naturezas caídas, (porque meu coração está muito cheio para que eu me abstenha de mais uma aplicação) por que você ainda quer discutir ou se manter contra ela? Por que você não quer trazer o seu barro para esse Oleiro celestial, e dizer do mais profundo da sua alma: “Converte-nos a ti, ó bom Senhor, e seremos convertidos” [Cf. Lamentações 5:21]. Deus pode e irá fazer isso; quem sabe, se neste mesmo dia, sim, nesta mesma hora, o Oleiro celestial pode tomá-lo em Suas mãos, e fazer de você um vaso de honra, apto para uso do Redentor? Outros que estiveram tão longe do reino de Deus como vocês estão, foram participantes desta bem-aventurança.

 

Que criatura miserável era Maria Madalena? Dela Jesus Cristo expulsou sete demônios. Mas foi a ela que Ele apareceu primeiro, depois que ressuscitou dos mortos, e ela se tornou como se fosse um apóstolo para os próprios apóstolos. Quão cobiçoso era Zaqueu? Ele era um publicano trapaceiro; e ainda assim, talvez, em um quarto de hora, seu coração foi transformado e ele se dispôs a dar metade de seus bens para alimentar os pobres. E para não mencionar mais, que pessoa cruel era Paulo. Ele era um perseguidor, um blasfemador, que promovia muitas injúrias contra os Cristãos; ele respirava ameaças contra os discípulos do Senhor, e fez muitos estragos à igreja de Cristo. E, no entanto, que reviravolta maravilhosa ele encontrou, enquanto viajava para Damasco? De perseguidor, ele se tornou pregador; foi depois transformado em pai espiritual para milhares, e agora provavelmente se senta mais perto do Senhor Jesus Cristo na glória. E por que tudo isso? Para que ele possa ser um exemplo para aqueles que irão crer. Então creia e arrependa-se; eu lhe suplico, creia no Evangelho. Na verdade, é uma boa notícia, é uma notícia de grande alegria. Você não terá mais nada a dizer contra a doutrina do pecado original e nem acusará tolamente o Todo-Poderoso por ter permitido aos nossos primeiros pais comerem uvas verdes, estragando assim os dentes de seus filhos. Você não vai mais vociferar contra a doutrina do novo nascimento, como entusiasta e nem irá classificar os defensores de tais verdades abençoadas com os nomes impróprios de tolos e loucos. Depois de ter sentido, então você vai acreditar; tendo crido, por isso falarás; e em vez de serem vasos para ira, e sendo entesourados cada vez mais para o fogo do inferno, como vasos no forno do Oleiro, vocês serão transformados em vasos de honra, para serem apresentados no grande dia pelo Senhor Jesus, ao Seu Pai celestial, e serem transladados para viver com Ele como monumentos da rica, livre, distintiva e soberana graça de Deus, para todo o sempre.

 

Vocês que, em certa medida, experimentaram a influência vivificante (pois eu não devo concluir sem deixar de transmitir uma ou duas palavras aos filhos de Deus) vocês sabem compadecer-se e, portanto, peço-lhes também que orem por aqueles que por suas circunstâncias foi essa pregação direcionada e peculiarmente adaptada. Mas você vai se contentar em orar por eles? Você não verá razões para orar por vocês mesmos também? Sim, sem dúvida, para vocês também. Vocês sabem o quanto ainda falta na vossa fé, e o quanto estão longe daquele grau de da mente de Cristo que vocês desejam alcançar. Vocês sabem quanto do corpo de pecado e de morte carregam consigo, e que necessariamente devem esperar muitas voltas da providência e da graça de Deus, antes que sejam totalmente libertados. Mas graças a Deus, estamos em boas mãos, mãos seguras. Aquele que foi o autor, também será o consumador de nossa fé. Todavia, mais um pouco de tempo, e nós poderemos dizer com Ele: “Está consumado”, inclinaremos nossas cabeças e passaremos desta para melhor.

 

Até então (pois a ti, ó Senhor, faremos agora nossa oração) ajude-nos, ó Pai Todo-Poderoso, com paciência para possuirmos nossas almas. Eis que somos o barro, e Tu és o Oleiro. Que a coisa formada não diga Àquele que a formou, quaisquer que sejam as futuras dispensações de Tua vontade a nosso respeito: Por que nos tratas assim? Eis que nos colocamos como vazios nas Tuas mãos, trata-nos como parecer bem aos Teus olhos, apenas que cada cruz, cada aflição e toda tentação sejam anuladas pela Tua imagem abençoada sendo formada em nossos corações; que assim de glória em glória, pelas poderosas operações do Teu bendito Espírito, possamos ser feitos cada vez mais conformes e, finalmente, sermos transladados para um pleno, perfeito, infinito e ininterrupto prazer de glória no futuro, conTigo Pai, Filho e Espírito bendito; três Pessoas, mas um só Deus, sejam atribuídos, como é devido, toda honra, toda força, todo poder, a majestade e o domínio, agora e por toda a eternidade. Amém e amém.


George Whitefield (1714 – 1770), foi um pastor Anglicano, Calvinista, conhecido como o "príncipe dos pregadores ao ar livre", foi o evangelista mais conhecido do século XVIII. Pregou durante 35 anos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Ele era um homem de incansável diligência e labor no que diz respeito nos negócios de seu Mestre. O grande evangelista foi um homem simples e sincero, que viveu para uma coisa apenas: pregar a Cristo. Ele foi o primeiro, entre os evangelistas do século dezoito a restaurar a atenção para as antigas verdades que produziram a Reforma Protestante.


Fonte: http://www.oestandartedecristo.com/texto/782/o-oleiro-e-o-barro-por-george-whitefield

Tradução por Sidnei Itaboray e Revisão por William Teixeira



Postado em: 23/04/2017 08:36:58

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Aprendemos desta narrativa a necessidade de envolvimento humano. A pescaria foi miraculosa, mas nem o pescador, nem o seu barco, nem a sua rede de pesca foram ignorados. Todos foram usados para apanhar os peixes. Na salvação de almas, Deus emprega muitos instrumentos diferentes. Enquanto o presente sistema de graça permanecer, Ele será agradado pela loucura de pregar para salvar os que crêem. Ao agir sem instrumentos, sem dúvida, Deus é glorificado; mas Ele mesmo escolheu este método como aquele por meio do qual é mais glorificado na terra. Métodos, por si mesmos, são absolutamente inúteis. “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos” (Lucas 5.5). Qual foi a razão para esta afirmação? Eles conheciam bem o trabalho, não eram inexperientes. Lançaram-se ao trabalho sem habilidade? Não. Faltou-lhes empenho? Não. Haviam trabalhado arduamente. Faltou-lhes perseverança? Não. Haviam trabalhado durante toda a noite. Faltavam peixes no mar? Não, pois, tão logo o Senhor apareceu, os cardumes nadaram em direção às redes. Então, por que razão eles não apanharam os peixes? Porque sem a presença de Jesus eles não tinham poder em si mesmos! Nada podemos fazer sem Ele. Mas com Cristo podemos fazer todas as coisas. A presença de Jesus outorga sucesso. Jesus assentou-se no barco de Pedro e sua vontade, por uma influência misteriosa, atraiu os peixes às redes. Quando Jesus é exaltado em sua igreja, a presença dele se torna o poder da igreja -a voz de um Rei está no meio dela. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12.32). Neste dia, saiamos para o trabalho de ganhar almas, olhando para o alto com fé e contemplando o nosso derredor com solene ansiedade. Trabalhemos até que a noite venha e não o faremos em vão. Aquele que nos ordena a lançar a rede, Ele mesmo a encherá com peixes.

   



Postado em: 23/04/2017 08:34:12

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

O Senhor Jesus nunca abandonou os seus discípulos, mas estes, movidos por um temor covarde quanto à sua vida, fugiram dele no início de seus sofrimentos. Isto é apenas um exemplo da fragilidade de todos os crentes, quando estes são deixados a agir por si mesmos. Eles são apenas ovelhas e fogem quando o lobo aparece. Todos eles foram advertidos do perigo, mas prometeram morrer e não abandonar seu Senhor. Apesar disso, foram tomados por pavor repentino e fugiram. Pode acontecer que, no início deste dia, eu tenha fortalecido minha mente para suportar uma provação por amor ao Senhor e estou imaginando que com certeza demonstrarei perfeita fidelidade. Mas devo ter bastante cuidado comigo mesmo, para que, possuindo o mesmo coração de incredulidade, não me afaste de meu Senhor, como o fizeram os apóstolos.

Prometer é algo simples; cumprir o que prometemos é outra coisa muito diferente. Ter permanecido ao lado de Jesus teria contribuído para a honra eterna dos apóstolos. Eles fugiram da honra. Oh! que eu seja guardado de imitá-los! Onde mais eles estariam tão seguros quanto ao lado do Senhor, que poderia facilmente chamar doze legiões de anjos? Eles fugiram da verdadeira segurança. Ó Deus, não me permita fazer essa tolice.

A graça divina pode transformar o covarde em uma pessoa valente. Estes mesmos apóstolos, que eram tímidos como lebres, se tornaram ousados como leões, depois que o Espírito Santo desceu sobre eles. De modo semelhante, o Espírito Santo pode tornar o meu espírito ousado em confessar o meu Senhor e testemunhar a sua verdade. Que tristeza deve ter enchido o coração de nosso Senhor, quando viu seus discípulos se mostrarem tão infiéis! Este foi mais um ingrediente amargo em seu cálice, mas esse cálice está completamente vazio. Não devo colocar nele qualquer gota. Se eu abandonar meu Senhor, O crucificarei de novo e O envergonharei publicamente (ver Hebreus 6.6). Ó bendito Espírito, guarda-me de tão vergonhoso final!

   



Postado em: 23/04/2017 08:31:35

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Frequentemente, olhamos com presságio ao tempo da velhice, esquecidos de que ao anoitecer haverá luz. Para muitos crentes, a velhice é a melhor época da vida. Um ar balsâmico sopra no rosto do marinheiro, enquanto ele se aproxima das praias da imortalidade, Um número cada vez menor de ondas agita o oceano do crente idoso, e a quietude reina tranquila, solene e profundamente. Do altar da idade, as luzes do fogo de juventude apagaram-se, contudo, a chama mais real do sentimento sincero permanece. São peregrinos que chegaram à terra de Beulá, aquela terra bendita cujos dias são como os dias de céu na terra (Isaías 62.4). Alguns crentes demoram-se por muitos anos nessa terra. Outros chegam ali poucas horas antes de partirem rumo à eternidade. É bom que anelemos pelo tempo em que nos reclinaremos em seus bosques sombreados e nos satisfaremos com a esperança até que chegue o tempo de realização. O pôr-do-sol parece mais resplandecente do que o fulgor do meio-dia, e um esplendor de glória tinge com lindas cores todas as nuvens que cercam o sol, naquele momento. A dor não destrói a serenidade do doce crepúsculo da idade, pois, 11o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12.9). Os frutos maduros e selecionados da experiência são colhidos como se fossem alimentos raros do entardecer da vida, e a alma se prepara para o descanso. A incredulidade lamenta ao ver, as sombras caindo, a noite se aproximando, e a existência chegando ao fim. A fé diz: “Não, a noite está quase acabando, e o verdadeiro dia está às portas”. A luz está chegando -a luz da imortalidade e da presença do Pai. Quando souber que chega sua hora de encontrar o Senhor, contemple as hostes de espíritos que o esperam. Os anjos os levarão ao lar! Adeus, queridos parentes! Você acena com a mão; você parte. A luz chegou. Os portões de pérola estão abertos, e as ruas de ouro resplandecem em luz de jaspe. Nós cobrimos os olhos, mas agora, você contempla o invisível. Adeus, irmão, você têm luz no entardecer, como não a conhecemos ainda.

   



Postado em: 14/04/2017 16:15:12

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, passou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia natalício.
2 Disse Jó:
3 Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
4 Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz.
5 Reclamem-no as trevas e a sombra de morte; habitem sobre ele nuvens; espante-o tudo o que pode enegrecer o dia.
6 Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; não se regozije ela entre os dias do ano, não entre na conta dos meses.
7 Seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os sons de júbilo.
8 Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem excitar o monstro marinho.
9 Escureçam-se as estrelas do crepúsculo matutino dessa noite; que ela espere a luz, e a luz não venha; que não veja as pálpebras dos olhos da alva,
10 pois não fechou as portas do ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.
11 Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?
12 Por que houve regaço que me acolhesse? E por que peitos, para que eu mamasse?
13 Porque já agora repousaria tranqüilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso,
14 com os reis e conselheiros da terra que para si edificaram mausoléus;
15 ou com os príncipes que tinham ouro e encheram de prata as suas casas;
16 ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
17 Ali, os maus cessam de perturbar, e, ali, repousam os cansados.
18 Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do feitor.
19 Ali, está tanto o pequeno como o grande e o servo livre de seu senhor.
20 Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo,
21 que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos.
22 Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura.
23 Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?
24 Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?
25 Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
26 Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação.



Postado em: 14/04/2017 16:14:14

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o SENHOR.
2 Então, o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? Respondeu Satanás ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela.
3 Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.
4 Então, Satanás respondeu ao SENHOR: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida.
5 Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face.
6 Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida.
7 Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.
8 Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se.
9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.
10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
11 Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita; e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo.
12 Levantando eles de longe os olhos e não o reconhecendo, ergueram a voz e choraram; e cada um, rasgando o seu manto, lançava pó ao ar sobre a cabeça.
13 Sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.



Postado em: 14/04/2017 16:12:46

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.
2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3 Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente.
4 Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.
6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.
7 Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela.
8 Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.
9 Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus?
10 Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra.
11 Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.
12 Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.
13 Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito,
14 que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;
15 de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
16 Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova.
17 Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
18 Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito,
19 eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova.
20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou;
21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!
22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.



Postado em: 14/04/2017 15:53:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó SENHOR; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade.
2 Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo:
3 Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo:
4 Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração.
5 Celebram os céus as tuas maravilhas, ó SENHOR, e, na assembléia dos santos, a tua fidelidade.
6 Pois quem nos céus é comparável ao SENHOR? Entre os seres celestiais, quem é semelhante ao SENHOR?
7 Deus é sobremodo tremendo na assembléia dos santos e temível sobre todos os que o rodeiam.
8 Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?!
9 Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas.
10 Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso braço dispersaste os teus inimigos.
11 Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.
12 O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom exultam em teu nome.
13 O teu braço é armado de poder, forte é a tua mão, e elevada, a tua destra.
14 Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem.
15 Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença.
16 Em teu nome, de contínuo se alegra e na tua justiça se exalta,
17 porquanto tu és a glória de sua força; no teu favor avulta o nosso poder.
18 Pois ao SENHOR pertence o nosso escudo, e ao Santo de Israel, o nosso rei.
19 Outrora, falaste em visão aos teus santos e disseste: A um herói concedi o poder de socorrer; do meio do povo, exaltei um escolhido.
20 Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.
21 A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá.
22 O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade.
23 Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam.
24 A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder.
25 Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios.
26 Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação.
27 Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra.
28 Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança.
29 Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu.
30 Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos,
31 se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos,
32 então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade.
33 Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade.
34 Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram.
35 Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?):
36 A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim.
37 Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço.
38 Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste; e te indignaste com o teu ungido.
39 Aborreceste a aliança com o teu servo; profanaste-lhe a coroa, arrojando-a para a terra.
40 Arrasaste os seus muros todos; reduziste a ruínas as suas fortificações.
41 Despojam-no todos os que passam pelo caminho; e os vizinhos o escarnecem.
42 Exaltaste a destra dos seus adversários e deste regozijo a todos os seus inimigos.
43 Também viraste o fio da sua espada e não o sustentaste na batalha.
44 Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono.
45 Abreviaste os dias da sua mocidade e o cobriste de ignomínia.
46 Até quando, SENHOR? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo?
47 Lembra-te de como é breve a minha existência! Pois criarias em vão todos os filhos dos homens!
48 Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?
49 Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?
50 Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos e de como trago no peito a injúria de muitos povos,
51 com que, SENHOR, os teus inimigos têm vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido.
52 Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém e amém!



Postado em: 14/04/2017 15:52:36

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti.
2 Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor.
3 Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte.
4 Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força,
5 atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos.
6 Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos.
7 Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas.
8 Apartaste de mim os meus conhecidos e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair.
9 Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, SENHOR, e te levanto as minhas mãos.
10 Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar?
11 Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos?
12 Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?
13 Mas eu, SENHOR, clamo a ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de ti a minha oração.
14 Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto?
15 Ando aflito e prestes a expirar desde moço; sob o peso dos teus terrores, estou desorientado.
16 Por sobre mim passaram as tuas iras, os teus terrores deram cabo de mim.
17 Eles me rodeiam como água, de contínuo; a um tempo me circundam.
18 Para longe de mim afastaste amigo e companheiro; os meus conhecidos são trevas.



Postado em: 14/04/2017 15:51:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Fundada por ele sobre os montes santos,
2 o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó.
3 Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!
4 Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.
5 E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.
6 O SENHOR, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá.
7 Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são em ti.



Postado em: 14/04/2017 15:50:59

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Inclina, SENHOR, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado.
2 Preserva a minha alma, pois eu sou piedoso; tu, ó Deus meu, salva o teu servo que em ti confia.
3 Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo.
4 Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.
5 Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
6 Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
7 No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
8 Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.
9 Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
10 Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!
11 Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
12 Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.
13 Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte.
14 Ó Deus, os soberbos se têm levantado contra mim, e um bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram.
15 Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.
16 Volta-te para mim e compadece-te de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.
17 Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem; pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.



Postado em: 14/04/2017 15:50:16

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
2 Perdoaste a iniqüidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.
3 A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste.
4 Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.
5 Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
6 Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?
7 Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.
8 Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez.
9 Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra.
10 Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.
11 Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.
12 Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
13 A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.



Postado em: 14/04/2017 15:49:17

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2 A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
3 O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
5 Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
6 o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
7 Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
8 SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
9 Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
10 Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.
11 Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
12 Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.



Postado em: 14/04/2017 15:47:57

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!
2 Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
3 Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.
4 Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.
5 Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti
6 as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
7 Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro;
8 também a Assíria se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló.
9 Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;
10 os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra.
11 Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna,
12 que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus.
13 Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento.
14 Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes,
15 assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval.
16 Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR.
17 Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam.
18 E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.



Postado em: 14/04/2017 15:46:48

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.
2 Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
3 Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
4 Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5 Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.
6 Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
7 Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.
8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.



Postado em: 14/04/2017 15:45:47

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó.
2 Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério.
3 Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa.
4 É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó.
5 Ele o ordenou, como lei, a José, ao sair contra a terra do Egito. Ouço uma linguagem que eu não conhecera.
6 Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.
7 Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá.
8 Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
9 Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
10 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
11 Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
12 Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
13 Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
14 Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
15 Os que aborrecem ao SENHOR se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
16 Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.



Postado em: 14/04/2017 15:44:49

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.
2 Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
3 Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
4 Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo?
5 Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto.
6 Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer.
7 Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
8 Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste.
9 Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
10 Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
11 Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio.
12 Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
13 O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo.
14 Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha;
15 protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.
16 Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto.
17 Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.
18 E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
19 Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.



Postado em: 14/04/2017 15:43:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
2 Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
3 Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
4 Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
5 Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
6 Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
7 Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
8 Não recordes contra nós as iniqüidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
9 Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
10 Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
11 Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
12 Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
13 Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.



Postado em: 14/04/2017 15:42:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.
2 Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.
3 O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.
5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,
6 a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;
7 para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;
8 e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
9 Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.
10 Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;
11 esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.
12 Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
13 Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.
14 Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.
15 No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.
16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.
17 Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.
18 Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.
19 Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?
20 Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?
21 Ouvindo isto, o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;
22 porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.
23 Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;
24 fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.
25 Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.
26 Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.
27 Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.
28 Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.
29 Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.
30 Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,
31 quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.
32 Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.
33 Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.
34 Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.
35 Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.
36 Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.
37 Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.
38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.
39 Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.
40 Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!
41 Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.
42 Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;
43 de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;
44 e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.
45 Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.
46 Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.
47 Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.
48 Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.
49 Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.
50 Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.
51 Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.
52 Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.
53 Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.
54 Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.
55 Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.
56 Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.
57 Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.
58 Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.
59 Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.
60 Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,
61 e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
62 Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
63 O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
64 Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
65 Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
66 fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
67 Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
68 Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
69 E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
70 Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
71 tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
72 E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.



Postado em: 14/04/2017 15:41:28

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.
2 No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.
3 Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito.
4 Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar.
5 Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de passados tempos.
6 De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta.
7 Rejeita o Senhor para sempre? Acaso, não torna a ser propício?
8 Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?
9 Esqueceu-se Deus de ser benigno? Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?
10 Então, disse eu: isto é a minha aflição; mudou-se a destra do Altíssimo.
11 Recordo os feitos do SENHOR, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.
12 Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.
13 O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
14 Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
15 Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.
16 Viram-te as águas, ó Deus; as águas te viram e temeram, até os abismos se abalaram.
17 Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.
18 O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
19 Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios.
20 O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.



Postado em: 14/04/2017 15:40:05

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas.
2 Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente.
3 Vacilem a terra e todos os seus moradores, ainda assim eu firmarei as suas colunas.
4 Digo aos soberbos: não sejais arrogantes; e aos ímpios: não levanteis a vossa força.
5 Não levanteis altivamente a vossa força, nem faleis com insolência contra a Rocha.
6 Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio.
7 Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta.
8 Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho espuma, cheio de mistura; dele dá a beber; sorvem-no, até às escórias, todos os ímpios da terra.
9 Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó.
10 Abaterei as forças dos ímpios; mas a força dos justos será exaltada.



Postado em: 14/04/2017 15:39:08

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Por que nos rejeitas, ó Deus, para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
2 Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança; lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado.
3 Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, tudo quanto de mau tem feito o inimigo no santuário.
4 Os teus adversários bramam no lugar das assembléias e alteiam os seus próprios símbolos.
5 Parecem-se com os que brandem machado no espesso da floresta,
6 e agora a todos esses lavores de entalhe quebram também, com machados e martelos.
7 Deitam fogo ao teu santuário; profanam, arrasando-a até ao chão, a morada do teu nome.
8 Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
9 Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem, entre nós, quem saiba até quando.
10 Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome?
11 Por que retrais a mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio?
12 Ora, Deus, meu Rei, é desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.
13 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos.
14 Tu espedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto.
15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos.
16 Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste.
17 Fixaste os confins da terra; verão e inverno, tu os fizeste.
18 Lembra-te disto: o inimigo tem ultrajado ao SENHOR, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome.
19 Não entregues à rapina a vida de tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida dos teus aflitos.
20 Considera a tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência.
21 Não fique envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
22 Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.
23 Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teus adversários.



Postado em: 14/04/2017 15:27:27

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.
2 Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.
3 Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.
4 Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio.
5 Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens.
6 Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto.
7 Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.
8 Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez.
9 Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra.
10 Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos.
11 E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?
12 Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas.
13 Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência.
14 Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.
15 Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos.
16 Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim;
17 até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.
18 Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.
19 Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!
20 Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.
21 Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram,
22 eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença.
23 Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.
24 Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.
25 Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.
26 Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.
27 Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.
28 Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.



Postado em: 14/04/2017 15:26:28

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.
2 Julgue ele com justiça o teu povo e os teus aflitos, com eqüidade.
3 Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a trarão, com justiça.
4 Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao opressor.
5 Ele permanecerá enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, através das gerações.
6 Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra.
7 Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua.
8 Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra.
9 Curvem-se diante dele os habitantes do deserto, e os seus inimigos lambam o pó.
10 Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes.
11 E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam.
12 Porque ele acode ao necessitado que clama e também ao aflito e ao desvalido.
13 Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes.
14 Redime a sua alma da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles.
15 Viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração, e o bendirão todos os dias.
16 Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra.
17 Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado.
18 Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios.
19 Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!
20 Findam as orações de Davi, filho de Jessé.



Postado em: 14/04/2017 15:25:27

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado.
2 Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me.
3 Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4 Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.
5 Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.
6 Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente.
7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.
8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente.
9 Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares.
10 Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,
11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
12 Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me.
13 Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim.
14 Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais.
15 A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número.
16 Sinto-me na força do SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente.
17 Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas.
18 Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder.
19 Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?
20 Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra.
21 Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente.
22 Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel.
23 Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste.
24 Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.



Postado em: 14/04/2017 15:24:21

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Praza-te, ó Deus, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
2 Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
3 Retrocedam por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
4 Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado!
5 Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. SENHOR, não te detenhas!



Postado em: 14/04/2017 15:23:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.
2 Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.
3 Estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de tanto esperar por meu Deus.
4 São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; são poderosos os meus destruidores, os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.
5 Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice, e as minhas culpas não te são ocultas.
6 Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó SENHOR, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel.
7 Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame.
8 Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe.
9 Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim.
10 Chorei, em jejum está a minha alma, e isso mesmo se me tornou em afrontas.
11 Pus um pano de saco por veste e me tornei objeto de escárnio para eles.
12 Tagarelam sobre mim os que à porta se assentam, e sou motivo para cantigas de beberrões.
13 Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça; pela tua fidelidade em socorrer,
14 livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.
15 Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço.
16 Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.
17 Não escondas o rosto ao teu servo, pois estou atribulado; responde-me depressa.
18 Aproxima-te de minha alma e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos.
19 Tu conheces a minha afronta, a minha vergonha e o meu vexame; todos os meus adversários estão à tua vista.
20 O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores, e não os achei.
21 Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre.
22 Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço, e a prosperidade, em armadilha.
23 Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam; e faze que sempre lhes vacile o dorso.
24 Derrama sobre eles a tua indignação, e que o ardor da tua ira os alcance.
25 Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite as suas tendas.
26 Pois perseguem a quem tu feriste e acrescentam dores àquele a quem golpeaste.
27 Soma-lhes iniqüidade à iniqüidade, e não gozem da tua absolvição.
28 Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos.
29 Quanto a mim, porém, amargurado e aflito, ponha-me o teu socorro, ó Deus, em alto refúgio.
30 Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças.
31 Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.
32 Vejam isso os aflitos e se alegrem; quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva.
33 Porque o SENHOR responde aos necessitados e não despreza os seus prisioneiros.
34 Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.
35 Porque Deus salvará Sião e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão e hão de possuí-la.
36 Também a descendência dos seus servos a herdará, e os que lhe amam o nome nela habitarão.



Postado em: 14/04/2017 15:21:55

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem.
2 Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas; como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos.
3 Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria.
4 Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.
5 Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada.
6 Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.
7 Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto,
8 tremeu a terra; também os céus gotejaram à presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus, do Deus de Israel.
9 Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava exausta, tu a restabeleceste.
10 Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados.
11 O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas-novas.
12 Reis de exércitos fogem e fogem; a dona de casa reparte os despojos.
13 Por que repousais entre as cercas dos apriscos? As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro.
14 Quando o Todo-Poderoso ali dispersa os reis, cai neve sobre o monte Zalmom.
15 O monte de Deus é Basã, serra de elevações é o monte de Basã.
16 Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre.
17 Os carros de Deus são vinte mil, sim, milhares de milhares. No meio deles, está o Senhor; o Sinai tornou-se em santuário.
18 Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles.
19 Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação.
20 O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte.
21 Sim, Deus parte a cabeça dos seus inimigos e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos.
22 Disse o Senhor: De Basã os farei voltar, fá-los-ei tornar das profundezas do mar,
23 para que banhes o pé em sangue, e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos.
24 Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário.
25 Os cantores iam adiante, atrás, os tocadores de instrumentos de cordas, em meio às donzelas com adufes.
26 Bendizei a Deus nas congregações, bendizei ao SENHOR, vós que sois da estirpe de Israel.
27 Ali, está o mais novo, Benjamim, que os precede, os príncipes de Judá, com o seu séquito, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
28 Reúne, ó Deus, a tua força, força divina que usaste a nosso favor,
29 oriunda do teu templo em Jerusalém. Os reis te oferecerão presentes.
30 Reprime a fera dos canaviais, a multidão dos fortes como touros e dos povos com novilhos; calcai aos pés os que cobiçam barras de prata. Dispersa os povos que se comprazem na guerra.
31 Príncipes vêm do Egito; a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus.
32 Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor,
33 àquele que encima os céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa.
34 Tributai glória a Deus; a sua majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza, nos espaços siderais.
35 Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus!



Postado em: 14/04/2017 15:21:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto;
2 para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.
3 Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
4 Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na terra as nações.
5 Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
6 A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
7 Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.



Postado em: 14/04/2017 15:20:06

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Aclamai a Deus, toda a terra.
2 Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor.
3 Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos.
4 Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome.
5 Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!
6 Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele.
7 Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes.
8 Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor;
9 o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés.
10 Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata.
11 Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas;
12 fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.
13 Entrarei na tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,
14 que proferiram os meus lábios, e que, no dia da angústia, prometeu a minha boca.
15 Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos.
16 Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma.
17 A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei.
18 Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.
19 Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração.
20 Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.



Postado em: 14/04/2017 15:18:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará o voto.
2 Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens,
3 por causa de suas iniqüidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas.
4 Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa – o teu santo templo.
5 Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos;
6 que por tua força consolidas os montes, cingido de poder;
7 que aplacas o rugir dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das gentes.
8 Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo.
9 Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões,
10 regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção.
11 Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura,
12 destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.
13 Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam.



Postado em: 14/04/2017 15:17:42

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo.
2 Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,
3 os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas,
4 para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.
5 Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá?
6 Projetam iniqüidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles.
7 Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos.
8 Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os vêem meneiam a cabeça.
9 E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz.
10 O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam.



Postado em: 14/04/2017 15:16:41

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.
2 Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
3 Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair?
4 Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem.
5 Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
6 Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
7 De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.
8 Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
9 Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade.
10 Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.
11 Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus,
12 e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.



Postado em: 14/04/2017 15:14:40

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.
2 Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.
3 Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.
4 Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.
5 Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,
6 no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.
7 Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.
8 A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.
9 Porém os que me procuram a vida para a destruir abismar-se-ão nas profundezas da terra.
10 Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais.
11 O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.



Postado em: 14/04/2017 15:13:44

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração.
2 Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim;
3 pois tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo.
4 Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo.
5 Pois ouviste, ó Deus, os meus votos e me deste a herança dos que temem o teu nome.
6 Dias sobre dias acrescentas ao rei; duram os seus anos gerações após gerações.
7 Permaneça para sempre diante de Deus; concede-lhe que a bondade e a fidelidade o preservem.
8 Assim, salmodiarei o teu nome para sempre, para cumprir, dia após dia, os meus votos.



Postado em: 14/04/2017 15:13:08

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó Deus, tu nos rejeitaste e nos dispersaste; tens estado indignado; oh! Restabelece-nos!
2 Abalaste a terra, fendeste-a; repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir.
3 Fizeste o teu povo experimentar reveses e nos deste a beber vinho que atordoa.
4 Deste um estandarte aos que te temem, para fugirem de diante do arco.
5 Para que os teus amados sejam livres, salva com a tua destra e responde-nos.
6 Falou Deus na sua santidade: Exultarei; dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
7 Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá é o meu cetro.
8 Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei.
9 Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
10 Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
11 Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
12 Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.



Postado em: 14/04/2017 15:12:17

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; põe-me acima do alcance dos meus adversários.
2 Livra-me dos que praticam a iniqüidade e salva-me dos homens sanguinários,
3 pois que armam ciladas à minha alma; contra mim se reúnem os fortes, sem transgressão minha, ó SENHOR, ou pecado meu.
4 Sem culpa minha, eles se apressam e investem; desperta, vem ao meu encontro e vê.
5 Tu, SENHOR, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel; desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações; não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniqüidade.
6 Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade.
7 Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas. Pois dizem eles: Quem há que nos escute?
8 Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todas as nações.
9 Em ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio.
10 Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
11 Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; dispersa-os pelo teu poder e abate-os, ó Senhor, escudo nosso.
12 Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação e mentiras que proferem.
13 Consome-os com indignação, consome-os, de sorte que jamais existam e se saiba que reina Deus em Jacó, até aos confins da terra.
14 Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade.
15 Vagueiam à procura de comida e, se não se fartam, então, rosnam.
16 Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.
17 A ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia.



Postado em: 14/04/2017 15:11:21

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?
2 Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniqüidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos.
3 Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.
4 Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,
5 para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos.
6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos.
7 Desapareçam como águas que se escoam; ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.
8 Sejam como a lesma, que passa diluindo-se; como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.
9 Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa serão arrebatados como por um redemoinho.
10 Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio.
11 Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra.



Postado em: 14/04/2017 15:10:41

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
2 Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.
3 Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.
4 Acha-se a minha alma entre leões, ávidos de devorar os filhos dos homens; lanças e flechas são os seus dentes, espada afiada, a sua língua.
5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória.
6 Armaram rede aos meus passos, a minha alma está abatida; abriram cova diante de mim, mas eles mesmos caíram nela.
7 Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores.
8 Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva.
9 Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações.
10 Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens.
11 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória.



Postado em: 14/04/2017 15:09:43

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura ferir-me; e me oprime pelejando todo o dia.
2 Os que me espreitam continuamente querem ferir-me; e são muitos os que atrevidamente me combatem.
3 Em me vindo o temor, hei de confiar em ti.
4 Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?
5 Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal.
6 Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida.
7 Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniqüidade. Derriba os povos, ó Deus, na tua ira!
8 Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?
9 No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim.
10 Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo,
11 neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?
12 Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças.
13 Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.



Postado em: 14/04/2017 15:09:06

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica.
2 Atende-me e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,
3 por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam.
4 Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam;
5 temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim.
6 Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso.
7 Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto.
8 Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela.
9 Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos, porque vejo violência e contenda na cidade.
10 Dia e noite giram nas suas muralhas, e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malícia;
11 há destruição no meio dela; das suas praças não se apartam a opressão e o engano.
12 Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia;
13 mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo.
14 Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus.
15 A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu íntimo.
16 Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.
17 À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
18 Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim.
19 Deus ouvirá e lhes responderá, ele, que preside desde a eternidade, porque não há neles mudança nenhuma, e não temem a Deus.
20 Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança.
21 A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas.
22 Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
23 Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias; eu, todavia, confiarei em ti.



Postado em: 14/04/2017 15:08:09

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justiça, pelo teu poder.
2 Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca.
3 Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si.
4 Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida.
5 Ele retribuirá o mal aos meus opressores; por tua fidelidade dá cabo deles.
6 Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom.
7 Pois me livrou de todas as tribulações; e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.



Postado em: 14/04/2017 15:07:23

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniqüidade; já não há quem faça o bem.
2 Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.
3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um.
4 Acaso, não entendem os obreiros da iniqüidade? Esses, que devoram o meu povo como quem come pão? Eles não invocam a Deus.
5 Tomam-se de grande pavor, onde não há a quem temer; porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia; tu os envergonhas, porque Deus os rejeita.
6 Quem me dera que de Sião viesse já o livramento de Israel! Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.



Postado em: 14/04/2017 15:05:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus dura para sempre.
2 A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos!
3 Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente.
4 Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta!
5 Também Deus te destruirá para sempre; há de arrebatar-te e arrancar-te da tua tenda e te extirpará da terra dos viventes.
6 Os justos hão de ver tudo isso, temerão e se rirão dele, dizendo:
7 Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza; antes, confiava na abundância dos seus próprios bens e na sua perversidade se fortalecia.
8 Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre.
9 Dar-te-ei graças para sempre, porque assim o fizeste; na presença dos teus fiéis, esperarei no teu nome, porque é bom.



Postado em: 14/04/2017 15:02:02

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões.
2 Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar.
5 Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.
6 Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.
7 Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve.
8 Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste.
9 Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.
11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito.
12 Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.
13 Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti.
14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça.
15 Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores.
16 Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos.
17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.
18 Faze bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.
19 Então, te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; e sobre o teu altar se oferecerão novilhos.



Postado em: 14/04/2017 15:00:45

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Fala o Poderoso, o SENHOR Deus, e chama a terra desde o Levante até ao Poente.
2 Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus.
3 Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta.
4 Intima os céus lá em cima e a terra, para julgar o seu povo.
5 Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios.
6 Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga.
7 Escuta, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra ti. Eu sou Deus, o teu Deus.
8 Não te repreendo pelos teus sacrifícios, nem pelos teus holocaustos continuamente perante mim.
9 De tua casa não aceitarei novilhos, nem bodes, dos teus apriscos.
10 Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.
11 Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo.
12 Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém.
13 Acaso, como eu carne de touros? Ou bebo sangue de cabritos?
14 Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo;
15 invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
16 Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança,
17 uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras?
18 Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas.
19 Soltas a boca para o mal, e a tua língua trama enganos.
20 Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe.
21 Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te argüirei e porei tudo à tua vista.
22 Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre.
23 O que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus.



Postado em: 14/04/2017 14:59:41

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da terra,
2 tanto plebeus como os de fina estirpe, todos juntamente, ricos e pobres.
3 Os meus lábios falarão sabedoria, e o meu coração terá pensamentos judiciosos.
4 Inclinarei os ouvidos a uma parábola, decifrarei o meu enigma ao som da harpa.
5 Por que hei de eu temer nos dias da tribulação, quando me salteia a iniqüidade dos que me perseguem,
6 dos que confiam nos seus bens e na sua muita riqueza se gloriam?
7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate
8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.),
9 para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova;
10 porquanto vê-se morrerem os sábios e perecerem tanto o estulto como o inepto, os quais deixam a outros as suas riquezas.
11 O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras.
12 Todavia, o homem não permanece em sua ostentação; é, antes, como os animais, que perecem.
13 Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem.
14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam.
15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte, pois ele me tomará para si.
16 Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa;
17 pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará.
18 Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo,
19 irá ter com a geração de seus pais, os quais já não verão a luz.
20 O homem, revestido de honrarias, mas sem entendimento, é, antes, como os animais, que perecem.



Postado em: 14/04/2017 14:58:05

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus.
2 Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei.
3 Nos palácios dela, Deus se faz conhecer como alto refúgio.
4 Por isso, eis que os reis se coligaram e juntos sumiram-se;
5 bastou-lhes vê-lo, e se espantaram, tomaram-se de assombro e fugiram apressados.
6 O terror ali os venceu, e sentiram dores como de parturiente.
7 Com vento oriental destruíste as naus de Társis.
8 Como temos ouvido dizer, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a estabelece para sempre.
9 Pensamos, ó Deus, na tua misericórdia no meio do teu templo.
10 Como o teu nome, ó Deus, assim o teu louvor se estende até aos confins da terra; a tua destra está cheia de justiça.
11 Alegre-se o monte Sião, exultem as filhas de Judá, por causa dos teus juízos.
12 Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres;
13 notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras
14 que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte.



Postado em: 14/04/2017 14:57:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo.
2 Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra.
3 Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações.
4 Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama.
5 Subiu Deus por entre aclamações, o SENHOR, ao som de trombeta.
6 Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores.
7 Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico.
8 Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono.
9 Os príncipes dos povos se reúnem, o povo do Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente.



Postado em: 14/04/2017 14:56:14

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
2 Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;
3 ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.
4 Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
5 Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã.
6 Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.
7 O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
8 Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra.
9 Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
10 Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
11 O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.



Postado em: 14/04/2017 14:55:15

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor.
2 Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre.
3 Cinge a espada no teu flanco, herói; cinge a tua glória e a tua majestade!
4 E nessa majestade cavalga prosperamente, pela causa da verdade e da justiça; e a tua destra te ensinará proezas.
5 As tuas setas são agudas, penetram o coração dos inimigos do Rei; os povos caem submissos a ti.
6 O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
7 Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.
8 Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia; de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram.
9 Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra; à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
10 Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai.
11 Então, o Rei cobiçará a tua formosura; pois ele é o teu senhor; inclina-te perante ele.
12 A ti virá a filha de Tiro trazendo donativos; os mais ricos do povo te pedirão favores.
13 Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro.
14 Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença.
15 Serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei.
16 Em vez de teus pais, serão teus filhos, os quais farás príncipes por toda a terra.
17 O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.



Postado em: 14/04/2017 14:54:32

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos; nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.
2 Como por tuas próprias mãos desapossaste as nações e os estabeleceste; oprimiste os povos e aos pais deste largueza.
3 Pois não foi por sua espada que possuíram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua destra, e o teu braço, e o fulgor do teu rosto, porque te agradaste deles.
4 Tu és o meu rei, ó Deus; ordena a vitória de Jacó.
5 Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos; em teu nome, calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
6 Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.
7 Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
8 Em Deus, nos temos gloriado continuamente e para sempre louvaremos o teu nome.
9 Agora, porém, tu nos lançaste fora, e nos expuseste à vergonha, e já não sais com os nossos exércitos.
10 Tu nos fazes bater em retirada à vista dos nossos inimigos, e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo.
11 Entregaste-nos como ovelhas para o corte e nos espalhaste entre as nações.
12 Vendes por um nada o teu povo e nada lucras com o seu preço.
13 Tu nos fazes opróbrio dos nossos vizinhos, escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.
14 Pões-nos por ditado entre as nações, alvo de meneios de cabeça entre os povos.
15 A minha ignomínia está sempre diante de mim; cobre-se de vergonha o meu rosto,
16 ante os gritos do que afronta e blasfema, à vista do inimigo e do vingador.
17 Tudo isso nos sobreveio; entretanto, não nos esquecemos de ti, nem fomos infiéis à tua aliança.
18 Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
19 para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte.
20 Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus ou tivéssemos estendido as mãos a deus estranho,
21 porventura, não o teria atinado Deus, ele, que conhece os segredos dos corações?
22 Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro.
23 Desperta! Por que dormes, Senhor? Desperta! Não nos rejeites para sempre!
24 Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
25 Pois a nossa alma está abatida até ao pó, e o nosso corpo, como que pegado no chão.
26 Levanta-te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da tua benignidade.



Postado em: 14/04/2017 14:53:42

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.
2 Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?
3 Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos.
4 Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.
5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.



Postado em: 14/04/2017 14:52:21

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.
2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?
3 As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?
4 Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma -, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.
5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
6 Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar.
7 Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.
8 Contudo, o SENHOR, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.
9 Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?
10 Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?
11 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.



Postado em: 14/04/2017 14:50:37

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal.
2 O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos.
3 O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama.
4 Disse eu: compadece-te de mim, SENHOR; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
5 Os meus inimigos falam mal de mim: Quando morrerá e lhe perecerá o nome?
6 Se algum deles me vem visitar, diz coisas vãs, amontoando no coração malícias; em saindo, é disso que fala.
7 De mim rosnam à uma todos os que me odeiam; engendram males contra mim, dizendo:
8 Peste maligna deu nele, e: Caiu de cama, já não há de levantar-se.
9 Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.
10 Tu, porém, SENHOR, compadece-te de mim e levanta-me, para que eu lhes pague segundo merecem.
11 Com isto conheço que tu te agradas de mim: em não triunfar contra mim o meu inimigo.
12 Quanto a mim, tu me susténs na minha integridade e me pões à tua presença para sempre.
13 Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e amém!



Postado em: 14/04/2017 13:44:53

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.
2 Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.
3 E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR.
4 Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
5 São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.
6 Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
7 Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
8 agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.
9 Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR.
10 Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.
11 Não retenhas de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade.
12 Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniqüidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece.
13 Praza-te, SENHOR, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
14 Sejam à uma envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
15 Sofram perturbação por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
16 Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; os que amam a tua salvação digam sempre: O SENHOR seja magnificado!
17 Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu!



Postado em: 14/04/2017 13:44:01

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.
2 Emudeci em silêncio, calei acerca do bem, e a minha dor se agravou.
3 Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua:
4 Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.
5 Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade.
6 Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.
7 E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.
8 Livra-me de todas as minhas iniqüidades; não me faças o opróbrio do insensato.
9 Emudeço, não abro os lábios porque tu fizeste isso.
10 Tira de sobre mim o teu flagelo; pelo golpe de tua mão, estou consumido.
11 Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniqüidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.
12 Ouve, SENHOR, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro; não te emudeças à vista de minhas lágrimas, porque sou forasteiro à tua presença, peregrino como todos os meus pais o foram.
13 Desvia de mim o olhar, para que eu tome alento, antes que eu passe e deixe de existir.



Postado em: 14/04/2017 13:43:05

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Não me repreendas, SENHOR, na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2 Cravam-se em mim as tuas setas, e a tua mão recai sobre mim.
3 Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.
4 Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças.
5 Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura.
6 Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo.
7 Ardem-me os lombos, e não há parte sã na minha carne.
8 Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração.
9 Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.
10 Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças, e a luz dos meus olhos, essa mesma já não está comigo.
11 Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.
12 Armam ciladas contra mim os que tramam tirar-me a vida; os que me procuram fazer o mal dizem coisas perniciosas e imaginam engano todo o dia.
13 Mas eu, como surdo, não ouço e, qual mudo, não abro a boca.
14 Sou, com efeito, como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica.
15 Pois em ti, SENHOR, espero; tu me atenderás, Senhor, Deus meu.
16 Porque eu dizia: Não suceda que se alegrem de mim e contra mim se engrandeçam quando me resvala o pé.
17 Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim.
18 Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado.
19 Mas os meus inimigos são vigorosos e fortes, e são muitos os que sem causa me odeiam.
20 Da mesma sorte, os que pagam o mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom.
21 Não me desampares, SENHOR; Deus meu, não te ausentes de mim.
22 Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha.



Postado em: 14/04/2017 13:42:08

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2 Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.
3 Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.
4 Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
5 Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
6 Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
7 Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.
8 Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.
9 Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
10 Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.
11 Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.
12 Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes.
13 Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando o seu dia.
14 Os ímpios arrancam da espada e distendem o arco para abater o pobre e necessitado, para matar os que trilham o reto caminho.
15 A sua espada, porém, lhes traspassará o próprio coração, e os seus arcos serão espedaçados.
16 Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios.
17 Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o SENHOR os sustém.
18 O SENHOR conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre.
19 Não serão envergonhados nos dias do mal e nos dias da fome se fartarão.
20 Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como o viço das pastagens; serão aniquilados e se desfarão em fumaça.
21 O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém, se compadece e dá.
22 Aqueles a quem o SENHOR abençoa possuirão a terra; e serão exterminados aqueles a quem amaldiçoa.
23 O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz;
24 se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão.
25 Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.
26 É sempre compassivo e empresta, e a sua descendência será uma bênção.
27 Aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada.
28 Pois o SENHOR ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.
29 Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.
30 A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo.
31 No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão.
32 O perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida.
33 Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
34 Espera no SENHOR, segue o seu caminho, e ele te exaltará para possuíres a terra; presenciarás isso quando os ímpios forem exterminados.
35 Vi um ímpio prepotente a expandir-se qual cedro do Líbano.
36 Passei, e eis que desaparecera; procurei-o, e já não foi encontrado.
37 Observa o homem íntegro e atenta no que é reto; porquanto o homem de paz terá posteridade.
38 Quanto aos transgressores, serão, à uma, destruídos; a descendência dos ímpios será exterminada.
39 Vem do SENHOR a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza no dia da tribulação.
40 O SENHOR os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.



Postado em: 14/04/2017 13:41:34

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos.
2 Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta, nem detestada.
3 As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.
4 No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal.
5 A tua benignidade, SENHOR, chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade.
6 A tua justiça é como as montanhas de Deus; os teus juízos, como um abismo profundo. Tu, SENHOR, preservas os homens e os animais.
7 Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.
8 Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.
9 Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
10 Continua a tua benignidade aos que te conhecem, e a tua justiça, aos retos de coração.
11 Não me calque o pé da insolência, nem me repila a mão dos ímpios.
12 Tombaram os obreiros da iniqüidade; estão derruídos e já não podem levantar-se.



Postado em: 14/04/2017 13:40:12

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Contende, SENHOR, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
2 Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
3 Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4 Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5 Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6 Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
7 Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
8 Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9 E minha alma se regozijará no SENHOR e se deleitará na sua salvação.
10 Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
11 Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei.
12 Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13 Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
14 portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15 Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16 como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
17 Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
18 Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
19 Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
20 Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21 Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
22 Tu, SENHOR, os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23 Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24 Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
25 Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
26 Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
27 Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!
28 E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.



Postado em: 14/04/2017 13:38:43

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
2 Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão.
3 Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.
4 Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.
5 Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.
6 Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações.
7 O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.
8 Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
9 Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.
10 Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará.
11 Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.
12 Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem?
13 Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente.
14 Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la.
15 Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.
16 O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória.
17 Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações.
18 Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
19 Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra.
20 Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado.
21 O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados.
22 O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado.



Postado em: 14/04/2017 13:37:55

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Exultai, ó justos, no SENHOR! Aos retos fica bem louvá-lo.
2 Celebrai o SENHOR com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas.
3 Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo.
4 Porque a palavra do SENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel.
5 Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do SENHOR.
6 Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.
7 Ele ajunta em montão as águas do mar; e em reservatório encerra as grandes vagas.
8 Tema ao SENHOR toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo.
9 Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.
10 O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos.
11 O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.
12 Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.
13 O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens;
14 do lugar de sua morada, observa todos os moradores da terra,
15 ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.
16 Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente.
17 O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar.
18 Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,
19 para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida.
20 Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo.
21 Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome.
22 Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia, como de ti esperamos.



Postado em: 14/04/2017 13:36:58

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
2 Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
5 Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.
6 Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.
7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
8 Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.
9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
10 Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.
11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.



Postado em: 14/04/2017 13:34:30

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça.
2 Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve.
3 Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.
4 Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza.
5 Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.
6 Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, confio no SENHOR.
7 Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, conheceste as angústias de minha alma
8 e não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso.
9 Compadece-te de mim, SENHOR, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo.
10 Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.
11 Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me vêem na rua fogem de mim.
12 Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado.
13 Pois tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.
14 Quanto a mim, confio em ti, SENHOR. Eu disse: tu és o meu Deus.
15 Nas tuas mãos, estão os meus dias; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.
16 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia.
17 Não seja eu envergonhado, SENHOR, pois te invoquei; envergonhados sejam os perversos, emudecidos na morte.
18 Emudeçam os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com arrogância e desdém.
19 Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!
20 No recôndito da tua presença, tu os esconderás das tramas dos homens, num esconderijo os ocultarás da contenda de línguas.
21 Bendito seja o SENHOR, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada!
22 Eu disse na minha pressa: estou excluído da tua presença. Não obstante, ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro.
23 Amai o SENHOR, vós todos os seus santos. O SENHOR preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo.
24 Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 13:33:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Eu te exaltarei, ó SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.
2 SENHOR, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.
3 SENHOR, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.
4 Salmodiai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.
5 Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.
6 Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado.
7 Tu, SENHOR, por teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha; apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.
8 Por ti, SENHOR, clamei, ao Senhor implorei.
9 Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?
10 Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.
11 Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria,
12 para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. SENHOR, Deus meu, graças te darei para sempre.



Postado em: 14/04/2017 13:31:47

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força.
2 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.
3 Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas.
4 A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.
5 A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano.
6 Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano e o Siriom, como bois selvagens.
7 A voz do SENHOR despede chamas de fogo.
8 A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
9 A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!
10 O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre.
11 O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo.



Postado em: 14/04/2017 13:30:56

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 A ti clamo, ó SENHOR; rocha minha, não sejas surdo para comigo; para que não suceda, se te calares acerca de mim, seja eu semelhante aos que descem à cova.
2 Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário.
3 Não me arrastes com os ímpios, com os que praticam a iniqüidade; os quais falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade.
4 Paga-lhes segundo as suas obras, segundo a malícia dos seus atos; dá-lhes conforme a obra de suas mãos, retribui-lhes o que merecem.
5 E, visto que não atentam para os feitos do SENHOR, nem para o que as suas mãos fazem, ele os derribará e não os reedificará.
6 Bendito seja o SENHOR, porque me ouviu as vozes súplices!
7 O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.
8 O SENHOR é a força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido.
9 Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre.



Postado em: 14/04/2017 13:30:00

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?
2 Quando malfeitores me sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem.
3 Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança.
4 Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo.
5 Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha.
6 Agora, será exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam. No seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao SENHOR.
7 Ouve, SENHOR, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me.
8 Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a tua presença.
9 Não me escondas, SENHOR, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10 Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá.
11 Ensina-me, SENHOR, o teu caminho e guia-me por vereda plana, por causa dos que me espreitam.
12 Não me deixes à vontade dos meus adversários; pois contra mim se levantam falsas testemunhas e os que só respiram crueldade.
13 Eu creio que verei a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
14 Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 13:29:21

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Faze-me justiça, SENHOR, pois tenho andado na minha integridade e confio no SENHOR, sem vacilar.
2 Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos.
3 Pois a tua benignidade, tenho-a perante os olhos e tenho andado na tua verdade.
4 Não me tenho assentado com homens falsos e com os dissimuladores não me associo.
5 Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento.
6 Lavo as mãos na inocência e, assim, andarei, SENHOR, ao redor do teu altar,
7 para entoar, com voz alta, os louvores e proclamar as tuas maravilhas todas.
8 Eu amo, SENHOR, a habitação de tua casa e o lugar onde tua glória assiste.
9 Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinários,
10 em cujas mãos há crimes e cuja destra está cheia de subornos.
11 Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim.
12 O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações, bendirei o SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 13:28:18

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 A ti, SENHOR, elevo a minha alma.
2 Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos.
3 Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente.
4 Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas.
5 Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.
6 Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade.
7 Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR.
8 Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores.
9 Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho.
10 Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.
11 Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, que é grande.
12 Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher.
13 Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra.
14 A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.
15 Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço.
16 Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito.
17 Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias.
18 Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados.
19 Considera os meus inimigos, pois são muitos e me abominam com ódio cruel.
20 Guarda-me a alma e livra-me; não seja eu envergonhado, pois em ti me refugio.
21 Preservem-me a sinceridade e a retidão, porque em ti espero.
22 Ó Deus, redime a Israel de todas as suas tribulações.



Postado em: 14/04/2017 13:27:28

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.
2 Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.
3 Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar?
4 O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente.
5 Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.
6 Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.
7 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.
8 Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas.
9 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.
10 Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória.



Postado em: 14/04/2017 13:09:40

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;
3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
5 Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.



