BOLETIM 772 - A cruz de Cristo manifesta o amor de Deus | Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

BOLETIM 772 - A cruz de Cristo manifesta o amor de Deus

Publicado em: 15/02/2017 13:20:43

A crucificação de Jesus foi um evento histórico em que o mundo expressou seu ódio a Deus e sua hostilidade contra ele. Foi o símbolo definitivo não só da maldade do pecado, como também da ganância do coração humano. Tirar a vida do Senhor da Glória foi o grito supremo de “eu quero” do mundo. No entanto, a cruz se encontra no cerne do evangelho, não por causa do que ela nos diz sobre o pecado, mas por causa do que ela nos diz sobre a graça de Deus: a misericórdia que fornece um remédio para o pecado e o amor que garante a eficácia desse remédio. A cruz é uma boa notícia não por causa do que nós tiramos de Deus, mas por causa do que Deus nos deu.

 

A cruz foi o Deus Pai doando o Deus Filho para a salvação do mundo. Essa é a distinção introduzida em João 3.16: o Deus que amou o mundo é o Deus que deu, e aquele que foi dado foi “seu Filho unigênito”. No entanto, João introduz seu relato do evangelho para nós com a afirmação de que o Filho, ainda que seja distinto do Pai, não é distinto de Deus. Antes, ele é identificado com Deus. Dizer que o Pai deu o seu Filho por nós é falar sobre uma pessoa de dar outra, mas também é afirmar que, em um sentido último, Deus deu seu Filho. É com “seu próprio sangue” que Deus resgatou a igreja (Atos 20.28). Apenas esse fato já deve colocar a cruz no mais alto relevo. No Calvário, o mundo se pôs diante de Deus e disse: “Eis o quanto te odiamos!” E no Calvário, Deus se pôs diante do mundo e disse: “Eis o quanto eu te amo!”.

Se João tivesse nos dito que Deus amou seu Filho de tal maneira que lhe deu o mundo, não nos causaria nenhuma surpresa. A surpresa vem na direção oposta: Deus deu seu Filho, de tanto que amou o mundo. E a razão pela qual ele deu foi para que o mundo seja salvo ao receber o presente. Quão excepcionalmente sábio, quão excepcionalmente simples. Ainda assim, quão excepcionalmente difícil para o duro coração do homem agradecer a Deus pelo que Paulo chama de “seu dom inefável” (2Coríntios 9.15).  (Texto adaptado do original)

 

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