JONATHAN EDWARDS (1703-1758) E A NATUREZA DA TEOLOGIA | Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho

JONATHAN EDWARDS (1703-1758) E A NATUREZA DA TEOLOGIA

Publicado em: 27/12/2016 13:51:34

Resumo

Este ensaio propõe que a investigação de Jonathan Edwards a respeito da natureza da teologia se mantém em continuidade com o escolasticismo protestante, e apropriou-se dos antigos modelos da teologia católica e clássica para o contexto teológico da Nova Inglaterra do século 18.

Palavras-chaves

Jonathan Edwards; Escolasticismo protestante; Natureza da teologia.

Edwards traçou a distinção comum entre os dois tipos de conhecimento teológico, o primeiro, especulativo... e o segundo, prático... O objetivo da teologia [de Edwards] era cultivar um “senso” das coisas divinas que penetrasse mais fundo dentro de sua natureza do que o entendimento especulativo sozinho poderia fazê-lo, e “nos guiar e influenciar em nossa prática”.

Assim escreve E. Brooks Holifield em Theology in America[1]. Embora Holifield declare que o objetivo e a distinção da teologia de Edwards esteja em dívida com o escolástico reformado Petrus van Mastricht (1630-1706), muitos estudiosos da teologia de Edwards, como Ridderbos, Cherry, Morimoto, Gerstner, Homes e Lee[2], têm negligenciado esta dívida, o qual pode ser um tema subjacente ou abrangente na interpretação da natureza da teologia de Edwards. Uma razão para tal omissão é que muitas das fontes de Edwards continuam em Latim, como Amy Plantinga Pauw indica, seguindo Norman Fiering[3]. Outra razão pode ser, como Gerry McDermott recentemente observou, que “é necessário muito trabalho erudito para compará-lo [Edwards] com os pensadores e questões europeus, e, por isso, o incluem nas contínuas discussões da filosofia e da teologia internacionais.”[4]

Portanto, esse ensaio tenta avaliar a investigação teológica de Edwards mediante uma visão mais profunda do escolasticismo protestante e suas trajetórias. Concentro-me em um único documento no qual Edwards, de modo mais claro, expõe seu entendimento sobre a natureza da teologia – um sermão de novembro de 1739, publicado sob o tema: The Importance and Advantage of a Thorough Knowledge of Divine Truth (A Importância e a Vantagem de um Conhecimento Completo da Verdade Divina)

O período entre 1737-42 foi uma época de desafio e mudança para a história da Nova Inglaterra. A guerra (incursões franco-indigenas, Guerra da Orelha de Jenkins) e os avivamentos moldaram o início da história e da teologia da América de um modo sem precedentes, em particular após o Grande Avivamento, em cujo evento encontra-se estabelecido esta imponente figura na história intelectual: Jonathan Edwards (1703-1758), pregador, teólogo, filósofo, missionário, pastor e presidente de Universidade.[5]

Embora imersa no puritanismo inglês e no pensamento reformado continental da pós-reforma, a ortodoxia teológica e a prática da Nova Inglaterra foram colocadas em prova durante esses anos. O surgimento do arminianismo, a disseminação do deísmo e as notícias acerca de “Novos Metodistas”[6] como John Wesley e George Whitefield, contribuíram para a divisão e realinhamento de fidelidades na colônia britânica. A preocupação com o arminianismo foi expressa na troca de cartas, em março de 1739, entre o Capitão Benjamin Wright e o Rev. Benjamin Doolittle de Northfield, Massachusetts. Doolittle acusou seu paroquiano Wright de “não ter nenhum desejo significativo de paz e de amor”, enquanto que Wright acusou seu pastor de “ter frequentemente promovido princípios arminianos, tanto no púlpito quanto nas conversas particulares”[7] O perigo do deísmo não era algo apenas de conhecimento geral na Nova Inglaterra, mas a congregação de Northampton, em particular, era bem versada no mesmo, graças a seu pastor. No sermão vinte e quatro da série History of the Work of Redemption, de meados de 1739, Edwards advertiu:

Novamente, outra coisa que tem prevalecido de modo extraordinário ultimamente entre os protestantes, e especialmente na Inglaterra, é o deísmo. Os deístas abandonaram totalmente a religião cristã e são infiéis professos. Eles não são como os hereges, os arianos, os socinianos e outros... Eles negam qualquer religião revelada... e dizem que Deus não deu à humanidade nenhuma outra luz pela qual caminhar exceto sua própria razão.[8]

Edwards não foi um participante insignificante nesses anos de transformação da Nova Inglaterra, embora estabelecido na cidade interiorana de Northampton. Seu livro Faithful Narrative of the Surprising Work of God (Fiel Narrativa da Surpreendente Obra de Deus), publicado em Londres (dezembro de 1737) e em Boston (dezembro de 1738), o colocou na emergente rede da comunidade evangélica transatlântica,[9] e sua pregação de vários discursos, como a sobre a parábola das dez virgens (jan-abr., 1738), a série sobre 1 Coríntios 13 (abr.-out., 1738) publicada mais tarde como Charity and Its Fruits (Caridade e seus Frutos) e os sermões que se tornaram conhecidos como A History of the Work of Redemption (Uma História da Obra de Redenção, mar.-ago., 1739), o estabeleceram como um pregador extraordinário.

Todavia, é precisamente nesses anos de sobrecarga para a teologia da Nova Inglaterra que Edwards se desenvolveu como um teólogo por excelência: historicamente instruído e contemporaneamente relevante. É importante observar que o pastor de Northampton não publicou uma teologia sistemática como o fizeram os teólogos reformados da pós-reforma: François Turretini (1623-1687) e Petrus van Mastricht (1630-1706)[10]; ou como seus discípulos do século 18: Joseph Bellamy (1719-1790) e Samuel Hopkins (1721-1803).[11] Edwards comentou sobre seus predecessores, cujas obras são importantes exemplos do protestantismo escolástico do século 17 unidos à piedade:

Eles são igualmente excelentes. Turretini é uma teologia polêmica; sobre os Cinco Pontos e sobre todos os outros pontos controversos; e é muito maior nestas coisas do que Mastricht; e é melhor para aquele que deseja apenas ser completamente hábil em controvérsias. Mas use Mastricht para teologia, doutrina, prática e controvérsia em geral; ou como um sistema universal de teologia, e ele é muito melhor que Turretini ou qualquer outro livro no mundo, exceto a Bíblia, em minha opinião.[12]

O elogio generoso de Edwards era um eco de seu elogio anterior, que começa com o Manual de Cotton Mather para estudantes que se preparavam para o ministério, o Manuductio ad Ministerium:

Mas, afinal de contas, não há nada que eu possa recomendar com tanta Plerophorie (euforia) a vocês como um Mastricht, sua Theologie Theoretico-practica. Que um Ministro do Evangelho possa ser perfeitamente preparado para toda Boa Obra, e em um ou dois volumes do tamanho Quarto desfrutar de uma biblioteca bem equipada, não sei se o Sol já brilhou sobre uma compostura Humane (humana) que seja igual a esta.[13]