Postado em: 14/04/2017 13:08:53

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?
2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.
3 Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel.
4 Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste.
5 A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos.
6 Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.
7 Todos os que me vêem zombam de mim; afrouxam os lábios e meneiam a cabeça:
8 Confiou no SENHOR! Livre-o ele; salve-o, pois nele tem prazer.
9 Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe.
10 A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.
11 Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda.
12 Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam.
13 Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge.
14 Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.
15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.
16 Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés.
17 Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim.
18 Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.
19 Tu, porém, SENHOR, não te afastes de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.
20 Livra a minha alma da espada, e, das presas do cão, a minha vida.
21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes.
22 A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação;
23 vós que temeis o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel.
24 Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro.
25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem.
26 Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o SENHOR os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração.
27 Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações.
28 Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações.
29 Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida.
30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.
31 Hão de vir anunciar a justiça dele; ao povo que há de nascer, contarão que foi ele quem o fez.



Postado em: 14/04/2017 13:07:23

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Na tua força, SENHOR, o rei se alegra! E como exulta com a tua salvação!
2 Satisfizeste-lhe o desejo do coração e não lhe negaste as súplicas dos seus lábios.
3 Pois o supres das bênçãos de bondade; pões-lhe na cabeça uma coroa de ouro puro.
4 Ele te pediu vida, e tu lha deste; sim, longevidade para todo o sempre.
5 Grande lhe é a glória da tua salvação; de esplendor e majestade o sobrevestiste.
6 Pois o puseste por bênção para sempre e o encheste de gozo com a tua presença.
7 O rei confia no SENHOR e pela misericórdia do Altíssimo jamais vacilará.
8 A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua destra apanhará os que te odeiam.
9 Tu os tornarás como em fornalha ardente, quando te manifestares; o SENHOR, na sua indignação, os consumirá, o fogo os devorará.
10 Destruirás da terra a sua posteridade e a sua descendência, de entre os filhos dos homens.
11 Se contra ti intentarem o mal e urdirem intrigas, não conseguirão efetuá-los;
12 porquanto lhes farás voltar as costas e mirarás o rosto deles com o teu arco.
13 Exalta-te, SENHOR, na tua força! Nós cantaremos e louvaremos o teu poder.



Postado em: 14/04/2017 13:06:00

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 O SENHOR te responda no dia da tribulação; o nome do Deus de Jacó te eleve em segurança.
2 Do seu santuário te envie socorro e desde Sião te sustenha.
3 Lembre-se de todas as tuas ofertas de manjares e aceite os teus holocaustos.
4 Conceda-te segundo o teu coração e realize todos os teus desígnios.
5 Celebraremos com júbilo a tua vitória e em nome do nosso Deus hastearemos pendões; satisfaça o SENHOR a todos os teus votos.
6 Agora, sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele lhe responderá do seu santo céu com a vitoriosa força de sua destra.
7 Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus.
8 Eles se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé.
9 Ó SENHOR, dá vitória ao rei; responde-nos, quando clamarmos.



Postado em: 14/04/2017 13:03:51

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
2 Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.
3 Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;
4 no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol,
5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho.
6 Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor.
7 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
8 Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.
9 O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos.
10 São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
11 Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa.
12 Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.
13 Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.
14 As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!



Postado em: 14/04/2017 13:02:38

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Eu te amo, ó SENHOR, força minha.
2 O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte.
3 Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.
4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror.
5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
6 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
7 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou.
8 Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes.
9 Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão.
10 Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento.
11 Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão.
12 Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes.
13 Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo.
14 Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou.
15 Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, pelo iroso resfolgar das tuas narinas.
16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.
19 Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim.
20 Retribuiu-me o SENHOR, segundo a minha justiça, recompensou-me conforme a pureza das minhas mãos.
21 Pois tenho guardado os caminhos do SENHOR e não me apartei perversamente do meu Deus.
22 Porque todos os seus juízos me estão presentes, e não afastei de mim os seus preceitos.
23 Também fui íntegro para com ele e me guardei da iniqüidade.
24 Daí retribuir-me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença.
25 Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro.
26 Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
27 Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates.
28 Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas.
29 Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas.
30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.
31 Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?
32 O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho,
33 ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.
34 Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze.
35 Também me deste o escudo da tua salvação, a tua direita me susteve, e a tua clemência me engrandeceu.
36 Alargaste sob meus passos o caminho, e os meus pés não vacilaram.
37 Persegui os meus inimigos, e os alcancei, e só voltei depois de haver dado cabo deles.
38 Esmaguei-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés.
39 Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim.
40 Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei.
41 Gritaram por socorro, mas ninguém lhes acudiu; clamaram ao SENHOR, mas ele não respondeu.
42 Então, os reduzi a pó ao léu do vento, lancei-os fora como a lama das ruas.
43 Das contendas do povo me livraste e me fizeste cabeça das nações; povo que não conheci me serviu.
44 Bastou-lhe ouvir-me a voz, logo me obedeceu; os estrangeiros se me mostram submissos.
45 Sumiram-se os estrangeiros e das suas fortificações saíram, espavoridos.
46 Vive o SENHOR, e bendita seja a minha rocha! Exaltado seja o Deus da minha salvação,
47 o Deus que por mim tomou vingança e me submeteu povos;
48 o Deus que me livrou dos meus inimigos; sim, tu que me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento.
49 Glorificar-te-ei, pois, entre os gentios, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome.
50 É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre.



Postado em: 14/04/2017 13:01:20

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ouve, SENHOR, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
2 Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos vêem com eqüidade.
3 Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
4 Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
5 Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
6 Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
7 Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
9 dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
10 Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
11 andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
12 Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
13 Levanta-te, SENHOR, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
14 com a tua mão, SENHOR, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
15 Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.



Postado em: 14/04/2017 13:00:19

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.
2 Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.
3 Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.
4 Muitas serão as penas dos que trocam o SENHOR por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.
5 O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.
6 Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança.
7 Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.
8 O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.
9 Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro.
10 Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.



Postado em: 14/04/2017 12:59:28

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?
2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
3 o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
4 o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
5 o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.



Postado em: 14/04/2017 12:58:23

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.
2 Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.
3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
4 Acaso, não entendem todos os obreiros da iniqüidade, que devoram o meu povo, como quem come pão, que não invocam o SENHOR?
5 Tomar-se-ão de grande pavor, porque Deus está com a linhagem do justo.
6 Meteis a ridículo o conselho dos humildes, mas o SENHOR é o seu refúgio.
7 Tomara de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, então, exultará Jacó, e Israel se alegrará.



Postado em: 14/04/2017 12:57:39

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?
2 Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?
3 Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;
4 para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.
5 No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação.
6 Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.



Postado em: 14/04/2017 12:56:08

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Socorro, SENHOR! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens.
2 Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido.
3 Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente,
4 pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?
5 Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o SENHOR; e porei a salvo a quem por isso suspira.
6 As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes.
7 Sim, SENHOR, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre.
8 Por todos os lugares andam os perversos, quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada.



Postado em: 14/04/2017 12:55:03

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte?
2 Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.
3 Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
4 O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.
5 O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.
6 Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.
7 Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.



Postado em: 14/04/2017 12:54:17

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Por que, SENHOR, te conservas longe? E te escondes nas horas de tribulação?
2 Com arrogância, os ímpios perseguem o pobre; sejam presas das tramas que urdiram.
3 Pois o perverso se gloria da cobiça de sua alma, o avarento maldiz o SENHOR e blasfema contra ele.
4 O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.
5 São prósperos os seus caminhos em todo tempo; muito acima e longe dele estão os teus juízos; quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza.
6 Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá.
7 A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade.
8 Põe-se de tocaia nas vilas, trucida os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.
9 Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna; está de emboscada para enlaçar o pobre: apanha-o e, na sua rede, o enleia.
10 Abaixa-se, rasteja; em seu poder, lhe caem os necessitados.
11 Diz ele, no seu íntimo: Deus se esqueceu, virou o rosto e não verá isto nunca.
12 Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, ergue a mão! Não te esqueças dos pobres.
13 Por que razão despreza o ímpio a Deus, dizendo no seu íntimo que Deus não se importa?
14 Tu, porém, o tens visto, porque atentas aos trabalhos e à dor, para que os possas tomar em tuas mãos. A ti se entrega o desamparado; tu tens sido o defensor do órfão.
15 Quebranta o braço do perverso e do malvado; esquadrinha-lhes a maldade, até nada mais achares.
16 O SENHOR é rei eterno: da sua terra somem-se as nações.
17 Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás,
18 para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror.



Postado em: 14/04/2017 12:53:07

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
2 Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.
3 Pois, ao retrocederem os meus inimigos, tropeçam e somem-se da tua presença;
4 porque sustentas o meu direito e a minha causa; no trono te assentas e julgas retamente.
5 Repreendes as nações, destróis o ímpio e para todo o sempre lhes apagas o nome.
6 Quanto aos inimigos, estão consumados, suas ruínas são perpétuas, arrasaste as suas cidades; até a sua memória pereceu.
7 Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar.
8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.
9 O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
10 Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam.
11 Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; proclamai entre os povos os seus feitos.
12 Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles e não se esquece do clamor dos aflitos.
13 Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte;
14 para que, às portas da filha de Sião, eu proclame todos os teus louvores e me regozije da tua salvação.
15 Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.
16 Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.
17 Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.
18 Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.
19 Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença.
20 Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais.



Postado em: 14/04/2017 12:52:27

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2 Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4 que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?
5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.
6 Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
7 ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
8 as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!



Postado em: 14/04/2017 12:51:35

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 SENHOR, Deus meu, em ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;
2 para que ninguém, como leão, me arrebate, despedaçando-me, não havendo quem me livre.
3 SENHOR, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam, se nas minhas mãos há iniqüidade,
4 se paguei com o mal a quem estava em paz comigo, eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia,
5 persiga o inimigo a minha alma e alcance-a, espezinhe no chão a minha vida e arraste no pó a minha glória.
6 Levanta-te, SENHOR, na tua indignação, mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste.
7 Reúnam-se ao redor de ti os povos, e por sobre eles remonta-te às alturas.
8 O SENHOR julga os povos; julga-me, SENHOR, segundo a minha retidão e segundo a integridade que há em mim.
9 Cesse a malícia dos ímpios, mas estabelece tu o justo; pois sondas a mente e o coração, ó justo Deus.
10 Deus é o meu escudo; ele salva os retos de coração.
11 Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.
12 Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;
13 para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.
14 Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.
15 Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.
16 A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.
17 Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.



Postado em: 14/04/2017 12:50:53

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2 Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados.
3 Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?
4 Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça.
5 Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?
6 Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago.
7 Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários.
8 Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniqüidade, porque o SENHOR ouviu a voz do meu lamento;
9 o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração.
10 Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos; retirem-se, de súbito, cobertos de vexame.



Postado em: 14/04/2017 12:49:33

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Dá ouvidos, SENHOR, às minhas palavras e acode ao meu gemido.
2 Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama, pois a ti é que imploro.
3 De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.
4 Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.
5 Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniqüidade.
6 Tu destróis os que proferem mentira; o SENHOR abomina ao sanguinário e ao fraudulento;
7 porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor.
8 SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus adversários; endireita diante de mim o teu caminho;
9 pois não têm eles sinceridade nos seus lábios; o seu íntimo é todo crimes; a sua garganta é sepulcro aberto, e com a língua lisonjeiam.
10 Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios planos. Rejeita-os por causa de suas muitas transgressões, pois se rebelaram contra ti.
11 Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.
12 Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.



Postado em: 14/04/2017 12:48:27

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
2 Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?
3 Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele.
4 Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.
5 Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
6 Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu rosto.
7 Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.
8 Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.



Postado em: 14/04/2017 12:47:30

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim.
2 São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele.
3 Porém tu, SENHOR, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça.
4 Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde.
5 Deito-me e pego no sono; acordo, porque o SENHOR me sustenta.
6 Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados.
7 Levanta-te, SENHOR! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes.
8 Do SENHOR é a salvação, e sobre o teu povo, a tua bênção.



Postado em: 14/04/2017 12:46:13

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?
2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
3 Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.
6 Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
7 Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.
8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.
9 Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.
10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra.
11 Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor.
12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.



Postado em: 14/04/2017 12:44:28

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
5 Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.



Postado em: 14/04/2017 10:39:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o SENHOR Deus.
2 Eu, pois, com todas as minhas forças já preparei para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, prata para as de prata, bronze para as de bronze, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira; pedras de ônix, pedras de engaste, pedras de várias cores, de mosaicos e toda sorte de pedras preciosas, e mármore, e tudo em abundância.
3 E ainda, porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário:
4 três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas;
5 ouro para os objetos de ouro e prata para os de prata, e para toda obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao SENHOR?
6 Então, os chefes das famílias, os príncipes das tribos de Israel, os capitães de mil e os de cem e até os intendentes sobre as empresas do rei voluntariamente contribuíram
7 e deram para o serviço da Casa de Deus cinco mil talentos de ouro, dez mil daricos, dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze e cem mil talentos de ferro.
8 Os que possuíam pedras preciosas as trouxeram para o tesouro da Casa do SENHOR, a cargo de Jeiel, o gersonita.
9 O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao SENHOR; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo.
10 Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.
11 Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.
12 Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.
13 Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome.
14 Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.
15 Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não temos permanência.
16 SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância que preparamos para te edificar uma casa ao teu santo nome vem da tua mão e é toda tua.
17 Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente.
18 SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo;
19 e a Salomão, meu filho, dá coração íntegro para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos e os teus estatutos, fazendo tudo para edificar este palácio para o qual providenciei.
20 Então, disse Davi a toda a congregação: Agora, louvai o SENHOR, vosso Deus. Então, toda a congregação louvou ao SENHOR, Deus de seus pais; todos inclinaram a cabeça, adoraram o SENHOR e se prostraram perante o rei.
21 Ao outro dia, trouxeram sacrifícios ao SENHOR e lhe ofereceram holocaustos de mil bezerros, mil carneiros, mil cordeiros, com as suas libações; sacrifícios em abundância por todo o Israel.
22 Comeram e beberam, naquele dia, perante o SENHOR, com grande regozijo. Pela segunda vez, fizeram rei a Salomão, filho de Davi, e o ungiram ao SENHOR por príncipe e a Zadoque, por sacerdote.
23 Salomão assentou-se no trono do SENHOR, rei, em lugar de Davi, seu pai, e prosperou; e todo o Israel lhe obedecia.
24 Todos os príncipes, os grandes e até todos os filhos do rei Davi prestaram homenagens ao rei Salomão.
25 O SENHOR engrandeceu sobremaneira a Salomão perante todo o Israel; deu-lhe majestade real, qual antes dele não teve nenhum rei em Israel.
26 Ora, Davi, filho de Jessé, reinou sobre todo o Israel.
27 O tempo que reinou sobre Israel foi de quarenta anos: em Hebrom, sete; em Jerusalém, trinta e três.
28 Morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar.
29 Os atos, pois, do rei Davi, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas, registrados por Samuel, o vidente, nas crônicas do profeta Natã e nas crônicas de Gade, o vidente,
30 juntamente com o que se passou no seu reinado e a respeito do seu poder e todos os acontecimentos que se deram com ele, com Israel e com todos os reinos daquelas terras.



Postado em: 14/04/2017 10:38:00

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, Davi convocou para Jerusalém todos os príncipes de Israel, os príncipes das tribos, os capitães dos turnos que serviam o rei, os capitães de mil e os de cem, os administradores de toda a fazenda e possessões do rei e de seus filhos, como também os oficiais, os poderosos e todo homem valente.
2 Pôs-se o rei Davi em pé e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu: Era meu propósito de coração edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do SENHOR e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar.
3 Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue.
4 O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel.
5 E, de todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o SENHOR, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR, sobre Israel.
6 E me disse: Teu filho Salomão é quem edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai.
7 Estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar ele em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje.
8 Agora, pois, perante todo o Israel, a congregação do SENHOR, e perante o nosso Deus, que me ouve, eu vos digo: guardai todos os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, e empenhai-vos por eles, para que possuais esta boa terra e a deixeis como herança a vossos filhos, para sempre.
9 Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o SENHOR esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre.
10 Agora, pois, atende a tudo, porque o SENHOR te escolheu para edificares casa para o santuário; sê forte e faze a obra.
11 Deu Davi a Salomão, seu filho, a planta do pórtico com as suas casas, as suas tesourarias, os seus cenáculos e as suas câmaras interiores, como também da casa do propiciatório.
12 Também a planta de tudo quanto tinha em mente, com referência aos átrios da Casa do SENHOR, e a todas as câmaras em redor, para os tesouros da Casa de Deus e para os tesouros das coisas consagradas;
13 e para os turnos dos sacerdotes e dos levitas, e para toda obra do ministério da Casa do SENHOR, e para todos os utensílios para o serviço da Casa do SENHOR,
14 especificando o peso do ouro para todos os utensílios de ouro de cada serviço; também o peso da prata para todos os utensílios de prata de cada serviço;
15 o peso para os candeeiros de ouro e suas lâmpadas de ouro, para cada candeeiro e suas lâmpadas, segundo o uso de cada um;
16 também o peso do ouro para as mesas da proposição, para cada uma de per si; como também a prata para as mesas de prata;
17 ouro puro para os garfos, para as bacias e para os copos; para as taças de ouro o devido peso a cada uma, como também para as taças de prata, a cada uma o seu peso;
18 o peso do ouro refinado para o altar do incenso, como também, segundo a planta, o ouro para o carro dos querubins, que haviam de estender as asas e cobrir a arca da Aliança do SENHOR.
19 Tudo isto, disse Davi, me foi dado por escrito por mandado do SENHOR, a saber, todas as obras desta planta.
20 Disse Davi a Salomão, seu filho: Sê forte e corajoso e faze a obra; não temas, nem te desanimes, porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da Casa do SENHOR.
21 Eis aí os turnos dos sacerdotes e dos levitas para todo serviço da Casa de Deus; também se acham contigo, para toda obra, voluntários com sabedoria de toda espécie para cada serviço; como também os príncipes e todo o povo estarão inteiramente às tuas ordens.



Postado em: 14/04/2017 10:37:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 São estes os filhos de Israel segundo o seu número, os chefes das famílias e os capitães de milhares e de centenas com os seus oficiais, que serviam ao rei em todos os negócios dos turnos que entravam e saíam de mês em mês durante o ano, cada turno de vinte e quatro mil.
2 Sobre o primeiro turno do primeiro mês estava Jasobeão, filho de Zabdiel; em seu turno havia vinte e quatro mil.
3 Era este dos filhos de Perez, chefe de todos os capitães dos exércitos para o primeiro mês.
4 Sobre o turno do segundo mês estava Dodai, o aoíta, a cujo lado estava Miclote; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
5 O terceiro capitão do exército e o designado para o terceiro mês era Benaia, chefe, filho do sacerdote Joiada; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
6 Era este Benaia homem poderoso entre os trinta e cabeça deles; o seu turno estava ao encargo do seu filho Amizabade.
7 O quarto, para o quarto mês, Asael, irmão de Joabe, e depois dele Zebadias, seu filho; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
8 O quinto capitão, para o quinto mês, Samute, o izraíta; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
9 O sexto, para o sexto mês, Ira, filho de Iques, o tecoíta; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
10 O sétimo, para o sétimo mês, Heles, o pelonita, dos filhos de Efraim; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
11 O oitavo, para o oitavo mês, Sibecai, o husatita, dos zeraítas; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
12 O nono, para o nono mês, Abiezer, o anatotita, dos benjamitas; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
13 O décimo, para o décimo mês, Maarai, o netofatita, dos zeraítas; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
14 O undécimo, para o undécimo mês, Benaia, o piratonita, dos filhos de Efraim; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
15 O duodécimo, para o duodécimo mês, Heldai, o netofatita, de Otniel; também em seu turno havia vinte e quatro mil.
16 Sobre as tribos de Israel eram estes: sobre os rubenitas era chefe Eliézer, filho de Zicri; sobre os simeonitas, Sefatias, filho de Maaca;
17 sobre os levitas, Hasabias, filho de Quemuel; sobre os aronitas, Zadoque;
18 sobre Judá, Eliú, dos irmãos de Davi; sobre Issacar, Onri, filho de Micael;
19 sobre Zebulom, Ismaías, filho de Obadias; sobre Naftali, Jerimote, filho de Azriel;
20 sobre os filhos de Efraim, Oséias, filho de Azazias; sobre a meia tribo de Manassés, Joel, filho de Pedaías;
21 sobre a outra meia tribo de Manassés em Gileade, Ido, filho de Zacarias; sobre Benjamim, Jaasiel, filho de Abner;
22 sobre Dã, Azarel, filho de Jeroão; estes eram os chefes das tribos de Israel.
23 Davi não contou os que eram de vinte anos para baixo, porque o SENHOR tinha dito que multiplicaria a Israel como as estrelas do céu.
24 Joabe, filho de Zeruia, tinha começado a contar o povo, porém não acabou, porquanto viera por isso grande ira sobre Israel; pelo que o número não se registrou na história do rei Davi.
25 Azmavete, filho de Adiel, estava sobre os tesouros do rei; sobre o que este possuía nos campos, nas cidades, nas aldeias e nos castelos, Jônatas, filho de Uzias.
26 Sobre os lavradores do campo, que cultivavam a terra, Ezri, filho de Quelube.
27 Sobre as vinhas, Simei, o ramatita; porém sobre o que das vides entrava para as adegas, Zabdi, o sifmita.
28 Sobre os olivais e sicômoros que havia nas campinas, Baal-Hanã, o gederita; porém Joás, sobre os depósitos do azeite.
29 Sobre os gados que pasciam em Sarom, Sitrai, o saronita; porém sobre os gados dos vales, Safate, filho de Adlai.
30 Sobre os camelos, Obil, o ismaelita; sobre as jumentas, Jedias, o meronotita.
31 Sobre o gado miúdo, Jaziz, o hagareno; todos estes eram administradores da fazenda do rei Davi.
32 Jônatas, tio de Davi, era do conselho, homem sábio e escriba; Jeiel, filho de Hacmoni, atendia os filhos do rei.
33 Aitofel era do conselho do rei; Husai, o arquita, amigo do rei.
34 A Aitofel sucederam Joiada, filho de Benaia, e Abiatar; Joabe era comandante do exército do rei.



Postado em: 14/04/2017 10:36:20

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Quanto aos turnos dos porteiros, dos coreítas: Meselemias, filho de Coré, dos filhos de Asafe.
2 Os filhos de Meselemias: Zacarias, o primogênito, Jediael, o segundo, Zebadias, o terceiro, Jatniel, o quarto,
3 Elão, o quinto, Joanã, o sexto, Elioenai, o sétimo.
4 Os filhos de Obede-Edom: Semaías, o primogênito, Jeozabade, o segundo, Joá, o terceiro, Sacar, o quarto, Natanael, o quinto.
5 Amiel, o sexto, Issacar, o sétimo, Peuletai, o oitavo; porque Deus o tinha abençoado.
6 Também a seu filho Semaías nasceram filhos, que dominaram sobre a casa de seu pai; porque foram homens valentes.
7 Os filhos de Semaías: Otni, Rafael, Obede e Elzabade, cujos irmãos Eliú e Semaquias eram homens valentes.
8 Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles, seus filhos e seus irmãos, homens capazes e robustos para o serviço, ao todo, sessenta e dois.
9 Os filhos e os irmãos de Meselemias, homens valentes, foram dezoito.
10 De Hosa, dos filhos de Merari, foram filhos: Sinri, a quem o pai constituiu chefe, ainda que não era o primogênito.
11 Hilquias, o segundo, Tebalias, o terceiro, Zacarias, o quarto; todos os filhos e irmãos de Hosa foram treze.
12 A estes turnos dos porteiros, isto é, a seus chefes, foi entregue a guarda, para servirem, como seus irmãos, na Casa do SENHOR.
13 Para cada porta deitaram sortes para designar os deveres tanto dos pequenos como dos grandes, segundo as suas famílias.
14 A guarda do lado do oriente caiu por sorte a Selemias; depois, lançaram sorte sobre seu filho Zacarias, conselheiro prudente, e lhe saiu a guarda do lado do norte;
15 a Obede-Edom, a do lado do sul; e a seus filhos, a da casa de depósitos;
16 a Supim e Hosa, a do ocidente, junto à porta de Salequete, na estrada que sobe; guarda correspondendo uns aos outros:
17 ao oriente, estavam de guarda seis levitas; ao norte, quatro por dia; ao sul, quatro por dia, e, para a casa de depósitos, dois num lugar e dois noutro.
18 No átrio ao ocidente, quatro junto ao caminho, dois junto ao átrio.
19 São estes os turnos dos porteiros dos filhos dos coreítas e dos filhos de Merari.
20 Dos levitas, seus irmãos, que tinham o encargo dos tesouros da Casa de Deus e dos tesouros das coisas consagradas:
21 os filhos de Ladã, descendentes dos gersonitas pertencentes a Ladã e chefes das famílias deste, da família de Gérson: Jeieli;
22 os filhos de Jeieli: Zetã e Joel, seu irmão; estavam estes a cargo dos tesouros da Casa do SENHOR.
23 Dos anramitas, dos isaritas, dos hebronitas, dos uzielitas,
24 Sebuel, filho de Gérson, filho de Moisés, era oficial encarregado dos tesouros.
25 Seus irmãos: de Eliézer, foi filho Reabias, de quem foi filho Jesaías, de quem foi filho Jorão, de quem foi filho Zicri, de quem foi filho Selomite.
26 Este Selomite e seus irmãos tinham a seu cargo todos os tesouros das coisas consagradas que o rei Davi e os chefes das famílias, capitães de milhares e de centenas e capitães do exército tinham dedicado;
27 dos despojos das guerras as dedicaram para a conservação da Casa do SENHOR,
28 como também tudo quanto havia dedicado Samuel, o vidente, e Saul, filho de Quis, e Abner, filho de Ner, e Joabe, filho de Zeruia; tudo quanto qualquer pessoa havia dedicado estava sob os cuidados de Selomite e seus irmãos.
29 Dos isaritas, Quenanias e seus filhos foram postos sobre Israel, para oficiais e juízes dos negócios externos;
30 dos hebronitas, foram Hasabias e seus irmãos, homens valentes, mil e setecentos, que superintendiam Israel, além do Jordão para o ocidente, em todo serviço do SENHOR e interesses do rei;
31 dos hebronitas, Jerias era o chefe. Quanto aos hebronitas, suas genealogias e famílias, se fizeram investigações no quadragésimo ano do reinado de Davi e se acharam entre eles homens valentes em Jazer de Gileade.
32 Seus irmãos, homens valentes, dois mil e setecentos, chefes das famílias; e o rei Davi os constituiu sobre os rubenitas, os gaditas e a meia tribo dos manassitas, para todos os negócios de Deus e para todos os negócios do rei.



Postado em: 14/04/2017 10:35:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Davi, juntamente com os chefes do serviço, separou para o ministério os filhos de Asafe, de Hemã e de Jedutum, para profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos. O rol dos encarregados neste ministério foi:
2 dos filhos de Asafe: Zacur, José, Netanias e Asarela, filhos de Asafe, sob a direção deste, que exercia o seu ministério debaixo das ordens do rei.
3 Quanto à família de Jedutum, os filhos: Gedalias, Zeri, Jesaías, Hasabias e Matitias, seis, sob a direção de Jedutum, seu pai, que profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao SENHOR.
4 Quanto à família de Hemã, os filhos: Buquias, Matanias, Uziel, Sebuel, Jerimote, Hananias, Hanani, Eliata, Gidalti, Romanti-Ézer, Josbecasa, Maloti, Hotir e Maaziote.
5 Todos estes foram filhos de Hemã, o vidente do rei e cujo poder Deus exaltou segundo as suas promessas, dando-lhe catorze filhos e três filhas.
6 Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do SENHOR, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus, estando Asafe, Jedutum e Hemã debaixo das ordens do rei.
7 O número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto do SENHOR, todos eles mestres, era de duzentos e oitenta e oito.
8 Deitaram sortes para designar os deveres, tanto do pequeno como do grande, tanto do mestre como do discípulo.
9 A primeira sorte tocou à família de Asafe e saiu a José; a segunda, a Gedalias, que, com seus irmãos e seus filhos, eram doze ao todo.
10 A terceira, a Zacur, seus filhos e seus irmãos, doze.
11 A quarta, a Izri, seus filhos e seus irmãos, doze.
12 A quinta, a Netanias, seus filhos e seus irmãos, doze.
13 A sexta, a Buquias, seus filhos e seus irmãos, doze.
14 A sétima, a Jesarela, seus filhos e seus irmãos, doze.
15 A oitava, a Jesaías, seus filhos e seus irmãos, doze.
16 A nona, a Matanias, seus filhos e seus irmãos, doze.
17 A décima, a Simei, seus filhos e seus irmãos, doze.
18 A undécima, a Azarel, seus filhos e seus irmãos, doze.
19 A duodécima, a Hasabias, seus filhos e seus irmãos, doze.
20 A décima terceira, a Subael, seus filhos e seus irmãos, doze.
21 A décima quarta, a Matitias, seus filhos e seus irmãos, doze.
22 A décima quinta, a Jerimote, seus filhos e seus irmãos, doze.
23 A décima sexta, a Hananias, seus filhos e seus irmãos, doze.
24 A décima sétima, a Josbecasa, seus filhos e seus irmãos, doze.
25 A décima oitava, a Hanani, seus filhos e seus irmãos, doze.
26 A décima nona, a Maloti, seus filhos e seus irmãos, doze.
27 A vigésima, a Eliata, seus filhos e seus irmãos, doze.
28 A vigésima primeira, a Hotir, seus filhos e seus irmãos, doze.
29 A vigésima segunda, a Gidalti, seus filhos e seus irmãos, doze.
30 A vigésima terceira, a Maaziote, seus filhos e seus irmãos, doze.
31 A vigésima quarta, a Romanti-Ézer, seus filhos e seus irmãos, doze.



Postado em: 14/04/2017 10:33:15

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Quanto aos filhos de Arão, foram eles divididos por seus turnos. Filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
2 Nadabe e Abiú morreram antes de seu pai e não tiveram filhos; Eleazar e Itamar oficiavam como sacerdotes.
3 Davi, com Zadoque, dos filhos de Eleazar, e com Aimeleque, dos filhos de Itamar, os dividiu segundo os seus deveres no seu ministério.
4 E achou-se que eram mais os filhos de Eleazar entre os chefes de famílias do que os filhos de Itamar, quando os dividiram; dos filhos de Eleazar, dezesseis chefes de famílias; dos filhos de Itamar, oito.
5 Repartiram-nos por sortes, uns como os outros; porque havia príncipes do santuário e príncipes de Deus, tanto dos filhos de Eleazar como dos filhos de Itamar.
6 Semaías, escrivão, filho de Natanael, levita, registrou-os na presença do rei, dos príncipes, do sacerdote Zadoque, de Aimeleque, filho de Abiatar, e dos cabeças das famílias dos sacerdotes e dos levitas; sendo escolhidas as famílias, por sorte, alternadamente, para Eleazar e para Itamar.
7 Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe; a segunda, a Jedaías;
8 a terceira, a Harim; a quarta, a Seorim;
9 a quinta, a Malquias; a sexta, a Miamim;
10 a sétima, a Hacoz; a oitava, a Abias;
11 a nona, a Jesua; a décima, a Secanias;
12 a undécima, a Eliasibe; a duodécima, a Jaquim;
13 a décima terceira, a Hupá; a décima quarta, a Jesebeabe;
14 a décima quinta, a Bilga; a décima sexta, a Imer;
15 a décima sétima, a Hezir; a décima oitava, a Hapises;
16 a décima nona, a Petaías; a vigésima, a Jeezquel;
17 a vigésima primeira, a Jaquim; a vigésima segunda, a Gamul;
18 a vigésima terceira, a Delaías; a vigésima quarta, a Maazias.
19 O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do SENHOR, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o SENHOR, Deus de Israel, lhe ordenara.
20 Eis os chefes do restante dos filhos de Levi: dos filhos de Anrão, Subael; dos filhos de Subael, Jedias;
21 dos filhos de Reabias, Issias, o chefe;
22 dos isaritas, Selomite; dos filhos de Selomite, Jaate;
23 dos filhos de Hebrom, Jerias, o primeiro, Amarias, o segundo, Jaaziel, o terceiro, Jecameão, o quarto;
24 dos filhos de Uziel, Mica; dos filhos de Mica, Samir;
25 o irmão de Mica, Issias; dos filhos de Issias, Zacarias;
26 dos filhos de Merari, Mali e Musi; dos filhos de Jaazias, Beno;
27 dos filhos de Merari, da parte de Jaazias: Beno, Soão, Zacur e Ibri;
28 de Mali, Eleazar, que não teve filhos;
29 dos filhos de Quis, Jerameel;
30 dos filhos de Musi, Mali, Éder e Jerimote. Foram estes os filhos dos levitas, segundo as suas famílias.
31 Também estes, tanto os chefes das famílias como os seus irmãos menores, como fizeram os outros seus irmãos, filhos de Arão, lançaram sortes na presença do rei Davi, de Zadoque, de Aimeleque e dos cabeças das famílias dos sacerdotes e dos levitas.



Postado em: 14/04/2017 10:31:58

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sendo, pois, Davi já velho e farto de dias, constituiu a seu filho Salomão rei sobre Israel.
2 Ajuntou todos os príncipes de Israel, como também os sacerdotes e levitas.
3 Foram contados os levitas de trinta anos para cima; seu número, contados um por um, foi de trinta e oito mil homens.
4 Destes, havia vinte e quatro mil para superintenderem a obra da Casa do SENHOR, seis mil oficiais e juízes,
5 quatro mil porteiros e quatro mil para louvarem o SENHOR com os instrumentos que Davi fez para esse mister.
6 Davi os repartiu por turnos, segundo os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.
7 Filhos de Gérson: Ladã e Simei.
8 Filhos de Ladã: Jeiel, o chefe, Zetã e Joel, três.
9 Filhos de Simei: Selomite, Haziel e Harã, três; estes foram os chefes das famílias de Ladã.
10 Filhos de Simei: Jaate, Ziza, Jeús e Berias; estes foram os filhos de Simei, quatro.
11 Jaate era o chefe, Ziza, o segundo; mas Jeús e Berias não tiveram muitos filhos; pelo que estes dois foram contados por uma só família.
12 Filhos de Coate: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel, quatro.
13 Filhos de Anrão: Arão e Moisés; Arão foi separado para servir no Santo dos Santos, ele e seus filhos, perpetuamente, e para queimar incenso diante do SENHOR, para o servir e para dar a bênção em seu nome, eternamente.
14 Quanto a Moisés, homem de Deus, seus filhos foram contados entre a tribo de Levi.
15 Os filhos de Moisés: Gérson e Eliézer.
16 Filho de Gérson: Sebuel, o chefe.
17 Filho de Eliézer: Reabias, o chefe; e não teve outros; porém os filhos de Reabias se multiplicaram grandemente.
18 Filhos de Isar: Selomite, o chefe.
19 Filhos de Hebrom: Jerias, o chefe, Amarias, o segundo, Jaaziel, o terceiro, e Jecameão, o quarto.
20 Filhos de Uziel: Mica, o chefe, e Issias, o segundo.
21 Filhos de Merari: Mali e Musi; filhos de Mali: Eleazar e Quis.
22 Morreu Eleazar e não teve filhos, porém filhas; e os filhos de Quis, seus irmãos, as desposaram.
23 Os filhos de Musi: Mali, Éder e Jerimote, três.
24 São estes os filhos de Levi, segundo as suas famílias e chefes delas, segundo foram contados nominalmente, um por um, encarregados do ministério da Casa do SENHOR, de vinte anos para cima.
25 Porque disse Davi: O SENHOR, Deus de Israel, deu paz ao seu povo e habitará em Jerusalém para sempre.
26 Assim, os levitas já não precisarão levar o tabernáculo e nenhum dos utensílios para o seu ministério.
27 Porque, segundo as últimas palavras de Davi, foram contados os filhos de Levi de vinte anos para cima.
28 O cargo deles era assistir os filhos de Arão no ministério da Casa do SENHOR, nos átrios e nas câmaras, na purificação de todas as coisas sagradas e na obra do ministério da Casa de Deus,
29 a saber, os pães da proposição, a flor de farinha para a oferta de manjares, os coscorões asmos, as assadeiras, o tostado e toda sorte de peso e medida.
30 Deviam estar presentes todas as manhãs para renderem graças ao SENHOR e o louvarem; e da mesma sorte, à tarde;
31 e para cada oferecimento dos holocaustos do SENHOR, nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas festas fixas, perante o SENHOR, segundo o número determinado;
32 e para que tivessem a seu cargo a tenda da congregação e o santuário e atendessem aos filhos de Arão, seus irmãos, no ministério da Casa do SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 10:31:10

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse Davi: Aqui, se levantará a Casa do SENHOR Deus e o altar do holocausto para Israel.
2 Deu ordem Davi para que fossem ajuntados os estrangeiros que estavam na terra de Israel; e encarregou pedreiros que preparassem pedras de cantaria para se edificar a Casa de Deus.
3 Aparelhou Davi ferro em abundância, para os pregos das folhas das portas e para as junturas, como também bronze em abundância, que nem foi pesado.
4 Madeira de cedro sem conta, porque os sidônios e tírios a traziam a Davi, em grande quantidade.
5 Pois dizia Davi: Salomão, meu filho, ainda é moço e tenro, e a casa que se há de edificar para o SENHOR deve ser sobremodo magnificente, para nome e glória em todas as terras; providenciarei, pois, para ela o necessário; assim, o preparou Davi em abundância, antes de sua morte.
6 Então, chamou a Salomão, seu filho, e lhe ordenou que edificasse casa ao SENHOR, Deus de Israel.
7 Disse Davi a Salomão: Filho meu, tive intenção de edificar uma casa ao nome do SENHOR, meu Deus.
8 Porém a mim me veio a palavra do SENHOR, dizendo: Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derramado na terra, na minha presença.
9 Eis que te nascerá um filho, que será homem sereno, porque lhe darei descanso de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome; paz e tranqüilidade darei a Israel nos seus dias.
10 Este edificará casa ao meu nome; ele me será por filho, e eu lhe serei por pai; estabelecerei para sempre o trono do seu reino sobre Israel.
11 Agora, pois, meu filho, o SENHOR seja contigo, a fim de que prosperes e edifiques a Casa do SENHOR, teu Deus, como ele disse a teu respeito.
12 Que o SENHOR te conceda prudência e entendimento, para que, quando regeres sobre Israel, guardes a lei do SENHOR, teu Deus.
13 Então, prosperarás, se cuidares em cumprir os estatutos e os juízos que o SENHOR ordenou a Moisés acerca de Israel; sê forte e corajoso, não temas, não te desalentes.
14 Eis que, com penoso trabalho, preparei para a Casa do SENHOR cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata, e bronze e ferro em tal abundância, que nem foram pesados; também madeira e pedras preparei, cuja quantidade podes aumentar.
15 Além disso, tens contigo trabalhadores em grande número, e canteiros, e pedreiros, e carpinteiros, e peritos em toda sorte de obra
16 de ouro, e de prata, e também de bronze, e de ferro, que se não pode contar. Dispõe-te, pois, e faze a obra, e o SENHOR seja contigo!
17 Davi deu ordem a todos os príncipes de Israel que ajudassem Salomão, seu filho, dizendo:
18 Porventura, não está convosco o SENHOR, vosso Deus, e não vos deu paz por todos os lados? Pois entregou nas minhas mãos os moradores desta terra, a qual está sujeita perante o SENHOR e perante o seu povo.
19 Disponde, pois, agora o coração e a alma para buscardes ao SENHOR, vosso Deus; disponde-vos e edificai o santuário do SENHOR Deus, para que a arca da Aliança do SENHOR e os utensílios sagrados de Deus sejam trazidos a esta casa, que se há de edificar ao nome do SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 10:30:06

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel.
2 Disse Davi a Joabe e aos chefes do povo: Ide, levantai o censo de Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a apuração para que eu saiba o seu número.
3 Então, disse Joabe: Multiplique o SENHOR, teu Deus, a este povo cem vezes mais; porventura, ó rei, meu senhor, não são todos servos de meu senhor? Por que requer isso o meu senhor? Por que trazer, assim, culpa sobre Israel?
4 Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe; pelo que saiu Joabe e percorreu todo o Israel; então, voltou para Jerusalém.
5 Deu Joabe a Davi o recenseamento do povo; havia em Israel um milhão e cem mil homens que puxavam da espada; e em Judá eram quatrocentos e setenta mil homens que puxavam da espada.
6 Porém os de Levi e Benjamim não foram contados entre eles, porque a ordem do rei foi abominável a Joabe.
7 Tudo isto desagradou a Deus, pelo que feriu a Israel.
8 Então, disse Davi a Deus: Muito pequei em fazer tal coisa; porém, agora, peço-te que perdoes a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente.
9 Falou, pois, o SENHOR a Gade, o vidente de Davi, dizendo:
10 Vai e dize a Davi: Assim diz o SENHOR: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça.
11 Veio, pois, Gade a Davi e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Escolhe o que queres:
12 ou três anos de fome, ou que por três meses sejas consumido diante dos teus adversários, e a espada de teus inimigos te alcance, ou que por três dias a espada do SENHOR, isto é, a peste na terra, e o Anjo do SENHOR causem destruição em todos os territórios de Israel; vê, pois, agora, que resposta hei de dar ao que me enviou.
13 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do SENHOR, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu.
14 Então, enviou o SENHOR a peste a Israel; e caíram de Israel setenta mil homens.
15 Enviou Deus um anjo a Jerusalém, para a destruir; ao destruí-la, olhou o SENHOR, e se arrependeu do mal, e disse ao anjo destruidor: Basta, retira, agora, a mão. O Anjo do SENHOR estava junto à eira de Ornã, o jebuseu.
16 Levantando Davi os olhos, viu o Anjo do SENHOR, que estava entre a terra e o céu, com a espada desembainhada na mão estendida contra Jerusalém; então, Davi e os anciãos, cobertos de panos de saco, se prostraram com o rosto em terra.
17 Disse Davi a Deus: Não sou eu o que disse que se contasse o povo? Eu é que pequei, eu é que fiz muito mal; porém estas ovelhas que fizeram? Ah! SENHOR, meu Deus, seja, pois, a tua mão contra mim e contra a casa de meu pai e não para castigo do teu povo.
18 Então, o Anjo do SENHOR disse a Gade que mandasse Davi subir para levantar um altar ao SENHOR, na eira de Ornã, o jebuseu.
19 Subiu, pois, Davi, segundo a palavra de Gade, que falara em nome do SENHOR.
20 Virando-se Ornã, viu o Anjo; e esconderam-se seus quatro filhos que estavam com ele. Ora, Ornã estava debulhando trigo.
21 Quando Davi vinha chegando a Ornã, este olhou, e o viu e, saindo da eira, se inclinou diante de Davi, com o rosto em terra.
22 Disse Davi a Ornã: Dá-me este lugar da eira a fim de edificar nele um altar ao SENHOR, para que cesse a praga de sobre o povo; dá-mo pelo seu devido valor.
23 Então, disse Ornã a Davi: Tome-a o rei, meu senhor, para si e faça dela o que bem lhe parecer; eis que dou os bois para o holocausto, e os trilhos, para a lenha, e o trigo, para oferta de manjares; dou tudo.
24 Tornou o rei Davi a Ornã: Não; antes, pelo seu inteiro valor a quero comprar; porque não tomarei o que é teu para o SENHOR, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.
25 Davi deu a Ornã por aquele lugar a soma de seiscentos siclos de ouro.
26 Edificou ali um altar ao SENHOR, ofereceu nele holocaustos e sacrifícios pacíficos e invocou o SENHOR, o qual lhe respondeu com fogo do céu sobre o altar do holocausto.
27 O SENHOR deu ordem ao Anjo, e ele meteu a sua espada na bainha.
28 Vendo Davi, naquele mesmo tempo, que o SENHOR lhe respondera na eira de Ornã, o jebuseu, sacrificou ali.
29 Porque o tabernáculo do SENHOR, que Moisés fizera no deserto, e o altar do holocausto estavam, naquele tempo, no alto de Gibeão.
30 Davi não podia ir até lá para consultar a Deus, porque estava atemorizado por causa da espada do Anjo do SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 10:29:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, Joabe levou o exército, destruiu a terra dos filhos de Amom, veio e sitiou a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém; e Joabe feriu a Rabá e a destruiu.
2 Tirou Davi a coroa da cabeça do seu rei e verificou que tinha o peso de um talento de ouro e que havia nela pedras preciosas; e foi posta na cabeça de Davi; e da cidade levou mui grande despojo.
3 Também levou o povo que estava nela e o fez passar à serra, e a picaretas de ferro, e a machados; assim fez Davi a todas as cidades dos filhos de Amom. Voltou Davi, com todo o povo, para Jerusalém.
4 Depois disto, houve guerra em Gezer contra os filisteus; então, Sibecai, o husatita, feriu a Sipai, que era descendente dos gigantes; e os filisteus foram subjugados.
5 Houve ainda outra guerra contra os filisteus; e Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão.
6 Houve ainda outra guerra em Gate; havia ali um homem de grande estatura, tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé; também este descendia dos gigantes.
7 Quando ele injuriava a Israel, Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, o feriu.
8 Estes nasceram dos gigantes em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus homens.



Postado em: 14/04/2017 10:27:41

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, morreu Naás, rei dos filhos de Amom; e seu filho reinou em seu lugar.
2 Então, disse Davi: Usarei de bondade para com Hanum, filho de Naás, porque seu pai usou de bondade para comigo. Pelo que Davi enviou mensageiros para o consolar acerca de seu pai; e vieram os servos de Davi à terra dos filhos de Amom, a Hanum, para o consolarem.
3 Disseram os príncipes dos filhos de Amom a Hanum: Pensas que, por te haver Davi mandado consoladores, está honrando a teu pai? Não vieram seus servos a ti para reconhecerem, destruírem e espiarem a terra?
4 Tomou, então, Hanum os servos de Davi, e rapou-os, e lhes cortou metade das vestes até às nádegas, e os despediu.
5 Foram-se alguns e avisaram a Davi acerca destes homens; então, enviou mensageiros a encontrá-los, porque estavam sobremaneira envergonhados. Mandou o rei dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba; e, então, vinde.
6 Vendo, pois, os filhos de Amom que se haviam tornado odiosos a Davi, então, Hanum e os filhos de Amom tomaram mil talentos de prata, para alugarem para si carros e cavaleiros da Mesopotâmia, e dos siros de Maaca, e de Zoba.
7 Alugaram para si trinta e dois mil carros, o rei de Maaca e a sua gente, e eles vieram e se acamparam diante de Medeba; também os filhos de Amom se ajuntaram das suas cidades e vieram para a guerra.
8 O que ouvindo Davi, enviou contra eles a Joabe com todo o exército dos valentes.
9 Saíram os filhos de Amom e ordenaram a batalha à entrada da porta da cidade; porém os reis que vieram estavam à parte, no campo.
10 Vendo, pois, Joabe que estava preparada contra ele a batalha, tanto pela frente como pela retaguarda, escolheu dentre todos o que havia de melhor em Israel e os formou em linha contra os siros;
11 e o resto do povo entregou a Abisai, seu irmão, e puseram-se em linha contra os filhos de Amom.
12 Disse Joabe: Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro.
13 Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer.
14 Então, avançou Joabe com o povo que estava com ele, e travaram peleja contra os siros; e estes fugiram de diante dele.
15 Vendo os filhos de Amom que os siros fugiam, também eles fugiram de diante de Abisai, irmão de Joabe, e entraram na cidade; voltou Joabe dos filhos de Amom e tornou a Jerusalém.
16 Vendo, pois, os siros que tinham sido desbaratados diante de Israel, enviaram mensageiros e fizeram sair os siros que habitavam do lado dalém do rio; Sofaque, capitão do exército de Hadadezer, marchava adiante deles.
17 Informado Davi, ajuntou a todo o Israel, passou o Jordão, veio ter com eles e ordenou contra eles a batalha; e, tendo Davi ordenado a batalha contra os siros, pelejaram estes contra ele.
18 Porém os siros fugiram de diante de Israel, e Davi matou dentre os siros os homens de sete mil carros e quarenta mil homens de pé; a Sofaque, chefe do exército, matou.
19 Vendo, pois, os servos de Hadadezer que foram feridos diante de Israel, fizeram paz com Davi e o serviram; e os siros nunca mais quiseram socorrer aos filhos de Amom.



Postado em: 14/04/2017 10:26:38

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, feriu Davi os filisteus e os humilhou; tomou a Gate e suas aldeias das mãos dos filisteus.
2 Também derrotou os moabitas, e assim ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo.
3 Também Hadadezer, rei de Zoba, foi derrotado por Davi, até Hamate, quando aquele foi restabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates.
4 Tomou-lhe Davi mil carros, sete mil cavaleiros e vinte mil homens de pé; Davi jarretou a todos os cavalos dos carros, menos para cem deles.
5 Vieram os siros de Damasco a socorrer a Hadadezer, rei de Zoba; porém Davi matou dos siros vinte e dois mil homens.
6 Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo; e o SENHOR dava vitórias a Davi, por onde quer que ia.
7 Tomou Davi os escudos de ouro que havia com os oficiais de Hadadezer e os trouxe a Jerusalém.
8 Também de Tibate e de Cum, cidades de Hadadezer, tomou Davi mui grande quantidade de bronze, de que Salomão fez o mar de bronze, as colunas e os utensílios de bronze.
9 Ouvindo Toú, rei de Hamate, que Davi derrotara a todo o exército de Hadadezer, rei de Zoba,
10 mandou seu filho Hadorão ao rei Davi, para o saudar e congratular-se com ele por haver pelejado contra Hadadezer e por havê-lo ferido (porque Hadadezer fazia guerra a Toú). Hadorão trouxe consigo objetos de ouro, de prata e de bronze,
11 os quais também o rei Davi consagrou ao SENHOR, juntamente com a prata e ouro que trouxera de todas as mais nações: de Edom, de Moabe, dos filhos de Amom, dos filisteus e de Amaleque.
12 Também Abisai, filho de Zeruia, feriu a dezoito mil edomitas no vale do Sal.
13 E pôs guarnições em Edom, e todos os edomitas ficaram por servos de Davi; e o SENHOR dava vitórias a Davi, por onde quer que ia.
14 Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; julgava e fazia justiça a todo o seu povo.
15 Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército; Josafá, filho de Ailude, era cronista.
16 Zadoque, filho de Aitube, e Abimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; e Sausa, escrivão.
17 Benaia, filho de Joiada, era o comandante da guarda real. Os filhos de Davi, porém, eram os primeiros ao lado do rei.



Postado em: 14/04/2017 10:25:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu que, habitando Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do SENHOR se acha numa tenda.
2 Então, Natã disse a Davi: Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo.
3 Porém, naquela mesma noite, veio a palavra do SENHOR a Natã, dizendo:
4 Vai e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Tu não edificarás casa para minha habitação;
5 porque em casa nenhuma habitei, desde o dia que fiz subir a Israel até ao dia de hoje; mas tenho andado de tenda em tenda, de tabernáculo em tabernáculo.
6 Em todo lugar em que andei com todo o Israel, falei, acaso, alguma palavra com algum dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro?
7 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel.
8 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos de diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra.
9 Prepararei lugar para o meu povo de Israel e o plantarei para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado; e jamais os filhos da perversidade o oprimam, como dantes,
10 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel; porém abati todos os teus inimigos e também te fiz saber que o SENHOR te edificaria uma casa.
11 Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino.
12 Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre.
13 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti.
14 Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre.
15 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
16 Então, entrou o rei Davi na Casa do SENHOR, ficou perante ele e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?
17 Foi isso ainda pouco aos teus olhos, ó Deus, de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes; e me trataste como se eu fosse homem ilustre, ó SENHOR Deus.
18 Que mais ainda te poderá dizer Davi acerca das honras feitas a teu servo? Pois tu conheces bem teu servo.
19 Ó SENHOR, por amor de teu servo e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, para tornar notórias todas estas grandes coisas!
20 SENHOR, ninguém há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido.
21 Quem há como o teu povo de Israel, gente única na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo e fazer a ti mesmo um nome, com estas grandes e tremendas coisas, desterrando as nações de diante do teu povo, que remiste do Egito?
22 Estabeleceste a teu povo de Israel por teu povo, para sempre, e tu, ó SENHOR, te fizeste o seu Deus.
23 Agora, pois, ó SENHOR, a palavra que disseste acerca de teu servo e acerca da sua casa, seja estabelecida para sempre; e faze como falaste.
24 Estabeleça-se, e seja para sempre engrandecido o teu nome, e diga-se: O SENHOR dos Exércitos é o Deus de Israel, é Deus para Israel; e a casa de Davi, teu servo, será estabelecida diante de ti.
25 Pois tu, Deus meu, fizeste ao teu servo a revelação de que lhe edificarias casa. Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração.
26 Agora, pois, ó SENHOR, tu mesmo és Deus e prometeste a teu servo este bem.
27 Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó SENHOR, a abençoaste, e abençoada será para sempre.



