Boletim 806 - REFORMA EM MOVIMENTO | Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

Boletim 806 - REFORMA EM MOVIMENTO

Publicado em: 15/10/2017 20:37:37

“Ecclesia reformata et semper reformanda est”. Um dos princípios da Reforma é esta famosa expressão em latim que diz que a igreja da Reforma precisa estar em contínua reforma. Ela ressalta que a igreja precisa nutrir-se de forma constante das Escrituras e sempre voltar a ela, pois nela a comunidade dos crentes encontra o seu lugar primordial de escuta, interpretação e vivência. [...] Este movimento que parte do encontro com a Palavra para a formação da comunidade de fé tem algumas marcas, entre as quais: A Reforma é um movimento da “cúria” para a comunidade: no centro da vida da igreja está a comunidade de fé e não a “cúria”, entendida como o centro de poder que controla e alimenta a igreja e sua fé. Este movimento desconstrói o centro, empodera a comunidade e democratiza a vivência da fé. A Reforma é um movimento do “dogma” para a fé do dia a dia: ” para a fé do dia a dia ela afirma que a fé, a partir do encontro com a Palavra, deve ser discernida, vivida e afirmada na vivência comunitária. Esta afirmação nega o valor do “dogma” como uma afirmação feita à distância, a partir de uma postura clerical imposta sobre a comunidade de fé. Pelo contrário, o dogma está a serviço de uma fé e uma comunidade que preservam a centralidade em Cristo. A Reforma é um movimento do mosteiro para a cidade: ela afirma que a vida cristã precisa ser vivida no público. Ela precisa estar disponível no vernáculo, pois é ali que fermenta cada área da vida, para ser experimentada como vocação a serviço de Deus. Esta afirmação questiona o mosteiro como o centro onde se gesta e modela a vivência da fé e, assim, “empurra o monge para fora dos muros do mosteiro” e o coloca a serviço da vida da igreja. A Reforma é um movimento do clero e do celibato para a vocação secular e para a família: ela afirma a família como “a pequena igreja” e, como tal, o lugar primordial onde se ensina e vive a fé. Afirma que todos os cristãos são iguais e exercem um sacerdócio, eclesiástico ou não. Em todos os setores da vida se experimenta a vocação e o envio, e daí nasce a riqueza da igreja. Assim, questiona o status especial do clero e o celibato como uma expressão diferenciada de santidade e exercício ministerial. Cada um desses movimentos é crucial para os nossos dias e para as igrejas que se declaram seguidoras da Reforma, ainda que com uma configuração diferenciada a cada geração e contexto. No entanto, a igreja precisa de forma essencial: viver da Palavra e fugir da mera preocupação consigo mesma [...]. Portanto, se o sacerdócio é de todos e se a Palavra está disponível para ser abraçada, isto se expressa na vida em comunidade, dentro e fora da igreja, no micro e no macro. Assim o Verbo encarna no cotidiano e o fermento do Reino transforma a realidade de perto e a de longe. É desta maneira que somos chamados a viver o espírito da Reforma, algo hoje tão necessário.

   

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