De fato, a obra de Mastricht era altamente valorizada por renomados teólogos da Nova Inglaterra como Benjamin Colman,[14] Joseph Seccombe,[15] editor e tradutor do livro “On Regeneration”[16] (Sobre a Regeneração) de Mastricht, Samuel Hopkins[17] e Joseph Bellamy.[18]

Apesar de, ou graças à obra de Mastricht, contudo, a ausência de uma forma publicada de teologia sistemática ou, usando a terminologia do século 18, “body of divinity” (compêndio de teologia), no acervo de Edwards não implica em que nenhuma consideração foi dada a tal projeto. Pelo contrário, já em 1724, Edwards traçou o esboço de um tratado intitulado A Rational Account of the Principles and Main Doctrines of the Christian Religion (Um Relato Racional dos Princípios e Principais Doutrinas da Religião Cristã). Embora pareça que ele tenha abandonado este projeto depois de 1740, o pensamento de escrever um compêndio da teologia nunca o deixou, como ele atestou em uma carta de 1757 aos administradores do College of New Jersey (Universidade de Princeton).

Tenho tido em minha mente e coração (isso há muito tempo, sem o intuito de publicar) uma grande obra, a qual chamo de A History of the Work of Redemption (A História da Obra da Redenção), um compêndio de teologia em um método inteiramente novo, elaborado na forma de uma história, considerando a questão da teologia cristã.[19]

Mastricht, o teólogo favorito da Nova Inglaterra, e Edwards, em particular, prefaciou sua Theoretico-practica theologia (1699) com palavras semelhantes,

Há muito tinha planejado... uma grande obra acerca das aventuras da igreja... [e] fornecer um esboço particular acerca da história da igreja... tratando da dispensatione foederis gratia através de todos os períodos da Igreja.[20]

Além disso, nos anos turbulentos de 1737-42, Edwards esboçou, no final de 1739, um “Preface to the Rational Account” (Prefácio ao Relato Racional), onde ele menciona “algumas coisas que podem, legitimamente, nos fazer suspeitar que a atual teologia da moda esteja errada”.[21] Finalmente, e precisamente nessa época, Edwards não apenas incluiu em um de seus Sermon Notebooks (Caderno de Anotações de Sermões) o esboço de um sermão sobre Hebreus 5.12, mas também pregou um amplo tratado do texto em novembro de 1739, em Northampton, postumamente publicado como The Importance and Advantage of a Thorough Knowledge of Divine Truth (A Importância e a Vantagem de um Conhecimento Completo da Verdade Divina).[22] O que é sugerido aqui, é que nesse período de disputa teológica e sua prática na Nova Inglaterra, Edwards emergiu como o primeiro exemplo de eficaz comunicação dos fundamentos da teologia cristã – católico em sua trajetória e contemporâneo em seu ambiente.

Portanto, é necessária uma breve análise com comentário histórico-teológico desse sermão, tanto da estrutura quanto do conteúdo, para se discernir a posição de Edwards em um momento de transição da teologia.

Em relação à estrutura, o sermão de Edwards sobre Hebreus 5.12 é uma unidade literária, muito provavelmente dividido e pregado em duas ocasiões, e composto de três divisões principais: Texto, Doutrina e Aplicação,[23] cuja última parte é apresentada como Uses e Directions (Usos e Direções). Wilson H. Kimnach argumenta, convincentemente, que Edwards confiava “na estrutura básica e na lógica geral do sermão puritano do século 17”.[24] Contudo, a forma do discurso pode ter sido reforçada pela profunda familiaridade de Edwards com a Theoretico-practica theologia de Mastricht, que apresenta cada loci (tema) da teologia reformada de um modo quádruplo e integral: exegese, doutrina, apologética e praxis (prática) – a última contendo também usos e direções.[25] Em particular, a obra de Mastricht foi escrita não apenas para o estudo de teologia, mas também objetivava a preparação de um sermão.[26] Em adição à tríplice divisão do discurso, Edwards oferece na seção doutrinária, no esboço e na forma publicada, quatro proposições ou questões: O que é teologia, Que tipo de conhecimento na teologia é pretendido na doutrina, Por que é necessário o conhecimento da teologia, e Por que todos os cristãos devem fazer um esforço para crescer neste conhecimento.[27] O leitor informado observa imediatamente a abordagem sofisticada de Edwards ao discurso teológico ao levantar as quaestiones escolásticas (medievais): Quid sit (O que é), Qualis sit (De que tipo é) e Quantus sit (Como é grande). Essas questões retóricas particulares, reconhecidas por Edwards como uma investigação “segundo as regras da arte”,[28] une a estrutura de sermões de Edwards ao método de investigação teológica dos pensadores reformados da pós-reforma como Mastricht, e outros escolásticos protestantes como Beza, Zanchi e Gerhard,[29] mas também a intelectuais medievais como Lombardo, Tomás de Aquino e Scotus.[30] Em resumo, a estrutura da exposição de Edwards sobre o conhecimento da teologia ou teontologia, então, pode ser caracterizada como o methodus theologiae, e, por isso, é colocada em uma longa trajetória de desenvolvimento do systema de teologia. Esta observação é ainda mais enfatizada pelo exame do conteúdo da primeira questão, o Quid sit, exposto no Sermon Notes (Caderno de Anotações de Sermões) de Edwards[31] como “O que queremos dizer por teologia”, e no texto publicado, “O que a teologia é”.[32]

Acerca da questão: o que a teologia é, Edwards fornece, primeiro, uma declaração geral. Teologia, ele afirma, é “aquela ciência ou doutrina que compreende todas aquelas verdades e regras que dizem respeito ao grande tema da religião”.[33] De uma perspectiva histórica-teológica, poderia ser reconhecida a ambivalência de Edwards neste ponto do discurso: ele quer dizer que teologia ou theologia é ciência ou doutrina? Edwards assume uma posição tomista sobre a formulação da teologia como primária sobre as outras ciências? Esta parece ser a direção inicial que o pregador de Northampton toma quando escreve:

Há vários tipos de artes e ciências ensinadas e aprendidas nas escolas, as quais estão relacionadas com vários objetos; as obras da natureza em geral, como a filosofia; ou os céus visíveis, como a astronomia; ou o mar, como a navegação; ou a terra, como a geografia; ou o corpo do homem, como a medicina e a anatomia; ou a alma do homem, com relação a seus poderes e qualidades naturais, como a lógica e a pneumatologia; ou o governo humano, como a política e a jurisprudência. Porém há uma ciência, ou um certo tipo de conhecimento e doutrina que está acima de todo o restante, visto que ela diz respeito a Deus e ao grande tema da religião: esta é a teologia.[34]

Além disso, esse pensamento tomista parece ser imposto pela terceira questão de Edwards acerca da necessidade do conhecimento da teologia – que corresponde à pergunta inicial de Tomás de Aquino, na Summa Theologica, sobre a necessidade da natureza e a extensão da doutrina sagrada.[35] A perceptível qualidade tomista no conceito de teologia de Edwards, contudo, é modificada ao se considerar sua observação de que “há dois tipos de conhecimento das coisas da teologia, a saber, especulativo e prático, ou, em outras palavras, natural e espiritual”.[36] Essa observação não é apenas de grande importância para o pregador de Northampton – dada a atenção a esta investigação nas seções doutrina e aplicação do sermão – mas também coloca Edwards tanto em uma longa trajetória da investigação escolástica, se a teologia é uma ciência (scientia), ou sabedoria (sapientia), assim como em uma discussão das distinções escolásticas – presente nos sistemas escolásticos da teologia medieval e protestante.