Postado em: 14/04/2017 10:24:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Introduziram, pois, a arca de Deus e a puseram no meio da tenda que lhe armara Davi; e trouxeram holocaustos e ofertas pacíficas perante Deus.
2 Tendo Davi acabado de trazer os holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR.
3 E repartiu a todos em Israel, tanto os homens como as mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas.
4 Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do SENHOR, e celebrar, e louvar, e exaltar o SENHOR, Deus de Israel, a saber,
5 Asafe, o chefe, Zacarias, o segundo, e depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel, com alaúdes e harpas; e Asafe fazia ressoar os címbalos.
6 Os sacerdotes Benaia e Jaaziel estavam continuamente com trombetas, perante a arca da Aliança de Deus.
7 Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos o SENHOR.
8 Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.
9 Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas.
10 Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.
11 Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença.
12 Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos dos seus lábios,
13 vós, descendentes de Israel, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.
14 Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra.
15 Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações;
16 da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque;
17 o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel, por aliança perpétua,
18 dizendo: Dar-vos-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança.
19 Então, eram eles em pequeno número, pouquíssimos e forasteiros nela;
20 andavam de nação em nação, de um reino para um povo.
21 A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis,
22 dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas.
23 Cantai ao SENHOR, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia.
24 Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas,
25 porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais do que todos os deuses.
26 Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus.
27 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário.
28 Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força.
29 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.
30 Tremei diante dele, todas as terras, pois ele firmou o mundo para que não se abale.
31 Alegrem-se os céus, e a terra exulte; diga-se entre as nações: Reina o SENHOR.
32 Ruja o mar e a sua plenitude; folgue o campo e tudo o que nele há.
33 Regozijem-se as árvores do bosque na presença do SENHOR, porque vem a julgar a terra.
34 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.
35 E dizei: Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.
36 Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao SENHOR.
37 Então, Davi deixou ali diante da arca da Aliança do SENHOR a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante ela, segundo se ordenara para cada dia;
38 também deixou a Obede-Edom com seus irmãos, em número de sessenta e oito; a Obede-Edom, filho de Jedutum, e a Hosa, para serem porteiros;
39 e deixou a Zadoque, o sacerdote, e aos sacerdotes, seus irmãos, diante do tabernáculo do SENHOR, num lugar alto de Gibeão,
40 para oferecerem continuamente ao SENHOR os holocaustos sobre o altar dos holocaustos, pela manhã e à tarde; e isto segundo tudo o que está escrito na Lei que o SENHOR ordenara a Israel.
41 E com eles deixou a Hemã, a Jedutum e os mais escolhidos, que foram nominalmente designados para louvarem o SENHOR, porque a sua misericórdia dura para sempre.
42 Com eles, pois, estavam Hemã e Jedutum, que faziam ressoar trombetas, e címbalos, e instrumentos de música de Deus; os filhos de Jedutum eram porteiros.
43 Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa; e tornou Davi, para abençoar a sua casa.



Postado em: 14/04/2017 10:23:20

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Fez também Davi casas para si mesmo, na Cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus e lhe armou uma tenda.
2 Então, disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os elegeu, para levarem a arca de Deus e o servirem para sempre.
3 Davi reuniu a todo o Israel em Jerusalém, para fazerem subir a arca do SENHOR ao seu lugar, que lhe tinha preparado.
4 Reuniu Davi os filhos de Arão e os levitas:
5 dos filhos de Coate: Uriel, o chefe, e seus irmãos, cento e vinte;
6 dos filhos de Merari: Asaías, o chefe, e seus irmãos, duzentos e vinte;
7 dos filhos de Gérson: Joel, o chefe, e seus irmãos, cento e trinta;
8 dos filhos de Elisafã: Semaías, o chefe, e seus irmãos, duzentos;
9 dos filhos de Hebrom: Eliel, o chefe, e seus irmãos, oitenta;
10 dos filhos de Uziel: Aminadabe, o chefe, e seus irmãos, cento e doze.
11 Chamou Davi os sacerdotes Zadoque e Abiatar e os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe
12 e lhes disse: Vós sois os cabeças das famílias dos levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR, Deus de Israel, ao lugar que lhe preparei.
13 Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado.
14 Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do SENHOR, Deus de Israel.
15 Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros pelas varas que nela estavam, como Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do SENHOR.
16 Disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, para que, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e címbalos se fizessem ouvir e levantassem a voz com alegria.
17 Designaram, pois, os levitas Hemã, filho de Joel; e dos irmãos dele, Asafe, filho de Berequias; e dos filhos de Merari, irmãos deles, Etã, filho de Cusaías.
18 E com eles a seus irmãos da segunda ordem: Zacarias, Bene, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Benaia, Maaséias, Matitias, Elifeleu e Micnéias e os porteiros Obede-Edom e Jeiel.
19 Assim, os cantores Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com címbalos de bronze;
20 Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias e Benaia, com alaúdes, em voz de soprano;
21 Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias, com harpas, em voz de baixo, para conduzir o canto.
22 Quenanias, chefe dos levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era perito nisso.
23 Berequias e Elcana eram porteiros da arca.
24 Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliézer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca.
25 Foram Davi, e os anciãos de Israel, e os capitães de milhares, para fazerem subir, com alegria, a arca da Aliança do SENHOR, da casa de Obede-Edom.
26 Tendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, ofereceram em sacrifício sete novilhos e sete carneiros.
27 Davi ia vestido de um manto de linho fino, como também todos os levitas que levavam a arca, e os cantores, e Quenanias, chefe dos que levavam a arca e dos cantores; Davi vestia também uma estola sacerdotal de linho.
28 Assim, todo o Israel fez subir com júbilo a arca da Aliança do SENHOR, ao som de clarins, de trombetas e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas.
29 Ao entrar a arca da Aliança do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração.



Postado em: 14/04/2017 10:22:35

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa.
2 Reconheceu Davi que o SENHOR o confirmara rei sobre Israel; porque, por amor do seu povo de Israel, o seu reino se tinha exaltado muito.
3 Davi tomou ainda mais mulheres em Jerusalém; e gerou ainda mais filhos e filhas.
4 São estes os nomes dos filhos que teve em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,
5 Ibar, Elisua, Elpelete,
6 Nogá, Nefegue, Jafia,
7 Elisama, Beeliada e Elifelete.
8 Ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre todo o Israel, subiram todos para prender Davi; ouvindo-o Davi, saiu contra eles.
9 Mas vieram os filisteus e investiram contra ele no vale dos Refains.
10 Então, Davi consultou a Deus, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas mãos? Respondeu-lhe o SENHOR: Sobe, porque os entregarei nas tuas mãos.
11 Subindo Davi a Baal-Perazim, ali os derrotou; e disse: Deus, por meu intermédio, rompeu as fileiras inimigas diante de mim, como quem rompe águas. Por isso, chamaram o nome daquele lugar Baal-Perazim.
12 Ali, deixaram os seus deuses; e ordenou Davi que se queimassem.
13 Porém os filisteus tornaram e fizeram uma investida no vale.
14 De novo, Davi consultou a Deus, e este lhe respondeu: Não subirás após eles; mas rodeia por detrás deles e ataca-os por defronte das amoreiras;
15 e há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então, sai à peleja; porque Deus saiu adiante de ti a ferir o exército dos filisteus.
16 Fez Davi como Deus lhe ordenara; e feriu o exército dos filisteus desde Gibeão até Gezer.
17 Assim se espalhou o renome de Davi por todas aquelas terras; pois o SENHOR o fez temível a todas aquelas gentes.



Postado em: 14/04/2017 10:21:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes;
2 e disse a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se vem isso do SENHOR, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arredores, para que se reúnam conosco;
3 tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela.
4 Então, toda a congregação concordou em que assim se fizesse; porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo.
5 Reuniu, pois, Davi a todo o Israel, desde Sior do Egito até à entrada de Hamate, para trazer a arca de Deus de Quiriate-Jearim.
6 Então, Davi, com todo o Israel, subiu a Baalá, isto é, a Quiriate-Jearim, que está em Judá, para fazer subir dali a arca de Deus, diante da qual é invocado o nome do SENHOR, que se assenta acima dos querubins.
7 Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro.
8 Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas.
9 Quando chegaram à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão à arca para a segurar, porque os bois tropeçaram.
10 Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá e o feriu, por ter estendido a mão à arca; e morreu ali perante Deus.
11 Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá; pelo que chamou àquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje.
12 Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?
13 Pelo que Davi não trouxe a arca para si, para a Cidade de Davi; mas a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu.
14 Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo o que ele tinha.



Postado em: 14/04/2017 10:11:33

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 São estes os que vieram a Davi, a Ziclague, quando fugitivo de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudavam na guerra.
2 Tinham por arma o arco e usavam tanto da mão direita como da esquerda em arremessar pedras com fundas e em atirar flechas com o arco. Eram dos irmãos de Saul, da tribo de Benjamim:
3 Aiezer, o chefe, e Joás, filhos de Semaá, o gibeatita; Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca e Jeú, o anatotita;
4 Ismaías, o gibeonita, valente entre os trinta e cabeça deles; Jeremias, Jaaziel, Joanã e Jozabade, o gederatita;
5 Eluzai, Jerimote, Bealias, Semarias e Sefatias, o harufita;
6 Elcana, Issias, Azarel, Joezer e Jasobeão, os coreítas;
7 Joela, Zebadias, filhos de Jeroão, de Gedor.
8 Dos gaditas passaram-se para Davi à fortaleza no deserto, homens valentes, homens de guerra para pelejar, armados de escudo e lança; seu rosto era como de leões, e eram eles ligeiros como gazelas sobre os montes:
9 Ézer, o cabeça, Obadias, o segundo, Eliabe, o terceiro,
10 Mismana, o quarto, Jeremias, o quinto,
11 Atai, o sexto, Eliel, o sétimo,
12 Joanã, o oitavo, Elzabade, o nono,
13 Jeremias, o décimo, Macbanai, o undécimo;
14 estes, dos filhos de Gade, foram capitães do exército; o menor valia por cem homens, e o maior, por mil.
15 São estes os que passaram o Jordão no primeiro mês, quando ele transbordava por todas as suas ribanceiras, e puseram em fuga a todos os que habitavam nos vales, tanto no oriente como no ocidente.
16 Também vieram alguns dos filhos de Benjamim e de Judá a Davi, à fortaleza.
17 Davi lhes saiu ao encontro e lhes falou, dizendo: Se vós vindes a mim pacificamente e para me ajudar, o meu coração se unirá convosco; porém, se é para me entregardes aos meus adversários, não havendo maldade em mim, o Deus de nossos pais o veja e o repreenda.
18 Então, entrou o Espírito em Amasai, cabeça de trinta, e disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda. Davi os recebeu e os fez capitães de tropas.
19 Também de Manassés alguns se passaram para Davi, quando veio com os filisteus para a batalha contra Saul, mas não ajudou os filisteus, porque os príncipes destes, depois de se aconselharem, o despediram; pois diziam: À custa de nossa cabeça, passará a Saul, seu senhor.
20 Voltando ele, pois, a Ziclague, passaram-se para ele, de Manassés, Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai, chefes de milhares dos de Manassés.
21 Estes ajudaram Davi contra aquela tropa, porque todos eles eram homens valentes e capitães no exército.
22 Porque, naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como exército de Deus.
23 Ora, este é o número dos homens armados para a peleja, que vieram a Davi, em Hebrom, para lhe transferirem o reino de Saul, segundo a palavra do SENHOR:
24 dos filhos de Judá, que traziam escudo e lança, seis mil e oitocentos, armados para a peleja;
25 dos filhos de Simeão, homens valentes para a peleja, sete mil e cem;
26 dos filhos de Levi, quatro mil e seiscentos;
27 Joiada era o chefe da casa de Arão, e com ele vieram três mil e setecentos;
28 Zadoque, sendo ainda jovem, homem valente, trouxe vinte e dois príncipes de sua casa paterna;
29 dos filhos de Benjamim, irmãos de Saul, vieram três mil; porque até então havia ainda muitos deles que eram pela casa de Saul;
30 dos filhos de Efraim, vinte mil e oitocentos homens valentes e de renome em casa de seus pais;
31 da meia tribo de Manassés, dezoito mil, que foram apontados nominalmente para vir a fazer rei a Davi;
32 dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens;
33 de Zebulom, dos capazes para sair à guerra, providos com todas as armas de guerra, cinqüenta mil, destros para ordenar uma batalha com ânimo resoluto;
34 de Naftali, mil capitães, e, com eles, trinta e sete mil com escudo e lança;
35 dos danitas, providos para a peleja, vinte e oito mil e seiscentos;
36 de Aser, dos capazes para sair à guerra e prontos para a batalha, quarenta mil;
37 do lado dalém do Jordão, dos rubenitas e gaditas e da meia tribo de Manassés, providos de toda sorte de instrumentos de guerra, cento e vinte mil.
38 Todos estes homens de guerra, postos em ordem de batalha, vieram a Hebrom, resolvidos a fazer Davi rei sobre todo o Israel; também todo o resto de Israel era unânime no propósito de fazer a Davi rei.
39 Estiveram ali com Davi três dias, comendo e bebendo; porque seus irmãos lhes tinham feito provisões.
40 E também seus vizinhos de mais perto, até Issacar, Zebulom e Naftali, trouxeram pão sobre jumentos, sobre camelos, sobre mulos e sobre bois, provisões de farinha, e pastas de figos, e cachos de passas, e vinho, e azeite, e bois, e gado miúdo em abundância; porque havia regozijo em Israel.



Postado em: 14/04/2017 09:50:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, todo o Israel se ajuntou a Davi, em Hebrom, dizendo: Somos do mesmo povo de que tu és.
2 Outrora, sendo Saul ainda rei, eras tu que fazias saídas e entradas militares com Israel; também o SENHOR, teu Deus, te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, serás chefe sobre o meu povo de Israel.
3 Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ter com o rei em Hebrom; e Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o SENHOR. Ungiram Davi rei sobre Israel, segundo a palavra do SENHOR por intermédio de Samuel.
4 Partiu Davi e todo o Israel para Jerusalém, que é Jebus, porque ali estavam os jebuseus que habitavam naquela terra.
5 Disseram os moradores de Jebus a Davi: Tu não entrarás aqui. Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi.
6 Porque disse Davi: Qualquer que primeiro ferir os jebuseus será chefe e comandante. Então, Joabe, filho de Zeruia, subiu primeiro e foi feito chefe.
7 Assim, habitou Davi na fortaleza, pelo que se chamou a Cidade de Davi.
8 E foi edificando a cidade em redor, desde Milo, completando o circuito; e Joabe renovou o resto da cidade.
9 Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o SENHOR dos Exércitos era com ele.
10 São estes os principais valentes de Davi, que o apoiaram valorosamente no seu reino, com todo o Israel, para o fazerem rei, segundo a palavra do SENHOR, no tocante a esse povo.
11 Eis a lista dos valentes de Davi: Jasobeão, hacmonita, o principal dos trinta, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, de uma vez os feriu.
12 Depois dele, Eleazar, filho de Dodô, o aoíta; ele estava entre os três valentes.
13 Este se achou com Davi em Pas-Damim, quando se ajuntaram ali os filisteus à peleja, onde havia um pedaço de terra cheio de cevada; e o povo fugiu de diante dos filisteus.
14 Puseram-se no meio daquele terreno, e o defenderam, e feriram os filisteus; e o SENHOR efetuou grande livramento.
15 Três dos trinta cabeças desceram à penha, indo ter com Davi à caverna de Adulão; e o exército dos filisteus se acampara no vale dos Refains.
16 Davi estava na fortaleza, e a guarnição dos filisteus, em Belém.
17 Suspirou Davi e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém!
18 Então, aqueles três romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço junto à porta de Belém, e tomaram-na, e a levaram a Davi; ele não a quis beber, mas a derramou como libação ao SENHOR.
19 E disse: Longe de mim, ó meu Deus, fazer tal coisa; beberia eu o sangue dos homens que lá foram com perigo de sua vida? Pois, com perigo de sua vida, a trouxeram. De maneira que não a quis beber. São essas as coisas que fizeram os três valentes.
20 Também Abisai, irmão de Joabe, era cabeça dos trinta, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, os feriu; e tinha nome entre os primeiros três.
21 Era ele mais nobre do que os trinta e era o cabeça deles; contudo, aos primeiros três não chegou.
22 Também Benaia, filho de Joiada, era homem valente de Cabzeel e grande em obras; feriu ele dois heróis de Moabe. Desceu numa cova e nela matou um leão no tempo da neve.
23 Matou também um egípcio, homem da estatura de cinco côvados; o egípcio trazia na mão uma lança como o eixo do tecelão, mas Benaia o atacou com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança e com ela o matou.
24 Estas coisas fez Benaia, filho de Joiada, pelo que teve nome entre os primeiros três valentes.
25 Era mais nobre do que os trinta, porém aos três primeiros não chegou, e Davi o pôs sobre a sua guarda.
26 Foram os heróis dos exércitos: Asael, irmão de Joabe, Elanã, filho de Dodô, de Belém;
27 Samote, harorita; Heles, pelonita;
28 Ira, filho de Iques, tecoíta; Abiezer, anatotita;
29 Sibecai, husatita; Ilai, aoíta;
30 Maarai, netofatita; Helede, filho de Baaná, netofatita;
31 Itai, filho de Ribai, de Gibeá, dos filhos de Benjamim; Benaia, piratonita;
32 Hurai, do ribeiro de Gaás; Abiel, arbatita;
33 Azmavete, baarumita; Eliaba, saalbonita;
34 Benê-Hasém, gizonita; Jônatas, filho de Sage, hararita;
35 Aião, filho de Sacar, hararita; Elifal, filho de Ur;
36 Héfer, mequeratita; Aías, pelonita;
37 Hezro, carmelita; Naarai, filho de Ezbai;
38 Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Hagri;
39 Zeleque, amonita; Naarai, beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia;
40 Ira, o itrita; Garebe, itrita;
41 Urias, heteu; Zabade, filho de Alai;
42 Adina, filho de Siza, rubenita, chefe dos rubenitas, e com ele trinta;
43 Hanã, filho de Maaca; Josafá, mitenita;
44 Uzias, asteratita, Sama e Jeiel, filhos de Hotão, aroerita;
45 Jediael, filho de Sinri, e Joá, seu irmão, tizita;
46 Eliel, maavita, Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; Itma, moabita;
47 Eliel, Obede e Jaasiel, de Zoba.



Postado em: 14/04/2017 09:49:39

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os filisteus pelejaram contra Israel; e, tendo os homens de Israel fugido de diante dos filisteus, caíram mortos no monte Gilboa.
2 Os filisteus perseguiram Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.
3 Agravou-se muito a peleja contra Saul, os flecheiros o avistaram, e ele muito os temeu.
4 Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou a espada e se lançou sobre ela.
5 Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a espada e morreu com ele.
6 Assim, morreram Saul e seus três filhos; e toda a sua casa pereceu juntamente com ele.
7 Vendo os homens de Israel que estavam no vale que os homens de Israel fugiram e que Saul e seus filhos estavam mortos, desampararam as cidades e fugiram; e vieram os filisteus e habitaram nelas.
8 Sucedeu, pois, que, vindo os filisteus ao outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e os seus filhos caídos no monte Gilboa.
9 E os despojaram, tomaram a sua cabeça e as suas armas e enviaram mensageiros pela terra dos filisteus, em redor, a levar as boas-novas a seus ídolos e entre o povo.
10 Puseram as armas de Saul no templo de seu deus, e a sua cabeça afixaram na casa de Dagom.
11 Ouvindo, pois, toda a Jabes de Gileade tudo quanto os filisteus fizeram a Saul,
12 então, todos os homens valentes se levantaram, e tomaram o corpo de Saul e os corpos dos filhos, e os trouxeram a Jabes; e sepultaram os seus ossos debaixo de um arvoredo, em Jabes, e jejuaram sete dias.
13 Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante
14 e não ao SENHOR, que, por isso, o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé.



Postado em: 14/04/2017 08:44:19

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Todo o Israel foi registrado por genealogias e inscrito no Livro dos Reis de Israel, e Judá foi levado para o exílio à Babilônia, por causa da sua transgressão.
2 Os primeiros habitadores, que de novo vieram morar nas suas próprias possessões e nas suas cidades, foram os israelitas, os sacerdotes, os levitas e os servos do templo.
3 Porém alguns dos filhos de Judá, dos filhos de Benjamim e dos filhos de Efraim e Manassés habitaram em Jerusalém:
4 Utai, filho de Amiúde, filho de Onri, filho de Inri, filho de Bani, dos filhos de Perez, filho de Judá;
5 dos silonitas: Asaías, o primogênito, e seus filhos;
6 dos filhos de Zerá: Jeuel e seus irmãos; seiscentos e noventa ao todo;
7 dos filhos de Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Hodavias, filho de Hassenuá;
8 Ibnéias, filho de Jeroão, e Elá, filho de Uzi, filho de Micri, e Mesulão, filho de Sefatias, filho de Reuel, filho de Ibnijas;
9 e seus irmãos, segundo as suas gerações; novecentos e cinqüenta e seis ao todo; todos estes homens foram cabeças de famílias nas casas de suas famílias.
10 Dos sacerdotes: Jedaías, Jeoiaribe, Jaquim,
11 Azarias, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, príncipe da Casa de Deus;
12 Adaías, filho de Jeroão, filho de Pasur, filho de Malquias, e Masai, filho de Adiel, filho de Jazera, filho de Mesulão, filho de Mesilemite, filho de Imer,
13 como também seus irmãos, cabeças das suas famílias; mil setecentos e sessenta ao todo, homens capazes para a obra do ministério da Casa de Deus.
14 Dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, dos filhos de Merari;
15 Baquebacar, Heres, Galal e Matanias, filho de Mica, filho de Zicri, filho de Asafe;
16 Obadias, filho de Semaías, filho de Galal, filho de Jedutum; Berequias, filho de Asa, filho de Elcana, morador das aldeias dos netofatitas.
17 Os porteiros: Salum, Acube, Talmom e Aimã e os irmãos deles; Salum era o chefe.
18 Estavam até agora de guarda à porta do rei, do lado do oriente; tais foram os porteiros dos arraiais dos filhos de Levi.
19 Salum, filho de Coré, filho de Ebiasafe, filho de Corá, e seus irmãos da casa de seu pai, os coreítas, estavam encarregados da obra do ministério e eram guardas das portas do tabernáculo; e seus pais tinham sido encarregados do arraial do SENHOR e eram guardas da entrada.
20 Finéias, filho de Eleazar, os regia nesse tempo, e o SENHOR era com ele.
21 Zacarias, filho de Meselemias, era o porteiro da entrada da tenda da congregação.
22 Todos estes, escolhidos para guardas das portas, foram duzentos e doze. Estes foram registrados pelas suas genealogias nas suas respectivas aldeias; e Davi e Samuel, o vidente, os constituíram cada um no seu cargo.
23 Guardavam, pois, eles e seus filhos as portas da Casa do SENHOR, na casa da tenda.
24 Os porteiros estavam aos quatro ventos: ao oriente, ao ocidente, ao norte e ao sul.
25 Seus irmãos, que habitavam nas suas aldeias, tinham de vir, de tempo em tempo, para servir com eles durante sete dias;
26 porque havia sempre, naquele ofício, quatro porteiros principais, que eram levitas, e tinham a seu cargo as câmaras e os tesouros da Casa de Deus.
27 Estavam alojados à roda da Casa de Deus, porque a vigilância lhes estava encarregada, e tinham o dever de a abrir, todas as manhãs.
28 Alguns deles estavam encarregados dos utensílios do ministério, porque estes eram contados quando eram trazidos e quando eram tirados.
29 Outros havia que estavam encarregados dos móveis e de todos os objetos do santuário, como também da flor de farinha, do vinho, do azeite, do incenso e da especiaria.
30 Alguns dos filhos dos sacerdotes confeccionavam as especiarias.
31 Matitias, dentre os levitas, o primogênito de Salum, o coreíta, tinha o cargo do que se fazia em assadeiras.
32 Outros dos seus irmãos, dos filhos dos coatitas, tinham o encargo de preparar os pães da proposição para todos os sábados.
33 Quanto aos cantores, cabeças das famílias entre os levitas, estavam alojados nas câmaras do templo e eram isentos de outros serviços; porque, de dia e de noite, estavam ocupados no seu mister.
34 Estes foram cabeças das famílias entre os levitas, chefes em suas gerações, e habitavam em Jerusalém.
35 Em Gibeão habitou Jeiel, pai de Gibeão, cuja mulher se chamava Maaca;
36 e também seu filho primogênito Abdom e ainda Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe,
37 Gedor, Aiô, Zacarias e Miclote.
38 Miclote gerou a Siméia. Estes habitaram em Jerusalém, com seus irmãos, bem defronte deles.
39 Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul, Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal.
40 Filho de Jônatas foi Meribe-Baal, e Meribe-Baal gerou a Mica.
41 Os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque e Taréia.
42 Acaz gerou a Jaerá, e Jaerá gerou a Alemete, a Azmavete e a Zinri; e Zinri gerou a Mosa.
43 Mosa gerou a Bineá, de quem foi filho Refaías, de quem foi filho Eleasa, de quem foi filho Azel.
44 Teve Azel seis filhos, cujos nomes foram Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã; todos estes foram filhos de Azel.



Postado em: 14/04/2017 08:43:26

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Benjamim gerou a Bela, seu primogênito, a Asbel, o segundo, a Aará, o terceiro,
2 a Noá, o quarto, e a Rafa, o quinto.
3 Bela teve estes filhos: Adar, Gera, Abiúde,
4 Abisua, Naamã, Aoá,
5 Gera, Sefufá e Hurão.
6 Estes foram os filhos de Eúde, que foram chefes das famílias dos moradores de Geba e transportados para o exílio a Manaate:
7 Naamã, Aías e Gera; este os transportou e gerou a Uzá e a Aiúde.
8 Saaraim, depois de ter repudiado suas mulheres Husim e Baara, gerou nos campos de Moabe,
9 de Hodes, sua mulher, a Jobabe, a Zíbia, a Messa, a Malcã,
10 a Jeús, a Saquias e a Mirma; foram estes os seus filhos, chefes das famílias.
11 Husim gerou a Abitube e a Elpaal.
12 Os filhos de Elpaal foram: Héber, Misã e Semede; este edificou a Ono e a Lode e suas aldeias.
13 Berias e Sema foram cabeças das famílias dos moradores de Aijalom, que afugentaram os moradores de Gate.
14 Aiô, Sasaque, Jeremote,
15 Zebadias, Arade, Éder,
16 Micael, Ispa e Joá foram filhos de Berias.
17 Zebadias, Mesulão, Hizqui, Héber,
18 Ismerai, Izlias e Jobabe, filhos de Elpaal.
19 Jaquim, Zicri, Zabdi,
20 Elienai, Ziletai, Eliel,
21 Adaías, Beraías e Sinrate, filhos de Simei.
22 Ispã, Héber, Eliel,
23 Abdom, Zicri, Hanã,
24 Hananias, Elão, Antotias,
25 Ifdéias e Penuel, filhos de Sasaque.
26 Sanserai, Searias, Atalias,
27 Jaaresias, Elias e Zicri, filhos de Jeroão.
28 Estes foram chefes das famílias, segundo as suas gerações, e habitaram em Jerusalém.
29 Em Gibeão habitou o pai de Gibeão, cuja mulher se chamava Maaca,
30 e também seu filho primogênito Abdom e ainda Zur, Quis, Baal, Nadabe,
31 Gedor, Aiô e Zequer.
32 Miclote gerou a Siméia. Estes habitaram em Jerusalém, com seus irmãos, bem defronte deles.
33 Ner gerou a Quis; e Quis gerou a Saul; Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe e a Esbaal.
34 Filho de Jônatas foi Meribe-Baal, e Meribe-Baal gerou a Mica.
35 Os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque, Taréia e Acaz.
36 Acaz gerou a Jeoada; Jeoada gerou a Alemete, a Azmavete e a Zinri; e Zinri gerou a Mosa.
37 Mosa gerou a Bineá, de quem foi filho Rafa, de quem foi filho Eleasa, de quem foi filho Azel.
38 Teve Azel seis filhos, cujos nomes foram: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã; todos estes foram filhos de Azel.
39 Os filhos de Eseque, seu irmão, foram: Ulão, seu primogênito, Jeús, o segundo, e Elifelete, o terceiro.
40 Os filhos de Ulão foram homens valentes, flecheiros; e tiveram muitos filhos e netos: cento e cinqüenta. Todos estes foram dos filhos de Benjamim.



Postado em: 14/04/2017 08:42:30

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os filhos de Issacar foram: Tola, Puá, Jasube e Sinrom; quatro ao todo.
2 Os filhos de Tola: Uzi, Refaías, Jeriel, Jamai, Ibsão e Samuel, chefes das suas famílias, descendentes de Tola; homens valentes nas suas gerações, cujo número, nos dias de Davi, foi de vinte e dois mil e setecentos.
3 O filho de Uzi: Izraías; e os filhos de Izraías: Micael, Obadias, Joel e Issias; cinco ao todo; todos eles chefes.
4 Tinham, nas suas gerações, segundo as suas famílias, em tropas de guerra, trinta e seis mil homens; pois tinham muitas mulheres e filhos.
5 Seus irmãos, em todas as famílias de Issacar, homens valentes, foram oitenta e sete mil, todos registrados pelas suas genealogias.
6 Os filhos de Benjamim: Bela, Bequer e Jediael; três ao todo.
7 Os filhos de Bela: Esbom, Uzi, Uziel, Jerimote e Iri; cinco ao todo; chefes das suas famílias, homens valentes, foram vinte e dois mil e trinta e quatro, registrados pelas suas genealogias.
8 Os filhos de Bequer: Zemira, Joás, Eliézer, Elioenai, Onri, Jerimote, Abias, Anatote e Alemete; todos filhos de Bequer.
9 O número deles, registrados pelas suas genealogias, segundo as suas gerações, chefes das suas famílias, homens valentes, vinte mil e duzentos.
10 O filho de Jediael: Bilã; os filhos de Bilã: Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaana, Zetã, Társis e Aisaar.
11 Todos estes, filhos de Jediael, foram chefes das suas famílias, homens valentes, dezessete mil e duzentos, capazes de sair à guerra.
12 Supim e Hupim eram filhos de Ir; e Husim, filho de Aer.
13 Os filhos de Naftali: Jaziel, Guni, Jezer e Salum, filhos de Bila.
14 O filho de Manassés: Asriel, de sua concubina síria, que também deu à luz a Maquir, pai de Gileade.
15 Maquir tomou a irmã de Hupim e Supim por mulher. O nome dela era Maaca; o nome do irmão de Maquir era Zelofeade, o qual teve só filhas.
16 Maaca, mulher de Maquir, teve um filho, a quem chamou Perez; irmão deste foi Seres. Os filhos de Perez foram Ulão e Requém.
17 O filho de Ulão: Bedã. Tais foram os filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés.
18 Sua irmã Hamolequete deu à luz a Isode, a Abiezer e a Macla.
19 Foram os filhos de Semida: Aiã, Siquém, Liqui e Anião.
20 Era filho de Efraim Sutela, de quem foi filho Berede, de quem foi filho Taate, de quem foi filho Eleada, de quem foi filho Taate,
21 de quem foi filho Zabade, de quem foi filho Sutela; e ainda Ézer e Eleade, mortos pelos homens de Gate, naturais da terra, pois eles desceram para roubar o gado destes.
22 Pelo que por muitos dias os chorou Efraim, seu pai, cujos irmãos vieram para o consolar.
23 Depois, coabitou com sua mulher, e ela concebeu e teve um filho, a quem ele chamou Berias, porque as coisas iam mal na sua casa.
24 Sua filha foi Seerá, que edificou a Bete-Horom, a de baixo e a de cima, como também a Uzém-Seerá.
25 O filho de Berias foi Refa, de quem foi filho Resefe, de quem foi filho Tela, de quem foi filho Taã,
26 de quem foi filho Ladã, de quem foi filho Amiúde, de quem foi filho Elisama,
27 de quem foi filho Num, de quem foi filho Josué.
28 A possessão e habitação deles foram: Betel e as suas aldeias; ao oriente, Naarã; e, ao ocidente, Gezer e suas aldeias, Siquém e suas aldeias, até Aia e suas aldeias;
29 do lado dos filhos de Manassés, Bete-Seã e suas aldeias, Taanaque e suas aldeias, Megido e suas aldeias, Dor e suas aldeias; nestas, habitaram os filhos de José, filho de Israel.
30 Os filhos de Aser: Imna, Isvá, Isvi e Berias e Sera, irmã deles.
31 Os filhos de Berias: Héber e Malquiel; este foi o pai de Birzavite.
32 Héber gerou a Jaflete, a Somer, a Hotão e a Suá, irmã deles.
33 Os filhos de Jaflete: Pasaque, Bimal e Asvate; estes foram os filhos de Jaflete.
34 Os filhos de Semer: Aí, Roga, Jeubá e Arã.
35 Os filhos de seu irmão Helém: Zofa, Imna, Seles e Amal.
36 Os filhos de Zofa: Sua, Harnefer, Sual, Beri, Inra,
37 Bezer, Hode, Sama, Silsa, Itrã e Beera.
38 Os filhos de Jéter: Jefoné, Pispa e Ara.
39 Os filhos de Ula: Ara, Haniel e Rizia.
40 Todos estes foram filhos de Aser, chefes das famílias, escolhidos, homens valentes, chefes de príncipes, registrados nas suas genealogias para o serviço na guerra; seu número foi de vinte e seis mil homens.



Postado em: 14/04/2017 08:39:45

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os filhos de Levi foram: Gérson, Coate e Merari.
2 Os filhos de Coate: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
3 Os filhos de Anrão: Arão, Moisés e Miriã. Os filhos de Arão: Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
4 Eleazar gerou a Finéias, e Finéias, a Abisua;
5 Abisua gerou a Buqui, e Buqui, a Uzi;
6 Uzi gerou a Zeraías, e Zeraías, a Meraiote;
7 Meraiote gerou a Amarias, e Amarias, a Aitube;
8 Aitube gerou a Zadoque, e Zadoque, a Aimaás;
9 Aimaás gerou a Azarias, e Azarias, a Joanã;
10 Joanã gerou a Azarias; este é o que serviu de sacerdote na casa que Salomão tinha edificado em Jerusalém.
11 Azarias gerou a Amarias, e Amarias, a Aitube;
12 Aitube gerou a Zadoque, e Zadoque, a Salum;
13 Salum gerou a Hilquias, e Hilquias, a Azarias;
14 Azarias gerou a Seraías, e Seraías, a Jeozadaque;
15 Jeozadaque foi levado cativo, quando o SENHOR levou para o exílio a Judá e a Jerusalém pela mão de Nabucodonosor.
16 Os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.
17 São estes os nomes dos filhos de Gérson: Libni e Simei.
18 Os filhos de Coate: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
19 Os filhos de Merari: Mali e Musi; são estas as famílias dos levitas, segundo as casas de seus pais.
20 O filho de Gérson foi Libni, de quem foi filho Jaate, de quem foi filho Zima,
21 de quem foi filho Joá, de quem foi filho Ido, de quem foi filho Zerá, de quem foi filho Jeaterai.
22 O filho de Coate foi Aminadabe, de quem foi filho Coré, de quem foi filho Assir,
23 de quem foi filho Elcana, de quem foi filho Ebiasafe, de quem foi filho Assir,
24 de quem foi filho Taate, de quem foi filho Uriel, de quem foi filho Uzias, de quem foi filho Saul.
25 Os filhos de Elcana: Amasai e Aimote.
26 Quanto a Elcana, foi seu filho Zofai, de quem foi filho Naate,
27 de quem foi filho Eliabe, de quem foi filho Jeroão, de quem foi filho Elcana.
28 Os filhos de Samuel: o primogênito, Joel, e depois Abias.
29 O filho de Merari foi Mali, de quem foi filho Libni, de quem foi filho Simei, de quem foi filho Uzá,
30 de quem foi filho Siméia, de quem foi filho Hagias, de quem foi filho Asaías.
31 São estes os que Davi constituiu para dirigir o canto na Casa do SENHOR, depois que a arca teve repouso.
32 Ministravam diante do tabernáculo da tenda da congregação com cânticos, até que Salomão edificou a Casa do SENHOR em Jerusalém; e exercitavam o seu ministério segundo a ordem prescrita.
33 São estes os que serviam com seus filhos. Dos filhos dos coatitas: Hemã, o cantor, filho de Joel, filho de Samuel,
34 filho de Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliel, filho de Toá,
35 filho de Zufe, filho de Elcana, filho de Maate, filho de Amasai,
36 filho de Elcana, filho de Joel, filho de Azarias, filho de Sofonias,
37 filho de Taate, filho de Assir, filho de Ebiasafe, filho de Coré,
38 filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, filho de Israel.
39 Seu irmão Asafe estava à sua direita; era Asafe filho de Berequias, filho de Siméia,
40 filho de Micael, filho de Baaséias, filho de Malquias,
41 filho de Etni, filho de Zera, filho de Adaías,
42 filho de Etã, filho de Zima, filho de Simei,
43 filho de Jaate, filho de Gérson, filho de Levi.
44 Seus irmãos, os filhos de Merari, estavam à esquerda, a saber: Etã, filho de Quisi, filho de Abdi, filho de Maluque,
45 filho de Hasabias, filho de Amazias, filho de Hilquias,
46 filho de Anzi, filho de Bani, filho de Semer,
47 filho de Mali, filho de Musi, filho de Merari, filho de Levi.
48 Seus irmãos, os levitas, foram postos para todo o serviço do tabernáculo da Casa de Deus.
49 Arão e seus filhos faziam ofertas sobre o altar do holocausto e sobre o altar do incenso, todo o serviço do lugar santíssimo e a expiação por Israel, segundo tudo quanto Moisés, servo de Deus, tinha ordenado.
50 Foi filho de Arão Eleazar, de quem foi filho Finéias, de quem foi filho Abisua,
51 de quem foi filho Buqui, de quem foi filho Uzi, de quem foi filho Zeraías,
52 de quem foi filho Meraiote, de quem foi filho Amarias, de quem foi filho Aitube,
53 de quem foi filho Zadoque, de quem foi filho Aimaás.
54 São estes os lugares que eles habitavam, segundo os seus acampamentos, dentro dos seus limites, a saber: aos filhos de Arão, das famílias dos coatitas, pois lhes caiu a sorte,
55 deram-lhes Hebrom, na terra de Judá, e os seus arredores.
56 Porém o campo da cidade com suas aldeias deram a Calebe, filho de Jefoné.
57 Aos filhos de Arão deram as cidades de refúgio: Hebrom e Libna com seus arredores, Jatir e Estemoa com seus arredores,
58 Hilém com seus arredores, Debir com seus arredores,
59 Asã com seus arredores e Bete-Semes com seus arredores;
60 da tribo de Benjamim, Geba com seus arredores, Alemete com seus arredores e Anatote com seus arredores; ao todo, treze cidades, segundo as suas famílias.
61 Aos filhos de Coate, que restaram da família da tribo, caíram por sorte dez cidades da meia tribo, metade de Manassés.
62 Aos filhos de Gérson, segundo as suas famílias, da tribo de Issacar, da tribo de Aser, da tribo de Naftali e da tribo de Manassés, em Basã, caíram treze cidades.
63 Aos filhos de Merari, segundo as suas famílias, da tribo de Rúben, da tribo de Gade e da tribo de Zebulom, caíram por sorte doze cidades.
64 Assim, deram os filhos de Israel aos levitas estas cidades com seus arredores.
65 Deram-lhes por sorte, da tribo dos filhos de Judá, da tribo dos filhos de Simeão e da tribo dos filhos de Benjamim, estas cidades, que são mencionadas nominalmente.
66 A algumas das famílias dos filhos de Coate foram dadas cidades dos seus territórios da parte da tribo de Efraim.
67 Pois lhes deram as cidades de refúgio, Siquém com seus arredores, na região montanhosa de Efraim, como também Gezer com seus arredores,
68 Jocmeão com seus arredores, Bete-Horom com seus arredores,
69 Aijalom com seus arredores e Gate-Rimom com seus arredores;
70 e, da meia tribo de Manassés, Aner com seus arredores e Bileã com seus arredores foram dadas às demais famílias dos filhos de Coate.
71 Aos filhos de Gérson, da família da meia tribo de Manassés, deram, em Basã, Golã com seus arredores e Astarote com seus arredores;
72 e da tribo de Issacar: Quedes com seus arredores, Daberate com seus arredores,
73 Ramote com seus arredores e Aném com seus arredores;
74 e da tribo de Aser: Masal com seus arredores, Abdom com seus arredores,
75 Hucoque com seus arredores e Reobe com seus arredores;
76 e da tribo de Naftali na Galiléia: Quedes com seus arredores, Hamom com seus arredores e Quiriataim com seus arredores.
77 Os demais filhos de Merari receberam, da tribo de Zebulom, Rimono com seus arredores e Tabor com seus arredores;
78 e dalém do Jordão, na altura de Jericó, ao oriente do Jordão, deram-se-lhes, da tribo de Rúben, Bezer com seus arredores no deserto, Jaza com seus arredores,
79 Quedemote com seus arredores e Mefaate com seus arredores;
80 e da tribo de Gade em Gileade: Ramote com seus arredores, Maanaim com seus arredores,
81 Hesbom com seus arredores e Jazer com seus arredores.



Postado em: 14/04/2017 08:38:43

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois era o primogênito, mas, por ter profanado o leito de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que, na genealogia, não foi contado como primogênito.
2 Judá, na verdade, foi poderoso entre seus irmãos, e dele veio o príncipe; porém o direito da primogenitura foi de José.),
3 foram estes: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
4 O filho de Joel: Semaías, de quem foi filho Gogue, de quem foi filho Simei,
5 de quem foi filho Mica, de quem foi filho Reaías, de quem foi filho Baal,
6 de quem foi filho Beera, o qual Tiglate-Pileser, rei da Assíria, levou cativo; ele foi príncipe dos rubenitas.
7 Quanto a seus irmãos, pelas suas famílias, quando foram inscritos nas genealogias segundo as suas descendências, tinham por cabeças Jeiel, Zacarias,
8 Bela, filho de Azaz, filho de Sema, filho de Joel, que habitaram em Aroer, até Nebo e Baal-Meom;
9 também habitaram do lado oriental, até à entrada do deserto, o qual se estende até ao rio Eufrates, porque o seu gado se tinha multiplicado na terra de Gileade.
10 Nos dias de Saul, fizeram guerra aos hagarenos, que caíram pelo poder de sua mão, e habitaram nas tendas deles, em toda a terra fronteira de Gileade, do lado oriental.
11 Os filhos de Gade habitaram defronte deles, na terra de Basã, até Salca.
12 Joel foi o cabeça, e Safã, o segundo; também Janai e Safate estavam em Basã.
13 Seus irmãos, segundo as suas casas paternas, foram: Micael, Mesulão, Seba, Jorai, Jacã, Zia e Héber; ao todo, sete;
14 estes foram os filhos de Abiail, filho de Huri, filho de Jaroa, filho de Gileade, filho de Micael, filho de Jesisai, filho de Jado, filho de Buz.
15 Aí, filho de Abdiel, filho de Guni, foi o cabeça da sua família.
16 Habitaram em Gileade, em Basã e suas aldeias, bem como até aos limites de todos os arredores de Sarom.
17 Todos estes foram inscritos na genealogia, nos dias de Jotão, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel.
18 Dos filhos de Rúben, dos gaditas e da meia tribo de Manassés, homens valentes, que traziam escudo e espada, entesavam o arco e eram destros na guerra, houve quarenta e quatro mil setecentos e sessenta, capazes de sair a combate.
19 Fizeram guerra aos hagarenos, como a Jetur, a Nafis e a Nodabe.
20 Foram ajudados contra eles, e os hagarenos e todos quantos estavam com eles foram entregues nas suas mãos; porque, na peleja, clamaram a Deus, que lhes deu ouvidos, porquanto confiaram nele.
21 Levaram o gado deles: cinqüenta mil camelos, duzentas e cinqüenta mil ovelhas, dois mil jumentos; e cem mil pessoas.
22 Porque muitos caíram feridos à espada, pois de Deus era a peleja; e habitaram no lugar deles até ao exílio.
23 Os filhos da meia tribo de Manassés habitaram naquela terra de Basã até Baal-Hermom, e Senir, e o monte Hermom; e eram numerosos.
24 Estes foram cabeças de suas famílias, a saber: Éfer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel, guerreiros valentes, homens famosos, cabeças de suas famílias.
25 Porém cometeram transgressões contra o Deus de seus pais e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos da terra, os quais Deus destruíra de diante deles.
26 Pelo que o Deus de Israel suscitou o espírito de Pul, rei da Assíria, e o espírito de Tiglate-Pileser, rei da Assíria, que os levou cativos, a saber: os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés, e os trouxe para Hala, Habor e Hara e para o rio Gozã, onde permanecem até ao dia de hoje.



Postado em: 14/04/2017 08:38:03

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os filhos de Judá foram: Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal.
2 Reaías, filho de Sobal, gerou a Jaate; Jaate gerou a Aumai e a Laade; são estas as famílias dos zoratitas.
3 Estes foram os filhos do pai de Etã: Jezreel, Isma e Idbas; e era o nome da irmã deles Hazelelponi;
4 e mais Penuel, pai de Gedor, e Ezer, pai de Husa; estes foram os filhos de Hur, o primogênito de Efrata e pai de Belém.
5 Asur, pai de Tecoa, teve duas mulheres: Hela e Naara.
6 Naara deu à luz a Auzão, a Héfer, a Temeni e a Haastari; estes foram os filhos de Naara.
7 Os filhos de Hela: Zerete, Isar e Etnã.
8 Coz gerou a Anube e a Zobeba e foi pai das famílias de Aarel, filho de Harum.
9 Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz.
10 Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.
11 Quelube, irmão de Suá, gerou a Meir; este é o pai de Estom.
12 Estom gerou a Bete-Rafa, a Paséia e a Teína, pai de Ir-Naás; estes foram os homens de Reca.
13 Os filhos de Quenaz foram: Otniel e Seraías; o filho de Otniel: Hatate.
14 Meonotai gerou a Ofra, e Seraías gerou a Joabe, fundador do vale dos Artífices, porque os dali eram artífices.
15 Os filhos de Calebe, filho de Jefoné: Iru, Elá e Naã; e o filho de Elá: Quenaz.
16 Os filhos de Jealelel: Zife, Zifa, Tiria e Asareel.
17 Os filhos de Ezra: Jéter, Merede, Éfer e Jalom; foram os filhos de Bitia, filha de Faraó, que Merede tomou por mulher: Miriã, Samai e Isbá, pai de Estemoa.
18 E sua mulher, judia, deu à luz a Jerede, pai de Gedor, a Héber, pai de Socó, e a Jecutiel, pai de Zanoa.
19 Os filhos da mulher de Hodias, irmã de Naã: Abiqueila, o garmita, e Estemoa, o maacatita.
20 Os filhos de Simão: Amnom, Rina, Ben-Hanã e Tilom; e os filhos de Isi: Zoete e Ben-Zoete;
21 os filhos de Selá, filho de Judá: Er, pai de Leca, e Lada, pai de Maressa; Selá foi também pai das famílias da casa dos obreiros em linho, em Bete-Asbéia,
22 como ainda Joquim, e os homens de Cozeba, de Joás, de Sarafe, os quais dominavam sobre Moabe, e de Jasubi-Leém. Estes registros são antigos.
23 Estes eram oleiros e habitantes de Netaim e de Gedera; moravam ali com o rei para o servirem.
24 Os filhos de Simeão foram: Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá e Saul,
25 de quem foi filho Salum, de quem foi filho Mibsão, de quem foi filho Misma.
26 O filho de Misma foi Hamuel, de quem foi filho Zacur, de quem foi filho Simei.
27 Simei teve dezesseis filhos e seis filhas; mas seus irmãos não tiveram muitos filhos, nem se multiplicaram todas as suas famílias como os filhos de Judá.
28 Habitavam em Berseba, em Molada, em Hazar-Sual,
29 em Bila, em Ezém, em Tolade,
30 em Betuel, em Horma, em Ziclague,
31 em Bete-Marcabote, em Hazar-Susim, em Bete-Biri e em Saaraim. Estas foram as suas cidades, até ao reinado de Davi.
32 As suas aldeias foram: Etã, Aim, Rimom, Toquém e Asã; cinco cidades,
33 com todas as suas aldeias que estavam ao redor destas cidades, até Baal. Estas foram as suas habitações e tinham seu registro genealógico.
34 Estes, registrados por seus nomes, foram príncipes nas suas famílias: Mesobabe, Janleque, Josa, filho de Amazias,
35 Joel, Jeú, filho de Josibias, filho de Seraías, filho de Asiel,
36 Elioenai, Jaacobá, Jesoaías, Asaías, Adiel, Jesimiel, Benaia,
37 Ziza, filho de Sifi, filho de Alom, filho de Jedaías, filho de Sinri, filho de Semaías;
38 e as famílias de seus pais se multiplicaram abundantemente.
39 Chegaram até à entrada de Gedor, ao oriente do vale, à procura de pasto para os seus rebanhos.
40 Acharam pasto farto e bom e a terra espaçosa, tranqüila e pacífica, onde habitaram, dantes, os descendentes de Cam.
41 Estes, que estão registrados por seus nomes, vieram nos dias de Ezequias, rei de Judá, e derribaram as tendas, e feriram os meunitas que se encontraram ali, e os destruíram totalmente até ao dia de hoje, e habitaram em lugar deles, porque ali havia pasto para os seus rebanhos.
42 Também deles, dos filhos de Simeão, quinhentos homens foram ao monte Seir, tendo por capitães a Pelatias, a Nearias, a Refaías e a Uziel, filhos de Isi.
43 Feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas e habitam ali até ao dia de hoje.



Postado em: 14/04/2017 08:33:12

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Estes foram os filhos de Davi, que lhe nasceram em Hebrom: o primogênito, Amnom, de Ainoã, a jezreelita; o segundo, Daniel, de Abigail, a carmelita;
2 o terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto, Adonias, filho de Hagite;
3 o quinto, Sefatias, de Abital; o sexto, Itreão, de Eglá, sua mulher.
4 Seis filhos lhe nasceram em Hebrom, porque ali reinou sete anos e seis meses; e trinta e três anos reinou em Jerusalém.
5 Estes lhe nasceram em Jerusalém: Siméia, Sobabe, Natã e Salomão; estes quatro lhe nasceram de Bate-Seba, filha de Amiel.
6 Nasceram-lhe mais Ibar, Elisama, Elifelete,
7 Nogá, Nefegue, Jafia,
8 Elisama, Eliada e Elifelete; nove ao todo.
9 Todos estes foram filhos de Davi, afora os filhos das concubinas; e Tamar, irmã deles.
10 O filho de Salomão foi Roboão, de quem foi filho Abias, de quem foi filho Asa, de quem foi filho Josafá;
11 de quem foi filho Jeorão, de quem foi filho Acazias, de quem foi filho Joás;
12 de quem foi filho Amazias, de quem foi filho Azarias, de quem foi filho Jotão;
13 de quem foi filho Acaz, de quem foi filho Ezequias, de quem foi filho Manassés;
14 de quem foi filho Amom, de quem foi filho Josias.
15 Os filhos de Josias foram: o primogênito, Joanã; o segundo, Jeoaquim; o terceiro, Zedequias; o quarto, Salum.
16 Os filhos de Jeoaquim: Jeconias e Zedequias.
17 Os filhos de Jeconias, o cativo: Sealtiel,
18 Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama e Nedabias.
19 Os filhos de Pedaías: Zorobabel e Simei; os filhos de Zorobabel: Mesulão e Hananias; e Selomite, irmã deles;
20 e Hasuba, Oel, Berequias, Hasadias e Jusabe-Hesede; cinco ao todo.
21 Os filhos de Hananias: Pelatias e Jesaías; os filhos de Refaías, os filhos de Arnã, os filhos de Obadias, os filhos de Secanias.
22 O filho de Secanias foi Semaías; os filhos de Semaías: Hatus, Igal, Barias, Nearias e Safate; seis ao todo.
23 Os filhos de Nearias: Elioenai, Ezequias e Azricão; três ao todo.
24 Os filhos de Elioenai: Hodavias, Eliasibe, Pelaías, Acube, Joanã, Delaías e Anani; sete ao todo.



Postado em: 14/04/2017 08:32:03

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 São estes os filhos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom,
2 Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser.
3 Os filhos de Judá: Er, Onã e Selá; estes três lhe nasceram de Bate-Sua, a cananéia. Er, o primogênito de Judá, foi mau aos olhos do SENHOR, pelo que o matou.
4 Porém Tamar, nora de Judá, lhe deu à luz a Perez e a Zera. Todos os filhos de Judá foram cinco.
5 Os filhos de Perez: Hezrom e Hamul.
6 Os filhos de Zera: Zinri, Etã, Hemã, Calcol e Dara, cinco ao todo.
7 Os filhos de Carmi: Acar, o perturbador de Israel, que pecou na coisa condenada.
8 O filho de Etã: Azarias.
9 Os filhos de Hezrom, que lhe nasceram: Jerameel, Rão e Quelubai.
10 Rão gerou a Aminadabe; Aminadabe gerou a Naassom, príncipe dos filhos de Judá;
11 Naassom gerou a Salma, e Salma gerou a Boaz;
12 Boaz gerou a Obede, e Obede gerou a Jessé;
13 Jessé gerou a Eliabe, seu primogênito, a Abinadabe, o segundo, a Siméia, o terceiro,
14 a Natanael, o quarto, a Radai, o quinto,
15 a Ozém, o sexto, e a Davi, o sétimo.
16 As irmãs destes foram Zeruia e Abigail. Os filhos de Zeruia foram três: Abisai, Joabe e Asael.
17 Abigail deu à luz a Amasa; e o pai de Amasa foi Jéter, o ismaelita.
18 Calebe, filho de Hezrom, gerou filhos de Azuba, sua mulher, e de Jeriote; foram estes os filhos desta: Jeser, Sobabe e Ardom.
19 Morreu Azuba; e Calebe tomou para si a Efrata, da qual lhe nasceu Hur.
20 Hur gerou a Uri, e Uri gerou a Bezalel.
21 Então, Hezrom coabitou com a filha de Maquir, pai de Gileade; tinha ele sessenta anos quando a tomou, e ela deu à luz a Segube.
22 Segube gerou a Jair, que teve vinte e três cidades na terra de Gileade.
23 Gesur e Arã tomaram as aldeias de Jair, juntamente com Quenate e suas aldeias, a saber, sessenta lugares; todos estes foram filhos de Maquir, pai de Gileade.
24 Depois da morte de Hezrom, em Calebe-Efrata, Abia, mulher de Hezrom, lhe deu a Azur, pai de Tecoa.
25 Os filhos de Jerameel, primogênito de Hezrom, foram: Rão, o primogênito, Buna, Orém, Ozém e Aías.
26 Teve Jerameel outra mulher, cujo nome era Atara; esta foi a mãe de Onã.
27 Os filhos de Rão, primogênito de Jerameel, foram: Maaz, Jamim e Equer.
28 Foram os filhos de Onã: Samai e Jada; e os filhos de Samai: Nadabe e Abisur.
29 A mulher de Abisur chamava-se Abiail e lhe deu a Abã e a Molide.
30 Os filhos de Nadabe: Selede e Apaim; e Selede morreu sem filhos.
31 O filho de Apaim: Isi; o filho de Isi: Sesã. E o filho de Sesã: Alai.
32 Os filhos de Jada, irmão de Samai, foram: Jéter e Jônatas; e Jéter morreu sem filhos.
33 Os filhos de Jônatas: Pelete e Zaza; estes foram os filhos de Jerameel.
34 Sesã não teve filhos, mas filhas; e tinha Sesã um servo egípcio, cujo nome era Jara.
35 Deu, pois, Sesã sua filha por mulher a Jara, a quem ela deu à luz Atai.
36 Atai gerou a Natã, e Natã gerou a Zabade.
37 Zabade gerou a Eflal, e Eflal, a Obede.
38 Obede gerou a Jeú, e Jeú, a Azarias.
39 Azarias gerou a Heles, e Heles, a Eleasa.
40 Eleasa gerou a Sismai, e Sismai, a Salum.
41 Salum gerou a Jecamias, e Jecamias, a Elisama.
42 O primogênito de Calebe, irmão de Jerameel, foi Maressa, que foi o pai de Zife; o filho de Maressa foi Abi-Hebrom.
43 Os filhos de Hebrom: Coré, Tapua, Requém e Sema.
44 Sema gerou a Raão, pai de Jorqueão; e Requém gerou a Samai.
45 O filho de Samai foi Maom; e Maom foi o pai de Bete-Zur.
46 Efá, a concubina de Calebe, deu à luz a Harã, a Mosa e a Gazez; e Harã gerou a Gazez.
47 Os filhos de Jadai: Regém, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe.
48 De Maaca, concubina, gerou Calebe a Seber e a Tiraná;
49 Maaca deu à luz também a Saafe, pai de Madmana, e a Seva, pai de Macbena e de Gibeá; e Acsa foi filha de Calebe.
50 Estes foram os filhos de Calebe. Os filhos de Hur, primogênito de Efrata, foram: Sobal, pai de Quiriate-Jearim,
51 Salma, pai dos belemitas, e Harefe, pai de Bete-Gader.
52 Os filhos de Sobal, pai de Quiriate-Jearim, foram: Haroé e Hazi-Hamenuote.
53 As famílias de Quiriate-Jearim foram: os itritas, os puteus, os sumateus e os misraeus; destes procederam os zoratitas e os estaoleus.
54 Os filhos de Salma: Belém e os netofatitas, Atrote-Bete-Joabe e Hazi-Hamanaate, zoreu.
55 As famílias dos escribas que habitavam em Jabez foram os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas; são estes os queneus, que vieram de Hamate, pai da casa de Recabe.



Postado em: 14/04/2017 08:30:36

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Adão, Sete, Enos,
2 Cainã, Maalalel, Jarede,
3 Enoque, Metusalém, Lameque,
4 Noé, Sem, Cam e Jafé.
5 Os filhos de Jafé foram: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.
6 Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma.
7 Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Rodanim.
8 Os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.
9 Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.
10 Cuxe gerou a Ninrode, que começou a ser poderoso na terra.
11 Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim,
12 a Patrusim, a Casluim (de quem descendem os filisteus) e a Caftorim.
13 Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, a Hete,
14 aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus,
15 aos heveus, aos arqueus, aos sineus,
16 aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus.
17 Os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude, Arã, Uz, Hul, Geter e Meseque.
18 Arfaxade gerou a Selá, e Selá gerou a Héber.
19 A Héber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porquanto, nos seus dias, se repartiu a terra; e o nome de seu irmão era Joctã.
20 Joctã gerou a Almodá, a Salefe, a Hazar-Mavé, a Jerá,
21 a Hadorão, a Uzal, a Dicla,
22 a Ebal, a Abimael, a Sabá,
23 a Ofir, a Havilá e a Jobabe; todos estes eram filhos de Joctã.
24 Sem, Arfaxade, Selá,
25 Héber, Pelegue, Reú,
26 Serugue, Naor, Tera
27 e Abrão, que é Abraão.
28 Os filhos de Abraão: Isaque e Ismael.
29 São estas as suas gerações: o primogênito de Ismael foi Nebaiote, depois Quedar, Adbeel, Mibsão,
30 Misma, Dumá, Massá, Hadade, Temá,
31 Jetur, Nafis e Quedemá; estes foram os filhos de Ismael.
32 Quanto aos filhos de Quetura, concubina de Abraão, esta deu à luz a Zinrã, a Jocsã, a Medã, a Midiã, a Isbaque e a Sua. Os filhos de Jocsã: Sabá e Dedã.
33 Os filhos de Midiã: Efa, Éfer, Enoque, Abida e Elda; todos estes foram filhos de Quetura.
34 Abraão, pois, gerou a Isaque. Os filhos de Isaque: Esaú e Israel.
35 Os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Coré.
36 Os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefi, Gaetã, Quenaz, Timna e Amaleque.
37 Os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá.
38 Os filhos de Seir: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Diso, Eser e Disã.
39 Os filhos de Lotã: Hori e Homã; e a irmã de Lotã foi Timna.
40 Os filhos de Sobal eram Aliã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã. Os filhos de Zibeão: Aías e Aná.
41 O filho de Aná: Disom. Os filhos de Disom: Hanrão, Esbã, Itrã e Querã.
42 Os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Jaacã. Os filhos de Disã: Uz e Arã.
43 São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que houvesse rei sobre os filhos de Israel: Bela, filho de Beor, e o nome da sua cidade era Dinabá.
44 Morreu Bela, e em seu lugar reinou Jobabe, filho de Zera, de Bozra.
45 Morreu Jobabe, e em seu lugar reinou Husão, da terra dos temanitas.
46 Morreu Husão, e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade; este feriu a Midiã no campo de Moabe; o nome da sua cidade era Avite.
47 Morreu Hadade, e em seu lugar reinou Samlá, de Masreca.
48 Morreu Samlá, e em seu lugar reinou Saul, de Reobote, junto ao Eufrates.
49 Morreu Saul, e em seu lugar reinou Baal-Hanã, filho de Acbor.
50 Morreu Baal-Hanã, e em seu lugar reinou Hadade; o nome da sua cidade era Paú, e o de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.
51 Morreu Hadade. São estes os nomes dos príncipes de Edom: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete,
52 o príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,
53 o príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,
54 o príncipe Magdiel, o príncipe Irão; são estes os príncipes de Edom.



Postado em: 14/04/2017 08:22:26

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá.
2 Disse, pois, o rei a Joabe, comandante do seu exército: Percorre todas as tribos de Israel, de Dã até Berseba, e levanta o censo do povo, para que eu saiba o seu número.
3 Então, disse Joabe ao rei: Ora, multiplique o SENHOR, teu Deus, a este povo cem vezes mais, e o rei, meu senhor, o veja; mas por que tem prazer nisto o rei, meu senhor?
4 Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe e contra os chefes do exército; saiu, pois, Joabe com os chefes do exército da presença do rei, a levantar o censo do povo de Israel.
5 Tendo eles passado o Jordão, acamparam-se em Aroer, à direita da cidade que está no meio do vale de Gade, e foram a Jazer.
6 Daqui foram a Gileade e chegaram até Cades, na terra dos heteus; seguiram a Dã-Jaã e viraram-se para Sidom;
7 chegaram à fortaleza de Tiro e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus, donde saíram para o Neguebe de Judá, a Berseba.
8 Assim, percorreram toda a terra e, ao cabo de nove meses e vinte dias, chegaram a Jerusalém.
9 Deu Joabe ao rei o recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que puxavam da espada; e em Judá eram quinhentos mil.
10 Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao SENHOR: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó SENHOR, peço-te que perdoes a iniqüidade do teu servo; porque procedi mui loucamente.
11 Ao levantar-se Davi pela manhã, veio a palavra do SENHOR ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:
12 Vai e dize a Davi: Assim diz o SENHOR: Três coisas te ofereço; escolhe uma delas, para que ta faça.
13 Veio, pois, Gade a Davi e lho fez saber, dizendo: Queres que sete anos de fome te venham à tua terra? Ou que, por três meses, fujas diante de teus inimigos, e eles te persigam? Ou que, por três dias, haja peste na tua terra? Delibera, agora, e vê que resposta hei de dar ao que me enviou.
14 Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do SENHOR, porque muitas são as suas misericórdias; mas, nas mãos dos homens, não caia eu.
15 Então, enviou o SENHOR a peste a Israel, desde a manhã até ao tempo que determinou; e, de Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo.
16 Estendendo, pois, o Anjo do SENHOR a mão sobre Jerusalém, para a destruir, arrependeu-se o SENHOR do mal e disse ao Anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, retira a mão. O Anjo estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
17 Vendo Davi ao Anjo que feria o povo, falou ao SENHOR e disse: Eu é que pequei, eu é que procedi perversamente; porém estas ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim e contra a casa de meu pai.
18 Naquele mesmo dia, veio Gade ter com Davi e lhe disse: Sobe, levanta ao SENHOR um altar na eira de Araúna, o jebuseu.
19 Davi subiu segundo a palavra de Gade, como o SENHOR lhe havia ordenado.
20 Olhou Araúna do alto e, vendo que vinham para ele o rei e os seus homens, saiu e se inclinou diante do rei, com o rosto em terra.
21 E perguntou: Por que vem o rei, meu senhor, ao seu servo? Respondeu Davi: Para comprar de ti esta eira, a fim de edificar nela um altar ao SENHOR, para que cesse a praga de sobre o povo.
22 Então, disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei, meu senhor, o que bem lhe parecer; eis aí os bois para o holocausto, e os trilhos, e a apeiragem dos bois para a lenha.
23 Tudo isto, ó rei, Araúna oferece ao rei; e ajuntou: Que o SENHOR, teu Deus, te seja propício.
24 Porém o rei disse a Araúna: Não, mas eu to comprarei pelo devido preço, porque não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que não me custem nada. Assim, Davi comprou a eira e pelos bois pagou cinqüenta siclos de prata.
25 Edificou ali Davi ao SENHOR um altar e apresentou holocaustos e ofertas pacíficas. Assim, o SENHOR se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou de sobre Israel.



Postado em: 14/04/2017 08:21:30

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 São estas as últimas palavras de Davi: Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel.
2 O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua.
3 Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus,
4 é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva.
5 Não está assim com Deus a minha casa? Pois estabeleceu comigo uma aliança eterna, em tudo bem definida e segura. Não me fará ele prosperar toda a minha salvação e toda a minha esperança?
6 Porém os filhos de Belial serão todos lançados fora como os espinhos, pois não podem ser tocados com as mãos,
7 mas qualquer, para os tocar, se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no seu lugar.
8 São estes os nomes dos valentes de Davi: Josebe-Bassebete, filho de Taquemoni, o principal de três; este brandiu a sua lança contra oitocentos e os feriu de uma vez.
9 Depois dele, Eleazar, filho de Dodô, filho de Aoí, entre os três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus ali reunidos para a peleja. Quando já se haviam retirado os filhos de Israel,
10 ele se levantou e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; naquele dia, o SENHOR efetuou grande livramento; e o povo voltou para onde Eleazar estava somente para tomar os despojos.
11 Depois dele, Sama, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Leí, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; e o povo fugia de diante dos filisteus.
12 Pôs-se Sama no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou grande livramento.
13 Também três dos trinta cabeças desceram e, no tempo da sega, foram ter com Davi, à caverna de Adulão; e uma tropa de filisteus se acampara no vale dos Refains.
14 Davi estava na fortaleza, e a guarnição dos filisteus, em Belém.
15 Suspirou Davi e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém!
16 Então, aqueles três valentes romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço junto à porta de Belém, e tomaram-na, e a levaram a Davi; ele não a quis beber, porém a derramou como libação ao SENHOR.
17 E disse: Longe de mim, ó SENHOR, fazer tal coisa; beberia eu o sangue dos homens que lá foram com perigo de sua vida? De maneira que não a quis beber. São estas as coisas que fizeram os três valentes.
18 Também Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era cabeça de trinta; e alçou a sua lança contra trezentos e os feriu. E tinha nome entre os primeiros três.
19 Era ele mais nobre do que os trinta e era o primeiro deles; contudo, aos primeiros três não chegou.
20 Também Benaia, filho de Joiada, era homem valente de Cabzeel e grande em obras; feriu ele dois heróis de Moabe. Desceu numa cova e nela matou um leão no tempo da neve.
21 Matou também um egípcio, homem de grande estatura; o egípcio trazia uma lança, mas Benaia o atacou com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança e com ela o matou.
22 Estas coisas fez Benaia, filho de Joiada, pelo que teve nome entre os primeiros três valentes.
23 Era mais nobre do que os trinta, porém aos três primeiros não chegou, e Davi o pôs sobre a sua guarda.
24 Entre os trinta figuravam: Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodô, de Belém;
25 Sama, harodita; Elica, harodita;
26 Heles, paltita; Ira, filho de Iques, tecoíta;
27 Abiezer, anatotita; Mebunai, husatita;
28 Zalmom, aoíta; Maarai, netofatita;
29 Helebe, filho de Baaná, netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá, dos filhos de Benjamim;
30 Benaia, piratonita; Hidai, do ribeiro de Gaás;
31 Abi-Albom, arbatita; Azmavete, barumita;
32 Eliaba, saalbonita; os filhos de Jasém; Jônatas;
33 Sama, hararita; Aião, filho de Sarar, ararita;
34 Elifelete, filho de Aasbai, filho de um maacatita; Eliã, filho de Aitofel, gilonita;
35 Hezrai, carmelita; Paarai, arbita;
36 Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, gadita;
37 Zeleque, amonita; Naarai, beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia;
38 Ira, itrita; Garebe, itrita;
39 Urias, heteu; ao todo, trinta e sete.



Postado em: 14/04/2017 08:20:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Falou Davi ao SENHOR as palavras deste cântico, no dia em que o SENHOR o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul.
2 E disse: O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador;
3 o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte e o meu refúgio. Ó Deus, da violência tu me salvas.
4 Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.
5 Porque ondas de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror;
6 cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
7 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, clamei a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.
8 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos céus e se estremeceram, porque ele se indignou.
9 Das suas narinas, subiu fumaça, e, da sua boca, fogo devorador; dele saíram carvões, em chama.
10 Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão.
11 Cavalgava um querubim e voou; e foi visto sobre as asas do vento.
12 Por pavilhão pôs, ao redor de si, trevas, ajuntamento de águas, nuvens dos céus.
13 Do resplendor que diante dele havia, brasas de fogo se acenderam.
14 Trovejou o SENHOR desde os céus; o Altíssimo levantou a sua voz.
15 Despediu setas, e espalhou os meus inimigos, e raios, e os desbaratou.
16 Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela repreensão do SENHOR, pelo iroso resfolgar das suas narinas.
17 Do alto, me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
18 Livrou-me do forte inimigo, dos que me aborreciam, porque eram mais poderosos do que eu.
19 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.
20 Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim.
21 Retribuiu-me o SENHOR segundo a minha justiça, recompensou-me conforme a pureza das minhas mãos.
22 Pois tenho guardado os caminhos do SENHOR e não me apartei perversamente do meu Deus.
23 Porque todos os seus juízos me estão presentes, e dos seus estatutos não me desviei.
24 Também fui inculpável para com ele e me guardei da iniqüidade.
25 Daí, retribuir-me o SENHOR segundo a minha justiça, segundo a minha pureza diante dos seus olhos.
26 Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro.
27 Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
28 Tu salvas o povo humilde, mas, com um lance de vista, abates os altivos.
29 Tu, SENHOR, és a minha lâmpada; o SENHOR derrama luz nas minhas trevas.
30 Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus, salto muralhas.
31 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.
32 Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus?
33 Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.
34 Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas.
35 Ele adestrou as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze.
36 Também me deste o escudo do teu salvamento, e a tua clemência me engrandeceu.
37 Alongaste sob meus passos o caminho, e os meus pés não vacilaram.
38 Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e só voltei depois de haver dado cabo deles.
39 Acabei com eles, esmagando-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés.
40 Pois de força me cingiste para o combate e me submeteste os que se levantaram contra mim.
41 Também puseste em fuga os meus inimigos, e os que me odiaram, eu os exterminei.
42 Olharam, mas ninguém lhes acudiu, sim, para o SENHOR, mas ele não respondeu.
43 Então, os moí como o pó da terra; esmaguei-os e, como a lama das ruas, os amassei.
44 Das contendas do meu povo me livraste e me fizeste cabeça das nações; povo que não conheci me serviu.
45 Os estrangeiros se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram.
46 Sumiram-se os estrangeiros e das suas fortificações saíram espavoridos.
47 Vive o SENHOR, e bendita seja a minha Rocha! Exaltado seja o meu Deus, a Rocha da minha salvação!
48 O Deus que por mim tomou vingança e me submeteu povos;
49 o Deus que me tirou dentre os meus inimigos; sim, tu que me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento.
50 Celebrar-te-ei, pois, entre as nações, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome.
51 É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre.



Postado em: 14/04/2017 08:19:47

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas.
2 Então, chamou o rei os gibeonitas e lhes falou. Os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do resto dos amorreus; e os filhos de Israel lhes tinham jurado poupá-los, porém Saul procurou destruí-los no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá.
3 Perguntou Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça? E que resgate vos darei, para que abençoeis a herança do SENHOR?
4 Então, os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel. Disse Davi: Que é, pois, que quereis que vos faça?
5 Responderam ao rei: Quanto ao homem que nos destruiu e procurou que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em limite algum de Israel,
6 de seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR, em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR. Disse o rei: Eu os darei.
7 Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento ao SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul.
8 Porém tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha tido de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita;
9 e os entregou nas mãos dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; caíram os sete juntamente. Foram mortos nos dias da ceifa, nos primeiros dias, no princípio da ceifa da cevada.
10 Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite.
11 Foi dito a Davi o que fizera Rispa, filha de Aiá e concubina de Saul.
12 Então, foi Davi e tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho, dos moradores de Jabes-Gileade, os quais os furtaram da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que feriram Saul em Gilboa.
13 Dali, transportou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados.
14 Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai. Fizeram tudo o que o rei ordenara. Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra.
15 De novo, fizeram os filisteus guerra contra Israel. Desceu Davi com os seus homens, e pelejaram contra os filisteus, ficando Davi mui fatigado.
16 Isbi-Benobe descendia dos gigantes; o peso do bronze de sua lança era de trezentos siclos, e estava cingido de uma armadura nova; este intentou matar a Davi.
17 Porém Abisai, filho de Zeruia, socorreu-o, feriu o filisteu e o matou; então, os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel.
18 Depois disto, houve ainda, em Gobe, outra peleja contra os filisteus; então, Sibecai, o husatita, feriu a Safe, que era descendente dos gigantes.
19 Houve ainda, em Gobe, outra peleja contra os filisteus; e Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu a Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão.
20 Houve ainda outra peleja; esta foi em Gate, onde estava um homem de grande estatura, que tinha em cada mão e em cada pé seis dedos, vinte e quatro ao todo; também este descendia dos gigantes.
21 Quando ele injuriava a Israel, Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, o feriu.
22 Estes quatro nasceram dos gigantes em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus homens.



Postado em: 14/04/2017 08:18:52

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, se achou ali, por acaso, um homem de Belial, cujo nome era Seba, filho de Bicri, homem de Benjamim, o qual tocou a trombeta e disse: Não fazemos parte de Davi, nem temos herança no filho de Jessé; cada um para as suas tendas, ó Israel.
2 Então, todos os homens de Israel se separaram de Davi e seguiram Seba, filho de Bicri; porém os homens de Judá se apegaram ao seu rei, conduzindo-o desde o Jordão até Jerusalém.
3 Vindo, pois, Davi para sua casa, a Jerusalém, tomou o rei as suas dez concubinas, que deixara para cuidar da casa, e as pôs em custódia, e as sustentou, porém não coabitou com elas; e estiveram encerradas até ao dia em que morreram, vivendo como viúvas.
4 Disse o rei a Amasa: Convoca-me, para dentro de três dias, os homens de Judá e apresenta-te aqui.
5 Partiu Amasa para convocar os homens de Judá; porém demorou-se além do tempo que lhe fora aprazado.
6 Então, disse Davi a Abisai: Mais mal, agora, nos fará Seba, o filho de Bicri, do que Absalão; pelo que toma tu os servos de teu senhor e persegue-o, para que não ache para si cidades fortificadas e nos escape.
7 Então, o perseguiram os homens de Joabe, a guarda real e todos os valentes; estes saíram de Jerusalém para perseguirem Seba, filho de Bicri.
8 Chegando eles, pois, à pedra grande que está junto a Gibeão, Amasa veio perante eles; trazia Joabe vestes militares e sobre elas um cinto, no qual, presa aos seus lombos, estava uma espada dentro da bainha; adiantando-se ele, fez cair a espada.
9 Disse Joabe a Amasa: Vais bem, meu irmão? E, com a mão direita, lhe pegou a barba, para o beijar.
10 Amasa não se importou com a espada que estava na mão de Joabe, de sorte que este o feriu com ela no abdômen e lhe derramou por terra as entranhas; não o feriu segunda vez, e morreu. Então, Joabe e Abisai, seu irmão, perseguiram a Seba, filho de Bicri.
11 Mas um, dentre os moços de Joabe, parou junto de Amasa e disse: Quem está do lado de Joabe e é por Davi, siga a Joabe.
12 Amasa se revolvia no seu sangue no meio do caminho; vendo o moço que todo o povo parava, desviou a Amasa do caminho para o campo e lançou sobre ele um manto; porque via que todo aquele que chegava a ele parava.
13 Uma vez afastado do caminho, todos os homens seguiram Joabe, para perseguirem Seba, filho de Bicri.
14 Seba passou por todas as tribos de Israel até Abel-Bete-Maaca; e apenas os beritas se ajuntaram todos e o seguiram.
15 Vieram Joabe e os homens, e o cercaram em Abel-Bete-Maaca, e levantaram contra a cidade um montão da altura do muro; e todo o povo que estava com Joabe trabalhava no muro para o derribar.
16 Então, uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi, ouvi; dizei a Joabe: Chega-te cá, para que eu fale contigo.
17 Chegando-se ele, perguntou-lhe a mulher: És tu Joabe? Respondeu: Eu sou. Ela lhe disse: Ouve as palavras de tua serva. Disse ele: Ouço.
18 Então, disse ela: Antigamente, se costumava dizer: Peça-se conselho em Abel; e assim davam cabo das questões.
19 Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do SENHOR?
20 Respondeu Joabe e disse: Longe, longe de mim que eu devore e destrua!
21 A coisa não é assim; porém um homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome é Seba, filho de Bicri, levantou a mão contra o rei, contra Davi; entregai-me só este, e retirar-me-ei da cidade. Então, disse a mulher a Joabe: Eis que te será lançada a sua cabeça pelo muro.
22 E a mulher, na sua sabedoria, foi ter com todo o povo, e cortaram a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a lançaram a Joabe. Então, tocou este a trombeta, e se retiraram da cidade, cada um para sua casa. E Joabe voltou a Jerusalém, a ter com o rei.
23 Joabe era comandante de todo o exército de Israel; e Benaia, filho de Joiada, da guarda real;
24 Adorão, dos que estavam sujeitos a trabalhos forçados; Josafá, filho de Ailude, era o cronista.
25 Seva, o escrivão; Zadoque e Abiatar, os sacerdotes;
26 e também Ira, o jairita, era ministro de Davi.



Postado em: 14/04/2017 08:17:04

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disseram a Joabe: Eis que o rei anda chorando e lastima-se por Absalão.
2 Então, a vitória se tornou, naquele mesmo dia, em luto para todo o povo; porque, naquele dia, o povo ouvira dizer: O rei está de luto por causa de seu filho.
3 Naquele mesmo dia, entrou o povo às furtadelas na cidade, como o faz quando foge envergonhado da batalha.
4 Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!
5 Então, Joabe entrou na casa do rei e lhe disse: Hoje, envergonhaste a face de todos os teus servos, que livraram, hoje, a tua vida, e a vida de teus filhos, e de tuas filhas, e a vida de tuas mulheres, e de tuas concubinas,
6 amando tu os que te aborrecem e aborrecendo aos que te amam; porque, hoje, dás a entender que nada valem para contigo príncipes e servos; porque entendo, agora, que, se Absalão vivesse e todos nós, hoje, fôssemos mortos, então, estarias contente.
7 Levanta-te, agora, sai e fala segundo o coração de teus servos. Juro pelo SENHOR que, se não saíres, nem um só homem ficará contigo esta noite; e maior mal te será isto do que todo o mal que tem vindo sobre ti desde a tua mocidade até agora.
8 Então, o rei se levantou e se assentou à porta, e o fizeram saber a todo o povo, dizendo: Eis que o rei está assentado à porta. Veio, pois, todo o povo apresentar-se diante do rei. Ora, Israel havia fugido, cada um para a sua tenda.
9 Todo o povo, em todas as tribos de Israel, andava altercando entre si, dizendo: O rei nos tirou das mãos de nossos inimigos, livrou-nos das mãos dos filisteus e, agora, fugiu da terra por causa de Absalão.
10 Absalão, a quem ungimos sobre nós, já morreu na peleja; agora, pois, por que vos calais e não fazeis voltar o rei?
11 Então, o rei Davi mandou dizer a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Falai aos anciãos de Judá: Por que seríeis vós os últimos em tornar a trazer o rei para a sua casa, visto que aquilo que todo o Israel dizia já chegou ao rei, até à sua casa?
12 Vós sois meus irmãos, sois meu osso e minha carne; por que, pois, seríeis os últimos em tornar a trazer o rei?
13 Dizei a Amasa: Não és tu meu osso e minha carne? Deus me faça o que lhe aprouver, se não vieres a ser para sempre comandante do meu exército, em lugar de Joabe.
14 Com isto moveu o rei o coração de todos os homens de Judá, como se fora um só homem, e mandaram dizer-lhe: Volta, ó rei, tu e todos os teus servos.
15 Então, o rei voltou e chegou ao Jordão; Judá foi a Gilgal, para encontrar-se com o rei, a fim de fazê-lo passar o Jordão.
16 Apressou-se Simei, filho de Gera, benjamita, que era de Baurim, e desceu com os homens de Judá a encontrar-se com o rei Davi.
17 E, com ele, mil homens de Benjamim, como também Ziba, servo da casa de Saul, acompanhado de seus quinze filhos e seus vinte servos, e meteram-se pelo Jordão à vista do rei
18 e o atravessaram, para fazerem passar a casa real e para fazerem o que lhe era agradável. Então, Simei, filho de Gera, prostrou-se diante do rei, quando este ia passar o Jordão,
19 e lhe disse: Não me imputes, senhor, a minha culpa e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei, meu senhor, saiu de Jerusalém; não o conserves, ó rei, em teu coração.
20 Porque eu, teu servo, deveras confesso que pequei; por isso, sou o primeiro que, de toda a casa de José, desci a encontrar-me com o rei, meu senhor.
21 Então, respondeu Abisai, filho de Zeruia, e disse: Não morreria, pois, Simei por isto, havendo amaldiçoado ao ungido do SENHOR?
22 Porém Davi disse: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia, para que, hoje, me sejais adversários? Morreria alguém, hoje, em Israel? Pois não sei eu que, hoje, novamente sou rei sobre Israel?
23 Então, disse o rei a Simei: Não morrerás. E lho jurou.
24 Também Mefibosete, filho de Saul, desceu a encontrar-se com o rei; não tinha tratado dos pés, nem espontado a barba, nem lavado as vestes, desde o dia em que o rei saíra até ao dia em que voltou em paz.
25 Tendo ele chegado a Jerusalém a encontrar-se com o rei, este lhe disse: Por que não foste comigo, Mefibosete?
26 Ele respondeu: Ó rei, meu senhor, o meu servo me enganou; porque eu, teu servo, dizia: albardarei um jumento e montarei para ir com o rei; pois o teu servo é coxo.
27 Demais disto, ele falsamente me acusou a mim, teu servo, diante do rei, meu senhor; porém o rei, meu senhor, é como um anjo de Deus; faze, pois, o que melhor te parecer.
28 Porque toda a casa de meu pai não era senão de homens dignos de morte diante do rei, meu senhor; contudo, puseste teu servo entre os que comem à tua mesa; que direito, pois, tenho eu de clamar ao rei?
29 Respondeu-lhe o rei: Por que ainda falas dos teus negócios? Resolvo que repartas com Ziba as terras.
30 Disse Mefibosete ao rei: Fique ele, muito embora, com tudo, pois já voltou o rei, meu senhor, em paz à sua casa.
31 Também Barzilai, o gileadita, desceu de Rogelim e passou com o rei o Jordão, para o acompanhar até ao outro lado.
32 Era Barzilai mui velho, da idade de oitenta anos; ele sustentara o rei quando este estava em Maanaim, porque era homem mui rico.
33 Disse o rei a Barzilai: Vem tu comigo, e te sustentarei em Jerusalém.
34 Respondeu Barzilai ao rei: Quantos serão ainda os dias dos anos da minha vida? Não vale a pena subir com o rei a Jerusalém.
35 Oitenta anos tenho hoje; poderia eu discernir entre o bom e o mau? Poderia o teu servo ter gosto no que come e no que bebe? Poderia eu mais ouvir a voz dos cantores e cantoras? E por que há de ser o teu servo ainda pesado ao rei, meu senhor?
36 Com o rei irá o teu servo ainda um pouco além do Jordão; por que há de me retribuir o rei com tal recompensa?
37 Deixa voltar o teu servo, e morrerei na minha cidade e serei sepultado junto de meu pai e de minha mãe; mas eis aí o teu servo Quimã; passe ele com o rei, meu senhor, e faze-lhe o que bem te parecer.
38 Respondeu o rei: Quimã passará comigo, e eu lhe farei como for do teu agrado e tudo quanto desejares de mim eu te farei.
39 Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão e passado também o rei, este beijou a Barzilai e o abençoou; e ele voltou para sua casa.
40 Dali, passou o rei a Gilgal, e Quimã passou com ele; todo o povo de Judá e metade do povo de Israel acompanharam o rei.
41 Eis que todos os homens de Israel vieram ter com o rei e lhe disseram: Por que te furtaram nossos irmãos, os homens de Judá, e conduziram o rei, e a sua casa através do Jordão, e todos os homens de Davi com eles?
42 Então, responderam todos os homens de Judá aos homens de Israel: Porque o rei é nosso parente; por que, pois, vos irais por isso? Porventura, comemos à custa do rei ou nos deu algum presente?
43 Responderam os homens de Israel aos homens de Judá e disseram: Dez tantos temos no rei, e mais a nós nos toca Davi do que a vós outros; por que, pois, fizestes pouco caso de nós? Não foi a nossa palavra a primeira para fazer voltar o nosso rei? Porém a palavra dos homens de Judá foi mais dura do que a palavra dos homens de Israel.



Postado em: 14/04/2017 08:16:09

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Contou Davi o povo que tinha consigo e pôs sobre eles capitães de mil e capitães de cem.
2 Davi enviou o povo: um terço sob o comando de Joabe, outro terço sob o de Abisai, filho de Zeruia e irmão de Joabe, e o outro terço sob o de Itai, o geteu. Disse o rei ao povo: Eu também sairei convosco.
3 Respondeu, porém, o povo: Não sairás, porque, se formos obrigados a fugir, não se importarão conosco, nem ainda que metade de nós morra, pois tu vales por dez mil de nós. Melhor será que da cidade nos prestes socorro.
4 Tornou-lhes Davi: O que vos agradar, isso farei. Pôs-se o rei ao lado da porta, e todo o povo saiu a centenas e a milhares.
5 Deu ordem o rei a Joabe, a Abisai e a Itai, dizendo: Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim. Todo o povo ouviu quando o rei dava a ordem a todos os capitães acerca de Absalão.
6 Saiu, pois, o povo ao campo, a encontrar-se com Israel, e deu-se a batalha no bosque de Efraim.
7 Ali, foi o povo de Israel batido diante dos servos de Davi; e, naquele mesmo dia, houve ali grande derrota, com a perda de vinte mil homens.
8 Porque aí se estendeu a batalha por toda aquela região; e o bosque, naquele dia, consumiu mais gente do que a espada.
9 Indo Absalão montado no seu mulo, encontrou-se com os homens de Davi; entrando o mulo debaixo dos ramos espessos de um carvalho, Absalão, preso nele pela cabeça, ficou pendurado entre o céu e a terra; e o mulo, que ele montava, passou adiante.
10 Vendo isto um homem, fez saber a Joabe e disse: Vi Absalão pendurado num carvalho.
11 Então, disse Joabe ao homem que lho fizera saber: Viste-o! Por que logo não o feriste ali, derrubando-o por terra? E forçoso me seria dar-te dez moedas de prata e um cinto.
12 Disse, porém, o homem a Joabe: Ainda que me pesassem nas mãos mil moedas de prata, não estenderia a mão contra o filho do rei, pois bem ouvimos que o rei te deu ordem a ti, a Abisai e a Itai, dizendo: Guardai-me o jovem Absalão.
13 Se eu tivesse procedido traiçoeiramente contra a vida dele, nada disso se esconderia ao rei, e tu mesmo te oporias.
14 Então, disse Joabe: Não devo perder tempo, assim, contigo. Tomou três dardos e traspassou com eles o coração de Absalão, estando ele ainda vivo no meio do carvalho.
15 Cercaram-no dez jovens, que levavam as armas de Joabe, e feriram a Absalão, e o mataram.
16 Então, tocou Joabe a trombeta, e o povo voltou de perseguir a Israel, porque Joabe deteve o povo.
17 Levaram Absalão, e o lançaram no bosque, numa grande cova, e levantaram sobre ele mui grande montão de pedras; todo o Israel fugiu, cada um para a sua casa.
18 Ora, Absalão, quando ainda vivia, levantara para si uma coluna, que está no vale do Rei, porque dizia: Filho nenhum tenho para conservar a memória do meu nome; e deu o seu próprio nome à coluna; pelo que até hoje se chama o Monumento de Absalão.
19 Então, disse Aimaás, filho de Zadoque: Deixa-me correr e dar notícia ao rei de que já o SENHOR o vingou do poder de seus inimigos.
20 Mas Joabe lhe disse: Tu não serás, hoje, o portador de novas, porém outro dia o serás; hoje, não darás a nova, porque é morto o filho do rei.
21 Disse Joabe ao etíope: Vai tu e dize ao rei o que viste. Inclinou-se a Joabe e correu.
22 Prosseguiu Aimaás, filho de Zadoque, e disse a Joabe: Seja o que for, deixa-me também correr após o etíope. Disse Joabe: Para que, agora, correrias tu, meu filho, pois não terás recompensa das novas?
23 Seja o que for, tornou Aimaás, correrei. Então, Joabe lhe disse: Corre. Aimaás correu pelo caminho da planície e passou o etíope.
24 Davi estava assentado entre as duas portas da entrada; subiu a sentinela ao terraço da porta sobre o muro e, levantando os olhos, viu que um homem chegava correndo só.
25 Gritou, pois, a sentinela e o disse ao rei. O rei respondeu: Se vem só, traz boas notícias. E vinha andando e chegando.
26 Viu a sentinela outro homem que corria; então, gritou para a porta e disse: Eis que vem outro homem correndo só. Então, disse o rei: Também este traz boas-novas.
27 Disse mais a sentinela: Vejo o correr do primeiro; parece ser o correr de Aimaás, filho de Zadoque. Então, disse o rei: Este homem é de bem e trará boas-novas.
28 Gritou Aimaás e disse ao rei: Paz! Inclinou-se ao rei, com o rosto em terra, e disse: Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que nos entregou os homens que levantaram a mão contra o rei, meu senhor.
29 Então, perguntou o rei: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu Aimaás: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o teu servo, ó rei, porém não sei o que era.
30 Disse o rei: Põe-te ao lado e espera aqui. Ele se pôs e esperou.
31 Chegou o etíope e disse: Boas-novas ao rei, meu senhor. Hoje, o SENHOR te vingou do poder de todos os que se levantaram contra ti.
32 Então, disse o rei ao etíope: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu o etíope: Sejam como aquele os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para o mal.
33 Então, o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta e chorou; e, andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!



Postado em: 14/04/2017 08:15:13

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse ainda Aitofel a Absalão: Deixa-me escolher doze mil homens, e me disporei, e perseguirei Davi esta noite.
2 Assaltá-lo-ei, enquanto está cansado e frouxo de mãos; espantá-lo-ei; fugirá todo o povo que está com ele; então, matarei apenas o rei.
3 Farei voltar a ti todo o povo; pois a volta de todos depende daquele a quem procuras matar; assim, todo o povo estará em paz.
4 O parecer agradou a Absalão e a todos os anciãos de Israel.
5 Disse, porém, Absalão: Chamai, agora, a Husai, o arquita, e ouçamos também o que ele dirá.
6 Tendo Husai chegado a Absalão, este lhe falou, dizendo: Desta maneira falou Aitofel; faremos segundo a sua palavra? Se não, fala tu.
7 Então, disse Husai a Absalão: O conselho que deu Aitofel desta vez não é bom.
8 Continuou Husai: Bem conheces teu pai e seus homens e sabes que são valentes e estão enfurecidos como a ursa no campo, roubada dos seus cachorros; também teu pai é homem de guerra e não passará a noite com o povo.
9 Eis que, agora, estará de espreita nalguma cova ou em qualquer outro lugar; e será que, caindo no primeiro ataque alguns dos teus, cada um que o ouvir dirá: Houve derrota no povo que segue a Absalão.
10 Então, até o homem valente, cujo coração é como o de leões, sem dúvida desmaiará; porque todo o Israel sabe que teu pai é herói e que homens valentes são os que estão com ele.
11 Eu, porém, aconselho que a toda pressa se reúna a ti todo o Israel, desde Dã até Berseba, em multidão como a areia do mar; e que tu em pessoa vás no meio deles.
12 Então, iremos a ele em qualquer lugar em que se achar e facilmente cairemos sobre ele, como o orvalho cai sobre a terra; ele não ficará, e nenhum dos homens que com ele estão, nem um só.
13 Se ele se retirar para alguma cidade, todo o Israel levará cordas àquela cidade; e arrastá-la-emos até ao ribeiro, até que lá não se ache nem uma só pedrinha.
14 Então, disseram Absalão e todos os homens de Israel: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o de Aitofel. Pois ordenara o SENHOR que fosse dissipado o bom conselho de Aitofel, para que o mal sobreviesse contra Absalão.
15 Disse Husai a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Assim e assim aconselhou Aitofel a Absalão e aos anciãos de Israel; porém assim e assim aconselhei eu.
16 Agora, pois, mandai avisar depressa a Davi, dizendo: Não passes esta noite nos vaus do deserto, mas passa, sem demora, ao outro lado, para que não seja destruído o rei e todo o povo que com ele está.
17 Estavam Jônatas e Aimaás junto a En-Rogel; e uma criada lhes dava aviso, e eles iam e diziam ao rei Davi, porque não podiam ser vistos entrar na cidade.
18 Viu-os, porém, um moço e avisou a Absalão; porém ambos partiram logo, apressadamente, e entraram em casa de um homem, em Baurim, que tinha um poço no seu pátio, ao qual desceram.
19 A mulher desse homem tomou uma coberta, e a estendeu sobre a boca do poço, e espalhou grãos pilados de cereais sobre ela; assim, nada se soube.
20 Chegando, pois, os servos de Absalão à mulher, àquela casa, disseram: Onde estão Aimaás e Jônatas? Respondeu-lhes a mulher: Já passaram o vau das águas. Havendo-os procurado, sem os achar, voltaram para Jerusalém.
21 Mal se retiraram, saíram logo os dois do poço, e foram dar aviso a Davi, e lhe disseram: Levantai-vos e passai depressa as águas, porque assim e assim aconselhou Aitofel contra vós outros.
22 Então, Davi e todo o povo que com ele estava se levantaram e passaram o Jordão; quando amanheceu, já nem um só havia que não tivesse passado o Jordão.
23 Vendo, pois, Aitofel que não fora seguido o seu conselho, albardou o jumento, dispôs-se e foi para casa e para a sua cidade; pôs em ordem os seus negócios e se enforcou; morreu e foi sepultado na sepultura do seu pai.
24 Davi chegou a Maanaim. Absalão, tendo passado o Jordão com todos os homens de Israel,
25 constituiu a Amasa em lugar de Joabe sobre o exército. Era Amasa filho de certo homem chamado Itra, o ismaelita, o qual se deitara com Abigail, filha de Naás, e irmã de Zeruia, mãe de Joabe.
26 Israel, pois, e Absalão acamparam-se na terra de Gileade.
27 Tendo Davi chegado a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá, dos filhos de Amom, e Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar, e Barzilai, o gileadita, de Rogelim,
28 tomaram camas, bacias e vasilhas de barro, trigo, cevada, farinha, grãos torrados, favas e lentilhas;
29 também mel, coalhada, ovelhas e queijos de gado e os trouxeram a Davi e ao povo que com ele estava, para comerem, porque disseram: Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento.



Postado em: 14/04/2017 08:14:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tendo Davi passado um pouco além, dobrando o cimo, eis que lhe saiu ao encontro Ziba, servo de Mefibosete, com dois jumentos albardados e sobre eles duzentos pães, cem cachos de passas, cem frutas de verão e um odre de vinho.
2 Perguntou o rei a Ziba: Que pretendes com isto? Respondeu Ziba: Os jumentos são para a casa do rei, para serem montados; o pão e as frutas de verão, para os moços comerem; o vinho, para beberem os cansados no deserto.
3 Então, disse o rei: Onde está, pois, o filho de teu senhor? Respondeu Ziba ao rei: Eis que ficou em Jerusalém, pois disse: Hoje, a casa de Israel me restituirá o reino de meu pai.
4 Então, disse o rei a Ziba: Teu é tudo que pertence a Mefibosete. Disse Ziba: Eu me inclino e ache eu mercê diante de ti, ó rei, meu senhor.
5 Tendo chegado o rei Davi a Baurim, eis que dali saiu um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gera; saiu e ia amaldiçoando.
6 Atirava pedras contra Davi e contra todos os seus servos, ainda que todo o povo e todos os valentes estavam à direita e à esquerda do rei.
7 Amaldiçoando-o, dizia Simei: Fora daqui, fora, homem de sangue, homem de Belial;
8 o SENHOR te deu, agora, a paga de todo o sangue da casa de Saul, cujo reino usurpaste; o SENHOR já o entregou nas mãos de teu filho Absalão; eis-te, agora, na tua desgraça, porque és homem de sangue.
9 Então, Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei: Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar e lhe tirarei a cabeça.
10 Respondeu o rei: Que tenho eu convosco, filhos de Zeruia? Ora, deixai-o amaldiçoar; pois, se o SENHOR lhe disse: Amaldiçoa a Davi, quem diria: Por que assim fizeste?
11 Disse mais Davi a Abisai e a todos os seus servos: Eis que meu próprio filho procura tirar-me a vida, quanto mais ainda este benjamita? Deixai-o; que amaldiçoe, pois o SENHOR lhe ordenou.
12 Talvez o SENHOR olhará para a minha aflição e o SENHOR me pagará com bem a sua maldição deste dia.
13 Prosseguiam, pois, o seu caminho, Davi e os seus homens; também Simei ia ao longo do monte, ao lado dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras e terra contra ele.
14 O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram.
15 Absalão, pois, e todo o povo, homens de Israel, vieram a Jerusalém; e, com ele, Aitofel.
16 Tendo-se apresentado Husai, o arquita, amigo de Davi, a Absalão, disse-lhe: Viva o rei, viva o rei!
17 Porém Absalão disse a Husai: É assim a tua fidelidade para com o teu amigo Davi? Por que não foste com o teu amigo?
18 Respondeu Husai a Absalão: Não, mas àquele a quem o SENHOR elegeu, e todo este povo, e todos os homens de Israel, a ele pertencerei e com ele ficarei.
19 Ainda mais, a quem serviria eu? Porventura, não seria diante de seu filho? Como servi diante de teu pai, assim serei diante de ti.
20 Então, disse Absalão a Aitofel: Dai o vosso conselho sobre o que devemos fazer.
21 Disse Aitofel a Absalão: Coabita com as concubinas de teu pai, que deixou para cuidar da casa; e, em ouvindo todo o Israel que te fizeste odioso para com teu pai, animar-se-ão todos os que estão contigo.
22 Armaram, pois, para Absalão uma tenda no eirado, e ali, à vista de todo o Israel, ele coabitou com as concubinas de seu pai.
23 O conselho que Aitofel dava, naqueles dias, era como resposta de Deus a uma consulta; tal era o conselho de Aitofel, tanto para Davi como para Absalão.



Postado em: 14/04/2017 08:13:23

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, Absalão fez aparelhar para si um carro e cavalos e cinqüenta homens que corressem adiante dele.
2 Levantando-se Absalão pela manhã, parava à entrada da porta; e a todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? Ele respondia: De tal tribo de Israel é teu servo.
3 Então, Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não tens quem te ouça da parte do rei.
4 Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!
5 Também, quando alguém se chegava para inclinar-se diante dele, ele estendia a mão, pegava-o e o beijava.
6 Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel.
7 Ao cabo de quatro anos, disse Absalão ao rei: Deixa-me ir a Hebrom cumprir o voto que fiz ao SENHOR.
8 Porque, morando em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o SENHOR me fizer tornar a Jerusalém, prestarei culto ao SENHOR.
9 Então, lhe disse o rei: Vai-te em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom.
10 Enviou Absalão emissários secretos por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom!
11 De Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio.
12 Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, da sua cidade de Gilo; enquanto ele oferecia os seus sacrifícios, tornou-se poderosa a conspirata, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão.
13 Então, veio um mensageiro a Davi, dizendo: Todo o povo de Israel segue decididamente a Absalão.
14 Disse, pois, Davi a todos os seus homens que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderemos salvar-nos de Absalão. Dai-vos pressa a sair, para que não nos alcance de súbito, lance sobre nós algum mal e fira a cidade a fio de espada.
15 Então, os homens do rei lhe disseram: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor.
16 Saiu o rei, e todos os de sua casa o seguiram; deixou, porém, o rei dez concubinas, para cuidarem da casa.
17 Tendo, pois, saído o rei com todo o povo após ele, pararam na última casa.
18 Todos os seus homens passaram ao pé dele; também toda a guarda real e todos os geteus, seiscentos homens que o seguiram de Gate, passaram adiante do rei.
19 Disse, pois, o rei a Itai, o geteu: Por que irias também tu conosco? Volta e fica-te com quem vier a ser o rei, porque és estrangeiro e desterrado de tua pátria.
20 Chegaste ontem, e já te levaria eu, hoje, conosco a vaguear, quando eu mesmo não sei para onde vou? Volta, pois, e faze voltar a teus irmãos contigo. E contigo sejam misericórdia e fidelidade.
21 Respondeu, porém, Itai ao rei: Tão certo como vive o SENHOR, e como vive o rei, meu senhor, no lugar em que estiver o rei, meu senhor, seja para morte seja para vida, lá estará também o teu servo.
22 Então, disse Davi a Itai: Vai e passa adiante. Assim, passou Itai, o geteu, e todos os seus homens, e todas as crianças que estavam com ele.
23 Toda a terra chorava em alta voz; e todo o povo e também o rei passaram o ribeiro de Cedrom, seguindo o caminho do deserto.
24 Eis que Abiatar subiu, e também Zadoque, e com este todos os levitas que levavam a arca da Aliança de Deus; puseram ali a arca de Deus, até que todo o povo acabou de sair da cidade.
25 Então, disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade. Se achar eu graça aos olhos do SENHOR, ele me fará voltar para lá e me deixará ver assim a arca como a sua habitação.
26 Se ele, porém, disser: Não tenho prazer em ti, eis-me aqui; faça de mim como melhor lhe parecer.
27 Disse mais o rei a Zadoque, o sacerdote: Ó vidente, tu e Abiatar, voltai em paz para a cidade, e convosco também vossos dois filhos, Aimaás, teu filho, e Jônatas, filho de Abiatar.
28 Olhai que me demorarei nos vaus do deserto até que me venham informações vossas.
29 Zadoque, pois, e Abiatar levaram a arca de Deus para Jerusalém e lá ficaram.
30 Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando.
31 Então, fizeram saber a Davi, dizendo: Aitofel está entre os que conspiram com Absalão. Pelo que disse Davi: Ó SENHOR, peço-te que transtornes em loucura o conselho de Aitofel.
32 Ao chegar Davi ao cimo, onde se costuma adorar a Deus, eis que Husai, o arquita, veio encontrar-se com ele, de manto rasgado e terra sobre a cabeça.
33 Disse-lhe Davi: Se fores comigo, ser-me-ás pesado.
34 Porém, se voltares para a cidade e disseres a Absalão: Eu serei, ó rei, teu servo, como fui, dantes, servo de teu pai, assim, agora, serei teu servo, dissipar-me-ás, então, o conselho de Aitofel.
35 Tens lá contigo Zadoque e Abiatar, sacerdotes. Todas as coisas, pois, que ouvires da casa do rei farás saber a esses sacerdotes.
36 Lá estão com eles seus dois filhos, Aimaás, filho de Zadoque, e Jônatas, filho de Abiatar; por meio deles, me mandareis notícias de todas as coisas que ouvirdes.
37 Husai, pois, amigo de Davi, veio para a cidade, e Absalão entrou em Jerusalém.