Com o surgimento do interesse nos escritos de Aristóteles, no século 13, a discussão sobre a natureza e a extensão da teologia foi moldada, em parte, pela classificação do filósofo das formas de conhecimento, ciência (scientia) e sabedoria (sapientia).[37] Franciscanos, como Alexander de Hales (ca. 1183-1245) e Boaventura 91221-1274), insistiram no caráter afetivo, prático e experimental da teologia – excluindo-a da consideração como scientia no sentido aristotélico de uma disciplina racional ou especulativa.[38] Tomas de Aquino, por outro lado, não apenas argumenta na Summa Theologicae – conhecida por Edwards durante seus estudos no Yale College[39] – que “a doutrina sagrada é uma ciência”,[40] mas também levanta a questão se a doutrina sagrada é ciência prática – à qual Tomas de Aquino, refletindo a teologia dominicana, responde, “ela não é uma ciência prática, mas especulativa”.[41] Essa linha razoavelmente ampla do caráter da teologia encontra seu clímax na formulação de teologia de Duns Scotus (morto em 1308). Scotus não apenas ressoou a teologia franciscana, embora mais integrada com a filosofia aristotélica do que se aceitava anteriormente, mas considerou a teologia como uma disciplina orientada para o fim último da humanidade em Deus: prática na essência – isto quer dizer, um conhecimento não conhecido por si mesmo, mas dirigido para Deus.[42]

Essa discussão escolástica medieval sobre o caráter da teologia – expositiva das questões de fé, quer a teologia seja teórica ou prática – voltou à tona nas obras de teólogos católicos e protestantes dos séculos 16 e 17. A respeito dos primeiros, dominicanos como Domingo Báñez (1528-1604), Melchor Cano (1509?-1560) e Luis de Granada (1505-1588) retornaram à formulação de Tomas de Aquino sobre a essência da teologia,[43] enquanto que jesuítas como John Gibbons (1544-1589), Antonio Possevino (1533-1611) e Francisco Suárez (1548-1617), que foi elogiado por Edwards como “o melhor dos escolásticos”,[44] se inclinaram para apresentar os argumentos escolásticos das tradições scotística e tomística, pela qual a prática não era completamente rejeitada, todavia optaram por uma posição tomística modificada,[45] embora o franciscano Francisco de Macedo (1596-1681) favoreceu a posição de Duns Scotus sobre a natureza prática da theologia viatorum.[46] No que diz respeito aos teólogos protestantes, luteranos como Johann Gerhard (1582-1637), Balthazar Meisner (1587-1626), Georg Calixt (1586-1656) e Johann Andreas Quenstedt (1617-1688),[47] bem como pensadores reformados do século 16 como Martin Bucer (1491-1551), Sibrand Lubbert (1556-1625), Bartholomäus Keckermann (ca. 1571-1608/9), Wolfgang Musculus (1497-1563) e Pietro Martine Vermigli (1499-1562),[48] com, além desses, os teólogos reformados do século 17 como Jacobus Trigland (1583-1654), Johannes Cloppenburg (1592-1652), Johannes Coccejus (1603-1669), Johannes Hoornbeek (1617-1666), Melchior Leydekker (1642-1721) e Johannes à Marck (1656-1731), reconheceram a teologia como uma disciplina mista, tanto theoretica quanto practica, embora se inclinassem para a practica – mas rejeitando seu caráter antropológico, como proposto pelos remonstrantes.[49] Entretanto, a investigação de Edwards, sobre se a teologia é especulativa ou practica, foi suscitada, em particular, na prolegomena da teologia escolástica protestante de Mastricht e Turretini – teólogos com quem Edwards estava profundamente familiarizado. Turretini levantou a questão explicitamente, “A teologia é teórica ou prática”, perguntando não apenas acerca do entendimento da essência da teologia, mas também por causa das controvérsias “desta época”, como a dos remonstrantes e dos socinianos[50] – uma preocupação compartilhada por Mastricht.[51] Turretini afirma, além disso, que um sistema teórico ou especulativo está preocupado apenas na contemplação, tendo o conhecimento como seu objeto; o que é contrário à teologia prática, que tem interação com seu objeto.[52] Portanto, o teólogo de Genebra conclui: teologia não é nem teórica nem prática, mas uma disciplina mista, e, todavia, mais prática que especulativa, ao que parece, Turretini explica,

de seu objetivo último, que é a prática... de fato, nada na teologia é teórico a tal ponto e está tão longe da prática que não leve à admiração e adoração de Deus; nem é uma teoria salvífica a menos que se refira à prática.[53]

Em adição à pergunta de Turretini, se a teologia é especulativa ou prática, Mastricht, o teólogo favorito de Edwards, também discute se a disciplina é theoretico-practica.[54] Embora não rejeite completamente a posição tomística, Mastricht está inclinado a seguir a posição modificada scotistica sobre o assunto, propondo que a prática é definida como doutrina, conhecida por causa do fim para o qual ela dirige o conhecedor. Em outras palavras, Mastricht tem por objetivo manter um equilíbrio entre a especulativa e a practica, expressa na combinação theoretico-practica,[55] orientada, porém, para a prática.

Em resumo, observamos a recepção e apropriação dos modelos escolásticos mais antigos por parte desses teólogos reformados da pós-reforma. A continuidade da investigação e a formulação sobre o entendimento do caráter da teologia, tanto na tradição católica quanto na protestante, mostram a catolicidade do empreendimento teológico. A apropriação da investigação teológica é específica para teólogos da pós-reforma como Mastricht e Turretini, enquanto que o modelo de teologia alternativo, oferecido pelos remonstrantes e arminianos, é fundamentalmente diferente: uma rejeição do reconhecimento da teologia como uma disciplina mista. Simon Episcopius (1583-1643), seguindo Jacobus Arminius (1560-1609)[56] argumentou que “não há nada em toda a teologia que não seja dirigida para a ação”.[57] Em outras palavras, a teologia não é especulativa, mas fundamentalmente antropocêntrica dirigida para a praxis, o que é uma renúncia do caráter teocêntrico da teologia reformada – uma preocupação prevalecente em Edwards também.