Postado em: 14/04/2017 08:12:12

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Percebendo, pois, Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão,
2 mandou trazer de Tecoa uma mulher sábia e lhe disse: Finge que estás profundamente triste, põe vestidos de luto, não te unjas com óleo e sê como mulher que há já muitos dias está de luto por algum morto.
3 Apresenta-te ao rei e fala-lhe tais e tais palavras. E Joabe lhe pôs as palavras na boca.
4 A mulher tecoíta apresentou-se ao rei, e, inclinando-se, prostrou-se com o rosto em terra, e disse: Salva-me, ó rei!
5 Perguntou-lhe o rei: Que tens? Ela respondeu: Ah! Sou mulher viúva; morreu meu marido.
6 Tinha a tua serva dois filhos, os quais brigaram entre si no campo, e não houve quem os apartasse; um feriu ao outro e o matou.
7 Eis que toda a parentela se levantou contra a tua serva, e disseram: Dá-nos aquele que feriu a seu irmão, para que o matemos, em vingança da vida de quem ele matou e para que destruamos também o herdeiro. Assim, apagarão a última brasa que me ficou, de sorte que não deixam a meu marido nome, nem sobrevivente na terra.
8 Disse o rei à mulher: Vai para tua casa, e eu darei ordens a teu respeito.
9 Disse a mulher tecoíta ao rei: A culpa, ó rei, meu senhor, caia sobre mim e sobre a casa de meu pai; o rei, porém, e o seu trono sejam inocentes.
10 Disse o rei: Quem falar contra ti, traze-mo a mim; e nunca mais te tocará.
11 Disse ela: Ora, lembra-te, ó rei, do SENHOR, teu Deus, para que os vingadores do sangue não se multipliquem a matar e exterminem meu filho. Respondeu ele: Tão certo como vive o SENHOR, não há de cair no chão nem um só dos cabelos de teu filho.
12 Então, disse a mulher: Permite que a tua serva fale uma palavra contigo, ó rei, meu senhor. Disse ele: Fala.
13 Prosseguiu a mulher: Por que pensas tu doutro modo contra o povo de Deus? Pois, em pronunciando o rei esse juízo, condena-se a si mesmo, visto que não quer fazer voltar o seu desterrado.
14 Porque temos de morrer e somos como águas derramadas na terra que já não se podem juntar; pois Deus não tira a vida, mas cogita meios para que o banido não permaneça arrojado de sua presença.
15 Se vim, agora, falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou; pois dizia a tua serva: Falarei ao rei; porventura, ele fará segundo a palavra da sua serva.
16 Porque o rei atenderá, para livrar a sua serva da mão do homem que intenta destruir tanto a mim como a meu filho da herança de Deus.
17 Dizia mais a tua serva: Seja, agora, a palavra do rei, meu senhor, para a minha tranqüilidade; porque, como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para discernir entre o bem e o mal. O SENHOR, teu Deus, será contigo.
18 Então, respondeu o rei e disse à mulher: Peço-te que não me encubras o que eu te perguntar. Respondeu a mulher: Pois fale o rei, meu senhor.
19 Disse o rei: Não é certo que a mão de Joabe anda contigo em tudo isto? Respondeu ela: Tão certo como vive a tua alma, ó rei, meu senhor, ninguém se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto o rei, meu senhor, tem dito; porque Joabe, teu servo, é quem me deu ordem e foi ele quem ditou à tua serva todas estas palavras.
20 Para mudar o aspecto deste caso foi que o teu servo Joabe fez isto. Porém sábio é meu senhor, segundo a sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que se passa na terra.
21 Então, o rei disse a Joabe: Atendi ao teu pedido; vai, pois, e traze o jovem Absalão.
22 Inclinando-se Joabe, prostrou-se em terra, abençoou o rei e disse: Hoje, reconheço que achei mercê diante de ti, ó rei, meu senhor; porque o rei fez segundo a palavra do seu servo.
23 Levantou-se Joabe, foi a Gesur e trouxe Absalão a Jerusalém.
24 Disse o rei: Torne para a sua casa e não veja a minha face. Tornou, pois, Absalão para sua casa e não viu a face do rei.
25 Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum.
26 Quando cortava o cabelo (e isto se fazia no fim de cada ano, porquanto muito lhe pesava), seu peso era de duzentos siclos, segundo o peso real.
27 Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha, cujo nome era Tamar; esta era mulher formosa à vista.
28 Tendo ficado Absalão dois anos em Jerusalém e sem ver a face do rei,
29 mandou ele chamar a Joabe, para o enviar ao rei; porém ele não quis vir. Mandou chamá-lo segunda vez, mas ainda não quis ele vir.
30 Então, disse aos seus servos: Vede ali o pedaço de campo de Joabe pegado ao meu, e tem cevada nele; ide e metei-lhe fogo. E os servos de Absalão meteram fogo nesse pedaço de campo.
31 Então, Joabe se levantou, e foi à casa de Absalão, e lhe disse: Por que meteram fogo os teus servos no pedaço de campo que é meu?
32 Respondeu Absalão a Joabe: Mandei chamar-te, dizendo: Vem cá, para que te envie ao rei, a dizer-lhe: Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Agora, pois, quero ver a face do rei; se há em mim alguma culpa, que me mate.
33 Então, Joabe foi ao rei e lho disse. Chamou o rei a Absalão, e este se lhe apresentou e inclinou-se sobre o rosto em terra, diante do rei. O rei beijou a Absalão.



Postado em: 14/04/2017 08:11:19

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tinha Absalão, filho de Davi, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar. Amnom, filho de Davi, se enamorou dela.
2 Angustiou-se Amnom por Tamar, sua irmã, a ponto de adoecer, pois, sendo ela virgem, parecia-lhe impossível fazer-lhe coisa alguma.
3 Tinha, porém, Amnom um amigo cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; Jonadabe era homem mui sagaz.
4 E ele lhe disse: Por que tanto emagreces de dia para dia, ó filho do rei? Não mo dirás? Então, lhe disse Amnom: Amo Tamar, irmã de Absalão, meu irmão.
5 Disse-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama e finge-te doente; quando teu pai vier visitar-te, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha e me dê de comer pão, pois, vendo-a eu preparar-me a comida, comerei de sua mão.
6 Deitou-se, pois, Amnom e fingiu-se doente; vindo o rei visitá-lo, Amnom lhe disse: Peço-te que minha irmã Tamar venha e prepare dois bolos à minha presença, para que eu coma de sua mão.
7 Então, Davi mandou dizer a Tamar em sua casa: Vai à casa de Amnom, teu irmão, e faze-lhe comida.
8 Foi Tamar à casa de Amnom, seu irmão, e ele estava deitado. Tomou ela a massa e a amassou, fez bolos diante dele e os cozeu.
9 Tomou a assadeira e virou os bolos diante dele; porém ele recusou comer. Disse Amnom: Fazei retirar a todos da minha presença. E todos se retiraram.
10 Então, disse Amnom a Tamar: Traze a comida à câmara, e comerei da tua mão. Tomou Tamar os bolos que fizera e os levou a Amnom, seu irmão, à câmara.
11 Quando lhos oferecia para que comesse, pegou-a e disse-lhe: Vem, deita-te comigo, minha irmã.
12 Porém ela lhe disse: Não, meu irmão, não me forces, porque não se faz assim em Israel; não faças tal loucura.
13 Porque, aonde iria eu com a minha vergonha? E tu serias como um dos loucos de Israel. Agora, pois, peço-te que fales ao rei, porque não me negará a ti.
14 Porém ele não quis dar ouvidos ao que ela lhe dizia; antes, sendo mais forte do que ela, forçou-a e se deitou com ela.
15 Depois, Amnom sentiu por ela grande aversão, e maior era a aversão que sentiu por ela que o amor que ele lhe votara. Disse-lhe Amnom: Levanta-te, vai-te embora.
16 Então, ela lhe disse: Não, meu irmão; porque maior é esta injúria, lançando-me fora, do que a outra que me fizeste. Porém ele não a quis ouvir.
17 Chamou a seu moço, que o servia, e disse: Deita fora esta e fecha a porta após ela.
18 Trazia ela uma túnica talar de mangas compridas, porque assim se vestiam as donzelas filhas do rei. Mesmo assim o servo a deitou fora e fechou a porta após ela.
19 Então, Tamar tomou cinza sobre a cabeça, rasgou a túnica talar de mangas compridas que trazia, pôs as mãos sobre a cabeça e se foi andando e clamando.
20 Absalão, seu irmão, lhe disse: Esteve Amnom, teu irmão, contigo? Ora, pois, minha irmã, cala-te; é teu irmão. Não se angustie o teu coração por isso. Assim ficou Tamar e esteve desolada em casa de Absalão, seu irmão.
21 Ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.
22 Porém Absalão não falou com Amnom nem mal nem bem; porque odiava a Amnom, por ter este forçado a Tamar, sua irmã.
23 Passados dois anos, Absalão tosquiava em Baal-Hazor, que está junto a Efraim, e convidou Absalão todos os filhos do rei.
24 Foi ter Absalão com o rei e disse: Eis que teu servo faz a tosquia; peço que com o teu servo venham o rei e os seus servidores.
25 O rei, porém, disse a Absalão: Não, filho meu, não vamos todos juntos, para não te sermos pesados. Instou com ele Absalão, porém ele não quis ir; contudo, o abençoou.
26 Então, disse Absalão: Se não queres ir, pelo menos deixa ir conosco Amnom, meu irmão. Porém o rei lhe disse: Para que iria ele contigo?
27 Insistindo Absalão com ele, deixou ir com ele Amnom e todos os filhos do rei.
28 Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes.
29 E os moços de Absalão fizeram a Amnom como Absalão lhes havia ordenado. Então, todos os filhos do rei se levantaram, cada um montou seu mulo, e fugiram.
30 Iam eles ainda de caminho, quando chegou a notícia a Davi: Absalão feriu todos os filhos do rei, e nenhum deles ficou.
31 Então, o rei se levantou, rasgou as suas vestes e se lançou por terra; e todos os seus servos que estavam presentes rasgaram também as suas vestes.
32 Mas Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi, respondeu e disse: Não pense o meu senhor que mataram a todos os jovens, filhos do rei, porque só morreu Amnom; pois assim já o revelavam as feições de Absalão, desde o dia em que sua irmã Tamar foi forçada por Amnom.
33 Não meta, pois, agora, na cabeça o rei, meu senhor, tal coisa, supondo que morreram todos os filhos do rei; porque só morreu Amnom.
34 Absalão fugiu. O moço que estava de guarda, levantando os olhos, viu que vinha muito povo pelo caminho por detrás dele, pelo lado do monte.
35 Então, disse Jonadabe ao rei: Eis aí vêm os filhos do rei; segundo a palavra de teu servo, assim sucedeu.
36 Mal acabara de falar, chegavam os filhos do rei e, levantando a voz, choraram; também o rei e todos os seus servos choraram amargamente.
37 Absalão, porém, fugiu e se foi a Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. E Davi pranteava a seu filho todos os dias.
38 Assim, Absalão fugiu, indo para Gesur, onde esteve três anos.
39 Então, o rei Davi cessou de perseguir a Absalão, porque já se tinha consolado acerca de Amnom, que era morto.



Postado em: 14/04/2017 08:10:26

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre.
2 Tinha o rico ovelhas e gado em grande número;
3 mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha.
4 Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele; mas tomou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado.
5 Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o SENHOR, o homem que fez isso deve ser morto.
6 E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu.
7 Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul;
8 dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas.
9 Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mau perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom.
10 Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.
11 Assim diz o SENHOR: Eis que da tua própria casa suscitarei o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres à tua própria vista, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com elas, em plena luz deste sol.
12 Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei isto perante todo o Israel e perante o sol.
13 Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás.
14 Mas, posto que com isto deste motivo a que blasfemassem os inimigos do SENHOR, também o filho que te nasceu morrerá.
15 Então, Natã foi para sua casa. E o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera à luz a Davi; e a criança adoeceu gravemente.
16 Buscou Davi a Deus pela criança; jejuou Davi e, vindo, passou a noite prostrado em terra.
17 Então, os anciãos da sua casa se achegaram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis e não comeu com eles.
18 Ao sétimo dia, morreu a criança; e temiam os servos de Davi informá-lo de que a criança era morta, porque diziam: Eis que, estando a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança é morta? Porque mais se afligirá.
19 Viu, porém, Davi que seus servos cochichavam uns com os outros e entendeu que a criança era morta, pelo que disse aos seus servos: É morta a criança? Eles responderam: Morreu.
20 Então, Davi se levantou da terra; lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do SENHOR e adorou; depois, veio para sua casa e pediu pão; puseram-no diante dele, e ele comeu.
21 Disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém, depois que ela morreu, te levantaste e comeste pão.
22 Respondeu ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o SENHOR se compadecerá de mim, e continuará viva a criança?
23 Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.
24 Então, Davi veio a Bate-Seba, consolou-a e se deitou com ela; teve ela um filho a quem Davi deu o nome de Salomão; e o SENHOR o amou.
25 Davi o entregou nas mãos do profeta Natã, e este lhe chamou Jedidias, por amor do SENHOR.
26 Entretanto, pelejou Joabe contra Rabá, dos filhos de Amom, e tomou a cidade real.
27 Então, mandou Joabe mensageiros a Davi e disse: Pelejei contra Rabá e tomei a cidade das águas.
28 Ajunta, pois, agora o resto do povo, e cerca a cidade, e toma-a, para não suceder que, tomando-a eu, se aclame sobre ela o meu nome.
29 Reuniu, pois, Davi a todo o povo, e marchou para Rabá, e pelejou contra ela, e a tomou.
30 Tirou a coroa da cabeça do seu rei; o peso da coroa era de um talento de ouro, e havia nela pedras preciosas, e foi posta na cabeça de Davi; e da cidade levou mui grande despojo.
31 Trazendo o povo que havia nela, fê-lo passar a serras, e a picaretas, e a machados de ferro, e em fornos de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom. Voltou Davi com todo o povo para Jerusalém.



Postado em: 14/04/2017 08:09:47

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, enviou Davi a Joabe, e seus servos, com ele, e a todo o Israel, que destruíram os filhos de Amom e sitiaram Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém.
2 Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa.
3 Davi mandou perguntar quem era. Disseram-lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu.
4 Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela. Tendo-se ela purificado da sua imundícia, voltou para sua casa.
5 A mulher concebeu e mandou dizer a Davi: Estou grávida.
6 Então, enviou Davi mensageiros a Joabe, dizendo: Manda-me Urias, o heteu. Joabe enviou Urias a Davi.
7 Vindo, pois, Urias a Davi, perguntou este como passava Joabe, como se achava o povo e como ia a guerra.
8 Depois, disse Davi a Urias: Desce a tua casa e lava os pés. Saindo Urias da casa real, logo se lhe seguiu um presente do rei.
9 Porém Urias se deitou à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu para sua casa.
10 Fizeram-no saber a Davi, dizendo: Urias não desceu a sua casa. Então, disse Davi a Urias: Não vens tu de uma jornada? Por que não desceste a tua casa?
11 Respondeu Urias a Davi: A arca, Israel e Judá ficam em tendas; Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao ar livre; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber e para me deitar com minha mulher? Tão certo como tu vives e como vive a tua alma, não farei tal coisa.
12 Então, disse Davi a Urias: Demora-te aqui ainda hoje, e amanhã te despedirei. Urias, pois, ficou em Jerusalém aquele dia e o seguinte.
13 Davi o convidou, e comeu e bebeu diante dele, e o embebedou; à tarde, saiu Urias a deitar-se na sua cama, com os servos de seu senhor; porém não desceu a sua casa.
14 Pela manhã, Davi escreveu uma carta a Joabe e lha mandou por mão de Urias.
15 Escreveu na carta, dizendo: Ponde Urias na frente da maior força da peleja; e deixai-o sozinho, para que seja ferido e morra.
16 Tendo, pois, Joabe sitiado a cidade, pôs a Urias no lugar onde sabia que estavam homens valentes.
17 Saindo os homens da cidade e pelejando com Joabe, caíram alguns do povo, dos servos de Davi; e morreu também Urias, o heteu.
18 Então, Joabe enviou notícias e fez saber a Davi tudo o que se dera na batalha.
19 Deu ordem ao mensageiro, dizendo: Se, ao terminares de contar ao rei os acontecimentos desta peleja,
20 suceder que ele se encolerize e te diga: Por que vos chegastes assim perto da cidade a pelejar? Não sabíeis vós que haviam de atirar do muro?
21 Quem feriu a Abimeleque, filho de Jerubesete? Não lançou uma mulher sobre ele, do muro, um pedaço de mó corredora, de que morreu em Tebes? Por que vos chegastes ao muro? Então, dirás: Também morreu teu servo Urias, o heteu.
22 Partiu o mensageiro e, chegando, fez saber a Davi tudo o que Joabe lhe havia mandado dizer.
23 Disse o mensageiro a Davi: Na verdade, aqueles homens foram mais poderosos do que nós e saíram contra nós ao campo; porém nós fomos contra eles, até à entrada da porta.
24 Então, os flecheiros, do alto do muro, atiraram contra os teus servos, e morreram alguns dos servos do rei; e também morreu o teu servo Urias, o heteu.
25 Disse Davi ao mensageiro: Assim dirás a Joabe: Não pareça isto mal aos teus olhos, pois a espada devora tanto este como aquele; intensifica a tua peleja contra a cidade e derrota-a; e, tu, anima a Joabe.
26 Ouvindo, pois, a mulher de Urias que seu marido era morto, ela o pranteou.
27 Passado o luto, Davi mandou buscá-la e a trouxe para o palácio; tornou-se ela sua mulher e lhe deu à luz um filho. Porém isto que Davi fizera foi mau aos olhos do SENHOR.



Postado em: 14/04/2017 08:08:52

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, morreu o rei dos filhos de Amom, e seu filho Hanum reinou em seu lugar.
2 Então, disse Davi: Usarei de bondade para com Hanum, filho de Naás, como seu pai usou de bondade para comigo. E enviou Davi servos seus para o consolar acerca de seu pai; e vieram os servos de Davi à terra dos filhos de Amom.
3 Mas os príncipes dos filhos de Amom disseram a seu senhor, Hanum: Pensas que, por Davi te haver mandado consoladores, está honrando a teu pai? Porventura, não te enviou ele os seus servos para reconhecerem a cidade, espiá-la e destruí-la?
4 Tomou, então, Hanum os servos de Davi, e lhes rapou metade da barba, e lhes cortou metade das vestes até às nádegas, e os despediu.
5 Sabedor disso, enviou Davi mensageiros a encontrá-los, porque estavam sobremaneira envergonhados. Mandou o rei dizer-lhes: Deixai-vos estar em Jericó, até que vos torne a crescer a barba; e, então, vinde.
6 Vendo, pois, os filhos de Amom que se haviam tornado odiosos a Davi, mandaram mensageiros tomar a soldo vinte mil homens de pé dos siros de Bete-Reobe e dos siros de Zobá, mil homens do rei de Maaca e doze mil de Tobe.
7 O que ouvindo Davi, enviou contra eles a Joabe com todo o exército dos valentes.
8 Saíram os filhos de Amom e ordenaram a batalha à entrada da porta, e os siros de Zobá e Reobe e os homens de Tobe e Maaca estavam à parte no campo.
9 Vendo, pois, Joabe que estava preparada contra ele a batalha, tanto pela frente como pela retaguarda, escolheu dentre todos o que havia de melhor em Israel e os formou em linha contra os siros;
10 e o resto do povo, entregou-o a Abisai, seu irmão, o qual o formou em linha contra os filhos de Amom.
11 Disse Joabe: Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro.
12 Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer.
13 Então, avançou Joabe com o povo que estava com ele, e travaram peleja contra os siros; e estes fugiram de diante deles.
14 Vendo os filhos de Amom que os siros fugiam, também eles fugiram de diante de Abisai e entraram na cidade; voltou Joabe dos filhos de Amom e tornou a Jerusalém.
15 Vendo, pois, os siros que tinham sido desbaratados diante de Israel, tornaram a refazer-se.
16 E Hadadezer fez sair os siros que estavam do outro lado do rio, e vieram a Helã; Sobaque, chefe do exército de Hadadezer, marchava adiante deles.
17 Informado Davi, ajuntou a todo o Israel, passou o Jordão e foi a Helã; os siros se puseram em ordem de batalha contra Davi e pelejaram contra ele.
18 Porém os siros fugiram de diante de Israel, e Davi matou dentre os siros os homens de setecentos carros e quarenta mil homens de cavalo; também feriu a Sobaque, chefe do exército, de tal sorte que morreu ali.
19 Vendo, pois, todos os reis, servos de Hadadezer, que foram vencidos, fizeram paz com Israel e o serviram; e temeram os siros de ainda socorrer aos filhos de Amom.



Postado em: 14/04/2017 08:07:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse Davi: Resta ainda, porventura, alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por amor de Jônatas?
2 Havia um servo na casa de Saul cujo nome era Ziba; chamaram-no que viesse a Davi. Perguntou-lhe o rei: És tu Ziba? Respondeu: Eu mesmo, teu servo.
3 Disse-lhe o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que use eu da bondade de Deus para com ele? Então, Ziba respondeu ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés.
4 E onde está? Perguntou-lhe o rei. Ziba lhe respondeu: Está na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar.
5 Então, mandou o rei Davi trazê-lo de Lo-Debar, da casa de Maquir, filho de Amiel.
6 Vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo!
7 Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa.
8 Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?
9 Chamou Davi a Ziba, servo de Saul, e lhe disse: Tudo o que pertencia a Saul e toda a sua casa dei ao filho de teu senhor.
10 Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu, e teus filhos, e teus servos, e recolherás os frutos, para que a casa de teu senhor tenha pão que coma; porém Mefibosete, filho de teu senhor, comerá pão sempre à minha mesa. Tinha Ziba quinze filhos e vinte servos.
11 Disse Ziba ao rei: Segundo tudo quanto meu senhor, o rei, manda a seu servo, assim o fará. Comeu, pois, Mefibosete à mesa de Davi, como um dos filhos do rei.
12 Tinha Mefibosete um filho pequeno, cujo nome era Mica. Todos quantos moravam em casa de Ziba eram servos de Mefibosete.
13 Morava Mefibosete em Jerusalém, porquanto comia sempre à mesa do rei. Ele era coxo de ambos os pés.



Postado em: 14/04/2017 08:06:45

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu que, habitando o rei Davi em sua própria casa, tendo-lhe o SENHOR dado descanso de todos os seus inimigos em redor,
2 disse o rei ao profeta Natã: Olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus se acha numa tenda.
3 Disse Natã ao rei: Vai, faze tudo quanto está no teu coração, porque o SENHOR é contigo.
4 Porém, naquela mesma noite, veio a palavra do SENHOR a Natã, dizendo:
5 Vai e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu casa para minha habitação?
6 Porque em casa nenhuma habitei desde o dia em que fiz subir os filhos de Israel do Egito até ao dia de hoje; mas tenho andado em tenda, em tabernáculo.
7 Em todo lugar em que andei com todos os filhos de Israel, falei, acaso, alguma palavra com qualquer das suas tribos, a quem mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro?
8 Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tomei-te da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel.
9 E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra.
10 Prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar e não mais seja perturbado, e jamais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes,
11 desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo de Israel. Dar-te-ei, porém, descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que ele, o SENHOR, te fará casa.
12 Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino.
13 Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino.
14 Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens.
15 Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti.
16 Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.
17 Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi.
18 Então, entrou o rei Davi na Casa do SENHOR, ficou perante ele e disse: Quem sou eu, SENHOR Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?
19 Foi isso ainda pouco aos teus olhos, SENHOR Deus, de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes; e isto é instrução para todos os homens, ó SENHOR Deus.
20 Que mais ainda te poderá dizer Davi? Pois tu conheces bem a teu servo, ó SENHOR Deus.
21 Por causa da tua palavra e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, dando-a a conhecer a teu servo.
22 Portanto, grandíssimo és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido.
23 Quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo? E para fazer a ti mesmo um nome e fazer a teu povo estas grandes e tremendas coisas, para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e seus deuses?
24 Estabeleceste teu povo Israel por teu povo para sempre e tu, ó SENHOR, te fizeste o seu Deus.
25 Agora, pois, ó SENHOR Deus, quanto a esta palavra que disseste acerca de teu servo e acerca da sua casa, confirma-a para sempre e faze como falaste.
26 Seja para sempre engrandecido o teu nome, e diga-se: O SENHOR dos Exércitos é Deus sobre Israel; e a casa de Davi, teu servo, será estabelecida diante de ti.
27 Pois tu, ó SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel, fizeste ao teu servo esta revelação, dizendo: Edificar-te-ei casa. Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração.
28 Agora, pois, ó SENHOR Deus, tu mesmo és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido a teu servo este bem.
29 Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó SENHOR Deus, o disseste; e, com a tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do teu servo.



Postado em: 14/04/2017 07:51:00

Por: Diversos

Comentário:

Antes de iniciar, ore para que Deus o oriente e abençoe na sua leitura e, ao terminar, agradeça-lhe as bênçãos recebidas através dessa leitura.

Leia com reverência e humildade e, sempre que possível, procure ler trechos que tenham sentido completo.

Medite naquilo que você está lendo e construa sua vida sobre as promessas e os ensinamentos que ela apresenta.

 

ABRIL
 DIA 01 - I CRÔNICAS: 4 - 5 - 6
   DIA 17 - SALMOS: 33 - 34 - 35 - 36
 DIA 02 - I CRÔNICAS: 7 - 8 - 9
   DIA 18 - SALMOS: 37 - 38 - 39 - 40
 DIA 03 - I CRÔNICAS: 10 - 11 - 12
   DIA 19 - SALMOS: 41 - 42 - 43 - 44 - 45
 DIA 04 - I CRÔNICAS: 13 - 14 - 15
   DIA 20 - SALMOS: 46 - 47 - 48 - 49 - 50
 DIA 05 - I CRÔNICAS: 16 - 17 - 18 - 19
   DIA 21 - SALMOS: 51 - 52 - 53 - 54 - 55
 DIA 06 - I CRÔNICAS: 20 - 21 - 22 - 23
   DIA 22 - SALMOS: 56 - 57 - 58 - 59
 DIA 07 - I CRÔNICAS: 24 - 25 - 26
   DIA 23 - SALMOS: 60 - 61 - 62 - 63 - 64
 DIA 08 - I CRÔNICAS: 27 - 28 - 29
   DIA 24 - SALMOS: 65 - 66 - 67 - 68 - 69
 DIA 09 - SALMOS: 1 - 2 - 3
   DIA 25 - SALMOS: 70 - 71 - 72 - 73 - 74
 DIA 10 - SALMOS: 4 - 5 - 6 - 7
   DIA 26 - SALMOS: 75 - 76 - 77 - 78
 DIA 11 - SALMOS: 8 - 9 - 10 - 11
   DIA 27 - SALMOS: 79 - 80 - 81 - 82
 DIA 12 - SALMOS: 12 - 13 - 14 - 15
   DIA 28 - SALMOS: 83 - 84
 DIA 13 - SALMOS: 16 - 17 - 18 - 19
   DIA 29 - SALMOS: 85 - 86 - 87 - 88 - 89
 DIA 14 - SALMOS: 20 - 21 - 22 - 23
   DIA 30 - JÓ: 1 - 2 - 3
 DIA 15 - SALMOS: 24 - 25 - 26 - 27 - 28
   
 DIA 16 - SALMOS: 29 - 30 - 31 - 32
   

 

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” 
João 8:31-32

Assim como este, ainda existem muitos tesouros escondidos nesta “Palavra de Jesus” que é a Bíblia Sagrada.

O meu desejo, assim como do Pai, o Deus todo poderoso, é que O conheçamos e prossigamos nisto.

A palavra só terá efeito em nossas vidas se:

Ler

Meditar

Aplicá-la à minha vida

Que Deus possa assim nos abençoar neste ano de vitórias em Cristo Jesus!

“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”  João 17:17



Postado em: 13/04/2017 21:34:43

Por: Burk Parsons

Comentário:

O que você celebra na Páscoa? E se eu lhe falasse que existe uma notícia mais doce que o chocolate? Mais cheia de vida que ovos? E mais alegre que o saltitar do coelho?

A melhor notícia da Páscoa não é um grande e caro ovo de chocolate, mas a preciosa e doce boa notícia de Jesus Cristo. O Filho de Deus veio viver entre nós, viveu uma vida perfeita, morreu na cruz e ressuscitou a fim de que todos que se arrependerem de seus pecados e colocarem sua confiança nele possam ser salvos da condenação que merecem por causa de seus pecados e viverem eternamente em perfeita comunhão e alegria com Deus. Essas sim são notícias que podem adoçar a sua alma eternamente.

   

 


Fonte: www.voltemosaoevangelho.com



Postado em: 02/04/2017 16:39:32

Por: 1ª IPPVH

Comentário:

Olá irmãos, colocamos no ar a Web Rádio O Peregrino com uma programação ainda em faze de testes...

Inicialmente, estará apenas sermões, hinos do Novo Cântico e músicas autorizadas.

Todo comentário será bem vindo, para agregar em nossa Web Rádio.



Postado em: 02/04/2017 16:32:25

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Não é nada, meus irmãos, para o fiel servo de Jesus Cristo que um certo dogma desça até ele com a antiguidade cinzenta das eras para torná-lo venerável. Como um homem sensível, o Cristão respeita a antiguidade mas, como um leal súdito de seu Rei, ele não se curva ante a antiguidade como se fosse deixá-la tornar-se soberana em Sião ao invés do Cristo vivo.

Uma multidão de bons homens pode se reunir e eles podem, em seu juízo, apresentar um dogma, e declarar que este dogma seja essencial e indubitável, e eles podem até fazer ameaças àqueles que não receberem seu veredito; mas se o dogma não foi autorizado muito tempo antes de terem-no decidido – se não estava escrito no Livro, a decisão do letrado conselho conta como nada.

Todos os pais, doutores, religiosos, mártires, junte-os todos; não podem adicionar uma palavra à fé uma vez entregue aos santos. Sim, ouso dizer que a unânime aprovação de todos os santos nos Céus e na Terra não seria o bastante para criar uma doutrina sequer limitada à consciência a menos que Jesus a tenha determinado. Em vão os homens dizem: “Desta forma fazia a igreja primitiva” – a igreja primitiva não predomina sobre nós. Não há propósito em citar Orígenes ou Agostinho; cite os apóstolos inspirados e a doutrina está estabelecida, e não de outro modo. Na igreja de Deus, nunca foi suficiente dizer: “Assim pensa Martinho Lutero.” Quem foi Martinho Lutero?

Um servo de Jesus Cristo, e nada mais. Não é suficiente dizer: “Assim ensina João Calvino,” pois quem é João Calvino? Ele derramou seu sangue por você? Ou ele é seu mestre? Sua opinião deve ser respeitada como a opinião de seu co-servo, mas não um respeito como um doutor ou um professor competente na igreja – pois somente Cristo é Rabi, e não devemos chamar nenhum homem de Mestre sobre a terra.

   


 



Postado em: 02/04/2017 16:29:54

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

Se recebemos o próprio Cristo em nosso coração, a nossa vida nova se manifestará em familiaridade íntima com Ele, por meio de um andar de fé nEle. Andar implica em ação. Nossa fé não pode ficar confinada ao momento de oração particular. Temos de manifestar em nossa vida diária aquilo que cremos. Se um homem anda em Cristo, ele se comporta como Cristo se comportaria.

Desde que Cristo está nele como sua esperança, seu amor, sua alegria, sua vida, ele é o reflexo da imagem de Jesus. As pessoas dirão a respeito desse homem: “Ele é semelhante ao seu Senhor; ele vive como Jesus Cristo”. Andar significa progresso. “Assim andai nele.” Avance de graça em graça, prosseguindo até que alcance o mais elevado grau de conhecimento que alguém pode obter a respeito de seu Amado. Andar significa persistência.

Tem de haver um contínuo permanecer em Cristo. Muitos crentes pensam que podem buscar a companhia de Jesus pela manhã, bem como à noite, e entregar seu coração às coisas do mundo no restante do dia. Esta é uma maneira pobre de viver. Devemos sempre estar com Jesus, andando em suas pisadas e fazendo a sua vontade. Andar também implica em hábito. Quando falamos sobre o andar e os relacionamentos de um homem, estamos falando sobre os hábitos e o caráter permanente dele. Se, às vezes, desfrutamos de Cristo e, depois, nos esquecemos dele; se, às vezes, o chamamos nosso e, depois, perdemos a segurança, isto não é hábito. Não andamos nEle.

Temos de nos manter perto dEle, apegarmo-nos a Ele e nunca O deixarmos. “Como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.” Persevere no caminho em que começou. No princípio, o Senhor Jesus era a confiança de sua fé, a fonte de sua vida, o princípio de sua ação e a alegria de seu espírito. Permita que Ele seja o mesmo até ao final de sua vida – o mesmo quando você cruzar o vale da sombra da morte e entrar n a alegria e no descanso que permanece para o povo de Deus. Espírito Santo, capacita-nos a obedecer este preceito divino.

   

 



Postado em: 28/03/2017 23:09:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, feriu Davi os filisteus e os sujeitou; e tomou de suas mãos as rédeas da metrópole.
2 Também derrotou os moabitas; fê-los deitar em terra e os mediu: duas vezes um cordel, para os matar; uma vez um cordel, para os deixar com vida. Assim, ficaram os moabitas por servos de Davi e lhe pagavam tributo.
3 Também Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, foi derrotado por Davi, quando aquele foi restabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates.
4 Tomou-lhe Davi mil e setecentos cavaleiros e vinte mil homens de pé; Davi jarretou todos os cavalos dos carros, menos para cem deles.
5 Vieram os siros de Damasco a socorrer Hadadezer, rei de Zobá; porém Davi matou dos siros vinte e dois mil homens.
6 Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo; e o SENHOR dava vitórias a Davi, por onde quer que ia.
7 Tomou Davi os escudos de ouro que havia com os oficiais de Hadadezer e os trouxe a Jerusalém.
8 Tomou mais o rei Davi mui grande quantidade de bronze de Betá e de Berotai, cidades de Hadadezer.
9 Então, ouvindo Toí, rei de Hamate, que Davi derrotara a todo o exército de Hadadezer,
10 mandou seu filho Jorão ao rei Davi, para o saudar e congratular-se com ele por haver pelejado contra Hadadezer e por havê-lo ferido (porque Hadadezer de contínuo fazia guerra a Toí). Jorão trouxe consigo objetos de prata, de ouro e de bronze,
11 os quais também o rei Davi consagrou ao SENHOR, juntamente com a prata e o ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara:
12 da Síria, de Moabe, dos filhos de Amom, dos filisteus, de Amaleque e dos despojos de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá.
13 Ganhou Davi renome, quando, ao voltar de ferir os siros, matou dezoito mil homens no vale do Sal.
14 Pôs guarnições em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomitas ficaram por servos de Davi; e o SENHOR dava vitórias a Davi, por onde quer que ia.
15 Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; julgava e fazia justiça a todo o seu povo.
16 Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército; Josafá, filho de Ailude, era cronista.
17 Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías, escrivão.
18 E Benaia, filho de Joiada, era o comandante da guarda real. Os filhos de Davi, porém, eram seus ministros.



Postado em: 27/03/2017 16:33:21

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil.
2 Dispôs-se e, com todo o povo que tinha consigo, partiu para Baalá de Judá, para levarem de lá para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o Nome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta acima dos querubins.
3 Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo.
4 Levaram-no com a arca de Deus, da casa de Abinadabe, que estava no outeiro; e Aiô ia adiante da arca.
5 Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o SENHOR, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos.
6 Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram.
7 Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus.
8 Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá; e chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje.
9 Temeu Davi ao SENHOR, naquele dia, e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR?
10 Não quis Davi retirar para junto de si a arca do SENHOR, para a Cidade de Davi; mas a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu.
11 Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa.
12 Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi.
13 Sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados.
14 Davi dançava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho.
15 Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do SENHOR, com júbilo e ao som de trombetas.
16 Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.
17 Introduziram a arca do SENHOR e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR.
18 Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR dos Exércitos.
19 E repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.
20 Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!
21 Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado.
22 Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado.
23 Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.



Postado em: 27/03/2017 16:32:37

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, todas as tribos de Israel vieram a Davi, a Hebrom, e falaram, dizendo: Somos do mesmo povo de que tu és.
2 Outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu que fazias entradas e saídas militares com Israel; também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel e serás chefe sobre Israel.
3 Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ter com o rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o SENHOR. Ungiram Davi rei sobre Israel.
4 Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; e reinou quarenta anos.
5 Em Hebrom, reinou sobre Judá sete anos e seis meses; em Jerusalém, reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.
6 Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.
7 Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi.
8 Davi, naquele dia, mandou dizer: Todo o que está disposto a ferir os jebuseus suba pelo canal subterrâneo e fira os cegos e os coxos, a quem a alma de Davi aborrece. (Por isso, se diz: Nem cego nem coxo entrará na casa.)
9 Assim, habitou Davi na fortaleza e lhe chamou a Cidade de Davi; foi edificando em redor, desde Milo e para dentro.
10 Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele.
11 Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e pedreiros, que edificaram uma casa a Davi.
12 Reconheceu Davi que o SENHOR o confirmara rei sobre Israel e que exaltara o seu reino por amor do seu povo.
13 Tomou Davi mais concubinas e mulheres de Jerusalém, depois que viera de Hebrom, e nasceram-lhe mais filhos e filhas.
14 São estes os nomes dos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,
15 Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia,
16 Elisama, Eliada e Elifelete.
17 Ouvindo, pois, os filisteus que Davi fora ungido rei sobre Israel, subiram todos para prender a Davi; ouvindo-o, desceu Davi à fortaleza.
18 Mas vieram os filisteus e se estenderam pelo vale dos Refains.
19 Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas mãos? Respondeu-lhe o SENHOR: Sobe, porque, certamente, entregarei os filisteus nas tuas mãos.
20 Então, veio Davi a Baal-Perazim e os derrotou ali; e disse: Rompeu o SENHOR as fileiras inimigas diante de mim, como quem rompe águas. Por isso, chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim.
21 Os filisteus deixaram lá os seus ídolos; e Davi e os seus homens os levaram.
22 Os filisteus tornaram a subir e se estenderam pelo vale dos Refains.
23 Davi consultou ao SENHOR, e este lhe respondeu: Não subirás; rodeia por detrás deles e ataca-os por defronte das amoreiras.
24 E há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então, te apressarás: é o SENHOR que saiu diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus.
25 Fez Davi como o SENHOR lhe ordenara; e feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer.



Postado em: 27/03/2017 16:31:54

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ouvindo, pois, o filho de Saul que Abner morrera em Hebrom, as mãos se lhe afrouxaram, e todo o Israel pasmou.
2 Tinha o filho de Saul a seu serviço dois homens, capitães de tropas; um se chamava Baaná, o outro, Recabe, filhos de Rimom, o beerotita, dos filhos de Benjamim, porque também Beerote era tida como pertencente a Benjamim.
3 Tinham fugido os beerotitas para Gitaim e ali têm morado até ao dia de hoje.
4 Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Era da idade de cinco anos quando de Jezreel chegaram as notícias da morte de Saul e de Jônatas; então, sua ama o tomou e fugiu; sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu e ficou manco. Seu nome era Mefibosete.
5 Indo Recabe e Baaná, filhos de Rimom, beerotita, chegaram à casa de Isbosete, no maior calor do dia, estando este a dormir, ao meio-dia.
6 Ali, entraram para o interior da casa, como que vindo buscar trigo, e o feriram no abdômen; Recabe e Baaná, seu irmão, escaparam.
7 Tendo eles entrado na casa, estando ele no seu leito, no quarto de dormir, feriram-no e o mataram. Cortaram-lhe depois a cabeça e a levaram, andando toda a noite pelo caminho da planície.
8 Trouxeram a cabeça de Isbosete ao rei Davi, a Hebrom, e lhe disseram: Eis aqui a cabeça de Isbosete, filho de Saul, teu inimigo, que procurava tirar-te a vida; assim, o SENHOR vingou, hoje, ao rei, meu senhor, de Saul e da sua descendência.
9 Porém Davi, respondendo a Recabe e a Baaná, seu irmão, filhos de Rimom, o beerotita, disse-lhes: Tão certo como vive o SENHOR, que remiu a minha alma de toda a angústia,
10 se eu logo lancei mão daquele que me trouxe notícia, dizendo: Eis que Saul é morto, parecendo-lhe porém aos seus olhos que era como quem trazia boas-novas, e como recompensa o matei em Ziclague,
11 muito mais a perversos, que mataram a um homem justo em sua casa, no seu leito; agora, pois, não requereria eu o seu sangue de vossas mãos e não vos exterminaria da terra?
12 Deu Davi ordem aos seus moços; eles, pois, os mataram e, tendo-lhes cortado as mãos e os pés, os penduraram junto ao açude em Hebrom; tomaram, porém, a cabeça de Isbosete, e a enterraram na sepultura de Abner, em Hebrom.



Postado em: 27/03/2017 16:21:37

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Durou muito tempo a guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; Davi se ia fortalecendo, porém os da casa de Saul se iam enfraquecendo.
2 Em Hebrom, nasceram filhos a Davi; o primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jezreelita;
3 o segundo, Quileabe, de Abigail, viúva de Nabal, o carmelita; o terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur;
4 o quarto, Adonias, filho de Hagite; o quinto, Sefatias, filho de Abital;
5 o sexto, Itreão, de Eglá, mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.
6 Havendo guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, Abner se fez poderoso na casa de Saul.
7 Teve Saul uma concubina, cujo nome era Rispa, filha de Aiá. Perguntou Isbosete a Abner: Por que coabitaste com a concubina de meu pai?
8 Então, se irou muito Abner por causa das palavras de Isbosete e disse: Sou eu cabeça de cão para Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos e a seus amigos e te não entreguei nas mãos de Davi? Contudo, me queres, hoje, culpar por causa desta mulher.
9 Assim faça Deus segundo lhe parecer a Abner, se, como jurou o SENHOR a Davi, não fizer eu,
10 transferindo o reino da casa de Saul e estabelecendo o trono de Davi sobre Israel e sobre Judá, desde Dã até Berseba.
11 E nenhuma palavra pôde Isbosete responder a Abner, porque o temia.
12 Então, de sua parte ordenou Abner mensageiros a Davi, dizendo: De quem é a terra? Faze comigo aliança, e eu te ajudarei em fazer passar-te a ti todo o Israel.
13 Respondeu Davi: Bem, eu farei aliança contigo, porém uma coisa exijo: quando vieres a mim, não verás a minha face, se primeiro me não trouxeres a Mical, filha de Saul.
14 Também enviou Davi mensageiros a Isbosete, filho de Saul, dizendo: Dá-me de volta minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus.
15 Então, Isbosete mandou tirá-la a seu marido, a Paltiel, filho de Laís.
16 Seu marido a acompanhou, caminhando e chorando após ela, até Baurim. Disse Abner: Vai-te, volta. E ele voltou.
17 Falou Abner com os anciãos de Israel, dizendo: Outrora, procuráveis que Davi reinasse sobre vós.
18 Fazei-o, pois, agora, porque o SENHOR falou a Davi, dizendo: Por intermédio de Davi, meu servo, livrarei o meu povo das mãos dos filisteus e das mãos de todos os seus inimigos.
19 Da mesma sorte falou também Abner aos ouvidos de Benjamim; e foi ainda dizer a Davi, em Hebrom, tudo o que agradava a Israel e a toda a casa de Benjamim.
20 Veio Abner ter com Davi, em Hebrom, e vinte homens, com ele; Davi ofereceu um banquete a Abner e aos homens que com ele vieram.
21 Então, disse Abner a Davi: Levantar-me-ei e irei para ajuntar todo o Israel ao rei, meu senhor, para fazerem aliança contigo; tu reinarás sobre tudo que desejar a tua alma. Assim, despediu Davi a Abner, e ele se foi em paz.
22 Eis que os servos de Davi e Joabe vieram de uma investida e traziam consigo grande despojo; Abner, porém, já não estava com Davi, em Hebrom, porque este o havia despedido, e ele se fora em paz.
23 Chegando, pois, Joabe e toda a tropa que vinha com ele, disseram-lhe: Abner, filho de Ner, veio ter com o rei, o qual o despediu, e ele se foi em paz.
24 Então, Joabe foi ao rei e disse: Que fizeste? Eis que Abner veio ter contigo; como, pois, o despediste, indo-se ele livremente?
25 Bem conheces Abner, filho de Ner. Veio para enganar-te, tomar conhecimento de tuas empresas e sondar todos os teus planos.
26 Retirando-se Joabe de Davi, enviou mensageiros após Abner, e o fizeram voltar desde o poço de Sirá, sem que Davi o soubesse.
27 Tornando, pois, Abner a Hebrom, Joabe o tomou à parte, no interior da porta, para lhe falar em segredo, e ali o feriu no abdômen, e ele morreu, agindo assim Joabe em vingança do sangue de seu irmão Asael.
28 Sabendo-o depois Davi, disse: Inocentes somos eu e o meu reino, para com o SENHOR, para sempre, do sangue de Abner, filho de Ner.
29 Caia este sangue sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai! Jamais falte da casa de Joabe quem tenha fluxo, quem seja leproso, quem se apóie em muleta, quem caia à espada, quem necessite de pão.
30 Joabe, pois, e seu irmão Abisai mataram Abner, por ter morto seu irmão Asael na peleja, em Gibeão.
31 Disse, pois, Davi a Joabe e a todo o povo que com ele estava: Rasgai as vossas vestes, cingi-vos de panos de saco e ide pranteando diante de Abner. E o rei Davi ia seguindo o féretro.
32 Sepultaram Abner em Hebrom; o rei levantou a voz e chorou junto da sepultura de Abner; chorou também todo o povo.
33 E o rei, pranteando a Abner, disse: Teria de morrer Abner como se fora um perverso?
34 As tuas mãos não estavam atadas, nem os teus pés, carregados de grilhões; caíste como os que caem diante dos filhos da maldade! E todo o povo chorou muito mais por ele.
35 Então, veio todo o povo fazer que Davi comesse pão, sendo ainda dia; porém Davi jurou, dizendo: Assim me faça Deus o que lhe aprouver, se eu provar pão ou alguma coisa antes do sol posto.
36 Todo o povo notou isso e lhe pareceu bem, assim como lhe pareceu bem tudo quanto o rei fez.
37 Todo o povo e todo o Israel, naquele mesmo dia, ficaram sabendo que não procedera do rei que matassem a Abner, filho de Ner.
38 Então, disse o rei aos seus homens: Não sabeis que, hoje, caiu em Israel um príncipe e um grande homem?
39 No presente, sou fraco, embora ungido rei; estes homens, filhos de Zeruia, são mais fortes do que eu. Retribua o SENHOR ao que fez mal segundo a sua maldade.



Postado em: 27/03/2017 16:20:49

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois disto, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? Respondeu-lhe o SENHOR: Sobe. Perguntou Davi: Para onde subirei? Respondeu o SENHOR: Para Hebrom.
2 Subiu Davi para lá, e também as suas duas mulheres, Ainoã, a jezreelita, e Abigail, a viúva de Nabal, o carmelita.
3 Fez Davi subir os homens que estavam com ele, cada um com sua família; e habitaram nas aldeias de Hebrom.
4 Então, vieram os homens de Judá e ungiram ali Davi rei sobre a casa de Judá. E informaram Davi de que os homens de Jabes-Gileade foram os que sepultaram Saul.
5 Então, enviou Davi mensageiros aos homens de Jabes-Gileade para dizer-lhes: Benditos do SENHOR sejais vós, por esta humanidade para com vosso senhor, para com Saul, pois o sepultastes!
6 Agora, pois, o SENHOR use convosco de misericórdia e fidelidade; eu vos recompensarei este bem que fizestes.
7 Agora, pois, sejam fortes as vossas mãos, e sede valentes, pois Saul, vosso senhor, é morto, e os da casa de Judá me ungiram rei sobre si.
8 Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, tomou a Isbosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim,
9 e o constituiu rei sobre Gileade, sobre os assuritas, sobre Jezreel, Efraim, Benjamim e sobre todo o Israel.
10 Da idade de quarenta anos era Isbosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; somente a casa de Judá seguia a Davi.
11 O tempo que Davi reinou em Hebrom sobre a casa de Judá foram sete anos e seis meses.
12 Saiu Abner, filho de Ner, com os homens de Isbosete, filho de Saul, de Maanaim a Gibeão.
13 Saíram também Joabe, filho de Zeruia, e os homens de Davi e se encontraram uns com os outros perto do açude de Gibeão; pararam estes do lado de cá do açude, e aqueles, do lado de lá.
14 Disse Abner a Joabe: Levantem-se os moços e batam-se diante de nós. Respondeu Joabe: Levantem-se.
15 Então, se levantaram e avançaram em igual número: doze de Benjamim, da parte de Isbosete, filho de Saul, e doze dos homens de Davi.
16 Cada um lançou mão da cabeça do outro, meteu-lhe a espada no lado, e caíram juntamente; donde se chamou àquele lugar Campo das Espadas, que está junto a Gibeão.
17 Seguiu-se crua peleja naquele dia; porém Abner e os homens de Israel foram derrotados diante dos homens de Davi.
18 Estavam ali os três filhos de Zeruia: Joabe, Abisai e Asael; Asael era ligeiro de pés, como gazela selvagem.
19 Asael perseguiu a Abner e, na sua perseguição, não se desviou nem para a direita, nem para a esquerda.
20 Então, olhou Abner para trás e perguntou: És tu Asael? Ele respondeu: Eu mesmo.
21 Então, lhe disse Abner: Desvia-te para a direita ou para a esquerda, lança mão de um dos moços e toma-lhe a armadura. Porém Asael não quis apartar-se dele.
22 Então, Abner tornou a dizer-lhe: Desvia-te de detrás de mim; por que hei de eu ferir-te e dar contigo em terra? E como me avistaria rosto a rosto com Joabe, teu irmão?
23 Porém, recusando ele desviar-se, Abner o feriu no abdômen com a extremidade inferior da lança, que lhe saiu por detrás. Asael caiu e morreu no mesmo lugar; todos quantos chegavam no lugar em que Asael caíra e morrera paravam.
24 Porém Joabe e Abisai perseguiram Abner; e pôs-se o sol, quando chegaram eles ao outeiro de Amá, que está diante de Giá, junto ao caminho do deserto de Gibeão.
25 Os filhos de Benjamim se ajuntaram atrás de Abner e, cerrados numa tropa, puseram-se no cimo de um outeiro.
26 Então, Abner gritou a Joabe e disse: Consumirá a espada para sempre? Não sabes que serão amargas as suas conseqüências? Até quando te demorarás em ordenar ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos?
27 Respondeu Joabe: Tão certo como vive Deus, se não tivesses falado, só amanhã cedo o povo cessaria de perseguir cada um a seu irmão.
28 Então, Joabe tocou a trombeta, e todo o povo parou, e eles não perseguiram mais a Israel e já não pelejaram.
29 Abner e seus homens marcharam toda aquela noite pela planície; passaram o Jordão e, caminhando toda a manhã, chegaram a Maanaim.
30 Joabe deixou de perseguir a Abner; e, tendo ele ajuntado todo o povo, faltavam dezenove dos homens de Davi, além de Asael.
31 Porém os servos de Davi tinham ferido, dentre os de Benjamim e dentre os homens de Abner, a trezentos e sessenta homens, que ali ficaram mortos.
32 Levaram Asael e o enterraram na sepultura de seu pai, a qual estava em Belém. Joabe e seus homens caminharam toda aquela noite, e amanheceu-lhes o dia em Hebrom.



Postado em: 27/03/2017 16:19:26

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Depois da morte de Saul, voltando Davi da derrota dos amalequitas e estando já dois dias em Ziclague,
2 sucedeu, ao terceiro dia, aparecer do arraial de Saul um homem com as vestes rotas e terra sobre a cabeça; em chegando ele a Davi, inclinou-se, lançando-se em terra.
3 Perguntou-lhe Davi: Donde vens? Ele respondeu: Fugi do arraial de Israel.
4 Disse-lhe Davi: Como foi lá isso? Conta-mo. Ele lhe respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos caíram e morreram, bem como Saul e Jônatas, seu filho.
5 Disse Davi ao moço que lhe dava as novas: Como sabes tu que Saul e Jônatas, seu filho, são mortos?
6 Então, disse o moço portador das notícias: Cheguei, por acaso, à montanha de Gilboa, e eis que Saul estava apoiado sobre a sua lança, e os carros e a cavalaria apertavam com ele.
7 Olhando ele para trás, viu-me e chamou-me. Eu disse: Eis-me aqui.
8 Ele me perguntou: Quem és tu? Eu respondi: Sou amalequita.
9 Então, me disse: Arremete sobre mim e mata-me, pois me sinto vencido de cãibra, mas o tino se acha ainda todo em mim.
10 Arremessei-me, pois, sobre ele e o matei, porque bem sabia eu que ele não viveria depois de ter caído. Tomei-lhe a coroa que trazia na cabeça e o bracelete e os trouxe aqui ao meu senhor.
11 Então, apanhou Davi as suas próprias vestes e as rasgou, e assim fizeram todos os homens que estavam com ele.
12 Prantearam, choraram e jejuaram até à tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada.
13 Então, perguntou Davi ao moço portador das notícias: Donde és tu? Ele respondeu: Sou filho de um homem estrangeiro, amalequita.
14 Davi lhe disse: Como não temeste estender a mão para matares o ungido do SENHOR?
15 Então, chamou Davi a um dos moços e lhe disse: Vem, lança-te sobre esse homem. Ele o feriu, de sorte que morreu.
16 Disse-lhe Davi: O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca testificou contra ti, dizendo: Matei o ungido do SENHOR.
17 Pranteou Davi a Saul e a Jônatas, seu filho, com esta lamentação,
18 determinando que fosse ensinado aos filhos de Judá o Hino ao Arco, o qual está escrito no Livro dos Justos.
19 A tua glória, ó Israel, foi morta sobre os teus altos! Como caíram os valentes!
20 Não o noticieis em Gate, nem o publiqueis nas ruas de Asquelom, para que não se alegrem as filhas dos filisteus, nem saltem de contentamento as filhas dos incircuncisos.
21 Montes de Gilboa, não caia sobre vós nem orvalho, nem chuva, nem haja aí campos que produzam ofertas, pois neles foi profanado o escudo dos valentes, o escudo de Saul, que jamais será ungido com óleo.
22 Sem sangue dos feridos, sem gordura dos valentes, nunca se recolheu o arco de Jônatas, nem voltou vazia a espada de Saul.
23 Saul e Jônatas, queridos e amáveis, tanto na vida como na morte não se separaram! Eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões.
24 Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia de rica escarlata, que vos punha sobre os vestidos adornos de ouro.
25 Como caíram os valentes no meio da peleja! Jônatas sobre os montes foi morto!
26 Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.
27 Como caíram os valentes, e pereceram as armas de guerra!



Postado em: 21/03/2017 09:32:59

Por: John G Paton

Comentário:

Era a virada do ano de 1861, na ilha de Tana, nas Novas Hébridas. Os missionários haviam passado o dia levando remédio, comida e água para os aldeões, centenas dosquais tinham sido afetados violentamente com um tipo virulento de sarampo. A maioria daqueles que tomaram o medicamento e seguiram as instruções se recuperaram, mas muitos preferiram tentar seus próprios métodos. Dezenas deles, atormentadospela febre ardente, mergulhavam no mar em busca de alívio e descobriam uma mortequase que instantânea. Outros cavavam buracos na terra, com o comprimento do seucorpo e com vários metros de profundidade, e deitavam ali, sentindo em seus corposfebris a agradável terra fria. Neste esforço inútil centenas deles morriam, literalmente,em suas próprias covas, e eram enterrados onde estavam.


 



Postado em: 21/03/2017 01:11:21

Por: Angus Stewart

Comentário:

“Por quem Jesus Cristo, o Filho encarnado de Deus, morreu sobre a cruz? Esta questão fundamental deve ser especialmente feita e respondida em nossos dias, porque muitos acreditam que o Senhor derramou o Seu sangue por todos, cabeça por cabeça, sem excluir ninguém. Esta visão da expiação universal é pregada em muitos púlpitos e amplamente promovida como se fosse a verdade do evangelho. Mas esta posição precisa ser analisada cuidadosamente. É realmente verdade que Cristo deu a sua vida para salvar a todos, sem exceção?”


 




Postado em: 21/03/2017 00:49:44

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Entretanto, os filisteus pelejaram contra Israel, e, tendo os homens de Israel fugido de diante dos filisteus, caíram feridos no monte Gilboa.
2 Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul.
3 Agravou-se a peleja contra Saul; os flecheiros o avistaram, e ele muito os temeu.
4 Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassem, e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou da espada e se lançou sobre ela.
5 Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada e morreu com ele.
6 Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele.
7 Vendo os homens de Israel que estavam deste lado do vale e daquém do Jordão que os homens de Israel fugiram e que Saul e seus filhos estavam mortos, desampararam as cidades e fugiram; e vieram os filisteus e habitaram nelas.
8 Sucedeu, pois, que, vindo os filisteus ao outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e seus três filhos caídos no monte Gilboa.
9 Cortaram a cabeça a Saul e o despojaram das suas armas; enviaram mensageiros pela terra dos filisteus, em redor, a levar as boas-novas à casa dos seus ídolos e entre o povo.
10 Puseram as armas de Saul no templo de Astarote e o seu corpo afixaram no muro de Bete-Seã.
11 Então, ouvindo isto os moradores de Jabes-Gileade, o que os filisteus fizeram a Saul,
12 todos os homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro de Bete-Seã, e, vindo a Jabes, os queimaram.
13 Tomaram-lhes os ossos, e os sepultaram debaixo de um arvoredo, em Jabes, e jejuaram sete dias.



Postado em: 21/03/2017 00:48:58

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens, ao terceiro dia, a Ziclague, já os amalequitas tinham dado com ímpeto contra o Sul e Ziclague e a esta, ferido e queimado;
2 tinham levado cativas as mulheres que lá se achavam, porém a ninguém mataram, nem pequenos nem grandes; tão-somente os levaram consigo e foram seu caminho.
3 Davi e os seus homens vieram à cidade, e ei-la queimada, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas eram levados cativos.
4 Então, Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar.
5 Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas: Ainoã, a jezreelita, e Abigail, a viúva de Nabal, o carmelita.
6 Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no SENHOR, seu Deus.
7 Disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me aqui a estola sacerdotal. E Abiatar a trouxe a Davi.
8 Então, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o SENHOR: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás.
9 Partiu, pois, Davi, ele e os seiscentos homens que com ele se achavam, e chegaram ao ribeiro de Besor, onde os retardatários ficaram.
10 Davi, porém, e quatrocentos homens continuaram a perseguição, pois que duzentos ficaram atrás, por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor.
11 Acharam no campo um homem egípcio e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água.
12 Deram-lhe também um pedaço de pasta de figos secos e dois cachos de passas, e comeu; recobrou, então, o alento, pois havia três dias e três noites que não comia pão, nem bebia água.
13 Então, lhe perguntou Davi: De quem és tu e de onde vens? Respondeu o moço egípcio: Sou servo de um amalequita, e meu senhor me deixou aqui, porque adoeci há três dias.
14 Nós demos com ímpeto contra o lado sul dos queretitas, contra o território de Judá e contra o lado sul de Calebe e pusemos fogo em Ziclague.
15 Disse-lhe Davi: Poderias, descendo, guiar-me a esse bando? Respondeu-lhe: Jura-me, por Deus, que me não matarás, nem me entregarás nas mãos de meu senhor, e descerei e te guiarei a esse bando.
16 E, descendo, o guiou. Eis que estavam espalhados sobre toda a região, comendo, bebendo e fazendo festa por todo aquele grande despojo que tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá.
17 Feriu-os Davi, desde o crepúsculo vespertino até à tarde do dia seguinte, e nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados em camelos, fugiram.
18 Assim, Davi salvou tudo quanto haviam tomado os amalequitas; também salvou as suas duas mulheres.
19 Não lhes faltou coisa alguma, nem pequena nem grande, nem os filhos, nem as filhas, nem o despojo, nada do que lhes haviam tomado: tudo Davi tornou a trazer.
20 Também tomou Davi todas as ovelhas e o gado, e o levaram diante de Davi e diziam: Este é o despojo de Davi.
21 Chegando Davi aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não o puderam seguir e ficaram no ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; Davi, aproximando-se destes, os saudou cordialmente.
22 Então, todos os maus e filhos de Belial, dentre os homens que tinham ido com Davi, responderam e disseram: Visto que não foram conosco, não lhes daremos do despojo que salvamos; cada um, porém, leve sua mulher e seus filhos e se vá embora.
23 Porém Davi disse: Não fareis assim, irmãos meus, com o que nos deu o SENHOR, que nos guardou e entregou às nossas mãos o bando que contra nós vinha.
24 Quem vos daria ouvidos nisso? Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais.
25 E assim, desde aquele dia em diante, foi isso estabelecido por estatuto e direito em Israel, até ao dia de hoje.
26 Chegando Davi a Ziclague, enviou do despojo aos anciãos de Judá, seus amigos, dizendo: Eis para vós outros um presente do despojo dos inimigos do SENHOR:
27 aos de Betel, aos de Ramote do Neguebe, aos de Jatir,
28 aos de Aroer, aos de Sifmote, aos de Estemoa,
29 aos de Racal, aos que estavam nas cidades dos jerameelitas e nas cidades dos queneus,
30 aos de Horma, aos de Borasã, aos de Atace,
31 aos de Hebrom e a todos os lugares em que andara Davi, ele e os seus homens.



Postado em: 21/03/2017 00:48:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ajuntaram os filisteus todos os seus exércitos em Afeca, e acamparam-se os israelitas junto à fonte que está em Jezreel.
2 Os príncipes dos filisteus se foram para lá com centenas e com milhares; e Davi e seus homens iam com Aquis, na retaguarda.
3 Disseram, então, os príncipes dos filisteus: Estes hebreus, que fazem aqui? Respondeu Aquis aos príncipes dos filisteus: Não é este Davi, o servo de Saul, rei de Israel, que esteve comigo há muitos dias ou anos? E coisa nenhuma achei contra ele desde o dia em que, tendo desertado, passou para mim, até ao dia de hoje.
4 Porém os príncipes dos filisteus muito se indignaram contra ele; e lhe disseram: Faze voltar este homem, para que torne ao lugar que lhe designaste e não desça conosco à batalha, para que não se faça nosso adversário no combate; pois de que outro modo se reconciliaria como o seu senhor? Não seria, porventura, com as cabeças destes homens?
5 Não é este aquele Davi, de quem uns aos outros respondiam nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares?
6 Então, Aquis chamou a Davi e lhe disse: Tão certo como vive o SENHOR, tu és reto, e me parece bem que tomes parte comigo nesta campanha; porque nenhum mal tenho achado em ti, desde o dia em que passaste para mim até ao dia de hoje; porém aos príncipes não agradas.
7 Volta, pois, agora, e volta em paz, para que não desagrades aos príncipes dos filisteus.
8 Então, Davi disse a Aquis: Porém que fiz eu? Ou que achaste no teu servo, desde o dia em que entrei para o teu serviço até hoje, para que não vá pelejar contra os inimigos do rei, meu senhor?
9 Respondeu, porém, Aquis e disse a Davi: Bem o sei; e que, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; porém os príncipes dos filisteus disseram: Não suba este conosco à batalha.
10 Levanta-te, pois, amanhã de madrugada com os teus servos, que vieram contigo; e, levantando-vos, logo que haja luz, parti.
11 Então, Davi de madrugada se levantou, ele e os seus homens, para partirem e voltarem à terra dos filisteus. Os filisteus, porém, subiram a Jezreel.



Postado em: 21/03/2017 00:46:46

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu, naqueles dias, que, juntando os filisteus os seus exércitos para a peleja, para fazer guerra contra Israel, disse Aquis a Davi: Fica sabendo que comigo sairás à peleja, tu e os teus homens.
2 Então, disse Davi a Aquis: Assim saberás quanto pode o teu servo fazer. Disse Aquis a Davi: Por isso, te farei minha guarda pessoal para sempre.
3 Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos.
4 Ajuntaram-se os filisteus e vieram acampar-se em Suném; ajuntou Saul a todo o Israel, e se acamparam em Gilboa.
5 Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração.
6 Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.
7 Então, disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encontre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é médium.
8 Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite, chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser.
9 Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois, me armas cilada à minha vida, para me matares?
10 Então, Saul lhe jurou pelo SENHOR, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR, nenhum castigo te sobrevirá por isso.
11 Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.
12 Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.
13 Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.
14 Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.
15 Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se desviou de mim e já não me responde, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei para que me reveles o que devo fazer.
16 Então, disse Samuel: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o SENHOR te desamparou e se fez teu inimigo?
17 Porque o SENHOR fez para contigo como, por meu intermédio, ele te dissera; tirou o reino da tua mão e o deu ao teu companheiro Davi.
18 Como tu não deste ouvidos à voz do SENHOR e não executaste o que ele, no furor da sua ira, ordenou contra Amaleque, por isso, o SENHOR te fez, hoje, isto.
19 O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus.
20 De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel; e faltavam-lhe as forças, porque não comera pão todo aquele dia e toda aquela noite.
21 Aproximou-se de Saul a mulher e, vendo-o assaz perturbado, disse-lhe: Eis que a tua serva deu ouvidos à tua voz, e, arriscando a minha vida, atendi às palavras que me falaste.
22 Agora, pois, ouve também tu as palavras da tua serva e permite que eu ponha um bocado de pão diante de ti; come, para que tenhas forças e te ponhas a caminho.
23 Porém ele o recusou e disse: Não comerei. Mas os seus servos e a mulher o constrangeram; e atendeu. Levantou-se do chão e se assentou no leito.
24 Tinha a mulher em casa um bezerro cevado; apressou-se e matou-o, e, tomando farinha, a amassou, e a cozeu em bolos asmos.
25 E os trouxe diante de Saul e de seus servos, e comeram. Depois, se levantaram e se foram naquela mesma noite.



Postado em: 21/03/2017 00:45:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse, porém, Davi consigo mesmo: Pode ser que algum dia venha eu a perecer nas mãos de Saul; nada há, pois, melhor para mim do que fugir para a terra dos filisteus; para que Saul perca de todo as esperanças e deixe de perseguir-me por todos os limites de Israel; assim, me livrarei da sua mão.
2 Dispôs-se Davi e, com os seiscentos homens que com ele estavam, passou a Aquis, filho de Maoque, rei de Gate.
3 Habitou Davi com Aquis em Gate, ele e os seus homens, cada um com a sua família; Davi, com ambas as suas mulheres, Ainoã, a jezreelita, e Abigail, a viúva de Nabal, o carmelita.
4 Avisado Saul de que Davi tinha fugido para Gate, desistiu de o perseguir.
5 Disse Davi a Aquis: Se achei mercê na tua presença, dá-me lugar numa das cidades da terra, para que ali habite; por que há de habitar o teu servo contigo na cidade real?
6 Então, lhe deu Aquis, naquele dia, a cidade de Ziclague. Pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá, até ao dia de hoje.
7 E todo o tempo que Davi permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses.
8 Subia Davi com os seus homens, e davam contra os gesuritas, os gersitas e os amalequitas; porque eram estes os moradores da terra desde Telã, na direção de Sur, até à terra do Egito.
9 Davi feria aquela terra, e não deixava com vida nem homem nem mulher, e tomava as ovelhas, e os bois, e os jumentos, e os camelos, e as vestes; voltava e vinha a Aquis.
10 E perguntando Aquis: Contra quem deste hoje? Davi respondia: Contra o Sul de Judá, e o Sul dos jerameelitas, e o Sul dos queneus.
11 Davi não deixava com vida nem homem nem mulher, para os trazer a Gate, pois dizia: Para que não nos denunciem, dizendo: Assim Davi o fazia. Este era o seu proceder por todos os dias que habitou na terra dos filisteus.
12 Aquis confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele, por certo, aborrecível para com o seu povo em Israel; pelo que me será por servo para sempre.



Postado em: 21/03/2017 00:44:34

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Vieram os zifeus a Saul, a Gibeá, e disseram: Não se acha Davi escondido no outeiro de Haquila, defronte de Jesimom?
2 Então, Saul se levantou e desceu ao deserto de Zife, e com ele, três mil homens escolhidos de Israel, a buscar a Davi.
3 Acampou-se Saul no outeiro de Haquila, defronte de Jesimom, junto ao caminho; porém Davi ficou no deserto, e, sabendo que Saul vinha para ali à sua procura,
4 enviou espias, e soube que Saul tinha vindo.
5 Davi se levantou, e veio ao lugar onde Saul acampara, e viu o lugar onde se deitaram Saul e Abner, filho de Ner, comandante do seu exército. Saul estava deitado no acampamento, e o povo, ao redor dele.
6 Disse Davi a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe: Quem descerá comigo a Saul, ao arraial? Respondeu Abisai: Eu descerei contigo.
7 Vieram, pois, Davi e Abisai, de noite, ao povo, e eis que Saul estava deitado, dormindo no acampamento, e a sua lança, fincada na terra à sua cabeceira; Abner e o povo estavam deitados ao redor dele.
8 Então, disse Abisai a Davi: Deus te entregou, hoje, nas mãos o teu inimigo; deixa-me, pois, agora, encravá-lo com a lança, ao chão, de um só golpe; não será preciso segundo.
9 Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do SENHOR e fique inocente?
10 Acrescentou Davi: Tão certo como vive o SENHOR, este o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou em que, descendo à batalha, seja morto.
11 O SENHOR me guarde de que eu estenda a mão contra o seu ungido; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira e a bilha da água, e vamo-nos.
12 Tomou, pois, Davi a lança e a bilha da água da cabeceira de Saul, e foram-se; ninguém o viu, nem o soube, nem se despertou, pois todos dormiam, porquanto, da parte do SENHOR, lhes havia caído profundo sono.
13 Tendo Davi passado ao outro lado, pôs-se no cimo do monte ao longe, de maneira que entre eles havia grande distância.
14 Bradou ao povo e a Abner, filho de Ner, dizendo: Não respondes, Abner? Então, Abner acudiu e disse: Quem és tu, que bradas ao rei?
15 Então, disse Davi a Abner: Porventura, não és homem? E quem há em Israel como tu? Por que, pois, não guardaste o rei, teu senhor? Porque veio um do povo para destruir o rei, teu senhor.
16 Não é bom isso que fizeste; tão certo como vive o SENHOR, deveis morrer, vós que não guardastes a vosso senhor, o ungido do SENHOR; vede, agora, onde está a lança do rei e a bilha da água, que tinha à sua cabeceira.
17 Então, reconheceu Saul a voz de Davi e disse: Não é a tua voz, meu filho Davi? Respondeu Davi: Sim, a minha, ó rei, meu senhor.
18 Disse mais: Por que persegue o meu senhor assim seu servo? Pois que fiz eu? E que maldade se acha nas minhas mãos?
19 Ouve, pois, agora, te rogo, ó rei, meu senhor, as palavras de teu servo: se é o SENHOR que te incita contra mim, aceite ele a oferta de manjares; porém, se são os filhos dos homens, malditos sejam perante o SENHOR; pois eles me expulsaram hoje, para que eu não tenha parte na herança do SENHOR, como que dizendo: Vai, serve a outros deuses.
20 Agora, pois, não se derrame o meu sangue longe desta terra do SENHOR; pois saiu o rei de Israel em busca de uma pulga, como quem persegue uma perdiz nos montes.
21 Então, disse Saul: Pequei; volta, meu filho Davi, pois não tornarei a fazer-te mal; porque foi, hoje, preciosa a minha vida aos teus olhos. Eis que tenho procedido como louco e errado excessivamente.
22 Davi, então, respondeu e disse: Eis aqui a lança, ó rei; venha aqui um dos moços e leve-a.
23 Pague, porém, o SENHOR a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o SENHOR te havia entregado, hoje, nas minhas mãos, porém eu não quis estendê-las contra o ungido do SENHOR.
24 Assim como foi a tua vida, hoje, de muita estima aos meus olhos, assim também seja a minha aos olhos do SENHOR, e ele me livre de toda tribulação.
25 Então, Saul disse a Davi: Bendito sejas tu, meu filho Davi; pois grandes coisas farás e, de fato, prevalecerás. Então, Davi continuou o seu caminho, e Saul voltou para o seu lugar.



Postado em: 21/03/2017 00:43:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Faleceu Samuel; todos os filhos de Israel se ajuntaram, e o prantearam, e o sepultaram na sua casa, em Ramá. Davi se levantou e desceu ao deserto de Parã.
2 Havia um homem, em Maom, que tinha as suas possessões no Carmelo; homem abastado, tinha três mil ovelhas e mil cabras e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo.
3 Nabal era o nome deste homem, e Abigail, o de sua mulher; esta era sensata e formosa, porém o homem era duro e maligno em todo o seu trato. Era ele da casa de Calebe.
4 Ouvindo Davi, no deserto, que Nabal tosquiava as suas ovelhas,
5 enviou dez moços e lhes disse: Subi ao Carmelo, ide a Nabal, perguntai-lhe, em meu nome, como está.
6 Direis àquele próspero: Paz seja contigo, e tenha paz a tua casa, e tudo o que possuis tenha paz!
7 Tenho ouvido que tens tosquiadores. Os teus pastores estiveram conosco; nenhum agravo lhes fizemos, e de nenhuma coisa sentiram falta todos os dias que estiveram no Carmelo.
8 Pergunta aos teus moços, e eles to dirão; achem mercê, pois, os meus moços na tua presença, porque viemos em boa hora; dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, qualquer coisa que tiveres à mão.
9 Chegando, pois, os moços de Davi e tendo falado a Nabal todas essas palavras em nome de Davi, aguardaram.
10 Respondeu Nabal aos moços de Davi e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos são, hoje em dia, os servos que fogem ao seu senhor.
11 Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores e o daria a homens que eu não sei donde vêm?
12 Então, os moços de Davi puseram-se a caminho, voltaram e, tendo chegado, lhe contaram tudo, segundo todas estas palavras.
13 Pelo que disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e também Davi, a sua; subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.
14 Nesse meio tempo, um dentre os moços de Nabal o anunciou a Abigail, mulher deste, dizendo: Davi enviou do deserto mensageiros a saudar a nosso senhor; porém este disparatou com eles.
15 Aqueles homens, porém, nos têm sido muito bons, e nunca fomos agravados por eles e de nenhuma coisa sentimos falta em todos os dias de nosso trato com eles, quando estávamos no campo.
16 De muro em redor nos serviram, tanto de dia como de noite, todos os dias que estivemos com eles apascentando as ovelhas.
17 Agora, pois, considera e vê o que hás de fazer, porque já o mal está, de fato, determinado contra o nosso senhor e contra toda a sua casa; e ele é filho de Belial, e não há quem lhe possa falar.
18 Então, Abigail tomou, a toda pressa, duzentos pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas preparadas, cinco medidas de trigo tostado, cem cachos de passas e duzentas pastas de figos, e os pôs sobre jumentos,
19 e disse aos seus moços: Ide adiante de mim, pois vos seguirei de perto. Porém nada disse ela a seu marido Nabal.
20 Enquanto ela, cavalgando um jumento, descia, encoberta pelo monte, Davi e seus homens também desciam, e ela se encontrou com eles.
21 Ora, Davi dissera: Com efeito, de nada me serviu ter guardado tudo quanto este possui no deserto, e de nada sentiu falta de tudo quanto lhe pertence; ele me pagou mal por bem.
22 Faça Deus o que lhe aprouver aos inimigos de Davi, se eu deixar, ao amanhecer, um só do sexo masculino dentre os seus.
23 Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, desceu do jumento e prostrou-se sobre o rosto diante de Davi, inclinando-se até à terra.
24 Lançou-se-lhe aos pés e disse: Ah! Senhor meu, caia a culpa sobre mim; permite falar a tua serva contigo e ouve as palavras da tua serva.
25 Não se importe o meu senhor com este homem de Belial, a saber, com Nabal; porque o que significa o seu nome ele é. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele; eu, porém, tua serva, não vi os moços de meu senhor, que enviaste.
26 Agora, pois, meu senhor, tão certo como vive o SENHOR e a tua alma, foste pelo SENHOR impedido de derramar sangue e de vingar-te por tuas próprias mãos. Como Nabal, sejam os teus inimigos e os que procuram fazer mal ao meu senhor.
27 Este é o presente que trouxe a tua serva a meu senhor; seja ele dado aos moços que seguem ao meu senhor.
28 Perdoa a transgressão da tua serva; pois, de fato, o SENHOR te fará casa firme, porque pelejas as batalhas do SENHOR, e não se ache mal em ti por todos os teus dias.
29 Se algum homem se levantar para te perseguir e buscar a tua vida, então, a tua vida será atada no feixe dos que vivem com o SENHOR, teu Deus; porém a vida de teus inimigos, este a arrojará como se a atirasse da cavidade de uma funda.
30 E há de ser que, usando o SENHOR contigo segundo todo o bem que tem dito a teu respeito e te houver estabelecido príncipe sobre Israel,
31 então, meu senhor, não te será por tropeço, nem por pesar ao coração o sangue que, sem causa, vieres a derramar e o te haveres vingado com as tuas próprias mãos; quando o SENHOR te houver feito o bem, lembrar-te-ás da tua serva.
32 Então, Davi disse a Abigail: Bendito o SENHOR, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro.
33 Bendita seja a tua prudência, e bendita sejas tu mesma, que hoje me tolheste de derramar sangue e de que por minha própria mão me vingasse.
34 Porque, tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, se tu não te apressaras e me não vieras ao encontro, não teria ficado a Nabal, até ao amanhecer, nem um sequer do sexo masculino.
35 Então, Davi recebeu da mão de Abigail o que esta lhe havia trazido e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; bem vês que ouvi a tua petição e a ela atendi.
36 Voltou Abigail a Nabal. Eis que ele fazia em casa um banquete, como banquete de rei; o seu coração estava alegre, e ele, já mui embriagado, pelo que não lhe referiu ela coisa alguma, nem pouco nem muito, até ao amanhecer.
37 Pela manhã, estando Nabal já livre do vinho, sua mulher lhe deu a entender aquelas coisas; e se amorteceu nele o coração, e ficou ele como pedra.
38 Passados uns dez dias, feriu o SENHOR a Nabal, e este morreu.
39 Ouvindo Davi que Nabal morrera, disse: Bendito seja o SENHOR, que pleiteou a causa da afronta que recebi de Nabal e me deteve de fazer o mal, fazendo o SENHOR cair o mal de Nabal sobre a sua cabeça. Mandou Davi falar a Abigail que desejava tomá-la por mulher.
40 Tendo ido os servos de Davi a Abigail, no Carmelo, lhe disseram: Davi nos mandou a ti, para te levar por sua mulher.
41 Então, ela se levantou, e se inclinou com o rosto em terra, e disse: Eis que a tua serva é criada para lavar os pés aos criados de meu senhor.
42 Abigail se apressou e, dispondo-se, cavalgou um jumento com as cinco moças que a assistiam; e ela seguiu os mensageiros de Davi, que a recebeu por mulher.
43 Também tomou Davi a Ainoã de Jezreel, e ambas foram suas mulheres,
44 porque Saul tinha dado sua filha Mical, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, o qual era de Galim.



Postado em: 21/03/2017 00:42:53

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.
2 Tomou, então, Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de Davi e dos seus homens, nas faldas das penhas das cabras monteses.
3 Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma.
4 Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul.
5 Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul;
6 e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.
7 Com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; retirando-se Saul da caverna, prosseguiu o seu caminho.
8 Depois, também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou a Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Olhando Saul para trás, inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra.
9 Disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?
10 Os teus próprios olhos viram, hoje, que o SENHOR te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Deus.
11 Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão. No fato de haver eu cortado a orla do teu manto sem te matar, reconhece e vê que não há em mim nem mal nem rebeldia, e não pequei contra ti, ainda que andas à caça da minha vida para ma tirares.
12 Julgue o SENHOR entre mim e ti e vingue-me o SENHOR a teu respeito; porém a minha mão não será contra ti.
13 Dos perversos procede a perversidade, diz o provérbio dos antigos; porém a minha mão não está contra ti.
14 Após quem saiu o rei de Israel? A quem persegue? A um cão morto? A uma pulga?
15 Seja o SENHOR o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da tua mão.
16 Tendo Davi acabado de falar a Saul todas estas palavras, disse Saul: É isto a tua voz, meu filho Davi? E chorou Saul em voz alta.
17 Disse a Davi: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te paguei com mal.
18 Mostraste, hoje, que me fizeste bem; pois o SENHOR me havia posto em tuas mãos, e tu me não mataste.
19 Porque quem há que, encontrando o inimigo, o deixa ir por bom caminho? O SENHOR, pois, te pague com bem, pelo que, hoje, me fizeste.
20 Agora, pois, tenho certeza de que serás rei e de que o reino de Israel há de ser firme na tua mão.
21 Portanto, jura-me pelo SENHOR que não eliminarás a minha descendência, nem desfarás o meu nome da casa de meu pai.
22 Então, jurou Davi a Saul, e este se foi para sua casa; porém Davi e os seus homens subiram ao lugar seguro.



Postado em: 21/03/2017 00:39:45

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Foi dito a Davi: Eis que os filisteus pelejam contra Queila e saqueiam as eiras.
2 Consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Irei eu e ferirei estes filisteus? Respondeu o SENHOR a Davi: Vai, e ferirás os filisteus, e livrarás Queila.
3 Porém os homens de Davi lhe disseram: Temos medo aqui em Judá, quanto mais indo a Queila contra as tropas dos filisteus.
4 Então, Davi tornou a consultar o SENHOR, e o SENHOR lhe respondeu e disse: Dispõe-te, desce a Queila, porque te dou os filisteus nas tuas mãos.
5 Partiu Davi com seus homens a Queila, e pelejou contra os filisteus, e levou todo o gado, e fez grande morticínio entre eles; assim, Davi salvou os moradores de Queila.
6 Sucedeu que, quando Abiatar, filho de Aimeleque, fugiu para Davi, a Queila, desceu com a estola sacerdotal na mão.
7 Foi anunciado a Saul que Davi tinha ido a Queila. Disse Saul: Deus o entregou nas minhas mãos; está encerrado, pois entrou numa cidade de portas e ferrolhos.
8 Então, Saul mandou chamar todo o povo à peleja, para que descessem a Queila e cercassem Davi e os seus homens.
9 Sabedor, porém, Davi de que Saul maquinava o mal contra ele, disse a Abiatar, sacerdote: Traze aqui a estola sacerdotal.
10 Orou Davi: Ó SENHOR, Deus de Israel, teu servo ouviu que Saul, de fato, procura vir a Queila, para destruir a cidade por causa de mim.
11 Entregar-me-ão os homens de Queila nas mãos dele? Descerá Saul, como o teu servo ouviu? Ah! SENHOR, Deus de Israel, faze-o saber ao teu servo. E disse o SENHOR: Descerá.
12 Perguntou-lhe Davi: Entregar-me-ão os homens de Queila, a mim e aos meus servos, nas mãos de Saul? Respondeu o SENHOR: Entregarão.
13 Então, se dispôs Davi com os seus homens, uns seiscentos, saíram de Queila e se foram sem rumo certo. Sendo anunciado a Saul que Davi fugira de Queila, cessou de persegui-lo.
14 Permaneceu Davi no deserto, nos lugares seguros, e ficou na região montanhosa no deserto de Zife. Saul buscava-o todos os dias, porém Deus não o entregou nas suas mãos.
15 Vendo, pois, Davi que Saul saíra a tirar-lhe a vida, deteve-se no deserto de Zife, em Horesa.
16 Então, se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi, a Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em Deus,
17 e lhe disse: Não temas, porque a mão de Saul, meu pai, não te achará; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo, o que também Saul, meu pai, bem sabe.
18 E ambos fizeram aliança perante o SENHOR. Davi ficou em Horesa, e Jônatas voltou para sua casa.
19 Então, subiram os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não se escondeu Davi entre nós, nos lugares seguros de Horesa, no outeiro de Haquila, que está ao sul de Jesimom?
20 Agora, pois, ó rei, desce conforme te impõe o coração; toca-nos a nós entregarmo-lo nas mãos do rei.
21 Disse Saul: Benditos sejais vós do SENHOR, porque vos compadecestes de mim.
22 Ide, pois, informai-vos ainda melhor, sabei e notai o lugar que freqüenta e quem o tenha visto ali; porque me foi dito que é astutíssimo.
23 Pelo que atentai bem e informai-vos acerca de todos os esconderijos em que ele se oculta; então, voltai a ter comigo com seguras informações, e irei convosco; se ele estiver na terra, buscá-lo-ei entre todos os milhares de Judá.
24 Então, se levantaram eles e se foram a Zife, adiante de Saul; Davi, porém, e os seus homens estavam no deserto de Maom, na planície, ao sul de Jesimom.
25 Saul e os seus homens se foram ao encalço dele, e isto foi dito a Davi; pelo que desceu para a penha que está no deserto de Maom. Ouvindo-o Saul, perseguiu a Davi no deserto de Maom.
26 Saul ia de um lado do monte, e Davi e os seus homens, da outra; apressou-se Davi em fugir para escapar de Saul; porém este e os seus homens cercaram Davi e os seus homens para os prender.
27 Então, veio um mensageiro a Saul, dizendo: Apressa-te e vem, porque os filisteus invadiram a terra.
28 Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape.
29 Subiu Davi daquele lugar e ficou nos lugares seguros de En-Gedi.



Postado em: 21/03/2017 00:38:42

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele.
2 Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.
3 Dali passou Davi a Mispa de Moabe e disse ao seu rei: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que eu saiba o que Deus há de fazer de mim.
4 Trouxe-os perante o rei de Moabe, e com este moraram por todo o tempo que Davi esteve neste lugar seguro.
5 Porém o profeta Gade disse a Davi: Não fiques neste lugar seguro; vai e entra na terra de Judá. Então, Davi saiu e foi para o bosque de Herete.
6 Ouviu Saul que Davi e os homens que o acompanhavam foram descobertos. Achando-se Saul em Gibeá, debaixo de um arvoredo, numa colina, tendo na mão a sua lança, e todos os seus servos com ele,
7 disse a todos estes: Ouvi, peço-vos, filhos de Benjamim, dar-vos-á também o filho de Jessé, a todos vós, terras e vinhas e vos fará a todos chefes de milhares e chefes de centenas,
8 para que todos tenhais conspirado contra mim? E ninguém houve que me desse aviso de que meu filho fez aliança com o filho de Jessé; e nenhum dentre vós há que se doa por mim e me participe que meu filho contra mim instigou a meu servo, para me armar ciladas, como se vê neste dia.
9 Então, respondeu Doegue, o edomita, que também estava com os servos de Saul, e disse: Vi o filho de Jessé chegar a Nobe, a Aimeleque, filho de Aitube,
10 e como Aimeleque, a pedido dele, consultou o SENHOR, e lhe fez provisões, e lhe deu a espada de Golias, o filisteu.
11 Então, o rei mandou chamar Aimeleque, sacerdote, filho de Aitube, e toda a casa de seu pai, a saber, os sacerdotes que estavam em Nobe; todos eles vieram ao rei.
12 Disse Saul: Ouve, peço-te, filho de Aitube! Este respondeu: Eis-me aqui, meu senhor!
13 Então, lhe disse Saul: Por que conspirastes contra mim, tu e o filho de Jessé? Pois lhe deste pão e espada e consultaste a favor dele a Deus, para que se levantasse contra mim e me armasse ciladas, como hoje se vê.
14 Respondeu Aimeleque ao rei e disse: E quem, entre todos os teus servos, há tão fiel como Davi, o genro do rei, chefe da tua guarda pessoal e honrado na tua casa?
15 Acaso, é de hoje que consulto a Deus em seu favor? Não! Jamais impute o rei coisa nenhuma a seu servo, nem a toda a casa de meu pai, pois o teu servo de nada soube de tudo isso, nem muito nem pouco.
16 Respondeu o rei: Aimeleque, morrerás, tu e toda a casa de teu pai.
17 Disse o rei aos da guarda, que estavam com ele: Volvei e matai os sacerdotes do SENHOR, porque também estão de mãos dadas com Davi e porque souberam que fugiu e não mo fizeram saber. Porém os servos do rei não quiseram estender as mãos contra os sacerdotes do SENHOR.
18 Então, disse o rei a Doegue: Volve-te e arremete contra os sacerdotes. Então, se virou Doegue, o edomita, e arremeteu contra os sacerdotes, e matou, naquele dia, oitenta e cinco homens que vestiam estola sacerdotal de linho.
19 Também a Nobe, cidade destes sacerdotes, passou a fio de espada: homens, e mulheres, e meninos, e crianças de peito, e bois, e jumentos, e ovelhas.
20 Porém dos filhos de Aimeleque, filho de Aitube, um só, cujo nome era Abiatar, salvou-se e fugiu para Davi;
21 e lhe anunciou que Saul tinha matado os sacerdotes do SENHOR.
22 Então, Davi disse a Abiatar: Bem sabia eu, naquele dia, que, estando ali Doegue, o edomita, não deixaria de o dizer a Saul. Fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de teu pai.
23 Fica comigo, não temas, porque quem procura a minha morte procura também a tua; estarás a salvo comigo.



Postado em: 21/03/2017 00:37:37

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque; Aimeleque, tremendo, saiu ao encontro de Davi e disse-lhe: Por que vens só, e ninguém, contigo?
2 Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei deu-me uma ordem e me disse: Ninguém saiba por que te envio e de que te incumbo; quanto aos meus homens, combinei que me encontrassem em tal e tal lugar.
3 Agora, que tens à mão? Dá-me cinco pães ou o que se achar.
4 Respondendo o sacerdote a Davi, disse-lhe: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se ao menos os teus homens se abstiveram das mulheres.
5 Respondeu Davi ao sacerdote e lhe disse: Sim, como sempre, quando saio à campanha, foram-nos vedadas as mulheres, e os corpos dos homens não estão imundos. Se tal se dá em viagem comum, quanto mais serão puros hoje!
6 Deu-lhe, pois, o sacerdote o pão sagrado, porquanto não havia ali outro, senão os pães da proposição, que se tiraram de diante do SENHOR, quando trocados, no devido dia, por pão quente.
7 Achava-se ali, naquele dia, um dos servos de Saul, detido perante o SENHOR, cujo nome era Doegue, edomita, o maioral dos pastores de Saul.
8 Disse Davi a Aimeleque: Não tens aqui à mão lança ou espada alguma? Porque não trouxe comigo nem a minha espada nem as minhas armas, porque a ordem do rei era urgente.
9 Respondeu o sacerdote: A espada de Golias, o filisteu, a quem mataste no vale de Elá, está aqui, envolta num pano detrás da estola sacerdotal; se a queres levar, leva-a, porque não há outra aqui, senão essa. Disse Davi: Não há outra semelhante; dá-ma.
10 Levantou-se Davi, naquele dia, e fugiu de diante de Saul, e foi a Aquis, rei de Gate.
11 Porém os servos de Aquis lhe disseram: Este não é Davi, o rei da sua terra? Não é a este que se cantava nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares?
12 Davi guardou estas palavras, considerando-as consigo mesmo, e teve muito medo de Aquis, rei de Gate.
13 Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia doido, esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba.
14 Então, disse Aquis aos seus servos: Bem vedes que este homem está louco; por que mo trouxestes a mim?
15 Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis este para fazer doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa?



Postado em: 21/03/2017 00:36:47

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?
2 Ele lhe respondeu: Tal não suceda; não serás morto. Meu pai não faz coisa nenhuma, nem grande nem pequena, sem primeiro me dizer; por que, pois, meu pai me ocultaria isso? Não há nada disso.
3 Então, Davi respondeu enfaticamente: Mui bem sabe teu pai que da tua parte achei mercê; pelo que disse consigo: Não saiba isto Jônatas, para que não se entristeça. Tão certo como vive o SENHOR, e tu vives, Jônatas, apenas há um passo entre mim e a morte.
4 Disse Jônatas a Davi: O que tu desejares eu te farei.
5 Disse Davi a Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova, em que sem falta deveria assentar-me com o rei para comer; mas deixa-me ir, e esconder-me-ei no campo, até à terceira tarde.
6 Se teu pai notar a minha ausência, dirás: Davi me pediu muito que o deixasse ir a toda pressa a Belém, sua cidade; porquanto se faz lá o sacrifício anual para toda a família.
7 Se disser assim: Está bem! Então, teu servo terá paz. Porém, se muito se indignar, sabe que já o mal está, de fato, determinado por ele.
8 Usa, pois, de misericórdia para com o teu servo, porque lhe fizeste entrar contigo em aliança no SENHOR; se, porém, há em mim culpa, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?
9 Então, disse Jônatas: Longe de ti tal coisa; porém, se dalguma sorte soubesse que já este mal estava, de fato, determinado por meu pai, para que viesse sobre ti, não to declararia eu?
10 Perguntou Davi a Jônatas: Quem tal me fará saber, se, por acaso, teu pai te responder asperamente?
11 Então, disse Jônatas a Davi: Vem, e saiamos ao campo. E saíram.
12 E disse Jônatas a Davi: O SENHOR, Deus de Israel, seja testemunha. Amanhã ou depois de amanhã, a estas horas sondarei meu pai; se algo houver favorável a Davi, eu to mandarei dizer.
13 Mas, se meu pai quiser fazer-te mal, faça com Jônatas o SENHOR o que a este aprouver, se não to fizer saber eu e não te deixar ir embora, para que sigas em paz. E seja o SENHOR contigo, como tem sido com meu pai.
14 Se eu, então, ainda viver, porventura, não usarás para comigo da bondade do SENHOR, para que não morra?
15 Nem tampouco cortarás jamais da minha casa a tua bondade; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra todos os inimigos de Davi.
16 Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: Vingue o SENHOR os inimigos de Davi.
17 Jônatas fez jurar a Davi de novo, pelo amor que este lhe tinha, porque Jônatas o amava com todo o amor da sua alma.
18 Disse-lhe Jônatas: Amanhã é a Festa da Lua Nova; perguntar-se-á por ti, porque o teu lugar estará vazio.
19 Ao terceiro dia, descerás apressadamente e irás para o lugar em que te escondeste no dia do ajuste; e fica junto à pedra de Ezel.
20 Atirarei três flechas para aquele lado, como quem atira ao alvo.
21 Eis que mandarei o moço e lhe direi: Vai, procura as flechas; se eu disser ao moço: Olha que as flechas estão para cá de ti, traze-as; então, vem, Davi, porque, tão certo como vive o SENHOR, terás paz, e nada há que temer.
22 Porém, se disser ao moço: Olha que as flechas estão para lá de ti. Vai-te embora, porque o SENHOR te manda ir.
23 Quanto àquilo de que eu e tu falamos, eis que o SENHOR está entre mim e ti, para sempre.
24 Escondeu-se, pois, Davi no campo; e, sendo a Festa da Lua Nova, pôs-se o rei à mesa para comer.
25 Assentou-se o rei na sua cadeira, segundo o costume, no lugar junto à parede; Jônatas, defronte dele, e Abner, ao lado de Saul; mas o lugar de Davi estava desocupado.
26 Porém, naquele dia, não disse Saul nada, pois pensava: Aconteceu-lhe alguma coisa, pela qual não está limpo; talvez esteja contaminado.
27 Sucedeu também ao outro dia, o segundo da Festa da Lua Nova, que o lugar de Davi continuava desocupado; disse, pois, Saul a Jônatas, seu filho: Por que não veio a comer o filho de Jessé, nem ontem nem hoje?
28 Respondeu Jônatas a Saul: Davi me pediu, encarecidamente, que o deixasse ir a Belém.
29 Ele me disse: Peço-te que me deixes ir, porque a nossa família tem um sacrifício na cidade, e um de meus irmãos insiste comigo para que eu vá. Se, pois, agora, achei mercê aos teus olhos, peço-te que me deixes partir, para que veja meus irmãos. Por isso, não veio à mesa do rei.
30 Então, se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho de mulher perversa e rebelde; não sei eu que elegeste o filho de Jessé, para vergonha tua e para vergonha do recato de tua mãe?
31 Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda buscá-lo, agora, porque deve morrer.
32 Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que fez ele?
33 Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi.
34 Pelo que Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa e, neste segundo dia da Festa da Lua Nova, não comeu pão, pois ficara muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado.
35 Na manhã seguinte, saiu Jônatas ao campo, no tempo ajustado com Davi, e levou consigo um rapaz.
36 Então, disse ao seu rapaz: Corre a buscar as flechas que eu atirar. Este correu, e ele atirou uma flecha, que fez passar além do rapaz.
37 Chegando o rapaz ao lugar da flecha que Jônatas havia atirado, gritou Jônatas atrás dele e disse: Não está a flecha mais para lá de ti?
38 Tornou Jônatas a gritar: Apressa-te, não te demores. O rapaz de Jônatas apanhou as flechas e voltou ao seu senhor.
39 O rapaz não entendeu coisa alguma; só Jônatas e Davi sabiam deste ajuste.
40 Então, Jônatas deu as suas armas ao rapaz que o acompanhava e disse-lhe: Anda, leva-as à cidade.
41 Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.
42 Disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto juramos ambos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR seja para sempre entre mim e ti e entre a minha descendência e a tua.
43 Então, se levantou Davi e se foi; e Jônatas entrou na cidade.



Postado em: 21/03/2017 00:35:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os servos sobre matar Davi. Jônatas, filho de Saul, mui afeiçoado a Davi,
2 o fez saber a este, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; acautela-te, pois, pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te.
3 Eu sairei e estarei ao lado de meu pai no campo onde estás; falarei a teu respeito a meu pai, e verei o que houver, e te farei saber.
4 Então, Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e os seus feitos para contigo têm sido mui importantes.
5 Arriscando ele a vida, feriu os filisteus e efetuou o SENHOR grande livramento a todo o Israel; tu mesmo o viste e te alegraste; por que, pois, pecarias contra sangue inocente, matando Davi sem causa?
6 Saul atendeu à voz de Jônatas e jurou: Tão certo como vive o SENHOR, ele não morrerá.
7 Jônatas chamou a Davi, contou-lhe todas estas palavras e o levou a Saul; e esteve Davi perante este como dantes.
8 Tornou a haver guerra, e, quando Davi pelejou contra os filisteus e os feriu com grande derrota, e fugiram diante dele,
9 o espírito maligno, da parte do SENHOR, tornou sobre Saul; estava este assentado em sua casa e tinha na mão a sua lança, enquanto Davi dedilhava o seu instrumento músico.
10 Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe, indo a lança ferir a parede; então, fugiu Davi e escapou.
11 Porém Saul, naquela mesma noite, mandou mensageiros à casa de Davi, que o vigiassem, para ele o matar pela manhã; disto soube Davi por Mical, sua mulher, que lhe disse: Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã serás morto.
12 Então, Mical desceu Davi por uma janela; e ele se foi, fugiu e escapou.
13 Mical tomou um ídolo do lar, e o deitou na cama, e pôs-lhe à cabeça um tecido de pêlos de cabra, e o cobriu com um manto.
14 Tendo Saul enviado mensageiros que trouxessem Davi, ela disse: Está doente.
15 Então, Saul mandou mensageiros que vissem Davi, ordenando-lhes: Trazei-mo mesmo na cama, para que o mate.
16 Vindo, pois, os mensageiros, eis que estava na cama o ídolo do lar, e o tecido de pêlos de cabra, ao redor de sua cabeça.
17 Então, disse Saul a Mical: Por que assim me enganaste e deixaste ir e escapar o meu inimigo? Respondeu-lhe Mical: Porque ele me disse: Deixa-me ir; se não, eu te mato.
18 Assim, Davi fugiu, e escapou, e veio a Samuel, a Ramá, e lhe contou tudo quanto Saul lhe fizera; e se retiraram, ele e Samuel, e ficaram na casa dos profetas.
19 Foi dito a Saul: Eis que Davi está na casa dos profetas, em Ramá.
20 Então, enviou Saul mensageiros para trazerem Davi, os quais viram um grupo de profetas profetizando, onde estava Samuel, que lhes presidia; e o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram.
21 Avisado disto, Saul enviou outros mensageiros, e também estes profetizaram; então, enviou Saul ainda uns terceiros, os quais também profetizaram.
22 Então, foi também ele mesmo a Ramá e, chegando ao poço grande que estava em Seco, perguntou: Onde estão Samuel e Davi? Responderam-lhe: Eis que estão na casa dos profetas, em Ramá.
23 Então, foi para a casa dos profetas, em Ramá; e o mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, que, caminhando, profetizava até chegar à casa dos profetas, em Ramá.
24 Também ele despiu a sua túnica, e profetizou diante de Samuel, e, sem ela, esteve deitado em terra todo aquele dia e toda aquela noite; pelo que se diz: Está também Saul entre os profetas?



Postado em: 21/03/2017 00:35:08

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.
2 Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.
3 Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
4 Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto.
5 Saía Davi aonde quer que Saul o enviava e se conduzia com prudência; de modo que Saul o pôs sobre tropas do seu exército, e era ele benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul.
6 Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música.
7 As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares.
8 Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino?
9 Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos.
10 No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul, que teve uma crise de raiva em casa; e Davi, como nos outros dias, dedilhava a harpa; Saul, porém, trazia na mão uma lança,
11 que arrojou, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes.
12 Saul temia a Davi, porque o SENHOR era com este e se tinha retirado de Saul.
13 Pelo que Saul o afastou de si e o pôs por chefe de mil; ele fazia saídas e entradas militares diante do povo.
14 Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o SENHOR era com ele.
15 Então, vendo Saul que Davi lograva bom êxito, tinha medo dele.
16 Porém todo o Israel e Judá amavam Davi, porquanto fazia saídas e entradas militares diante deles.
17 Disse Saul a Davi: Eis aqui Merabe, minha filha mais velha, que te darei por mulher; sê-me somente filho valente e guerreia as guerras do SENHOR; porque Saul dizia consigo: Não seja contra ele a minha mão, e sim a dos filisteus.
18 Respondeu Davi a Saul: Quem sou eu, e qual é a minha vida e a família de meu pai em Israel, para vir a ser eu genro do rei?
19 Sucedeu, porém, que, ao tempo em que Merabe, filha de Saul, devia ser dada a Davi, foi dada por mulher a Adriel, meolatita.
20 Mas Mical, a outra filha de Saul, amava a Davi. Contaram-no a Saul, e isso lhe agradou.
21 Disse Saul: Eu lha darei, para que ela lhe sirva de laço e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Pelo que Saul disse a Davi: Com esta segunda serás, hoje, meu genro.
22 Ordenou Saul aos seus servos: Falai confidencialmente a Davi, dizendo: Eis que o rei tem afeição por ti, e todos os seus servos te amam; consente, pois, em ser genro do rei.
23 Os servos de Saul falaram estas palavras a Davi, o qual respondeu: Parece-vos coisa de somenos ser genro do rei, sendo eu homem pobre e de humilde condição?
24 Os servos de Saul lhe referiram isto, dizendo: Tais foram as palavras que falou Davi.
25 Então, disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não deseja dote algum, mas cem prepúcios de filisteus, para tomar vingança dos inimigos do rei. Porquanto Saul tentava fazer cair a Davi pelas mãos dos filisteus.
26 Tendo os servos de Saul referido estas palavras a Davi, agradou-se este de que viesse a ser genro do rei. Antes de vencido o prazo,
27 dispôs-se Davi e partiu com os seus homens, e feriram dentre os filisteus duzentos homens; trouxe os seus prepúcios e os entregou todos ao rei, para que lhe fosse genro. Então, Saul lhe deu por mulher a sua filha Mical.
28 Viu Saul e reconheceu que o SENHOR era com Davi; e Mical, filha de Saul, o amava.
29 Então, Saul temeu ainda mais a Davi e continuamente foi seu inimigo.
30 Cada vez que os príncipes dos filisteus saíam à batalha, Davi lograva mais êxito do que todos os servos de Saul; portanto, o seu nome se tornou muito estimado.



Postado em: 21/03/2017 00:34:20

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ajuntaram os filisteus as suas tropas para a guerra, e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, em Efes-Damim.
2 Porém Saul e os homens de Israel se ajuntaram, e acamparam no vale de Elá, e ali ordenaram a batalha contra os filisteus.
3 Estavam estes num monte do lado dalém, e os israelitas, no outro monte do lado daquém; e, entre eles, o vale.
4 Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, da altura de seis côvados e um palmo.
5 Trazia na cabeça um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas cujo peso era de cinco mil siclos de bronze.
6 Trazia caneleiras de bronze nas pernas e um dardo de bronze entre os ombros.
7 A haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança, de seiscentos siclos de ferro; e diante dele ia o escudeiro.
8 Parou, clamou às tropas de Israel e disse-lhes: Para que saís, formando-vos em linha de batalha? Não sou eu filisteu, e vós, servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça contra mim.
9 Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis.
10 Disse mais o filisteu: Hoje, afronto as tropas de Israel. Dai-me um homem, para que ambos pelejemos.
11 Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito.
12 Davi era filho daquele efrateu de Belém de Judá cujo nome era Jessé, que tinha oito filhos; nos dias de Saul, era já velho e adiantado em anos entre os homens.
13 Apresentaram-se os três filhos mais velhos de Jessé a Saul e o seguiram à guerra; chamavam-se: Eliabe, o primogênito, o segundo, Abinadabe, e o terceiro, Samá.
14 Davi era o mais moço; só os três maiores seguiram Saul.
15 Davi, porém, ia a Saul e voltava, para apascentar as ovelhas de seu pai, em Belém.
16 Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde; e apresentou-se por quarenta dias.
17 Disse Jessé a Davi, seu filho: Leva, peço-te, para teus irmãos um efa deste trigo tostado e estes dez pães e corre a levá-los ao acampamento, a teus irmãos.
18 Porém estes dez queijos, leva-os ao comandante de mil; e visitarás teus irmãos, a ver se vão bem; e trarás uma prova de como passam.
19 Saul, e eles, e todos os homens de Israel estão no vale de Elá, pelejando com os filisteus.
20 Davi, pois, no dia seguinte, se levantou de madrugada, deixou as ovelhas com um guarda, carregou-se e partiu, como Jessé lhe ordenara; e chegou ao acampamento quando já as tropas saíam para formar-se em ordem de batalha e, a gritos, chamavam à peleja.
21 Os israelitas e filisteus se puseram em ordem, fileira contra fileira.
22 Davi, deixando o que trouxera aos cuidados do guarda da bagagem, correu à batalha; e, chegando, perguntou a seus irmãos se estavam bem.
23 Estando Davi ainda a falar com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o duelista, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate; e falou as mesmas coisas que antes falara, e Davi o ouviu.
24 Todos os israelitas, vendo aquele homem, fugiam de diante dele, e temiam grandemente,
25 e diziam uns aos outros: Vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar a Israel. A quem o matar, o rei o cumulará de grandes riquezas, e lhe dará por mulher a filha, e à casa de seu pai isentará de impostos em Israel.
26 Então, falou Davi aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?
27 E o povo lhe repetiu as mesmas palavras, dizendo: Assim farão ao homem que o ferir.
28 Ouvindo-o Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se-lhe a ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja.
29 Respondeu Davi: Que fiz eu agora? Fiz somente uma pergunta.
30 Desviou-se dele para outro e falou a mesma coisa; e o povo lhe tornou a responder como dantes.
31 Ouvidas as palavras que Davi falara, anunciaram-nas a Saul, que mandou chamá-lo.
32 Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu.
33 Porém Saul disse a Davi: Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade.
34 Respondeu Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho,
35 eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei.
36 O teu servo matou tanto o leão como o urso; este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo.
37 Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te, e o SENHOR seja contigo.
38 Saul vestiu a Davi da sua armadura, e lhe pôs sobre a cabeça um capacete de bronze, e o vestiu de uma couraça.
39 Davi cingiu a espada sobre a armadura e experimentou andar, pois jamais a havia usado; então, disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o usei. E Davi tirou aquilo de sobre si.
40 Tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão; e, lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu.
41 O filisteu também se vinha chegando a Davi; e o seu escudeiro ia adiante dele.
42 Olhando o filisteu e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço ruivo e de boa aparência.
43 Disse o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para vires a mim com paus? E, pelos seus deuses, amaldiçoou o filisteu a Davi.
44 Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas-feras do campo.
45 Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
46 Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel.
47 Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.
48 Sucedeu que, dispondo-se o filisteu a encontrar-se com Davi, este se apressou e, deixando as suas fileiras, correu de encontro ao filisteu.
49 Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra.
50 Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi.
51 Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça. Vendo os filisteus que era morto o seu herói, fugiram.
52 Então, os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram, e perseguiram os filisteus, até Gate e até às portas de Ecrom. E caíram filisteus feridos pelo caminho, de Saaraim até Gate e até Ecrom.
53 Então, voltaram os filhos de Israel de perseguirem os filisteus e lhes despojaram os acampamentos.
54 Tomou Davi a cabeça do filisteu e a trouxe a Jerusalém; porém as armas dele pô-las Davi na sua tenda.
55 Quando Saul viu sair Davi a encontrar-se com o filisteu, disse a Abner, o comandante do exército: De quem é filho este jovem, Abner? Respondeu Abner: Tão certo como tu vives, ó rei, não o sei.
56 Disse o rei: Pergunta, pois, de quem é filho este jovem.
57 Voltando Davi de haver ferido o filisteu, Abner o tomou e o levou à presença de Saul, trazendo ele na mão a cabeça do filisteu.
58 Então, Saul lhe perguntou: De quem és filho, jovem? Respondeu Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita.