Embora a investigação de Edwards sobre a natureza da teologia esteja em continuidade com a investigação escolástica protestante e medieval, juntamente com atenção às distinções escolásticas tais como especulativa e prática, permanece a pergunta, como Edwards a expressou, “que tipo de conhecimento é pretendido na teologia”.[58] No sermão sobre o conhecimento cristão, ele começa indicando aos seus ouvintes de Northampton que a diferença entre “ter uma correta noção especulativa das doutrinas contidas na Palavra de Deus, e ter o devido senso delas no coração”, não sugere que se pretenda que uma exclua a outra. Mas, ele declara, “é pretendido que procuremos a primeira [especulativa] a fim de alcançar a última [prática]”. Para Edwards, isto é da maior importância, pois, como ele lembra seus ouvintes, “um conhecimento especulativo da [palavra de Deus], sem um conhecimento espiritual, é vão e sem propósito... Todavia, um conhecimento especulativo também é de importância infinita neste aspecto, sem ele não temos nenhum conhecimento espiritual ou prático”.[59] Podemos inferir disto que Edwards não rejeita completamente o especulativo, visto que ele atribui importância significativa a ele (“busque”, ele aconselha, “um bom conhecimento racional das coisas da teologia”). Todavia, a busca do especulativo não pode ser feita à custa do conhecimento espiritual ou prático, mas em apoio a ele.

Em resumo, observamos a recepção dos modelos escolásticos protestantes mais antigos por parte de Edwards. Não é apenas o emprego de uma investigação similar sobre a natureza da teologia pelo pregador de Northampton e pelos teólogos reformados da pós-reforma, mas também um discernimento, por parte de Edwards, do caráter da teologia, seguindo mais Mastricht do que Turretini, como teologia theoretico-practica. Com isto, Edwards se posicionou, por um lado, em continuidade com a teologia clássica – enraizada nas tradições reformadas da pós-reforma e nas franciscana-scotistas, e, por outro lado, contra seus desafiadores, os arminianos e os deístas. Sua familiaridade com Episcopius, identificado por Edwards como um dos “maiores arminianos”,[60] e deístas como Thomas Chubb (1679-1747), cujos escritos Edwards particularmente refuta mais tarde,[61] fortalece a posição de Edwards ao definir a essência da teologia nesses anos de transformação na história e teologia da Nova Inglaterra.

Contudo, a apropriação dos modelos de teologia católicos e clássicos anteriores por parte de Edwards, fornece um problema e uma perspectiva mais contemporânea. Em relação à última, Edwards avaliou e equiparou o deísmo de seu tempo às tendências do socinianimo dos séculos anteriores. Assim, ele não apenas forneceu seu vasto conhecimento dos systema pós-reforma como uma abordagem para avaliar os desafios contemporâneos e propor mudanças, mas esses systema também o apresentaram com definições precisas e cheias de nuanças da disciplina – indispensável para a interpretação dos eventos e para a formulação de seus próprios conceitos. Embora Edwards tenha defendido cuidadosamente “a importância e a vantagem de um conhecimento completo da teologia” diante de sua congregação em 1739, seu argumento continua a propor um desafio ao leitor moderno também. O discurso está em Latim – a língua das fontes pós-reforma e medievais. A continuidade da trajetória intelectual da língua, definições e distinções teológicas, do período medieval dos estudos de Edwards em Northampton, tornou-se instantaneamente ausente na tradução para a grande maioria de seus ouvintes. Não que seus ouvintes nos bancos da igreja estivessem conscientes disto, mais provavelmente, ou que a mensagem de Edwards fosse deficiente por isso. Contudo, a importância de Edwards como teólogo nesses anos de transformação da Nova Inglaterra pode ser perdida também – pelo menos da maioria dos estudiosos de Edwards.[62] Portanto, o entendimento proposto desse sermão deve ser colocado como fundamental para nosso entendimento da teologia de Edwards e de suas principais obras, publicadas muito mais tarde, contra o arminianismo e o deísmo, como Freedom of the Will (Liberdade da Vontade) e Original Sin (Pecado Original) – como atesta seu caderno de apontamentos “Controversies” (Controvérsias), datando da década de 1730.[63]

Concluindo, no meio dos anos desafiadores e de mudanças de 1737-42 na história religiosa da Nova Inglaterra, Edwards voltou às questões da prolegomena teológica. A formulação de suas respostas demonstrou não apenas continuidade e descontinuidade, mas também uma exigente apropriação do pensamento intelectual, o do caráter católico e clássico da teologia. O discurso foi redigido e ouvido em Northampton, publicado em 1788, e logo a seguir esquecido, porém sua mensagem era eterna: “Aja de acordo com o conhecimento que você tem. Este será o caminho para conhecer mais.”

Tradução: Paulo Corrêa Arantes

Revisão: Dr. Heber Carlos de Campos Jr.

 


* Adriaan C. Neele, Centro Jonathan Edwards, Universidade Yale; Pesquisador Associado e Professor Visitante da University of the Free State, Bloemfontein, África do Sul.

[1] HOLIFIELD, E. Brooks, Theology in America. Christian Thought from the Age of the Puritans to the Civil War (New Haven, Londres: Yale University Press, 2003), 102.

[2] RIDDERBOS, J., De Theologie van Jonathan Edwards (‘s-Gravenhage: Johan A. Nederbragt, 1907); CHERRY, Conrad, The Theology of Jonathan Edwards. A Reappraisal (Bloomington: Indiana University Press, 1966); MORIMOTO, Anri, Jonathan Edwards and the Catholic Vision of Salvation (University Park, PA: Pennsylvania State University Press, 1995); GERSTNER, John H., Jonathan Edwards: A Mini-Theology (Morgan, PA: Soli Deo Gloria Publications, 1996, reimpresso); HOLMES, Stephen R., God of Grace & God of Glory: An Account of the Theology of Jonathan Edwards (Grand Rapids: Eerdmans, 2000); LEE, Sang H., The Philosophical Theology of Jonathan Edwards (Princeton, NJ: Princieton University Press, 2000).

[3] PAUW, Amy Plantinga, The Supreme Harmony of All. The Trinitarian Theology of Jonathan Edwards (Grand Rapids: Eerdmans, 2002), 27.

[4] Veja http://www.jesociety.org/2010/02/08/whinter-edwards-studies/#ixzz10k4bQEUt, acessado em 27 de setembro de 2010.

[5] MARSDEN, George, Jonathan Edwards. A Life (New Haven, Londres: Yale University Press, 2003); MORRIS, William S., The Young Jonathan Edwards. A Reconstruction (Chicago: Tese de Ph.D, University fo Chicago, 1955; The Jonathan Edwards Classics Studies Series, Eugene, OR, Wipf and Stock, 2005).

[6] EDWARDS, Jonathan, Sermons and Discourses, 1739-1742, Harry S. Stout (org.), The Works of Jonathan Edwards Online 22:108. Os livros The Works of Jonathan Edwards Online serão citados daqui em diante como WJE Online, vol. No: página No.

[7] EDWARDS, Jonathan, Correspondence by, to and about Edwards na His Family, WJE Online 32: C 56. Veja também, vol. 32, C 55, e C 57.