Postado em: 21/03/2017 00:33:19

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás pena de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque, dentre os seus filhos, me provi de um rei.
2 Disse Samuel: Como irei eu? Pois Saul o saberá e me matará. Então, disse o SENHOR: Toma contigo um novilho e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR.
3 Convidarás Jessé para o sacrifício; eu te mostrarei o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te designar.
4 Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR e veio a Belém. Saíram-lhe ao encontro os anciãos da cidade, tremendo, e perguntaram: É de paz a tua vinda?
5 Respondeu ele: É de paz; vim sacrificar ao SENHOR. Santificai-vos e vinde comigo ao sacrifício. Santificou ele a Jessé e os seus filhos e os convidou para o sacrifício.
6 Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido.
7 Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.
8 Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este escolheu o SENHOR.
9 Então, Jessé fez passar a Samá, porém Samuel disse: Tampouco a este escolheu o SENHOR.
10 Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes.
11 Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha.
12 Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele.
13 Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi. Então, Samuel se levantou e foi para Ramá.
14 Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava.
15 Então, os servos de Saul lhe disseram: Eis que, agora, um espírito maligno, enviado de Deus, te atormenta.
16 Manda, pois, senhor nosso, que teus servos, que estão em tua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa; e será que, quando o espírito maligno, da parte do SENHOR, vier sobre ti, então, ele a dedilhará, e te acharás melhor.
17 Disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo.
18 Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o SENHOR é com ele.
19 Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas.
20 Tomou, pois, Jessé um jumento, e o carregou de pão, um odre de vinho e um cabrito, e enviou-os a Saul por intermédio de Davi, seu filho.
21 Assim, Davi foi a Saul e esteve perante ele; este o amou muito e o fez seu escudeiro.
22 Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar Davi perante mim, pois me caiu em graça.
23 E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.



Postado em: 21/03/2017 00:32:40

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse Samuel a Saul: Enviou-me o SENHOR a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora, às palavras do SENHOR.
2 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei Amaleque pelo que fez a Israel: ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito.
3 Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.
4 Saul convocou o povo e os contou em Telaim: duzentos mil homens de pé e dez mil homens de Judá.
5 Chegando, pois, Saul à cidade de Amaleque, pôs emboscadas no vale.
6 E disse aos queneus: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio dos amalequitas, para que eu vos não destrua juntamente com eles, porque usastes de misericórdia para com todos os filhos de Israel, quando subiram do Egito. Assim, os queneus se retiraram do meio dos amalequitas.
7 Então, feriu Saul os amalequitas, desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito.
8 Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu a fio de espada.
9 E Saul e o povo pouparam Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente; porém toda coisa vil e desprezível destruíram.
10 Então, veio a palavra do SENHOR a Samuel, dizendo:
11 Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou ao SENHOR.
12 Madrugou Samuel para encontrar a Saul pela manhã; e anunciou-se àquele: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si um monumento; e, dando volta, passou e desceu a Gilgal.
13 Veio, pois, Samuel a Saul, e este lhe disse: Bendito sejas tu do SENHOR; executei as palavras do SENHOR.
14 Então, disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos e o mugido de bois que ouço?
15 Respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram; porque o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois, para os sacrificar ao SENHOR, teu Deus; o resto, porém, destruímos totalmente.
16 Então, disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o SENHOR me disse esta noite. Respondeu-lhe Saul: Fala.
17 Prosseguiu Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel, e não te ungiu o SENHOR rei sobre ele?
18 Enviou-te o SENHOR a este caminho e disse: Vai, e destrói totalmente estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até exterminá-los.
19 Por que, pois, não atentaste à voz do SENHOR, mas te lançaste ao despojo e fizeste o que era mau aos olhos do SENHOR?
20 Então, disse Saul a Samuel: Pelo contrário, dei ouvidos à voz do SENHOR e segui o caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas, os destruí totalmente;
21 mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do designado à destruição para oferecer ao SENHOR, teu Deus, em Gilgal.
22 Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.
23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.
24 Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz.
25 Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado e volta comigo, para que adore o SENHOR.
26 Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel.
27 Virando-se Samuel para se ir, Saul o segurou pela orla do manto, e este se rasgou.
28 Então, Samuel lhe disse: O SENHOR rasgou, hoje, de ti o reino de Israel e o deu ao teu próximo, que é melhor do que tu.
29 Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa.
30 Então, disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel; e volta comigo, para que adore o SENHOR, teu Deus.
31 Então, Samuel seguiu a Saul, e este adorou o SENHOR.
32 Disse Samuel: Traze-me aqui Agague, rei dos amalequitas. Agague veio a ele, confiante; e disse: Certamente, já se foi a amargura da morte.
33 Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou mulheres, assim desfilhada ficará tua mãe entre as mulheres. E Samuel despedaçou a Agague perante o SENHOR, em Gilgal.
34 Então, Samuel se foi a Ramá; e Saul subiu à sua casa, a Gibeá de Saul.
35 Nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porém tinha pena de Saul. O SENHOR se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel.



Postado em: 21/03/2017 00:29:32

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sucedeu que, um dia, disse Jônatas, filho de Saul, ao seu jovem escudeiro: Vem, passemos à guarnição dos filisteus, que está do outro lado. Porém não o fez saber a seu pai.
2 Saul se encontrava na extremidade de Gibeá, debaixo da romeira em Migrom; e o povo que estava com ele eram cerca de seiscentos homens.
3 Aías, filho de Aitube, irmão de Icabô, filho de Finéias, filho de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, trazia a estola sacerdotal. O povo não sabia que Jônatas tinha ido.
4 Entre os desfiladeiros pelos quais Jônatas procurava passar à guarnição dos filisteus, deste lado havia uma penha íngreme, e do outro, outra; uma se chamava Bozez; a outra, Sené.
5 Uma delas se erguia ao norte, defronte de Micmás; a outra, ao sul, defronte de Geba.
6 Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o SENHOR nos ajudará nisto, porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.
7 Então, o seu escudeiro lhe disse: Faze tudo segundo inclinar o teu coração; eis-me aqui contigo, a tua disposição será a minha.
8 Disse, pois, Jônatas: Eis que passaremos àqueles homens e nos daremos a conhecer a eles.
9 Se nos disserem assim: Parai até que cheguemos a vós outros; então, ficaremos onde estamos e não subiremos a eles.
10 Porém se disserem: Subi a nós; então, subiremos, pois o SENHOR no-los entregou nas mãos. Isto nos servirá de sinal.
11 Dando-se, pois, ambos a conhecer à guarnição dos filisteus, disseram estes: Eis que já os hebreus estão saindo dos buracos em que se tinham escondido.
12 Os homens da guarnição responderam a Jônatas e ao seu escudeiro e disseram: Subi a nós, e nós vos daremos uma lição. Disse Jônatas ao escudeiro: Sobe atrás de mim, porque o SENHOR os entregou nas mãos de Israel.
13 Então, trepou Jônatas de gatinhas, e o seu escudeiro, atrás; e os filisteus caíram diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele.
14 Sucedeu esta primeira derrota, em que Jônatas e o seu escudeiro mataram perto de vinte homens, em cerca de meia jeira de terra.
15 Houve grande espanto no arraial, no campo e em todo o povo; também a mesma guarnição e os saqueadores tremeram, e até a terra se estremeceu; e tudo passou a ser um terror de Deus.
16 Olharam as sentinelas de Saul, em Gibeá de Benjamim, e eis que a multidão se dissolvia, correndo uns para cá, outros para lá.
17 Então, disse Saul ao povo que estava com ele: Ora, contai e vede quem é que saiu dentre nós. Contaram, e eis que nem Jônatas nem o seu escudeiro estavam ali.
18 Saul disse a Aías: Traze aqui a arca de Deus (porque, naquele dia, ela estava com os filhos de Israel).
19 Enquanto Saul falava ao sacerdote, o alvoroço que havia no arraial dos filisteus crescia mais e mais, pelo que disse Saul ao sacerdote: Desiste de trazer a arca.
20 Então, Saul e todo o povo que estava com ele se ajuntaram e vieram à peleja; e a espada de um era contra o outro, e houve mui grande tumulto.
21 Também com os filisteus dantes havia hebreus, que subiram com eles ao arraial; e também estes se ajuntaram com os israelitas que estavam com Saul e Jônatas.
22 Ouvindo, pois, todos os homens de Israel que se esconderam pela região montanhosa de Efraim que os filisteus fugiram, eles também os perseguiram de perto na peleja.
23 Assim, livrou o SENHOR a Israel naquele dia; e a batalha passou além de Bete-Áven.
24 Estavam os homens de Israel angustiados naquele dia, porquanto Saul conjurara o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão antes de anoitecer, para que me vingue de meus inimigos. Pelo que todo o povo se absteve de provar pão.
25 Todo o povo chegou a um bosque onde havia mel no chão.
26 Chegando o povo ao bosque, eis que corria mel; porém ninguém chegou a mão à boca, porque o povo temia a conjuração.
27 Jônatas, porém, não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo, e estendeu a ponta da vara que tinha na mão, e a molhou no favo de mel; e, levando a mão à boca, tornaram a brilhar os seus olhos.
28 Então, respondeu um do povo: Teu pai conjurou solenemente o povo e disse: Maldito o homem que, hoje, comer pão; estava exausto o povo.
29 Então, disse Jônatas: Meu pai turbou a terra; ora, vede como brilham os meus olhos por ter eu provado um pouco deste mel.
30 Quanto mais se o povo, hoje, tivesse comido livremente do que encontrou do despojo de seus inimigos; porém desta vez não foi tão grande a derrota dos filisteus.
31 Feriram, porém, aquele dia aos filisteus, desde Micmás até Aijalom. O povo se achava exausto em extremo;
32 e, lançando-se ao despojo, tomaram ovelhas, bois e bezerros, e os mataram no chão, e os comeram com sangue.
33 Disto informaram a Saul, dizendo: Eis que o povo peca contra o SENHOR, comendo com sangue. Disse ele: Procedestes aleivosamente; rolai para aqui, hoje, uma grande pedra.
34 Disse mais Saul: Espalhai-vos entre o povo e dizei-lhe: Cada um me traga o seu boi, a sua ovelha, e matai-os aqui, e comei, e não pequeis contra o SENHOR, comendo com sangue. Então, todo o povo trouxe de noite, cada um o seu boi de que já lançara mão, e os mataram ali.
35 Edificou Saul um altar ao SENHOR; este foi o primeiro altar que lhe edificou.
36 Disse mais Saul: Desçamos esta noite no encalço dos filisteus, e despojemo-los, até o raiar do dia, e não deixemos de resto um homem sequer deles. E disseram: Faze tudo o que bem te parecer.
37 Disse, porém, o sacerdote: Cheguemo-nos aqui a Deus. Então, consultou Saul a Deus, dizendo: Descerei no encalço dos filisteus? Entregá-los-ás nas mãos de Israel? Porém aquele dia Deus não lhe respondeu.
38 Então, disse Saul: Chegai-vos para aqui, todos os chefes do povo, e informai-vos, e vede qual o pecado que, hoje, se cometeu.
39 Porque tão certo como vive o SENHOR, que salva a Israel, ainda que com meu filho Jônatas esteja a culpa, seja morto. Porém nenhum de todo o povo lhe respondeu.
40 Disse mais a todo o Israel: Vós estareis de um lado, e eu e meu filho Jônatas, do outro. Então, disse o povo a Saul: Faze o que bem te parecer.
41 Falou, pois, Saul ao SENHOR, Deus de Israel: Mostra a verdade. Então, Jônatas e Saul foram indicados por sorte, e o povo saiu livre.
42 Disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi indicado Jônatas.
43 Disse, então, Saul a Jônatas: Declara-me o que fizeste. E Jônatas lhe disse: Tão-somente provei um pouco de mel com a ponta da vara que tinha na mão. Eis-me aqui; estou pronto para morrer.
44 Então, disse Saul: Deus me faça o que bem lhe aprouver; é certo que morrerás, Jônatas.
45 Porém o povo disse a Saul: Morrerá Jônatas, que efetuou tamanha salvação em Israel? Tal não suceda. Tão certo como vive o SENHOR, não lhe há de cair no chão um só cabelo da cabeça! Pois foi com Deus que fez isso, hoje. Assim, o povo salvou a Jônatas, para que não morresse.
46 E Saul deixou de perseguir os filisteus; e estes se foram para a sua terra.
47 Tendo Saul assumido o reinado de Israel, pelejou contra todos os seus inimigos em redor: contra Moabe, os filhos de Amom e Edom; contra os reis de Zobá e os filisteus; e, para onde quer que se voltava, era vitorioso.
48 Houve-se varonilmente, e feriu os amalequitas, e libertou a Israel das mãos dos que o saqueavam.
49 Os filhos de Saul eram Jônatas, Isvi e Malquisua; os nomes de suas duas filhas eram: o da mais velha, Merabe; o da mais nova, Mical.
50 A mulher de Saul chamava-se Ainoã, filha de Aimaás. O nome do general do seu exército, Abner, filho de Ner, tio de Saul.
51 Quis era pai de Saul; e Ner, pai de Abner, era filho de Abiel.
52 Por todos os dias de Saul, houve forte guerra contra os filisteus; pelo que Saul, a todos os homens fortes e valentes que via, os agregava a si.



Postado em: 21/03/2017 00:26:52

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Um ano reinara Saul em Israel. No segundo ano de seu reinado sobre o povo,
2 escolheu para si três mil homens de Israel; estavam com Saul dois mil em Micmás e na região montanhosa de Betel, e mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim; e despediu o resto do povo, cada um para sua casa.
3 Jônatas derrotou a guarnição dos filisteus que estava em Gibeá, o que os filisteus ouviram; pelo que Saul fez tocar a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam isso os hebreus.
4 Todo o Israel ouviu dizer: Saul derrotou a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez odioso aos filisteus. Então, o povo foi convocado para junto de Saul, em Gilgal.
5 Reuniram-se os filisteus para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à beira-mar; e subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven.
6 Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava apertado), esconderam-se pelas cavernas, e pelos buracos, e pelos penhascos, e pelos túmulos, e pelas cisternas.
7 Também alguns dos hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e o povo que permaneceu com Saul, estando este ainda em Gilgal, se encheu de temor.
8 Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali.
9 Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.
10 Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar.
11 Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás,
12 eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do SENHOR; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos.
13 Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre.
14 Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou.
15 Então, se levantou Samuel e subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim. Logo, Saul contou o povo que se achava com ele, cerca de seiscentos homens.
16 Saul, e Jônatas, seu filho, e o povo que se achava com eles ficaram em Geba de Benjamim; porém os filisteus se acamparam em Micmás.
17 Os saqueadores saíram do campo dos filisteus em três tropas; uma delas tomou o caminho de Ofra à terra de Sual;
18 outra tomou o caminho de Bete-Horom; e a terceira, o caminho a cavaleiro do vale de Zeboim, na direção do deserto.
19 Ora, em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada, nem lança.
20 Pelo que todo o Israel tinha de descer aos filisteus para amolar a relha do seu arado, e a sua enxada, e o seu machado, e a sua foice.
21 Os filisteus cobravam dos israelitas dois terços de um siclo para amolar os fios das relhas e das enxadas e um terço de um siclo para amolar machados e aguilhadas.
22 Sucedeu que, no dia da peleja, não se achou nem espada, nem lança na mão de nenhum do povo que estava com Saul e com Jônatas; porém se acharam com Saul e com Jônatas, seu filho.
23 Saiu a guarnição dos filisteus ao desfiladeiro de Micmás.



Postado em: 19/03/2017 09:00:21

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

A perseverança teve a sua obra perfeita na pessoa do Senhor Jesus. Até ao último dia da festa, Ele apelou aos judeus. Neste último dia do ano, o Senhor Jesus nos dirige seu apelo e espera para se mostrar gracioso para conosco. A longanimidade de nosso Senhor é admirável em tolerar alguns de nós, ano após ano, apesar de nossas provocações, rebeldias e resistência ao seu Espírito Santo. Maravilha das maravilhas é o fato de que ainda estamos na terra da misericórdia. O Senhor Jesus nos exorta à reconciliação com Deus. Quão profundo tem de ser o amor que fez o Senhor chorar pelos pecadores. Com certeza, diante o clamor dessa chamada, o nosso coração virá espontaneamente. Tudo o que o homem necessita para satisfazer a sede de sua alma já foi providenciado. Embora a alma esteja completamente sedenta, o Senhor Jesus pode saciá-la. A proclamação está sendo feita, com toda espontaneidade, declarando que todos os sedentos são bem-vindos. O Senhor Jesus levou em seu próprio corpo os nossos pecados, na cruz. O Salvador que sangrou, morreu e ressuscitou é a única esperança para um pecador. Ó, que tenhamos graça para agora vir e beber, antes que o sol se ponha, neste último dia do ano! O ato de beber representa uma recepção para a qual nenhuma adequação é requerida. O tolo, o ladrão, a prostituta podem beber. Pecaminosidade de caráter não pode impedir que alguém aceite o convite e creia em Jesus. A boca pobre é convidada a parar e beber um profundo gole da fonte inesgotável. Lábios imundos, ressecados e leprosos podem beber da torrente de amor divino. Eles não podem contaminá-la, mas, pelo contrário, serão purificados.

 

O Senhor Jesus é a fonte de esperança. Querido leitor, ouça a voz do amável Redentor, que clama a todos nós: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

   



Postado em: 17/03/2017 12:02:14

Por: Charles Spurgeon

Comentário:

O céu é um lugar onde nunca pecaremos e onde cessaremos nossa constante vigilância contra um inimigo incansável. Não haverá qualquer tentador para enredar nossos passos. Ali, o vil cessa de importunar e os fatigados estão em descanso. O céu é a “herança incorruptível, sem mácula” (1 Pedro 1.4). É a terra da perfeita santidade e de segurança completa. Mas os crentes, mesmo estando na terra, não provam, às vezes, o gozo de segurança bendita?

A Palavra de Deus nos ensina: todos os que estão unidos com o Cordeiro estão seguros; todos os justos firmam-se em seu caminho; aqueles que entregaram sua alma aos cuidados de Cristo descobrirão que Ele é um preservador imutável e fiel. Sustentados por esta doutrina, podemos desfrutar de segurança mesmo aqui na terra – não aquela elevada e gloriosa segurança que nos liberta de cada escorregadela, mas aquela segurança santa que surge da promessa infalível de Jesus de que nenhum dos que crêem nele perecerá, mas estará com Ele onde Ele está. Crente, devemos sempre meditar sobre a alegria da doutrina da perseverança dos santos e honrar a fidelidade de nosso Deus por meio de uma confiança santa nele. Que o nosso Deus lhe traga o senso de sua segurança em Cristo Jesus. Que Ele lhe assegure de que o seu nome está escrito nas mãos dele e sussurre em seus ouvidos a promessa: “Não temas, pois, porque sou contigo” (Isaías 43.5).

Olhe para Ele, o grande Fiador da aliança, Aquele que é fiel e verdadeiro e que, por isso, está obrigado e trabalhando para apresentar a você, o mais fraco da família, juntamente com toda a raça eleita, diante do trono de Deus. Em tal doce contemplação, você beberá o vinho aromático das romãs do Senhor e provará as delicadas frutas do paraíso. Você provará as alegrias que deleitam a alma dos perfeitos santos no céu, se puder acreditar com firmeza que “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”

 



Postado em: 17/03/2017 09:42:48

Por: Greg Bahnsen

Comentário:

A teologia reformada é conhecida por algumas doutrinas distintivas. Comumente, é associada à doutrina da predestinação. Porém, é sua visão elevada da Escritura como verdade revelada por Deus que está no centro do seu sistema. A Bíblia é nossa única regra de fé e prática. “


Greg Bahnsen

Gregory Lyle Bahnsen (17 de setembro de 1948 – 11 de dezembro de 1995), mas conhecido como Greg Bahnsen, foi um filósofo e apologista calvinista influente. Foi ordenado ministro na Orthodox Presbyterian Church e pesquisador residente na Southern California Center for Christian Studies.



Postado em: 17/03/2017 09:36:57

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, disse Samuel a todo o Israel: Eis que ouvi a vossa voz em tudo quanto me dissestes e constituí sobre vós um rei.
2 Agora, pois, eis que tendes o rei à vossa frente. Já envelheci e estou cheio de cãs, e meus filhos estão convosco; o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje.
3 Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o SENHOR e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei.
4 Então, responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma das mãos de ninguém.
5 E ele lhes disse: O SENHOR é testemunha contra vós outros, e o seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. E o povo confirmou: Deus é testemunha.
6 Então, disse Samuel ao povo: Testemunha é o SENHOR, que escolheu a Moisés e a Arão e tirou vossos pais da terra do Egito.
7 Agora, pois, ponde-vos aqui, e pleitearei convosco perante o SENHOR, relativamente a todos os seus atos de justiça que fez a vós outros e a vossos pais.
8 Havendo entrado Jacó no Egito, clamaram vossos pais ao SENHOR, e o SENHOR enviou a Moisés e a Arão, que os tiraram do Egito e os fizeram habitar neste lugar.
9 Porém esqueceram-se do SENHOR, seu Deus; então, os entregou nas mãos de Sísera, comandante do exército de Hazor, e nas mãos dos filisteus, e nas mãos do rei de Moabe, que pelejaram contra eles.
10 E clamaram ao SENHOR e disseram: Pecamos, pois deixamos o SENHOR e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos das mãos de nossos inimigos, e te serviremos.
11 O SENHOR enviou a Jerubaal, e a Baraque, e a Jefté, e a Samuel; e vos livrou das mãos de vossos inimigos em redor, e habitastes em segurança.
12 Vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós outros, me dissestes: Não! Mas reinará sobre nós um rei; ao passo que o SENHOR, vosso Deus, era o vosso rei.
13 Agora, pois, eis aí o rei que elegestes e que pedistes; e eis que o SENHOR vos deu um rei.
14 Se temerdes ao SENHOR, e o servirdes, e lhe atenderdes à voz, e não lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o SENHOR, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será.
15 Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais.
16 Ponde-vos também, agora, aqui e vede esta grande coisa que o SENHOR fará diante dos vossos olhos.
17 Não é, agora, o tempo da sega do trigo? Clamarei, pois, ao SENHOR, e dará trovões e chuva; e sabereis e vereis que é grande a vossa maldade, que tendes praticado perante o SENHOR, pedindo para vós outros um rei.
18 Então, invocou Samuel ao SENHOR, e o SENHOR deu trovões e chuva naquele dia; pelo que todo o povo temeu em grande maneira ao SENHOR e a Samuel.
19 Todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao SENHOR, teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir para nós um rei.
20 Então, disse Samuel ao povo: Não temais; tendes cometido todo este mal; no entanto, não vos desvieis de seguir o SENHOR, mas servi ao SENHOR de todo o vosso coração.
21 Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são.
22 Pois o SENHOR, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo, porque aprouve ao SENHOR fazer-vos o seu povo.
23 Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito.
24 Tão-somente, pois, temei ao SENHOR e servi-o fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez.
25 Se, porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, tanto vós como o vosso rei.



Postado em: 17/03/2017 09:35:55

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, subiu Naás, amonita, e sitiou a Jabes-Gileade; e disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos.
2 Porém Naás, amonita, lhes respondeu: Farei aliança convosco sob a condição de vos serem vazados os olhos direitos, trazendo assim eu vergonha sobre todo o Israel.
3 Então, os anciãos de Jabes lhe disseram: Concede-nos sete dias, para que enviemos mensageiros por todos os limites de Israel e, não havendo ninguém que nos livre, então, nos entregaremos a ti.
4 Chegando os mensageiros a Gibeá de Saul, relataram este caso ao povo. Então, todo o povo chorou em voz alta.
5 Eis que Saul voltava do campo, atrás dos bois, e perguntou: Que tem o povo, que chora? Então, lhe referiram as palavras dos homens de Jabes.
6 E o Espírito de Deus se apossou de Saul, quando ouviu estas palavras, e acendeu-se sobremodo a sua ira.
7 Tomou uma junta de bois, cortou-os em pedaços e os enviou a todos os territórios de Israel por intermédio de mensageiros que dissessem: Assim se fará aos bois de todo aquele que não seguir a Saul e a Samuel. Então, caiu o temor do SENHOR sobre o povo, e saíram como um só homem.
8 Contou-os em Bezeque; dos filhos de Israel, havia trezentos mil; dos homens de Judá, trinta mil.
9 Então, disseram aos mensageiros que tinham vindo: Assim direis aos homens de Jabes-Gileade: Amanhã, quando aquentar o sol, sereis socorridos. Vindo, pois, os mensageiros, e, anunciando-o aos homens de Jabes, estes se alegraram
10 e disseram aos amonitas: Amanhã, nos entregaremos a vós outros; então, nos fareis segundo o que melhor vos parecer.
11 Sucedeu que, ao outro dia, Saul dividiu o povo em três companhias, que, pela vigília da manhã, vieram para o meio do arraial e feriram a Amom, até que se fez sentir o calor do dia. Os sobreviventes se espalharam, e não ficaram dois deles juntos.
12 Então, disse o povo a Samuel: Quem são aqueles que diziam: Reinará Saul sobre nós? Trazei-os para aqui, para que os matemos.
13 Porém Saul disse: Hoje, ninguém será morto, porque, no dia de hoje, o SENHOR salvou a Israel.
14 Disse Samuel ao povo: Vinde, vamos a Gilgal e renovemos ali o reino.
15 E todo o povo partiu para Gilgal, onde proclamaram Saul seu rei, perante o SENHOR, a cuja presença trouxeram ofertas pacíficas; e Saul muito se alegrou ali com todos os homens de Israel.



Postado em: 17/03/2017 09:35:14

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Não te ungiu, porventura, o SENHOR por príncipe sobre a sua herança, o povo de Israel?
2 Quando te apartares, hoje, de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no território de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste procurar, e eis que teu pai já não pensa no caso delas e se aflige por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho?
3 Quando dali passares adiante e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel: um levando três cabritos; outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho.
4 Eles te saudarão e te darão dois pães, que receberás da sua mão.
5 Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão profetizando.
6 O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem.
7 Quando estes sinais te sucederem, faze o que a ocasião te pedir, porque Deus é contigo.
8 Tu, porém, descerás adiante de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocausto e para apresentar ofertas pacíficas; sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que hás de fazer.
9 Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração; e todos esses sinais se deram naquele mesmo dia.
10 Chegando eles a Gibeá, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; o Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou no meio deles.
11 Todos os que, dantes, o conheciam, vendo que ele profetizava com os profetas, diziam uns aos outros: Que é isso que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas?
12 Então, um homem respondeu: Pois quem é o pai deles? Pelo que se tornou em provérbio: Está também Saul entre os profetas?
13 E, tendo profetizado, seguiu para o alto.
14 Perguntou o tio de Saul, a ele e ao seu moço: Aonde fostes? Respondeu ele: A buscar as jumentas e, vendo que não apareciam, fomos a Samuel.
15 Então, disse o tio de Saul: Conta-me, peço-te, que é o que vos disse Samuel?
16 Respondeu Saul a seu tio: Informou-nos de que as jumentas foram encontradas. Porém, com respeito ao reino, de que Samuel falara, não lho declarou.
17 Convocou Samuel o povo ao SENHOR, em Mispa,
18 e disse aos filhos de Israel: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Fiz subir a Israel do Egito e livrei-vos das mãos dos egípcios e das mãos de todos os reinos que vos oprimiam.
19 Mas vós rejeitastes, hoje, a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe dissestes: Não! Mas constitui um rei sobre nós. Agora, pois, ponde-vos perante o SENHOR, pelas vossas tribos e pelos vossos grupos de milhares.
20 Tendo Samuel feito chegar todas as tribos, foi indicada por sorte a de Benjamim.
21 Tendo feito chegar a tribo de Benjamim pelas suas famílias, foi indicada a família de Matri; e dela foi indicado Saul, filho de Quis. Mas, quando o procuraram, não podia ser encontrado.
22 Então, tornaram a perguntar ao SENHOR se aquele homem viera ali. Respondeu o SENHOR: Está aí escondido entre a bagagem.
23 Correram e o tomaram dali. Estando ele no meio do povo, era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima.
24 Então, disse Samuel a todo o povo: Vedes a quem o SENHOR escolheu? Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele. Então, todo o povo rompeu em gritos, exclamando: Viva o rei!
25 Declarou Samuel ao povo o direito do reino, escreveu-o num livro e o pôs perante o SENHOR. Então, despediu Samuel todo o povo, cada um para sua casa.
26 Também Saul se foi para sua casa, a Gibeá; e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara.
27 Mas os filhos de Belial disseram: Como poderá este homem salvar-nos? E o desprezaram e não lhe trouxeram presentes. Porém Saul se fez de surdo.



Postado em: 16/03/2017 09:23:05

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afias, benjamita, homem de bens.
2 Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo.
3 Extraviaram-se as jumentas de Quis, pai de Saul. Disse Quis a Saul, seu filho: Toma agora contigo um dos moços, dispõe-te e vai procurar as jumentas.
4 Então, atravessando a região montanhosa de Efraim e a terra de Salisa, não as acharam; depois, passaram à terra de Saalim; porém elas não estavam ali; passaram ainda à terra de Benjamim; todavia, não as acharam.
5 Vindo eles, então, à terra de Zufe, Saul disse para o seu moço, com quem ele ia: Vem, e voltemos; não suceda que meu pai deixe de preocupar-se com as jumentas e se aflija por causa de nós.
6 Porém ele lhe disse: Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado; tudo quanto ele diz sucede; vamo-nos, agora, lá; mostrar-nos-á, porventura, o caminho que devemos seguir.
7 Então, Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos, então, àquele homem? Porque o pão de nossos alforjes se acabou, e presente não temos que levar ao homem de Deus. Que temos?
8 O moço tornou a responder a Saul e disse: Eis que tenho ainda em mãos um quarto de siclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho.
9 (Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: Vinde, vamos ter com o vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente.)
10 Então, disse Saul ao moço: Dizes bem; anda, pois, vamos. E foram-se à cidade onde estava o homem de Deus.
11 Subindo eles pela encosta da cidade, encontraram umas moças que saíam a tirar água e lhes perguntaram: Está aqui o vidente?
12 Elas responderam: Está. Eis aí o tens diante de ti; apressa-te, pois, porque, hoje, veio à cidade; porquanto o povo oferece, hoje, sacrifício no alto.
13 Entrando vós na cidade, logo o achareis, antes que suba ao alto para comer; porque o povo não comerá enquanto ele não chegar, porque ele tem de abençoar o sacrifício, e só depois comem os convidados; subi, pois, agora, que, hoje, o achareis.
14 Subiram, pois, à cidade; ao entrarem, eis que Samuel lhes saiu ao encontro, para subir ao alto.
15 Ora, o SENHOR, um dia antes de Saul chegar, o revelara a Samuel, dizendo:
16 Amanhã a estas horas, te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por príncipe sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo das mãos dos filisteus; porque atentei para o meu povo, pois o seu clamor chegou a mim.
17 Quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe disse: Eis o homem de quem eu já te falara. Este dominará sobre o meu povo.
18 Saul se chegou a Samuel no meio da porta e disse: Mostra-me, peço-te, onde é aqui a casa do vidente.
19 Samuel respondeu a Saul e disse: Eu sou o vidente; sobe adiante de mim ao alto; hoje, comereis comigo. Pela manhã, te despedirei e tudo quanto está no teu coração to declararei.
20 Quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não se preocupe o teu coração com elas, porque já se encontraram. E para quem está reservado tudo o que é precioso em Israel? Não é para ti e para toda a casa de teu pai?
21 Então, respondeu Saul e disse: Porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras?
22 Samuel, tomando a Saul e ao seu moço, levou-os à sala de jantar e lhes deu o lugar de honra entre os convidados, que eram cerca de trinta pessoas.
23 Então, disse Samuel ao cozinheiro: Traze a porção que te dei, de que te disse: Põe-na à parte contigo.
24 Tomou, pois, o cozinheiro a coxa com o que havia nela e a pôs diante de Saul. Disse Samuel: Eis que isto é o que foi reservado; toma-o e come, pois se guardou para ti para esta ocasião, ao dizer eu: Convidei o povo. Assim, comeu Saul com Samuel naquele dia.
25 Tendo descido do alto para a cidade, falou Samuel com Saul sobre o eirado.
26 Levantaram-se de madrugada; e, quase ao subir da alva, chamou Samuel a Saul ao eirado, dizendo: Levanta-te; eu irei contigo para te encaminhar. Levantou-se Saul, e saíram ambos, ele e Samuel.
27 Desciam eles para a extremidade da cidade, quando Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós, e tu, tendo ele passado, espera, que te farei saber a palavra de Deus.



Postado em: 16/03/2017 09:18:55

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel.
2 O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba.
3 Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito.
4 Então, os anciãos todos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá,
5 e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações.
6 Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR.
7 Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele.
8 Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti.
9 Agora, pois, atende à sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele.
10 Referiu Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei,
11 e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles;
12 e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinqüenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifarem as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros.
13 Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
14 Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores.
15 As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores.
16 Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho.
17 Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos.
18 Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.
19 Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós.
20 Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras.
21 Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR.
22 Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende à sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade.



Postado em: 16/03/2017 09:16:50

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, vieram os homens de Quiriate-Jearim e levaram a arca do SENHOR à casa de Abinadabe, no outeiro; e consagraram Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do SENHOR.
2 Sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos; e toda a casa de Israel dirigia lamentações ao SENHOR.
3 Falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus.
4 Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR.
5 Disse mais Samuel: Congregai todo o Israel em Mispa, e orarei por vós ao SENHOR.
6 Congregaram-se em Mispa, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR; jejuaram aquele dia e ali disseram: Pecamos contra o SENHOR. E Samuel julgou os filhos de Israel em Mispa.
7 Quando, pois, os filisteus ouviram que os filhos de Israel estavam congregados em Mispa, subiram os príncipes dos filisteus contra Israel; o que ouvindo os filhos de Israel, tiveram medo dos filisteus.
8 Então, disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR, nosso Deus, por nós, para que nos livre da mão dos filisteus.
9 Tomou, pois, Samuel um cordeiro que ainda mamava e o sacrificou em holocausto ao SENHOR; clamou Samuel ao SENHOR por Israel, e o SENHOR lhe respondeu.
10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; mas trovejou o SENHOR aquele dia com grande estampido sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel.
11 Saindo de Mispa os homens de Israel, perseguiram os filisteus e os derrotaram até abaixo de Bete-Car.
12 Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.
13 Assim, os filisteus foram abatidos e nunca mais vieram ao território de Israel, porquanto foi a mão do SENHOR contra eles todos os dias de Samuel.
14 As cidades que os filisteus haviam tomado a Israel foram-lhe restituídas, desde Ecrom até Gate; e até os territórios delas arrebatou Israel das mãos dos filisteus. E houve paz entre Israel e os amorreus.
15 E julgou Samuel todos os dias de sua vida a Israel.
16 De ano em ano, fazia uma volta, passando por Betel, Gilgal e Mispa; e julgava a Israel em todos esses lugares.
17 Porém voltava a Ramá, porque sua casa estava ali, onde julgava a Israel e onde edificou um altar ao SENHOR.



Postado em: 15/03/2017 09:51:43

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sete meses esteve a arca do SENHOR na terra dos filisteus.
2 Estes chamaram os sacerdotes e os adivinhadores e lhes disseram: Que faremos da arca do SENHOR? Fazei-nos saber como a devolveremos para o seu lugar.
3 Responderam eles: Quando enviardes a arca do Deus de Israel, não a envieis vazia, porém enviá-la-eis a seu Deus com uma oferta pela culpa; então, sereis curados e sabereis por que a sua mão se não tira de vós.
4 Então, disseram: Qual será a oferta pela culpa que lhe havemos de apresentar? Responderam: Segundo o número dos príncipes dos filisteus, cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, porquanto a praga é uma e a mesma sobre todos vós e sobre todos os vossos príncipes.
5 Fazei umas imitações dos vossos tumores e dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel; porventura, aliviará a sua mão de cima de vós, e do vosso deus, e da vossa terra.
6 Por que, pois, endureceríeis o coração, como os egípcios e Faraó endureceram o coração? Porventura, depois de os haverem tratado tão mal, não os deixaram ir, e eles não se foram?
7 Agora, pois, fazei um carro novo, tomai duas vacas com crias, sobre as quais não se pôs ainda jugo, e atai-as ao carro; seus bezerros, levá-los-eis para casa.
8 Então, tomai a arca do SENHOR, e ponde-a sobre o carro, e metei num cofre, ao seu lado, as figuras de ouro que lhe haveis de entregar como oferta pela culpa; e deixai-a ir.
9 Reparai: se subir pelo caminho rumo do seu território a Bete-Semes, foi ele que nos fez este grande mal; e, se não, saberemos que não foi a sua mão que nos feriu; foi casual o que nos sucedeu.
10 Assim fizeram aqueles homens, e tomaram duas vacas com crias, e as ataram ao carro, e os seus bezerros encerraram em casa.
11 Puseram a arca do SENHOR sobre o carro, como também o cofre com os ratos de ouro e com as imitações dos tumores.
12 As vacas se encaminharam diretamente para Bete-Semes e, andando e berrando, seguiam sempre por esse mesmo caminho, sem se desviarem nem para a direita nem para a esquerda; os príncipes dos filisteus foram atrás delas, até ao território de Bete-Semes.
13 Andavam os de Bete-Semes fazendo a sega do trigo no vale e, levantando os olhos, viram a arca; e, vendo-a, se alegraram.
14 O carro veio ao campo de Josué, o bete-semita, e parou ali, onde havia uma grande pedra; fenderam a madeira do carro e ofereceram as vacas ao SENHOR, em holocausto.
15 Os levitas desceram a arca do SENHOR, como também o cofre que estava junto a ela, em que estavam as obras de ouro, e os puseram sobre a grande pedra. No mesmo dia, os homens de Bete-Semes ofereceram holocaustos e imolaram sacrifícios ao SENHOR.
16 Viram aquilo os cinco príncipes dos filisteus e voltaram para Ecrom no mesmo dia.
17 São estes, pois, os tumores de ouro que enviaram os filisteus ao SENHOR como oferta pela culpa: por Asdode, um; por Gaza, outro; por Asquelom, outro; por Gate, outro; por Ecrom, outro;
18 como também os ratos de ouro, segundo o número de todas as cidades dos filisteus, pertencentes aos cinco príncipes, desde as cidades fortes até às aldeias campestres. A grande pedra, sobre a qual puseram a arca do SENHOR, está até ao dia de hoje no campo de Josué, o bete-semita.
19 Feriu o SENHOR os homens de Bete-Semes, porque olharam para dentro da arca do SENHOR, sim, feriu deles setenta homens; então, o povo chorou, porquanto o SENHOR fizera tão grande morticínio entre eles.
20 Então, disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia estar perante o SENHOR, este Deus santo? E para quem subirá desde nós?
21 Enviaram, pois, mensageiros aos habitantes de Quiriate-Jearim, dizendo: Os filisteus devolveram a arca do SENHOR; descei, pois, e fazei-a subir para vós outros.



Postado em: 15/03/2017 09:50:49

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Os filisteus tomaram a arca de Deus e a levaram de Ebenézer a Asdode.
2 Tomaram os filisteus a arca de Deus e a meteram na casa de Dagom, junto a este.
3 Levantando-se, porém, de madrugada os de Asdode, no dia seguinte, eis que estava caído Dagom com o rosto em terra, diante da arca do SENHOR; tomaram-no e tornaram a pô-lo no seu lugar.
4 Levantando-se de madrugada no dia seguinte, pela manhã, eis que Dagom jazia caído de bruços diante da arca do SENHOR; a cabeça de Dagom e as duas mãos estavam cortadas sobre o limiar; dele ficara apenas o tronco.
5 Por isso, os sacerdotes de Dagom e todos os que entram no seu templo não lhe pisam o limiar em Asdode, até ao dia de hoje.
6 Porém a mão do SENHOR castigou duramente os de Asdode, e os assolou, e os feriu de tumores, tanto em Asdode como no seu território.
7 Vendo os homens de Asdode que assim era, disseram: Não fique conosco a arca do Deus de Israel; pois a sua mão é dura sobre nós e sobre Dagom, nosso deus.
8 Pelo que enviaram mensageiros, e congregaram a si todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Que faremos da arca do Deus de Israel? Responderam: Seja levada a arca do Deus de Israel até Gate e, depois, de cidade em cidade. E a levaram até Gate.
9 Depois de a terem levado, a mão do SENHOR foi contra aquela cidade, com mui grande terror; pois feriu os homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande; e lhes nasceram tumores.
10 Então, enviaram a arca de Deus a Ecrom. Sucedeu, porém, que, em lá chegando, os ecronitas exclamaram, dizendo: Transportaram até nós a arca do Deus de Israel, para nos matarem, a nós e ao nosso povo.
11 Então, enviaram mensageiros, e congregaram a todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Devolvei a arca do Deus de Israel, e torne para o seu lugar, para que não mate nem a nós nem ao nosso povo. Porque havia terror de morte em toda a cidade, e a mão de Deus castigara duramente ali.
12 Os homens que não morriam eram atingidos com os tumores; e o clamor da cidade subiu até ao céu.



Postado em: 15/03/2017 09:49:17

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Veio a palavra de Samuel a todo o Israel. Israel saiu à peleja contra os filisteus e se acampou junto a Ebenézer; e os filisteus se acamparam junto a Afeca.
2 Dispuseram-se os filisteus em ordem de batalha, para sair de encontro a Israel; e, travada a peleja, Israel foi derrotado pelos filisteus; e estes mataram, no campo aberto, cerca de quatro mil homens.
3 Voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o SENHOR, hoje, diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da Aliança do SENHOR, para que venha no meio de nós e nos livre das mãos de nossos inimigos.
4 Mandou, pois, o povo trazer de Siló a arca do SENHOR dos Exércitos, entronizado entre os querubins; os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da Aliança de Deus.
5 Sucedeu que, vindo a arca da Aliança do SENHOR ao arraial, rompeu todo o Israel em grandes brados, e ressoou a terra.
6 Ouvindo os filisteus a voz do júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então, souberam que a arca do SENHOR era vinda ao arraial.
7 E se atemorizaram os filisteus e disseram: Os deuses vieram ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes.
8 Ai de nós! Quem nos livrará das mãos destes grandiosos deuses? São os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto.
9 Sede fortes, ó filisteus! Portai-vos varonilmente, para que não venhais a ser escravos dos hebreus, como eles serviram a vós outros! Portai-vos varonilmente e pelejai!
10 Então, pelejaram os filisteus; Israel foi derrotado, e cada um fugiu para a sua tenda; foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé.
11 Foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias.
12 Então, correu um homem de Benjamim, saído das fileiras, e, no mesmo dia, chegou a Siló; trazia rasgadas as vestes e terra sobre a cabeça.
13 Quando chegou, Eli estava assentado numa cadeira, ao pé do caminho, olhando como quem espera, porque o seu coração estava tremendo pela arca de Deus. Depois de entrar o homem na cidade e dar as novas, toda a cidade prorrompeu em gritos.
14 Eli, ouvindo os gritos, perguntou: Que alvoroço é esse? Então, se apressou o homem e, vindo, deu as notícias a Eli.
15 Era Eli da idade de noventa e oito anos; os seus olhos tinham cegado, e já não podia ver.
16 Disse o homem a Eli: Eu sou o que saí das fileiras e delas fugi hoje mesmo. Perguntou-lhe Eli: Que sucedeu, meu filho?
17 Então, respondeu o que trazia as novas e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, houve grande morticínio entre o povo, e também os teus dois filhos, Hofni e Finéias, foram mortos, e a arca de Deus foi tomada.
18 Ao fazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque era já homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos.
19 Estando sua nora, a mulher de Finéias, grávida, e próximo o parto, ouvindo estas novas, de que a arca de Deus fora tomada e de que seu sogro e seu marido morreram, encurvou-se e deu à luz; porquanto as dores lhe sobrevieram.
20 Ao expirar, disseram as mulheres que a assistiam: Não temas, pois tiveste um filho. Ela, porém, não respondeu, nem fez caso disso.
21 Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel. Isto ela disse, porque a arca de Deus fora tomada e por causa de seu sogro e de seu marido.
22 E falou mais: Foi-se a glória de Israel, pois foi tomada a arca de Deus.



Postado em: 14/03/2017 17:08:31

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 O jovem Samuel servia ao SENHOR, perante Eli. Naqueles dias, a palavra do SENHOR era mui rara; as visões não eram freqüentes.
2 Certo dia, estando deitado no lugar costumado o sacerdote Eli, cujos olhos já começavam a escurecer-se, a ponto de não poder ver,
3 e tendo-se deitado também Samuel, no templo do SENHOR, em que estava a arca, antes que a lâmpada de Deus se apagasse,
4 o SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui!
5 Correu a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei; torna a deitar-te. Ele se foi e se deitou.
6 Tornou o SENHOR a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te.
7 Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR.
8 O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem.
9 Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. E foi Samuel para o seu lugar e se deitou.
10 Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o teu servo ouve.
11 Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos.
12 Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei.
13 Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu.
14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniqüidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares.
15 Ficou Samuel deitado até pela manhã e, então, abriu as portas da Casa do SENHOR; porém temia relatar a visão a Eli.
16 Chamou Eli a Samuel e disse: Samuel, meu filho! Ele respondeu: Eis-me aqui!
17 Então, ele disse: Que é que o SENHOR te falou? Peço-te que mo não encubras; assim Deus te faça o que bem lhe aprouver se me encobrires alguma coisa de tudo o que te falou.
18 Então, Samuel lhe referiu tudo e nada lhe encobriu. E disse Eli: É o SENHOR; faça o que bem lhe aprouver.
19 Crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.
20 Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR.
21 Continuou o SENHOR a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o SENHOR se manifestava ali a Samuel.



Postado em: 14/03/2017 17:07:01

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Então, orou Ana e disse: O meu coração se regozija no SENHOR, a minha força está exaltada no SENHOR; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação.
2 Não há santo como o SENHOR; porque não há outro além de ti; e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus.
3 Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança.
4 O arco dos fortes é quebrado, porém os débeis, cingidos de força.
5 Os que antes eram fartos hoje se alugam por pão, mas os que andavam famintos não sofrem mais fome; até a estéril tem sete filhos, e a que tinha muitos filhos perde o vigor.
6 O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir.
7 O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.
8 Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo.
9 Ele guarda os pés dos seus santos, porém os perversos emudecem nas trevas da morte; porque o homem não prevalece pela força.
10 Os que contendem com o SENHOR são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O SENHOR julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido.
11 Então, Elcana foi-se a Ramá, a sua casa; porém o menino ficou servindo ao SENHOR, perante o sacerdote Eli.
12 Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o SENHOR;
13 pois o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes na mão;
14 e metia-o na caldeira, ou na panela, ou no tacho, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim se fazia a todo o Israel que ia ali, a Siló.
15 Também, antes de se queimar a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; porque não aceitará de ti carne cozida, senão crua.
16 Se o ofertante lhe respondia: Queime-se primeiro a gordura, e, depois, tomarás quanto quiseres, então, ele lhe dizia: Não, porém hás de ma dar agora; se não, tomá-la-ei à força.
17 Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto eles desprezavam a oferta do SENHOR.
18 Samuel ministrava perante o SENHOR, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho.
19 Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha trazia quando, com seu marido, subia a oferecer o sacrifício anual.
20 Eli abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O SENHOR te dê filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao SENHOR. E voltavam para a sua casa.
21 Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.
22 Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação.
23 E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois de todo este povo ouço constantemente falar do vosso mau procedimento.
24 Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; estais fazendo transgredir o povo do SENHOR.
25 Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro; pecando, porém, contra o SENHOR, quem intercederá por ele? Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.
26 Mas o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do SENHOR e dos homens.
27 Veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó?
28 Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso e para trazer a estola sacerdotal perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel.
29 Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?
30 Portanto, diz o SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos.
31 Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho nenhum em tua casa.
32 E verás o aperto da morada de Deus, a um tempo com o bem que fará a Israel; e jamais haverá velho em tua casa.
33 O homem, porém, da tua linhagem a quem eu não afastar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e todos os descendentes da tua casa morrerão na flor da idade.
34 Ser-te-á por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e Finéias: ambos morrerão no mesmo dia.
35 Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre.
36 Será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele, para obter uma moeda de prata e um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum dos cargos sacerdotais, para ter um pedaço de pão, que coma.



Postado em: 14/03/2017 17:05:17

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita.
2 Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha.
3 Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló. Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do SENHOR.
4 No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas.
5 A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril.
6 (A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.)
7 E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.
8 Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?
9 Após terem comido e bebido em Siló, estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR,
10 levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente.
11 E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.
12 Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios,
13 porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada
14 e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho!
15 Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR.
16 Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora.
17 Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.
18 E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste.
19 Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e chegaram a sua casa, a Ramá. Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR,
20 ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.
21 Subiu Elcana, seu marido, com toda a sua casa, a oferecer ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto.
22 Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar para sempre.
23 Respondeu-lhe Elcana, seu marido: Faze o que melhor te agrade; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e criou o filho ao peito, até que o desmamou.
24 Havendo-o desmamado, levou-o consigo, com um novilho de três anos, um efa de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do SENHOR, a Siló. Era o menino ainda muito criança.
25 Imolaram o novilho e trouxeram o menino a Eli.
26 E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao SENHOR.
27 Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a petição que eu lhe fizera.
28 Pelo que também o trago como devolvido ao SENHOR, por todos os dias que viver; pois do SENHOR o pedi. E eles adoraram ali o SENHOR.



Postado em: 13/03/2017 12:59:19

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Boaz subiu à porta da cidade e assentou-se ali. Eis que o resgatador de que Boaz havia falado ia passando; então, lhe disse: Ó fulano, chega-te para aqui e assenta-te; ele se virou e se assentou.
2 Então, Boaz tomou dez homens dos anciãos da cidade e disse: Assentai-vos aqui. E assentaram-se.
3 Disse ao resgatador: Aquela parte da terra que foi de Elimeleque, nosso irmão, Noemi, que tornou da terra dos moabitas, a tem para venda.
4 Resolvi, pois, informar-te disso e dizer-te: compra-a na presença destes que estão sentados aqui e na de meu povo; se queres resgatá-la, resgata-a; se não, declara-mo para que eu o saiba, pois outro não há senão tu que a resgate, e eu, depois de ti. Respondeu ele: Eu a resgatarei.
5 Disse, porém, Boaz: No dia em que tomares a terra da mão de Noemi, também a tomarás da mão de Rute, a moabita, já viúva, para suscitar o nome do esposo falecido, sobre a herança dele.
6 Então, disse o resgatador: Para mim não a poderei resgatar, para que não prejudique a minha; redime tu o que me cumpria resgatar, porque eu não poderei fazê-lo.
7 Este era, outrora, o costume em Israel, quanto a resgates e permutas: o que queria confirmar qualquer negócio tirava o calçado e o dava ao seu parceiro; assim se confirmava negócio em Israel.
8 Disse, pois, o resgatador a Boaz: Compra-a tu. E tirou o calçado.
9 Então, Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Sois, hoje, testemunhas de que comprei da mão de Noemi tudo o que pertencia a Elimeleque, a Quiliom e a Malom;
10 e também tomo por mulher Rute, a moabita, que foi esposa de Malom, para suscitar o nome deste sobre a sua herança, para que este nome não seja exterminado dentre seus irmãos e da porta da sua cidade; disto sois, hoje, testemunhas.
11 Todo o povo que estava na porta e os anciãos disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e tu, Boaz, há-te valorosamente em Efrata e faze-te nome afamado em Belém.
12 Seja a tua casa como a casa de Perez, que Tamar teve de Judá, pela prole que o SENHOR te der desta jovem.
13 Assim, tomou Boaz a Rute, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o SENHOR lhe concedeu que concebesse, e teve um filho.
14 Então, as mulheres disseram a Noemi: Seja o SENHOR bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste.
15 Ele será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos.
16 Noemi tomou o menino, e o pôs no regaço, e entrou a cuidar dele.
17 As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi.
18 São estas, pois, as gerações de Perez: Perez gerou a Esrom,
19 Esrom gerou a Rão, Rão gerou a Aminadabe,
20 Aminadabe gerou a Naassom, Naassom gerou a Salmom,
21 Salmom gerou a Boaz, Boaz gerou a Obede,
22 Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi.