[8] EDWARDS, Jonathan, A History of the Work of Redemption, WJE Online 9:432.

[9] O’BRIEN, Susan, “Eighteenth-Century Publisnhing Networks in the First Years of Transatlantic Evangelicalism”, em Evangelicalism: Comparative Studies of Popular Protestantism in North America, the British Isles, and Beyond 1700-1790, orgs. Mark A. Noll, David W. Bebbington e George A. Rawlyk (Nova York, Oxford University Press, 1994) 38-57; e LAMBERT, Frank, “Pedlar in Divinity”: George Whitefield and the Transatlantic Revivals (Princeton, Princeton University Press, 1994); A descrição de Norman Fiering da república transatlantica de cartas, Jonathan Edwards’s Moral Though and Its British Context (Chapel Hill, University of North Carolina Press, 1981), 13-28.

[10] TURRETTINI, François, Institutio theologie elencticae in qua status controversiae perspicue exponitur; praecipua orthodoxorum argumenta proponuntur &vindicantur, & fontes solutionum aperiuntur (Genebra: Samuelem de Tournes, 1680-1686); VAN MASTRICHT, Petrus, Theoretico-pratica theologia. Qua, per singula capita theologica, pars exegetica, dogmatica, elenchtica & pratica, perpetua successione conjugantur (Utrecht: Thomas Appels, 1699).

[11] BELLAMY, Joseph, True religion delineated or. Experimental religion, as distinguished from formality on the on hand, and enthusiasm on the other, set in a scriptural and rational light. In two discurses. In which some of the principal errors both of the Arminian and Antinomians are confuted, the foundation and superstructure of their different schemes demolished, and the truth as it is in Jesus, explained and proved. The whole adapted to the weakest capacities, and designed for the establishment, comfort and quickening of the people of God, in these evil times. By Joseph Bellamy, A. M. Minister of the Gospel at Bethlem in Connecticut. With a preface by the Rev. Mr. Edwards (Boston: S. Kneeland, em Queen-street, 1750); HOPKINS, Samuel, The system doctrine, contained in Divine revelation, explained and defended. Showing their consistence and connection with each other. To which is added. A treatise on the millennium (Boston: Isaiah Thomas and Ebenezer T. Andrews, 1793).

[12] EDWARDS, Jonathan, Letters and Personal Writings, WJE Online 16.217.

[13] MATHER, Cotton, Manuductio ad Ministerium. Directions for a candidate of the ministry: Wherein, first, a right foundation is laid for his future improvement; and, then, rules are offered for such a management of his academical & preparatory studies; and thereupon, for such a conduct after his appearance in the world; as may render him a skilful and useful minister of the Gospel (Boston, 1726).

[14] COLMAN, Benjamin, A Dissertation on the Image of God wherein Man was created (Boston: S. Kneeland and T. Green, 1736), 27-28.

[15] SECCOMBE, Joseph, Some Occasional Thoughts on the Influence of the Spirit with Seasonable Cautions against Mistakes and Abuses (Boston: S. Kneeland and T. Green, 1742, folha de rosto).

[16] VAN MASTRICHT, Petrus, A Treatise on Regeneration. Extracted from his System of Divinity, called Theologia Theoretico-pratica; and faithfully translated into English; With as Appendix containing Extracts from many celebrated Divines of the reformed Church, upon the same Subject (New Haven, [1770?]).

[17] HOPKINS, Samuel, The system of doctrines: contained in divine revelation, explained and defended: showing their consistence and connection with each other: to which is added, A treatise on the millennium (Boston, Isaiah Thomas and Ebenezer T. Andrews, 1793), 769.

[18] BELLAMY, Joseph, The Works of Joseph Bellamy, D.D. Boston, Doctrinal Tract and Book Society, 1850-1853, xiv. Jonathan Edwards emprestou uma cópia da obra de Mastricht para Bellamy. Cf. Jonathan Edwards, Catalogue of Books, WJE Online 26.227, também era conhecida por Tyron Edwards (1809-94). Veja HAYKIN, Michael A. G., org. A Sweet Flame. Piety in the Letters of Jonathan Edwards (Grand Rapids: Reformation Heritage Books, 2007), 85.

[19] Ibid, 727.

[20] VAN MASTRICHT, Petrus, Theoretico-practica theologia, praefatio, 1-2.

[21] EDWARDS, Jonathan, The Miscellanies (registros Nos. 501-832), WJE Online 18:546-47.

[22] Nenhum manuscrito foi localizado. O texto foi publicado pela primeira vez em Practical sermons never before published (Edimburgo: M. Gray, 1788), 1-11 (sermão I), 12-25 (sermão II). Sobre a publicação do texto, veja Edwards, WJE Online 22:82.

[23] Uma introdução indispensável aos sermões de Edwards pode ser encontrada em Jonathan Edwards, Sermons and Discourses 1720-1723, WJE Online 10:3-258.

[24] Ibid., 27.

[25] Sobre a discussão da natureza da teologia, veja: VAN MASTRICHT, Petrus, Theoretico-practica theologia. Qua, per singula capita theologica, pars exegetica, dogmatica, elenchtica & practica, perpetua successione conjugatur (Utrecht: Thomas Appels, 1699), 4, “Usus primus reprehensionis... Usus secundus adhortationis”.

[26] VAN MASTRICHT, Petrus, Theoretico-practical theologia, praefatio; Ibid., 1226, “In usum Theologiae Theoretico-Practicae”.

[27] EDWARDS, Jonathan, Sermons and Discourses, 1739-1742, WJE Online 22:85.

[28] Ibid.

[29] MASTRICHT, Theoretico-practical theologia, 3: BEZA, Teodoro, Confessio Christianae Fidei (Genebra: Ioannis Crispini, 1570), 6, “Quantopere mecessaria sit fides, & quid sit, Quod sit verae fidei obiectum, & quae eius efficacia”; ZANCHI, Girolamo, De religione Christiana fides (Neustadt na der Weinstrasse: Excudebat Matthaus Harnisch, 1585), 119, “Quid sit fide nos iustificari”; GERHARD, Johann, Locorum Theologicorum Tomus Primus (Jena: Tobiae Steinmanni, 1610), 43, “Dico (inquit) quòd ista tradit, quid sit finis hominis in particulari, aui Visio & fruitio DEI est...Q. seq. Theologia non est, nisi de his, quae continentur in scriptura, & de his, quae possunt elici ex ipsis”.

[30] PEDRO LOMBARDO, Magistri Sententiarum libri (Paris: Iohannis Roigny, 1537), Quaestiones in librum primum; TOMAS DE AQUINO, Summa Theologicae (Roma: editiones Paulinae, 1952), Quaestiones quaestio septima: quid sit subiectum eius”; DUNS SCOTUS, Johannis, In Quartum Librum Sententiarum (Venetia: J. de Colonia, ca. 1477, vol. 1, prologus, v, “trû theologia sit practica”.

[31] EDWARDS, Sermon Notebooks 14, WJE Online 36, registro [164].

[32] EDWARDS, Jonathan, Practical Sermons never before published (Edimburgo: M. Gray, 1788), 3. Uma apresentação concisa do desenvolvimento do conteúdo do discurso é oferecida em Sermons and Discourses, 1739-1742, de Edwards, WJE Online 22:80-82.

[33] Ibid., 85.

[34] Ibid., 86.

[35] TOMAS DE AQUINO, Summa Theologica, prima pars, quaestio 1 De sacra doctrina, quilis sit, ET ad quae se extandat in decen artículos divisa, articulus primo, De necessitate huius doctrinae.

[36] EDWARDS, Sermons and Discourses, 1739-1742, WJE Online 22:87.

[37] Neste parágrafo eu concordo com a discussão de Muller sobre o desenvolvimento do prolegomena teológica como encontrada em MULLER, Richard A., Post-Reformation Reformed Dogmatics. The Rise and Developement of Reformed Orthodoxy, ca. 1520 to ca. 1725 (Grand Rapids: Baker Academics, 2003) 1:88-96.

[38] ALEXANDER DE HALES, Summa universae theologiae (Cologne: Agri., 1622), quaestio 1, cap. 1-2; quaestio 2, memb. 3, cap. 3; SANTO BOAVENTURA, Commentaria in quator livros Sententiariam (Quaracchi edition, 1882), prologus, quaestio 1.

[39] A Catalogue of the Library of Yale-College in New Haven (Londres: T. Green, 1743), 39, xiii (“The Schoolmen, Aquinatis Summa”).

[40] TOMAS DE AQUINO, Summa Theologicae, prima pars, quaestio 1, secundo, “Utrum sacra doctrina sit scientia... Respondea dicedum sacram doctrinam esse scientiam”.

[41] Ibid., quatro, “Utrum sacra doctrina sit scientia practica... Non ergo est scientia practica, sed magis speculative”.

[42] DUNS SCOTUS, Johannis, Ordinatio (Roma: Polygottis Vaticanis, s.d.), 1, Prologus, pars prima, “Circa prologum primi libri quaeruntur quinque. Primum est de necessitate huius doctrinae... Quartum et quintum pertinet ad genus causae finalis, et est quartum: utrum theologia sit practica; quintum: utrum ex ordine ad praxim ut ad finem dicatur per se scientia practica”. (trad. São feitas cinco perguntas acerca da prólogo do Primeiro Livro. A primeira diz respeito à necessidade da doutrina… a quarta e a quinta referem-se ao gênero da causa final, e a quarta é: se a teologia é prática; a quinta: se a partir de sua ordem para a prática como seu fim ela é chamada de ciência prática por si”. Cf. http://www.franciscan-archive.org/scotus/opera/dun01001.html (acessado em 26 de janeiro de 2010).

[43] BÁÑEZ, Domingo, Scholastica commentaria in primam partem angelici doctoris S. Thomae. Usque ad LXIIII quaestionem. Tomus primus (Douai: Petri Borremans, 1614), 27, “Utrum sacra doctrina sit scientia practica? Prima conclusio. Sacra doctrina comprehendit sub se practicum & speculativum, quae in aliis scientiis distingauntur per particulares rationes. Ratio huius sumitur ex simplicitate luminis divini, sub quo considerantur omnia ea, quae pertinent ad sacram doctrinam, & ex assimilatione ad scientiam Dei, qua se cognoscit, & ea quae facit. Secunda conclusio. Sacra doctrina magis est speculativa, quam practica. Ratio est, quia principalius agit de rebus divinis, quam de actibus humanis... Dubium unicum est in hoc articulo, Utrum prima conclusio divi Thomae sit vera. Arguitur primò pro parte ne­gativâ, Theologia non potest esse eminenter practica, & speculativa, neque formaliter utrumque, ergo nullo modo... Theologia nullo modo est practica, ergo non est simul practica & speculativa.”; CANO, Melchor, De locis theologicis libri duodecim (Salamanca: Mathias Gastius, 1563), 283, “Est enim, ut scholae verbis utar, partim speculativa, partim practica, quemadmodum Divus Thomas, prima part, quaestione prima, articulo quarto, demonstrat. At iuris canonici disciplina Theologia quaedam practica est.”; GRANADA, Luis de, Catechismus, sive introductions ad symbolum fidei libri quatuor... In quibus de admirabili opere creationis, fidei ac religionis Christianae praestantiis, redemptionis humanae, & aliis mysteriis ac Articulis, tractatur: a Ioanne Paulo Gallucio Saloensi ex Italico sermone Latinitate donati (Cologne: Arnoldum Quentelium, 1602), 805, Theologia speculativa & practica scientia.

[44] WJE Online 23:198.

[45] GIBBONS, John. Concertatio Ecclesiae Catholicae in Anglia adversus Calvinopapistas et Puritanos sub Elizabetha Regina quorundam hominum doctrina & sanctitate illustrium renovata (Trier: Excudebat Henricus Bock, 1588), na, Contrà autem sanctuli nostri Calviniani, religionem mundam esse ducunt & immaculatam apud Deum & patrem, amicos odisse Catholicos, maledicere & malefacere his qui amant ipsos, eos punire & vinculis constringere, qui maledictis & convitiis nolunt perstringere vicarium Christi, eiusque sucerdotes execrari; furari praetereà latrocinari, ac bona pupillorum & viduarum abripere, Theologia est eorum practica...”; Antonio Possevino Bibliotheca selecta de ratione studiorum. Ad disciplinas, & ad salutem omnium gentium procurandum. Recognita novissime ab eodem, et aucta, & in duos tomos distributa (Cologne: Ioannem Gymnicum, 1607), III, De Theologia Scholastica, & Practica, sive de studiis Casuum conscientiae; SUÁREZ, Francisco, Commentant ac distributiones in primam partem Summae Theologiae D. Thomae. De Deo uno et trino in tres praecipuos tractatus distributate. Accesserunt varii et locupletissimi indices (Venice: Bernardum Iunctam, Ioan. Bapt. Ciottum, & Socios, 1608, 86, “Quarto interrogari solet, an ilia visio sit scientia practica, vel speculativa, vel utrunque simul. Sunt enim opiniones variae. Prima affirmat tantum esse scientiam practicam, quia est regula voluntatis, quam movet ad operandum, & dictat, quid secundum rectam rationem agendum sit. Sic Scot, in prologo. q. 4. ubi non loquitur in particulari de visione, sed de Theologia, & dequacumque cognitione creata Dei, imò idem probabile censet de increata scientia, quam Deus habet de se, de qua infra libro tertio dicemus. Secunda opinio est, illam scientiam tantum esse speculativam, quia est de obiecto non operabili à nobis. Quae tribuitur D. Thomae 1. 2. q. 3. art. 5. & sumitur etiam ex eodem 2. 2. q. 181. art. 4. Citatur etiam Palud. in 4. d. 49. q. 3. artic. 2. Ille tamen in Beatis ponit scientiam spe­culativam, & practicam ut necessariam ad integrandam Beatitudinem, & fatetur visionem ipsam esse scientiam speculativam; dubium tamen relinquit, an practica sit ab illa distincta nec ne. Est ergo tertia opinio, quod simul sit practica, & speculativa, sicuti D. Thomas docuit de Theologia 1. parte quaestione 1. artic. 4. Sic Caietan. 12. quaestione 3. artic. 5. Sot. 4. distinct. 49. quaestione 1. art. 4. ubi Richardus artic. 1. quaestione 8. idem sentit. Differt tamen ab aliis, quia existimat illam visionem principalius esse practicam, quam speculativam, quia principaliter ordinatur ad amorem. Alii è contrario dicunt principalius esse speculativam, quia primarium in illa est, quod sit quidditativa cognitio naturae divinae, & ut sic est speculativa, hinc vero consequenter habet, quòd sit affectiva, seu directiva voluntatis, ex quo habet, quod practiea sit”.