Postado em: 13/03/2017 12:57:18

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Disse-lhe Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de eu buscar-te um lar, para que sejas feliz?
2 Ora, pois, não é Boaz, na companhia de cujas servas estiveste, um dos nossos parentes? Eis que esta noite alimpará a cevada na eira.
3 Banha-te, e unge-te, e põe os teus melhores vestidos, e desce à eira; porém não te dês a conhecer ao homem, até que tenha acabado de comer e beber.
4 Quando ele repousar, notarás o lugar em que se deita; então, chegarás, e lhe descobrirás os pés, e te deitarás; ele te dirá o que deves fazer.
5 Respondeu-lhe Rute: Tudo quanto me disseres farei.
6 Então, foi para a eira e fez conforme tudo quanto sua sogra lhe havia ordenado.
7 Havendo, pois, Boaz comido e bebido e estando já de coração um tanto alegre, veio deitar-se ao pé de um monte de cereais; então, chegou ela de mansinho, e lhe descobriu os pés, e se deitou.
8 Sucedeu que, pela meia-noite, assustando-se o homem, sentou-se; e eis que uma mulher estava deitada a seus pés.
9 Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador.
10 Disse ele: Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha; melhor fizeste a tua última benevolência que a primeira, pois não foste após jovens, quer pobres, quer ricos.
11 Agora, pois, minha filha, não tenhas receio; tudo quanto disseste eu te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.
12 Ora, é muito verdade que eu sou resgatador; mas ainda outro resgatador há mais chegado do que eu.
13 Fica-te aqui esta noite, e será que, pela manhã, se ele te quiser resgatar, bem está, que te resgate; porém, se não lhe apraz resgatar-te, eu o farei, tão certo como vive o SENHOR; deita-te aqui até à manhã.
14 Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã e levantou-se antes que pudessem conhecer um ao outro; porque ele disse: Não se saiba que veio mulher à eira.
15 Disse mais: Dá-me o manto que tens sobre ti e segura-o. Ela o segurou, ele o encheu com seis medidas de cevada e lho pôs às costas; então, entrou ela na cidade.
16 Em chegando à casa de sua sogra, esta lhe disse: Como se te passaram as coisas, filha minha? Ela lhe contou tudo quanto aquele homem lhe fizera.
17 E disse ainda: Estas seis medidas de cevada, ele mas deu e me disse: Não voltes para a tua sogra sem nada.
18 Então, lhe disse Noemi: Espera, minha filha, até que saibas em que darão as coisas, porque aquele homem não descansará, enquanto não se resolver este caso ainda hoje.



Postado em: 13/03/2017 12:55:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Tinha Noemi um parente de seu marido, senhor de muitos bens, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz.
2 Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que mo favorecer. Ela lhe disse: Vai, minha filha!
3 Ela se foi, chegou ao campo e apanhava após os segadores; por casualidade entrou na parte que pertencia a Boaz, o qual era da família de Elimeleque.
4 Eis que Boaz veio de Belém e disse aos segadores: O SENHOR seja convosco! Responderam-lhe eles: O SENHOR te abençoe!
5 Depois, perguntou Boaz ao servo encarregado dos segadores: De quem é esta moça?
6 Respondeu-lhe o servo: Esta é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe.
7 Disse-me ela: Deixa-me rebuscar espigas e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim, ela veio; desde pela manhã até agora está aqui, menos um pouco que esteve na choça.
8 Então, disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas.
9 Estarás atenta ao campo que segarem e irás após elas. Não dei ordem aos servos, que te não toquem? Quando tiveres sede, vai às vasilhas e bebe do que os servos tiraram.
10 Então, ela, inclinando-se, rosto em terra, lhe disse: Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira?
11 Respondeu Boaz e lhe disse: Bem me contaram tudo quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido, e como deixaste a teu pai, e a tua mãe, e a terra onde nasceste e vieste para um povo que dantes não conhecias.
12 O SENHOR retribua o teu feito, e seja cumprida a tua recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refúgio.
13 Disse ela: Tu me favoreces muito, senhor meu, pois me consolaste e falaste ao coração de tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas servas.
14 À hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou.
15 Levantando-se ela para rebuscar, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher e não a censureis.
16 Tirai também dos molhos algumas espigas, e deixai-as, para que as apanhe, e não a repreendais.
17 Esteve ela apanhando naquele campo até à tarde; debulhou o que apanhara, e foi quase um efa de cevada.
18 Tomou-o e veio à cidade; e viu sua sogra o que havia apanhado; também o que lhe sobejara depois de fartar-se tirou e deu a sua sogra.
19 Então, lhe disse a sogra: Onde colheste hoje? Onde trabalhaste? Bendito seja aquele que te acolheu favoravelmente! E Rute contou a sua sogra onde havia trabalhado e disse: O nome do senhor, em cujo campo trabalhei, é Boaz.
20 Então, Noemi disse a sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado e um dentre os nossos resgatadores.
21 Continuou Rute, a moabita: Também ainda me disse: Com os meus servos ficarás, até que acabem toda a sega que tenho.
22 Disse Noemi a sua nora, Rute: Bom será, filha minha, que saias com as servas dele, para que, noutro campo, não te molestem.
23 Assim, passou ela à companhia das servas de Boaz, para colher, até que a sega da cevada e do trigo se acabou; e ficou com a sua sogra.



Postado em: 13/03/2017 12:53:39

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.
2 Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali.
3 Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos,
4 os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos.
5 Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.
6 Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão.
7 Saiu, pois, ela com suas duas noras do lugar onde estivera; e, indo elas caminhando, de volta para a terra de Judá,
8 disse-lhes Noemi: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes com os que morreram e comigo.
9 O SENHOR vos dê que sejais felizes, cada uma em casa de seu marido. E beijou-as. Elas, porém, choraram em alta voz
10 e lhe disseram: Não! Iremos contigo ao teu povo.
11 Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas! Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no ventre filhos, para que vos sejam por maridos?
12 Tornai, filhas minhas! Ide-vos embora, porque sou velha demais para ter marido. Ainda quando eu dissesse: tenho esperança ou ainda que esta noite tivesse marido e houvesse filhos,
13 esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Abster-vos-íeis de tomardes marido? Não, filhas minhas! Porque, por vossa causa, a mim me amarga o ter o SENHOR descarregado contra mim a sua mão.
14 Então, de novo, choraram em voz alta; Orfa, com um beijo, se despediu de sua sogra, porém Rute se apegou a ela.
15 Disse Noemi: Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada.
16 Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.
17 Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.
18 Vendo, pois, Noemi que de todo estava resolvida a acompanhá-la, deixou de insistir com ela.
19 Então, ambas se foram, até que chegaram a Belém; sucedeu que, ao chegarem ali, toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres diziam: Não é esta Noemi?
20 Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso.
21 Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido?
22 Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém no princípio da sega da cevada.



Postado em: 12/03/2017 07:40:39

Por: Michael Horton

Comentário:

"Sabe, porém isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante: porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles" (II Tim. 3:1-9).

A Inglaterra, que uma vez já foi conhecida pela sua vitalidade espiritual, agora está mergulhada numa letargia espiritual e a visão missionária dos Estados Unidos está substituindo aquilo que a Inglaterra deixou de lado. Além disso, muita coisa do que Deus está fazendo hoje está acontecendo fora desses dois países. Eu espero que a Igreja no Brasil esteja em constante oração para que, a partir do Brasil, uma outra reforma e um grande despertamento venha e tome conta do mundo.

Não sabemos o que Deus vai fazer no mundo, mas seria muito emocionante se pudéssemos fazer parte daquilo que Ele deseja fazer no Brasil. É maravilhoso ser um cristão e saber que Deus tem todas as coisas debaixo do Seu controle. Todos nós sabemos da necessidade de um grande avivamento, mas ao mesmo tempo existe uma grande polêmica nesses dias sobre a questão. Sem sombra de dúvidas, se convidássemos as pessoas para uma reunião de avivamento, muitas delas viriam com conceitos diferentes do que é avivamento. Assim sendo, faz-se necessário ter uma definição clara em nossa mente do significado desse termo. Qual a diferença entre avivamento e avivalismo, se assim podemos chamar?

    Avivalismo e Pragmatismo

Avivalismo, especialmente na tradição deixada por Charles Finney, é, na realidade, um fenômeno americano e queremos tratar de parte desse fenômeno. Não somente porque é um produto feito na América, mas porque muitos dos movimentos que estão vindo dos Estados Unidos para outras partes do mundo têm essa visão característica de entender avivamento segundo o modelo de Charles Finney.

Esse modelo tem como base o que nós chamamos de pragmatismo. Se você for abrir um negócio você tem que ser pragmático e se você vai criar uma família, existe uma série de considerações práticas que você precisa sempre ter em mente; e, certamente, o mesmo se aplica quando nós estamos fundando uma Igreja e queremos desenvolvê-la.

Todos sabemos que há preocupações práticas que devemos considerar, mas o pragmatismo é uma filosofia que empurra para a periferia uma série de princípios fundamentais e elege, como único fator relevante, a questão: “Isso funciona?”

Quais os perigos do pragmatismo? Voltando para o texto de II Tim. 3:1-9, consideraremos primeiramente os aspectos relativos à nossa chamada para o ministério. Vejamos, então, o contexto do nosso ministério. Paulo se refere a esse contexto como sendo o dos “últimos dias”. Sabemos que os “últimos dias” começaram com o tempo dos apóstolos, e terminarão com a segunda vinda do nosso Senhor. Portanto, estamos vivendo nos “últimos dias”, como, também, Timóteo estava vivendo nos “últimos dias”. Qual é o contexto, então, do ministério nesse período entre as duas vindas de Cristo? Paulo diz, em primeiro lugar, que nos últimos dias os homens serão amantes de si mesmos.

    Narcisimo e Auto-Estima

Christen Lash, um sociólogo americano bastante conhecido, escreveu um livro sobre a cultura americana cujo título é: “O culto do Narcisismo”. Essa é uma acusação difícil de se fazer, porque o que ela implica é que a cultura americana é uma cultura onde as pessoas se endeusam. E como vocês se lembram “Narciso” é o nome daquele jovem da lenda grega que costumava admirar o seu próprio reflexo no espelho das águas. Mas isso não somente é parte da nossa cultura, como também se tornou parte das nossas igrejas. Muitos dos movimentos que se entitulam “avivados”, em nossos dias, simplesmente estão reavivando o narcisismo, ou seja: a adoração do “eu”. Isso pode ser visto na declaração de um desses pastores que afirmou: “A Reforma errou porque foi centralizada em Deus e não no homem, como devia ser”. Esse pastor escreveu um livro cujo título é: “Crendo no Deus Que Crê em Você”. Uma certa ocasião, trouxemos esse cidadão para falar no nosso programa de rádio. Então eu li essa passagem, onde Paulo diz que as pessoas serão amantes de si mesmas, e perguntei-lhe: “Como você pode dizer às pessoas que a salvação começa com o amor próprio, quando Paulo diz que nos últimos dias as pessoas serão amantes de si mesmas? Não estaria ele dizendo que isso é uma coisa errada, e que nós não devíamos ser amantes de nós mesmos? E como Deus vai nos fazer felizes com esse falso evangelho narcisista?”

O que está acontecendo é que a piedade e a santidade deixaram de ser os referenciais pelos quais julgamos se um movimento é ou não é do Espírito. Assim, o critério que tem sido adotado é: “Funciona? Vai me fazer feliz? Vai me ajudar a criar minha família? Vai consertar o meu casamento?”. Todas essas questões são importantes, à luz das Escrituras, mas não são as mais importantes.

Em segundo lugar, Paulo diz que eles serão amantes do dinheiro. Porque as pessoas amam excessivamente a si mesmas, elas criam o evangelho da auto-estima; e porque as pessoas amam excessivamente o dinheiro, elas criam o evangelho da prosperidade.

    Rebeldia, desprezo pelo passado e busca do prazer

Paulo diz ainda que haverá muito orgulho e revolta contra as autoridades. Haverá pessoas desobedientes aos pais. Uma geração não se preocupará com a geração anterior. O cantor Bob Marley escreveu uma música sobre a cultura americana dizendo: “Povo do futuro, onde está o teu passado? Povo do futuro, quanto tempo vocês vão durar?” O povo que não tem passado também não tem futuro. Não sei se Bob Marley era crente, mas com certeza esses versos refletem um ponto de vista bíblico ao tentar se segurar naquilo que pede o seu passado.

Eu quero lhes garantir que se levarem a doutrina bíblica a sério, muitos irmãos e irmãs vão lhes dizer que vocês não estão andando nos passos do Espírito; vão lhes dizer que o Espírito Santo hoje quer fazer uma coisa inteiramente nova, tal como nunca fez no passado. E o que vocês vão falar? Vão falar sobre os grandes avivamentos do passado, sobre a Reforma? Qual o valor disso para os amantes de si mesmos e materialistas? Eles responderão que Deus está fazendo algo completamente diferente nos dias de hoje. Mais uma vez eu quero lembrar que isso faz parte do narcisismo que diz o seguinte: - “eu é que sou importante e aqueles da minha geração é que são importantes e não os que vieram antes de nós”.

E ele diz também que as pessoas serão hedonistas, amantes do prazer, nos últimos dias; como ele diz no verso 4, serão mais “amigos dos prazeres que amigos de Deus”. Mais uma vez queremos enfatizar: Se você perguntar em uma Igreja: “Vocês concordam com o hedonismo?” Creio que ninguém vai responder sim a essa pergunta. Mas se você entrar numa livraria evangélica, se ouvir uma emissora de rádio evangélica, se prestar atenção a muitos sermões evangélicos, você ouvirá mensagens afirmando  que o Cristianismo é a melhor maneira para você se auto-realizar. Quantos testemunhos temos visto que funcionam como comerciais de televisão? Nos Estados Unidos, temos aquelas propagandas de dieta que mostram uma pessoa antes e depois da dieta. Muitas vezes, os testemunhos dos crentes são assim: “Antes eu era triste, agora sou feliz; antes eu era deprimido, mas agora eu estou extremamente motivado para viver”. Esses são benefícios maravilhosos, mas, por vezes, a verdade é que nós, como cristãos, nos tornamos tristes. Algumas vezes, o caminho da cruz é o caminho do sofrimento, e nem sempre estamos tão entusiasmados a respeito disso. Apesar de tudo isso, a perspectiva que predomina nos nossos dias é que temos que viver para satisfazer a nós mesmos.

    Moralidade sem piedade

No verso 5 do texto destacado, Paulo diz: “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder”. Veja bem! O que Paulo está dizendo é que pode haver uma moralidade sem Deus. Existem pagãos que tem uma vida moral excelente, e há ímpios que acreditam ser errado você trair sua esposa. Há pessoas não cristãs que têm famílias muito boas. Mas será que este é o propósito do cristianismo? Consertar tudo aquilo que está moralmente errado no mundo, ou será que o foco está em Deus, nos Seus mandamentos justos, e no Evangelho pelo qual nós devemos viver?

É esse o contexto do nosso ministério. Então respondamos à pergunta: Qual o nosso chamado para o ministério? O exemplo de Paulo é alguma coisa que temos de imitar nesse sentido. Mas agora perguntamos: Como, historicamente, essa filosofia do pragmatismo dominou o pensamento moderno? A figura mais destacada no cenário evangélico, neste sentido, é a de Carlos Finney. Quantos de vocês já ouviram falar de Charles Finney? Quase todo mundo. Isso é significante porque Finney é uma pessoa muito importante para aqueles que são proponentes do movimento de crescimento da Igreja e do movimento de sinais e prodígios.

    Evangelho ou Pragmatismo?

Charles Finney era presbiteriano, mas atacou a Confissão de Fé de Westminster que ele próprio subscrevera. Ele a chamou de: “um papa de papel”. Ele dizia, no século XIX em que viveu: “Nós já somos pessoas muito ilustradas e racionais para acreditar em todas essas coisas aí que a Confissão de Fé está dizendo”. Vejam algumas das coisas que Charles Finney escreveu:

Quando o homem se torna religioso - disse Finney - ele não recebe um poder que não tinha antes, ele simplesmente muda a sua vontade, e resolve seguir, agora, numa direção moral. Religião é obra do homem, não é um milagre e nem depende de um milagre em qualquer sentido; é simplesmente um resultado filosófico do uso correto de técnicas. O homem já possui, por natureza, toda a habilidade necessária para prestar perfeita obediência a Deus, portanto o objetivo do ministro é emocionar as pessoas até que se disponham a tomar essas decisões.


Foi dessa filosofia que nasceu o que ficou chamado naquela época de “novas medidas introduzidas por Finney”. Por exemplo: O sistema de apelo para que as pessoas se manifestem fisicamente e caminhem até à frente em resposta à pregação nasceu com Charles Finney, nesse período. Em sua Teologia Sistemática, Finney nega explicitamente a doutrina do pecado original. Ele diz ainda que a doutrina da substituição vicária de Cristo é uma ficção, e que a justificação pela graça, por meio da fé somente, é “outro evangelho”. Com certeza, é um evangelho diferente daquele que Finney estava pregando.

É isso que Paulo diz a Timóteo, quando fala de pessoas que têm forma de piedade mas negam, entretanto, o seu poder. Afinal de contas, onde reside o poder da piedade? É o poder de Deus para a salvação! E que poder é esse? É o evangelho de Jesus Cristo! Somente o Evangelho pode nos capacitar a viver a vida cristã. Portanto, é possível ter moralidade sem piedade; e esse é o resultado do pragmatismo.

Mais tarde, tornou-se conhecida a idéia de D.L. Moody. Ele disse no século XIX que não faz nenhuma diferença como você leva alguém a Deus; se você conseguir fazer isso, não importa o meio. O importante é levar, de qualquer maneira, a Deus.

Uma vez perguntaram a Moody: Qual é a sua teologia? Ele disse: “Minha teologia? nem sei se eu tenho uma!”. Vejam bem! Moody era um vendedor de sapatos, e um dia ele disse que ao se tornar evangelista não mudou de profissão, o que ele havia feito era trocado de produto.

Como abordamos o pragmatismo corporativo da nossa cultura? Alguns dizem que a contribuição distinta da América para a história da filosofia foi a criação do pragmatismo. Um dos grandes pais do pragmatismo e quem o transferiu da esfera religiosa para a esfera secular foi William James. Ele era filho de pastor; pastor, ele próprio, e também professor da Universidade de Harward. Ele disse: “Faça a seguinte pergunta: Como é que você define que determinada verdade é o que você deve crer?” E acrescentou: “A resposta é que você tem que determinar o seu valor em termos de experiência e resultado”. Então, com princípios pragmáticos, analisou a doutrina de Deus dizendo o seguinte: “Se a doutrina de Deus funciona, então é verdade. O pragmatismo tem que adiar questões dogmáticas porque no começo nós não sabemos qual reivindicação doutrinária vai produzir resultado”.

Acredito que quase ninguém iria marcar essas coisas num exame tipo teste dizendo que acredita nelas, mas, na prática, o que acontece é que esse é o credo do evangelicalismo mundial hoje. Um evangelista americano famoso disse: “Não tente entender, simplesmente comece a desfrutar, porque funciona; eu já tentei”. Ele estava falando a respeito da meditação transcendental da Nova Era. Na década de 50 do nosso século, esse pragmatismo se desenvolveu em termos de pensamento positivo. Foi então publicado um livro chamado “A Mágica do Crer”. Esse livro propõe que há uma certa qualidade mágica no simples ato de crer. Porém, a verdade é outra. No cristianismo, o que salva não é o ato da fé, mas sim o objeto da fé. Nós não somos salvos pela fé, não somos justificados pela fé; nós somos justificados pela justiça de Cristo que nos é imputada. Mas hoje em dia, desenvolveram essa equação de que fé é igual a pensamento positivo. Na realidade, essa última frase que mencionei foi uma citação de Peter Wagner.

Deus como objeto de consumo

Muito bem! Esses conceitos funcionam numa sociedade materialista, que está satisfeita e centralizada no ego; pode funcionar muito bem na América do final do século XX, pode ser até que funcione em São Paulo também, e pode funcionar em Londres. Mas imagine o seguinte quadro: Você vai a um cristão do século I e diz a ele que a razão principal pela qual ele está indo para a boca dos leões é porque o Cristianismo funcionou melhor do que as outras religiões!

Os testemunhos que temos no Novo Testamento são muito diferentes dos testemunhos que nós vemos hoje em dia. No Novo Testamento temos a palavra de testemunhas oculares, que é muito mais importante que o nosso próprio testemunho. O que é que Paulo disse em I Cor. 15? Ele disse: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e é vã a vossa fé... Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. Ele não diz “pelo menos vocês têm uma vida feliz e saudável!”. E ele também não está dizendo “Bem! o que é que você pode perder?” Por que Paulo não fez isso? porque ele não era um pragmático. Paulo fundamentava todas as reivindicações da fé cristã no Evangelho verdadeiro.

Temos que nos perguntar: “Será que não estamos usando a Deus? Será que, finalmente, não embarcamos nesse consumismo da nossa sociedade? Será que não estamos tratando a Deus como tratamos um produto?” São perguntas muito importantes que devem ser feitas a nós mesmos. “Será que Deus está nos usando ou nós estamos usando a Deus?”

Reavivamento e Reforma não virão à Igreja até que a mentalidade dos crentes seja desviada desse egoísmo humano, da centralização no homem que Paulo descreve, para o verdadeiro Evangelho e para Deus.

Nos Estados Unidos, temos um adesivo que diz: “Jesus é a resposta”. Os incrédulos fizeram um outro adesivo para retrucar a esse: “Qual é a pergunta?” Considere, agora, o que diz o pragmatismo: “Eu não sei qual é o seu problema, mas qualquer que seja, Deus pode resolver. O seu carro está enguiçado? A sua vida familiar não está progredindo como devia? Deus pode consertar em um piscar de olhos!”. Assim, passamos a consumir a Deus. Nós usamos a Deus, ao invés de amá-Lo, servi-Lo e honrá-Lo.

Muito bem! Então qual é o propósito do nosso ministério? Vejamos o que diz Paulo:

    “Tu, porém, tens seguido de perto o meu ensino, procedimento, propósito, fé longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, - que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção para a educação na justiça. a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, que não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (II Tim. 3:10-4:5).


O modelo apostólico

Em primeiro lugar, o propósito do nosso ministério é seguir o modelo apostólico. Paulo menciona aqui o seu ensino, a sua maneira de viver, o seu propósito, a sua fé, a sua paciência, o seu amor, e a sua perseverança diante das tribulações. Perseguições? Sim! É o que ele diz no verso 12. Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Será que é isso o que estamos ouvindo hoje? Ou será que estamos ouvindo outra mensagem? Algumas vezes você vai pensar que não está dando certo, que as coisas não estão funcionando como deveriam, como lemos em Romanos, capítulo 7. Nós sofreremos como cristãos, e ainda vamos sofrer com os nossos pecados.

A proclamação da Lei e do Evangelho

Além de seguir o seu exemplo, Paulo quer que Timóteo também se firme naquelas verdades que aprendeu quando era jovem. Veja que Paulo, ao invés de nos levar à questão do pragmatismo: “Será que funciona?”, ele nos conduz para as Escrituras. Ele diz: “'prega a Palavra', com muita paciência instruindo as pessoas. Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina. Ao contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como quem sente coceira nos ouvidos” (4:3).

Vejam! sempre temos coceira nos ouvidos. Pragmatismo não é uma coisa nova. Na realidade já foi praticado desde o jardim do Éden. Quando Eva viu que a árvore era agradável para se ver, para descobrir o conhecimento e desejável para trazer entendimento; então ela tomou do fruto e comeu. O que significa para nós “pregar a Palavra”? O que Paulo quer dizer no verso 5 “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista”?. O que ele quer dizer com isso, “pregar a Palavra”? Vez após vez, Paulo e os demais escritores bíblicos nos dizem que isso é a proclamação da lei. Na verdade, é pela proclamação da lei santa de Deus que nós somos tocados e feridos. A lei de Deus vem até nós e ela não vem dizendo assim: “Eu vou transformar a tua vida numa vida feliz!”, ela não vem dizendo: “Vou te dar prosperidade!”. Na realidade, a lei vem para nos dizer exatamente aquilo que Deus tem dito que requer de nós. A lei nos confronta com a glória de Deus e a nossa pecaminosidade torna isso aterrorizante!

Finalmente, o Evangelho vem e causa também impressão em nós. Há uma Igreja no Estado do Arizona, cujo pastor, numa entrevista que foi publicada na revista Newsweek, disse: “As pessoas hoje em dia não estão preocupadas com doutrinas como justificação, salvação ou expiação. Nos dias de hoje, ninguém entende esses termos. O que nós precisamos fazer é atender as necessidades das pessoas!”

Imaginem um professor! Vocês não acham que seria muito estranho se o professor chegasse dizendo assim: “Não posso ensinar o alfabeto para esta criança porque ela ainda não sabe português”. Esse é o tipo de argumento que esse pastor estava apresentando. Tanto que o que hoje se passa com o nome de pregação, na realidade, não é pregação da Palavra. Porque não apresenta nem a Lei nem o Evangelho. Esses pastores começam decidindo o que é que as pessoas de sua igreja desejam ouvir. Quais são os pontos que estão em moda hoje? Quais são as necessidades das pessoas dos dias de hoje? E aí, então, eles vão às Escrituras e procuram e acham passagens que podem ser usadas para apoiar essa necessidade, ao invés de, indo ao texto, perguntarem primeiro como a santidade de Deus nos convence do nosso pecado e como o Evangelho de Cristo pode ser tão claro que até pecadores como nós podem se arrepender e crer.

Mas vocês, irmãos e irmãs, ouçam o que Paulo diz, sejam sóbrios em todas essas coisas, preguem a palavra, suportem as aflições, façam o trabalho de evangelista, e cumpram cabalmente o ministério.

***
Palestra proferida por ocasião do V Simpósio “Os Puritanos”, realizado em Águas de Lindóia, SP, de 10 a 14 de junho de 1996. Michael Horton é professor no Seminário Reformado em Orlando, Flórida (USA), fundador e presidente do movimento “Cristãos Unidos pela Reforma”, na Califórnia, e autor de diversos livros.

Fonte: Os Puritanos



Postado em: 08/03/2017 14:23:53

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Ora, haviam jurado os homens de Israel em Mispa, dizendo: Nenhum de nós dará sua filha por mulher aos benjamitas.
2 Veio o povo a Betel, e ali ficaram até à tarde diante de Deus, e levantaram a voz, e prantearam com grande pranto.
3 Disseram: Ah! SENHOR, Deus de Israel, por que sucedeu isto em Israel, que, hoje, lhe falte uma tribo?
4 Ao dia seguinte, o povo, pela manhã, se levantou e edificou ali um altar; e apresentaram holocaustos e ofertas pacíficas.
5 Disseram os filhos de Israel: Quem de todas as tribos de Israel não subiu à assembléia do SENHOR? Porque se tinha feito um grande juramento acerca do que não viesse ao SENHOR a Mispa, que dizia: Será morto.
6 Os filhos de Israel tiveram compaixão de seu irmão Benjamim e disseram: Foi, hoje, eliminada uma tribo de Israel.
7 Como obteremos mulheres para os restantes deles, pois juramos, pelo SENHOR, que das nossas filhas não lhes daríamos por mulheres?
8 E disseram: Há alguma das tribos de Israel que não tenha subido ao SENHOR a Mispa? E eis que ninguém de Jabes-Gileade viera ao acampamento, à assembléia.
9 Quando se contou o povo, eis que nenhum dos moradores de Jabes-Gileade se achou ali.
10 Por isso, a congregação enviou lá doze mil homens dos mais valentes e lhes ordenou, dizendo: Ide e, a fio de espada, feri os moradores de Jabes-Gileade, e as mulheres, e as crianças.
11 Isto é o que haveis de fazer: a todo homem e a toda mulher que se houver deitado com homem destruireis.
12 Acharam entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moças virgens, que não se deitaram com homem; e as trouxeram ao acampamento, a Siló, que está na terra de Canaã.
13 Toda a congregação, pois, enviou mensageiros aos filhos de Benjamim que estavam na penha Rimom, e lhes proclamaram a paz.
14 Nesse mesmo tempo, voltaram os benjamitas; e se lhes deram por mulheres as que foram conservadas com vida, das de Jabes-Gileade; porém estas ainda não lhes bastaram.
15 Então, o povo teve compaixão de Benjamim, porquanto o SENHOR tinha feito brecha nas tribos de Israel.
16 Disseram os anciãos da congregação: Como obteremos mulheres para os restantes ainda, pois foram exterminadas as mulheres dos benjamitas?
17 Disseram mais: A herança dos que ficaram de resto não na deve perder Benjamim, visto que nenhuma tribo de Israel deve ser destruída.
18 Porém nós não lhes poderemos dar mulheres de nossas filhas, porque os filhos de Israel juraram, dizendo: Maldito o que der mulher aos benjamitas.
19 Então, disseram: Eis que, de ano em ano, há solenidade do SENHOR em Siló, que se celebra para o norte de Betel, do lado do nascente do sol, pelo caminho alto que sobe de Betel a Siquém e para o sul de Lebona.
20 Ordenaram aos filhos de Benjamim, dizendo: Ide, e emboscai-vos nas vinhas,
21 e olhai; e eis aí, saindo as filhas de Siló a dançar em rodas, saí vós das vinhas, e arrebatai, dentre elas, cada um sua mulher, e ide-vos à terra de Benjamim.
22 Quando seus pais ou seus irmãos vierem queixar-se a nós, nós lhes diremos: por amor de nós, tende compaixão deles, pois, na guerra contra Jabes-Gileade, não obtivemos mulheres para cada um deles; e também não lhes destes, pois neste caso ficaríeis culpados.
23 Assim fizeram os filhos de Benjamim e levaram mulheres conforme o número deles, das que arrebataram das rodas que dançavam; e foram-se, voltaram à sua herança, reedificaram as cidades e habitaram nelas.
24 Então, os filhos de Israel também partiram dali, cada um para a sua tribo, para a sua família e para a sua herança.
25 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.



Postado em: 08/03/2017 14:23:11

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Saíram todos os filhos de Israel, e a congregação se ajuntou perante o SENHOR em Mispa, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade.
2 Os príncipes de todo o povo e todas as tribos de Israel se apresentaram na congregação do povo de Deus. Havia quatrocentos mil homens de pé, que puxavam da espada.
3 Ouviram os filhos de Benjamim que os filhos de Israel haviam subido a Mispa. Disseram os filhos de Israel: Contai-nos como sucedeu esta maldade.
4 Então, respondeu o homem levita, marido da mulher que fora morta, e disse: Cheguei com a minha concubina a Gibeá, cidade de Benjamim, para passar a noite;
5 os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim e, à noite, cercaram a casa em que eu estava; intentaram matar-me e violaram a minha concubina, de maneira que morreu.
6 Então, peguei a minha concubina, e a fiz em pedaços, e os enviei por toda a terra da herança de Israel, porquanto fizeram vergonha e loucura em Israel.
7 Eis que todos sois filhos de Israel; eia! Dai a vossa palavra e conselho neste caso.
8 Então, todo o povo se levantou como um só homem, dizendo: Nenhum de nós voltará para sua tenda, nenhum de nós se retirará para casa.
9 Porém isto é o que faremos a Gibeá: subiremos contra ela por sorte.
10 Tomaremos dez homens de cem de todas as tribos de Israel, e cem de mil, e mil de dez mil, para providenciarem mantimento para o povo, a fim de que este, vindo a Gibeá de Benjamim, faça a ela conforme toda a loucura que tem feito em Israel.
11 Assim, se ajuntaram contra esta cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem.
12 As tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, para lhe dizerem: Que maldade é essa que se fez entre vós?
13 Dai-nos, agora, os homens, filhos de Belial, que estão em Gibeá, para que os matemos e tiremos de Israel o mal; porém Benjamim não quis ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel.
14 Antes, os filhos de Benjamim se ajuntaram, vindos das cidades em Gibeá, para saírem a pelejar contra os filhos de Israel.
15 E contaram-se, naquele dia, os filhos de Benjamim vindos das cidades; eram vinte e seis mil homens que puxavam da espada, afora os moradores de Gibeá, de que se contavam setecentos homens escolhidos.
16 Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, os quais atiravam com a funda uma pedra num cabelo e não erravam.
17 Contaram-se dos homens de Israel, afora os de Benjamim, quatrocentos mil homens que puxavam da espada, e todos eles, homens de guerra.
18 Levantaram-se os israelitas, subiram a Betel e consultaram a Deus, dizendo: Quem dentre nós subirá, primeiro, a pelejar contra Benjamim? Respondeu o SENHOR: Judá subirá primeiro.
19 Levantaram-se, pois, os filhos de Israel pela manhã e acamparam-se contra Gibeá.
20 Saíram os homens de Israel à peleja contra Benjamim; e, junto a Gibeá, se ordenaram contra ele.
21 Então, os filhos de Benjamim saíram de Gibeá e derribaram por terra, naquele dia, vinte e dois mil homens de Israel.
22 Porém se animou o povo dos homens de Israel e tornaram a ordenar-se para a peleja, no lugar onde, no primeiro dia, o tinham feito.
23 Antes, subiram os filhos de Israel, e choraram perante o SENHOR até à tarde, e consultaram o SENHOR, dizendo: Tornaremos a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão? Respondeu o SENHOR: Subi contra ele.
24 Chegaram-se, pois, os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim, no dia seguinte.
25 Também os de Benjamim, no dia seguinte, saíram de Gibeá de encontro a eles e derribaram ainda por terra mais dezoito mil homens, todos dos que puxavam da espada.
26 Então, todos os filhos de Israel, todo o povo, subiram, e vieram a Betel, e choraram, e estiveram ali perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia até à tarde; e, perante o SENHOR, ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas.
27 E os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR (porquanto a arca da Aliança de Deus estava ali naqueles dias;
28 e Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, ministrava perante ela naqueles dias), dizendo: Tornaremos a sair ainda a pelejar contra os filhos de Benjamim, nosso irmão, ou desistiremos? Respondeu o SENHOR: Subi, que amanhã eu os entregarei nas vossas mãos.
29 Então, Israel pôs emboscadas em redor de Gibeá.
30 Ao terceiro dia, subiram os filhos de Israel contra os filhos de Benjamim e se ordenaram à peleja contra Gibeá, como das outras vezes.
31 Então, os filhos de Benjamim saíram de encontro ao povo, e, deixando-se atrair para longe da cidade, começaram a ferir alguns do povo, e mataram, como das outras vezes, uns trinta dos homens de Israel, pelas estradas, das quais uma sobe para Betel, a outra, para Gibeá do Campo.
32 Então, os filhos de Benjamim disseram: Vão derrotados diante de nós como dantes. Porém os filhos de Israel disseram: Fujamos e atraiamo-los da cidade para as estradas.
33 Todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar e se ordenaram para a peleja em Baal-Tamar; e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, das vizinhanças de Geba.
34 Dez mil homens escolhidos de todo o Israel vieram contra Gibeá, e a peleja se tornou renhida; porém eles não imaginavam que a calamidade lhes tocaria.
35 Então, feriu o SENHOR a Benjamim diante de Israel; e mataram os filhos de Israel, naquele dia, vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos dos que puxavam da espada;
36 assim, viram os filhos de Benjamim que estavam feridos. Os homens de Israel retiraram-se perante os benjamitas, porquanto estavam confiados na emboscada que haviam posto contra Gibeá.
37 A emboscada se apressou, e acometeu a Gibeá, e de golpe feriu-a toda a fio de espada.
38 Os homens de Israel tinham um sinal determinado com a emboscada, que era fazerem levantar da cidade uma grande nuvem de fumaça.
39 Então, os homens de Israel deviam voltar à peleja. Começara Benjamim a ferir e havia já matado uns trinta entre os homens de Israel, porque diziam: Com efeito, já estão derrotados diante de nós, como na peleja anterior.
40 Então, a nuvem de fumaça começou a levantar-se da cidade, como se fora uma coluna; virando-se Benjamim a olhar para trás de si, eis que toda a cidade subia em chamas para o céu.
41 Viraram os homens de Israel, e os de Benjamim pasmaram, porque viram que a calamidade lhes tocaria.
42 E viraram diante dos homens de Israel, para o caminho do deserto; porém a peleja os apertou; e os que vinham das cidades os destruíram no meio deles.
43 Cercaram a Benjamim, seguiram-no e, onde repousava, ali o alcançavam, até diante de Gibeá, para o nascente do sol.
44 Caíram de Benjamim dezoito mil homens, todos estes homens valentes.
45 Então, viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom; e, na respiga, mataram ainda pelos caminhos uns cinco mil homens, e de perto os seguiram até Gidom, e feriram deles dois mil homens.
46 Todos os que de Benjamim caíram, naquele dia, foram vinte e cinco mil homens que puxavam da espada, todos eles homens valentes.
47 Porém seiscentos homens viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom, onde ficaram quatro meses.
48 Os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim e passaram a fio de espada tudo o que restou da cidade, tanto homens como animais, em suma, tudo o que encontraram; e também a todas as cidades que acharam puseram fogo.



Postado em: 08/03/2017 14:22:24

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Naqueles dias, em que não havia rei em Israel, houve um homem levita, que, peregrinando nos longes da região montanhosa de Efraim, tomou para si uma concubina de Belém de Judá.
2 Porém ela, aborrecendo-se dele, o deixou, tornou para a casa de seu pai, em Belém de Judá, e lá esteve os dias de uns quatro meses.
3 Seu marido, tendo consigo o seu servo e dois jumentos, levantou-se e foi após ela para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-la. Ela o fez entrar na casa de seu pai. Este, quando o viu, saiu alegre a recebê-lo.
4 Seu sogro, o pai da moça, o deteve por três dias em sua companhia; comeram, beberam, e o casal se alojou ali.
5 Ao quarto dia, madrugaram e se levantaram para partir; então, o pai da moça disse a seu genro: Fortalece-te com um bocado de pão, e, depois, partireis.
6 Assentaram-se, pois, e comeram ambos juntos, e beberam; então, disse o pai da moça ao homem: Peço-te que ainda esta noite queiras passá-la aqui, e se alegre o teu coração.
7 Contudo, o homem levantou-se para partir; porém o seu sogro, instando com ele, fê-lo pernoitar ali.
8 Madrugando ele ao quinto dia para partir, disse o pai da moça: Fortalece-te, e detende-vos até ao declinar do dia; e ambos comeram juntos.
9 Então, o homem se levantou para partir, ele, e a sua concubina, e o seu moço; e disse-lhe seu sogro, o pai da moça: Eis que já declina o dia, a tarde vem chegando; peço-te que passes aqui a noite; vai-se o dia acabando, passa aqui a noite, e que o teu coração se alegre; amanhã de madrugada, levantai-vos a caminhar e ide para a vossa casa.
10 Porém o homem não quis passar ali a noite; mas levantou-se, e partiu, e veio até à altura de Jebus (que é Jerusalém), e com ele os dois jumentos albardados, como também a sua concubina.
11 Estando, pois, já perto de Jebus e tendo-se adiantado o declinar-se do dia, disse o moço a seu senhor: Caminhai, agora, e retiremo-nos a esta cidade dos jebuseus e passemos ali a noite.
12 Porém o seu senhor lhe disse: Não nos retiraremos a nenhuma cidade estranha, que não seja dos filhos de Israel, mas passemos até Gibeá.
13 Disse mais a seu moço: Caminha, e cheguemos a um daqueles lugares e pernoitemos em Gibeá ou em Ramá.
14 Passaram, pois, adiante e caminharam, e o sol se lhes pôs junto a Gibeá, que pertence a Benjamim.
15 Retiraram-se para Gibeá, a fim de, nela, passarem a noite; entrando ele, assentou-se na praça da cidade, porque não houve quem os recolhesse em casa para ali pernoitarem.
16 Eis que, ao anoitecer, vinha do seu trabalho no campo um homem velho; era este da região montanhosa de Efraim, mas morava em Gibeá; porém os habitantes do lugar eram benjamitas.
17 Erguendo o velho os olhos, viu na praça da cidade este viajante e lhe perguntou: Para onde vais e donde vens?
18 Ele lhe respondeu: Estamos viajando de Belém de Judá para os longes da região montanhosa de Efraim, donde sou; fui a Belém de Judá e, agora, estou de viagem para a Casa do SENHOR; e ninguém há que me recolha em casa,
19 ainda que há palha e pasto para os nossos jumentos, e também pão e vinho para mim, e para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta.
20 Então, disse o velho: Paz seja contigo; tudo quanto te vier a faltar fique a meu cargo; tão-somente não passes a noite na praça.
21 Levou-o para casa e deu pasto aos jumentos; e, tendo eles lavado os pés, comeram e beberam.
22 Enquanto eles se alegravam, eis que os homens daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao velho, senhor da casa, dizendo: Traze para fora o homem que entrou em tua casa, para que abusemos dele.
23 O senhor da casa saiu a ter com eles e lhes disse: Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura.
24 Minha filha virgem e a concubina dele trarei para fora; humilhai-as e fazei delas o que melhor vos agrade; porém a este homem não façais semelhante loucura.
25 Porém aqueles homens não o quiseram ouvir; então, ele pegou da concubina do levita e entregou a eles fora, e eles a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã; e, subindo a alva, a deixaram.
26 Ao romper da manhã, vindo a mulher, caiu à porta da casa do homem, onde estava o seu senhor, e ali ficou até que se fez dia claro.
27 Levantando-se pela manhã o seu senhor, abriu as portas da casa e, saindo a seguir o seu caminho, eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar.
28 Ele lhe disse: Levanta-te, e vamos; porém ela não respondeu; então, o homem a pôs sobre o jumento, dispôs-se e foi para sua casa.
29 Chegando a casa, tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel.
30 Cada um que a isso presenciava aos outros dizia: Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai.



Postado em: 08/03/2017 14:21:44

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Naqueles dias, não havia rei em Israel, e a tribo dos danitas buscava para si herança em que habitar; porquanto, até àquele dia, entre as tribos de Israel, não lhe havia caído por sorte a herança.
2 Enviaram os filhos de Dã cinco homens dentre todos os da sua tribo, homens valentes, de Zorá e de Estaol, a espiar e explorar a terra; e lhes disseram: Ide, explorai a terra. Chegaram à região montanhosa de Efraim, até à casa de Mica, e ali pernoitaram.
3 Estando eles junto da casa de Mica, reconheceram a voz do moço, do levita; chegaram-se para lá e lhe disseram: Quem te trouxe para aqui? Que fazes aqui? E que é que tens aqui?
4 Ele respondeu: Assim e assim me fez Mica; pois me assalariou, e eu lhe sirvo de sacerdote.
5 Então, lhe disseram: Consulta a Deus, para que saibamos se prosperará o caminho que levamos.
6 Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do SENHOR.
7 Partiram os cinco homens, e chegaram a Laís, e viram que o povo que havia nela estava seguro, segundo o costume dos sidônios, em paz e confiado. Nenhuma autoridade havia que, por qualquer coisa, o oprimisse; também estava longe dos sidônios e não tinha trato com nenhuma outra gente.
8 Então, voltaram a seus irmãos, a Zorá e a Estaol; e estes lhes perguntaram: Que nos dizeis?
9 Eles disseram: Disponde-vos e subamos contra eles; porque examinamos a terra, e eis que é muito boa. Estais aí parados? Não vos demoreis em sair para ocupardes a terra.
10 Quando lá chegardes, achareis um povo confiado, e a terra é ampla; porque Deus vo-la entregou nas mãos; é um lugar em que não há falta de coisa alguma que há na terra.
11 Então, partiram dali, da tribo dos danitas, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens armados de suas armas de guerra.
12 Subiram e acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Judá; pelo que chamaram a este lugar Maané-Dã, até ao dia de hoje; está por detrás de Quiriate-Jearim.
13 Dali, passaram à região montanhosa de Efraim e chegaram até à casa de Mica.
14 Os cinco homens que foram espiar a terra de Laís disseram a seus irmãos: Sabeis vós que, naquelas casas, há uma estola sacerdotal, e ídolos do lar, e uma imagem de escultura, e uma de fundição? Vede, pois, o que haveis de fazer.
15 Então, foram para lá, e chegaram à casa do moço, o levita, em casa de Mica, e o saudaram.
16 Os seiscentos homens que eram dos filhos de Dã, armados de suas armas de guerra, ficaram à entrada da porta.
17 Porém, subindo os cinco homens que foram espiar a terra, entraram e apanharam a imagem de escultura, a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de fundição, ficando o sacerdote em pé à entrada da porta, com os seiscentos homens que estavam armados com as armas de guerra.
18 Entrando eles, pois, na casa de Mica e tomando a imagem de escultura, a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de fundição, disse-lhes o sacerdote: Que estais fazendo?
19 Eles lhe disseram: Cala-te, e põe a mão na boca, e vem conosco, e sê-nos por pai e sacerdote. Ser-te-á melhor seres sacerdote da casa de um só homem do que seres sacerdote de uma tribo e de uma família em Israel?
20 Então, se alegrou o coração do sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo.
21 Assim, viraram e, tendo posto diante de si os meninos, o gado e seus bens, partiram.
22 Estando já longe da casa de Mica, reuniram-se os homens que estavam nas casas junto à dele e alcançaram os filhos de Dã.
23 E clamaram após eles, os quais, voltando-se, disseram a Mica: Que tens, que convocaste esse povo?
24 Respondeu-lhes: Os deuses que eu fiz me tomastes e também o sacerdote e vos fostes; que mais me resta? Como, pois, me perguntais: Que é o que tens?
25 Porém os filhos de Dã lhe disseram: Não nos faças ouvir a tua voz, para que, porventura, homens de ânimo amargoso não se lancem sobre ti, e tu percas a tua vida e a vida dos da tua casa.
26 Assim, prosseguiram o seu caminho os filhos de Dã; e Mica, vendo que eram mais fortes do que ele, voltou-se e tornou para sua casa.
27 Levaram eles o que Mica havia feito e o sacerdote que tivera, e chegaram a Laís, a um povo em paz e confiado, e os feriram a fio de espada, e queimaram a cidade.
28 Ninguém houve que os livrasse, porquanto estavam longe de Sidom e não tinham trato com ninguém; a cidade estava no vale junto a Bete-Reobe. Reedificaram a cidade, habitaram nela
29 e lhe chamaram Dã, segundo o nome de Dã, seu pai, que nascera a Israel; porém, outrora, o nome desta cidade era Laís.
30 Os filhos de Dã levantaram para si aquela imagem de escultura; e Jônatas, filho de Gérson, o filho de Manassés, ele e seus filhos foram sacerdotes da tribo dos danitas até ao dia do cativeiro do povo.
31 Assim, pois, a imagem de escultura feita por Mica estabeleceram para si todos os dias que a Casa de Deus esteve em Siló.



Postado em: 08/03/2017 14:21:03

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Havia um homem da região montanhosa de Efraim cujo nome era Mica,
2 o qual disse a sua mãe: Os mil e cem siclos de prata que te foram tirados, por cuja causa deitavas maldições e de que também me falaste, eis que esse dinheiro está comigo; eu o tomei. Então, lhe disse a mãe: Bendito do SENHOR seja meu filho!
3 Assim, restituiu os mil e cem siclos de prata a sua mãe, que disse: De minha mão dedico este dinheiro ao SENHOR para meu filho, para fazer uma imagem de escultura e uma de fundição, de sorte que, agora, eu to devolvo.
4 Porém ele restituiu o dinheiro a sua mãe, que tomou duzentos siclos de prata e os deu ao ourives, o qual fez deles uma imagem de escultura e uma de fundição; e a imagem esteve em casa de Mica.
5 E, assim, este homem, Mica, veio a ter uma casa de deuses; fez uma estola sacerdotal e ídolos do lar e consagrou a um de seus filhos, para que lhe fosse por sacerdote.
6 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto.
7 Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali.
8 Esse homem partiu da cidade de Belém de Judá para ficar onde melhor lhe parecesse. Seguindo, pois, o seu caminho, chegou à região montanhosa de Efraim, até à casa de Mica.
9 Perguntou-lhe Mica: Donde vens? Ele lhe respondeu: Sou levita de Belém de Judá e vou ficar onde melhor me parecer.
10 Então, lhe disse Mica: Fica comigo e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez siclos de prata, o vestuário e o sustento. O levita entrou
11 e consentiu em ficar com aquele homem; e o moço lhe foi como um de seus filhos.
12 Consagrou Mica ao moço levita, que lhe passou a ser sacerdote; e ficou em casa de Mica.
13 Então, disse Mica: Sei, agora, que o SENHOR me fará bem, porquanto tenho um levita por sacerdote.



Postado em: 08/03/2017 14:20:14

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Sansão foi a Gaza, e viu ali uma prostituta, e coabitou com ela.
2 Foi dito aos gazitas: Sansão chegou aqui. Cercaram-no, pois, e toda a noite o esperaram, às escondidas, na porta da cidade; e, toda a noite, estiveram em silêncio, pois diziam: Esperaremos até ao raiar do dia; então, daremos cabo dele.
3 Porém Sansão esteve deitado até à meia-noite; então, se levantou, e pegou ambas as folhas da porta da cidade com suas ombreiras, e, juntamente com a tranca, as tomou, pondo-as sobre os ombros; e levou-as para cima, até ao cimo do monte que olha para Hebrom.
4 Depois disto, aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, a qual se chamava Dalila.
5 Então, os príncipes dos filisteus subiram a ela e lhe disseram: Persuade-o e vê em que consiste a sua grande força e com que poderíamos dominá-lo e amarrá-lo, para assim o subjugarmos; e te daremos cada um mil e cem siclos de prata.
6 Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força e com que poderias ser amarrado para te poderem subjugar.
7 Respondeu-lhe Sansão: Se me amarrarem com sete tendões frescos, ainda não secos, então, me enfraquecerei, e serei como qualquer outro homem.
8 Os príncipes dos filisteus trouxeram a Dalila sete tendões frescos, que ainda não estavam secos; e com os tendões ela o amarrou.
9 Tinha ela no seu quarto interior homens escondidos. Então, ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Quebrou ele os tendões como se quebra o fio da estopa chamuscada; assim, não se soube em que lhe consistia a força.
10 Disse Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim e me disseste mentiras; ora, declara-me, agora, com que poderias ser amarrado.
11 Ele lhe disse: Se me amarrarem bem com cordas novas, com que se não tenha feito obra nenhuma, então, me enfraquecerei e serei como qualquer outro homem.
12 Dalila tomou cordas novas, e o amarrou, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tinha ela no seu quarto interior homens escondidos. Ele as rebentou de seus braços como um fio.
13 Disse Dalila a Sansão: Até agora, tens zombado de mim e me tens dito mentiras; declara-me, pois, agora: com que poderias ser amarrado? Ele lhe respondeu: Se teceres as sete tranças da minha cabeça com a urdidura da teia e se as firmares com pino de tear, então, me enfraquecerei e serei como qualquer outro homem. Enquanto ele dormia, tomou ela as sete tranças e as teceu com a urdidura da teia.
14 E as fixou com um pino de tear e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Então, despertou do seu sono e arrancou o pino e a urdidura da teia.
15 Então, ela lhe disse: Como dizes que me amas, se não está comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim e ainda não me declaraste em que consiste a tua grande força.
16 Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar.
17 Descobriu-lhe todo o coração e lhe disse: Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus, desde o ventre de minha mãe; se vier a ser rapado, ir-se-á de mim a minha força, e me enfraquecerei e serei como qualquer outro homem.
18 Vendo, pois, Dalila que já ele lhe descobrira todo o coração, mandou chamar os príncipes dos filisteus, dizendo: Subi mais esta vez, porque, agora, me descobriu ele todo o coração. Então, os príncipes dos filisteus subiram a ter com ela e trouxeram com eles o dinheiro.
19 Então, Dalila fez dormir Sansão nos joelhos dela e, tendo chamado um homem, mandou rapar-lhe as sete tranças da cabeça; passou ela a subjugá-lo; e retirou-se dele a sua força.
20 E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tendo ele despertado do seu sono, disse consigo mesmo: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei; porque ele não sabia ainda que já o SENHOR se tinha retirado dele.
21 Então, os filisteus pegaram nele, e lhe vazaram os olhos, e o fizeram descer a Gaza; amarraram-no com duas cadeias de bronze, e virava um moinho no cárcere.
22 E o cabelo da sua cabeça, logo após ser rapado, começou a crescer de novo.
23 Então, os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecer grande sacrifício a seu deus Dagom e para se alegrarem; e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo.
24 Vendo-o o povo, louvavam ao seu deus, porque diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, e o que destruía a nossa terra, e o que multiplicava os nossos mortos.
25 Alegrando-se-lhes o coração, disseram: Mandai vir Sansão, para que nos divirta. Trouxeram Sansão do cárcere, o qual os divertia. Quando o fizeram estar em pé entre as colunas,
26 disse Sansão ao moço que o tinha pela mão: Deixa-me, para que apalpe as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas.
27 Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres, e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o teto havia uns três mil homens e mulheres, que olhavam enquanto Sansão os divertia.
28 Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos.
29 Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra.
30 E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.
31 Então, seus irmãos desceram, e toda a casa de seu pai, tomaram-no, subiram com ele e o sepultaram entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai. Julgou ele a Israel vinte anos.



Postado em: 08/03/2017 14:19:36

Por: Tradução: José Ferreira de Almeida

Comentário:

1 Passado algum tempo, nos dias da ceifa do trigo, Sansã