[46] MACEDO, Francisco de, Collationes docrinae S. Thomae, et Scoti, cum differentiis inter utrumque: Textibus utriusque fideliter productis, sententiis subtiliter examinatis, commentariis interpretum Caietani in primis, & Lycheti diligenter excussis, et aliarum penè omnium scholarum, praecipuè Iesuiticae (Padua: Petri Mariae Frambotti, 1671), 29, “Nunc ad quaestionem. Sit ne Theologia scientia speculativa, An Practica? ut distinctius procedam, in partes dividam materiem, quae, & multiplex, & implexa est, & involvit scientiam increatam, & creatam... Sectio II, Utrum Theologia viatorum sit practice... Affirmat Scotus loquendo de illa, quae versatur in necessariis... Talis est Theologia Viatorum; ergo est scientia practica. Maior probatur ex definitione Praxis, quae est operatio alterius Potentiae regulatae, & directae ab intellectu; ac per se patet, Quid enim est aliud esse practicum, nisi tendere ad praxim, cum per hoc ab speculativo distinguatur? Minor ostenditur, quia Theologia tradit.”

[47] GERHARD, Johann, Aphorismi succincti et selecti, in viginti tribus capitibus, totius theologiae nucleum continentes: ad usum disputationum scholasticarum accommodati & conscripti (Jena: Tobiae Steinmanni, 1611), na, XIII. Aphorismi Theologici de Poenitentia, 2, “Neque enim sufficit scire, quod

sit Legis. quod Evangelii officium: sed requiritur utriusque praxis: Theologia est doctrina Practica”; MEISNER, Balthasar, Philosophia sobria, hoc est: Pia consideratio quaestionum philosophicarum, in controvirsiis theologicis, quas Calviniani moverunt orthodoxis, subinde occurrentium (Giessen: Nicolai Hampelii, 1611), 461, “An Theologia sit habitus merè Theoreticus. vel Practicus, vel mixtus? Theologia non est merè theoretica. Theologia non est merè practica”; CALIXT, Georg, Georgii Calixti S. Th. D. et in Acad. Julia Primarii Profess. Abbatis Regio-Lothar. epitome theologiae, qualis illa abhinc annis amplius XL ex ore dictantis excepta, postmodum etiam in usum eruditae juventutis, sacra theologica studia aggressae, excusa, toties prodire meruit (Helmstedt: Henningus Mullerus), 1661), 2, “Primo autem constare oportet, ad utrum horum referenda sit Theologia, siquidem ipsa, ordine tradi debeat, cùm id sit principium, unde ratio ordinandi desumitur, tantumque illa inter se dissideant, ut contrariis ordinibus tradantur, nempè Theoretica synthetico, Practica analytico ordine.”; QUENSTEDT, Johann Andreas, Theologia didactico-polemica, sive, systema theologicum, in duas sectiones, didacticam ET polemicam, divisum, in quorum prima: Omnes & singuli fidei Christianae articuli iuxta causarum seriem, perspicuè traduntur... In secunda sectione: In quavis controversia I. Verus quaestionis status, remotis falsis statibus, ritè formatur; II. Orthodoxa sententia verbis simplicibus proponitur (Wittenberg: Johannis Ludolphi Quenstedii. 1691), 18-19, “Theologia non est partim Theoretica, partim Practica”.

[48] BUCER, Martin, In sacra quatuor Evangelio, enarrationes perpetuae, secundum recognitae, in quibus praeterea habes syncerioris theologiae locos communes supra centum, ad scripturarum fidem simpliciter & nullius cum insectatione tractatos, adiectis etiam aliquot locorum retractationibus (Basel: Ioan. Hervagium, 1536), 753, “Vera Theologia, non theoretica vel speculativa, sed activa & practica est.”; LUBBERT. Sibrandi, Ccommentarius in catechesin palatino-belgicam (Franiker: Ioannem Lamrinck, 1618), 5-6, “Quaestio haee rectè ponitur primo loco. Theologia enim est scientia practica & Theoretica. (ut docet Thomas, prima parte, q. 1. art. quarto.) & ob eam causam analyticâ & syntheticâ methodo tradipotest. Omnes enim scientiae practicae traduntur... methodo analyticâ: Theoreticae verò syntheticâ. Hinc fit, quod alii locos communes tradunt methodo analyticâ; ut Calvinus & auctor Catechismi; alii syntheticâ, ut Zanchius & Thomas. Inter has duas Methodi species haec est differentia, quod Synthetica orditur à primis principiis, & er illis totum opus extruit & format: Analytica verò proponit ultimum finem, & deinde docet, quomodo? per quas causas? & per quae media ad istum finem pervenire possimus? Cum igitur aucior noster statuisset Catechesin methodo analytiâ tradere, debuit primo loco proponere ultimum finem Theologiae. hoc est, summum illud bonum, ad quod nos sacrae litterae ducunt: deinde ostendere, quomodo? quâ via? per quae media? & per quas causas ad ultimum istum finem, sive ad fruitionem summi istius boni pervenire possimus?”; KECKERMANN, Bartholomäus, Systema S.S Theologiae, tribus libris adornatum. Methodum ac dispositionem operis tabula praefixa adumbrat. Cum indice rerum & verborum locupletissimo (Hanau: Guilielmum Antonium, 1602), 213, “Hinc videmus practicas omnes disciplinas, ut Medicinam, Iuris prudentiam, Ethicam, Logicā, Rhetoricam, Grammaticam; omnes, inquam, ex fine & mediis distribui ab iis, qui tales disciplinas methodice tradiderunt. Cum ergo etiam Theologia sit disciplina practica, ut ab initio primi libri probavimus, sequitur earn etiam ex mediis ad finem ducentibus, partiendam esse. Id quod magnus aequè Philosophus ac Theologus Zacharias Ursinus probè intellexit; qui Systema suum theologicum, sive, Catechesin nō aliunde partitur.”; MUSCULUS, Wolfgang, Loci communes theologiae sacrae, ut sunt postremo recogniti & emendati (Basel: Sebastianum Henricpetri. 1599), 227, “An sunt aÃmaxoi Thomistae, Scotistae, Occanistae, Albertistae? Annon pugnant inter se, dum suam quique haeresim canonizare, caeteros vero damnare student? dum disputant, sit ne Theologia de Deo ut de subiecto, ratione infiniti, vel attributali: an Theologia sit scientia, subalternatane, vel in lumine medio, practica vel speculativa, vel affectiva?”; VERMIGLI, Pietro Martire, In primum, secundum et initium tertii libri ethicorum Aristotelis ad Nicomachum, clariss. & doctriss. viri D. Petri Martyris Vermilii, Florentini, sacrarum literarum in schola Tigurina professoris, commentarius doctissimus (Zurique: Christophorus Froschoverus Iunior, 1563), 8, “Theologia contemplativa cur practicam praecedat.”

[49] TRIGLAND, Jacobus, Antapologia, sive examen atque refutatio totius apologiae remonstrantium. Ubique ipso apologiae textu inserto, ita ut cum & sine ipsa legi possit. Opus posthumum. Ex autographo auctoris nuncpiimum editum, diuque desideratum. Cum indicibus necessariis (Harderwijk: Pauli van den Houte, 1664), 19. "Theologiam totam in actionem desinere, atque idcirco esse merè practicam, non aliter quam Ethica Política, Oeconomica, scientiae merè practicae sunt. Resp. Id nequaquam arguere, quod Theologia eo sensu practica sit, quo istae iam nominatae scientiae appellantur practicae. Nam, quae in Theologiâ speculatevé cognoscenda sunt, eo fine traduntur ut cognoscantur. Cognitio enim in intellectu intellectus est perfectio. & perfectio quaelibet appetitur sui ipsius causâ: scientiae verò istae traduntur & cognoscuntur eo tantum fine, ut in actum producantur, & praxi exerceantur,” Ibid., 42, “Theologia partim est Theoretica, partim Practica”; CLOPPENBURG, Johannes, theologica opera omnia Tomus prior (Amsterdã: Gerardus Borstius, 1684), 600, “Theologia practica Remonstrantium proposita & confutata”; COCCEJUS, Johannes, Summa theologiae ex scripturis repetita. Editio secunda, a mendis, quibus prior scatebat, diligenter repurgata, ac indice dictorum scripturae utilissimo aucta. Adiecta ad calcem eiusdem authoris Doctrina de foedere et testamento Dei; opus absolutissimum, ob materiae & tractationis excellentiam à multis hactenus desideratum (Genebra: Sumptibus Samuelis Chouët, 1665), 65, “Theologia homim imperfecta. Cognitio Dei imperfecta salutaris est cognitio & retentio Principii ac fundamenti. Theologia est practica. Principium aut medium cognoscendi Theologia”; HOORNBEEK, Johannes, Theologiae practicae partes duae (Utrecht: Iohannem & Guilielmum van de Water, 1689), na, “Doctrinae rationem descripsit Apostolus, quando earn vocat veritatem secundum pietatem. I Tim. VI. 3. Tit. I. 1. Quo significat, duo hac in parte Ministro agenda esse, nimirum docendam veritatem, eamque ad pietatis praxim semper esse dirigendam. Est enim Theologia, & religio Christiana, non theoretica, sed practica”; LEYDEKKER, Melchior, Medulla theologica concinnata ex scriptis celeberrimorum virorum, Gisberti Voeti Joh. Hoornbeeck, Andr. Essenii (Utrecht: Rudolphi à Zyll, 1683), 6, “Adeoque Theologia est practica. & nostra (b) non est mere speculativa, uti Rem calumniantur (a) Hoornb. summ. controv. in praef. pi. Lactant. Instit. lib 4. c. 28. Martin in lexic. Philologicô. lib. 4 28 (b) Voet. disp T. 11. p. 3. & seqq. ubi ostenditur solide omnes adversarios in praxi verâ deficere, nos earn recte urgere posse”; À MARCK, Johannes, Compendium theologiae Christianae didactico-elencticum. Immixtis problematibus plurimis, & quaestionibus etiam recentioribus adauctum (Amsterdã: Adrian. Douci & Abr. A Paddenburg, 1749), 13, “Theologia Doctrina est Practica magis quam Theoretica”. Veja também, ALTING, Jacobi, Opera omnia theologica, analytica, exegetica, practica, problematica & philological (Amsterdâ: Gerardus Borstius, 1687); BURMANNUS, Franciscus, Synopsis Theologia; & speciatim Oeconomiai Foederum Dei (Utrecht: Cornelius Jacobi Noenardus, 1671); COCCEIUS, Johannes, Opera Omnia Theologica (Amsterdã: P&J Blaev, 1701); HEIDANUS, Abraham, Corpus theologia christianae in quindecim locos ( Leiden: Johannes de Vivie & Jordanus Luchtmans, 1686); HEIDEGGER, Johann Heinrich, Corpus theologia Christianae (Zurique: David Gessner, 1700); MACCOVIUS, Joannes, Loci communes theologia (Franeker: 1650).

[50] TURRETTINI, Institutio theologiae elencticae, 22, I.vii, “An Theologia sit theoretica, an practica?” Ibid., Theologiae naturam; sed etiam propter Controversias huius temporis, maximè contra Socin. & Remonstrantes, qui Theologiam ita strictè practicam dicunt, ut nihil in ea praecisè ad salutem necessarium sit, nisi quod pertinet ad praecepta morum & promissione.”

[51] MASTRICHT, Theoretico-practical theologia, 6, I.1.xx, “Nec Practica tantum, quae veritatis cognotionem¸susque deque habeat (quam Scociniani vellent & Arminiani, quo commodious fidem in Christum, aliaque Religionis fundamatalia, negliant & eliminent.”

[52] TURRETTINI, Institutio theologiae elencticae, 23, I.xvii, “Disciplina theoretica dicitur, quae in sola contemplatione occupatur, &finem alium non habet à cognitione; Practica, quae nos subsistit in sola rei noritiâ, sed natura suâ & per se tendit ad praxim, & pro fine habet operationem.”

[53] Ibid., 26, I.xv, “Theologiam tamen magis esse practicam quàm speculativam patet ex fine ultimo qui est paxis; licèt enim omnia mysteria non sit regulativa operationis, sunt tamen impulsiva ad operationem; Nullum enim est TAM theoreton& à praxi remotum, quin incitet ad Dei admirationem & cultum; Nec Theoria salutaris est nisi ad praxim revocetur, Ioan. 13:17, I Cor. 13:2, Tit. 1:1, I Ioan. 2:3-4, Tit. 2:12.” Cf. MULLER, Post-Reformation Reformed Dogmatics, 1:353-54.

[54] MASTRICHT, Theoretico-practical theologia, 15, I.1.xlvii, Tertio sitne habitus theoreticus? an practicus? an theoretico-practicus?

[55] MASTRICHT, Theoretico-practica theologia, 15, I.1.xlvii, “Quin & nehanus, esse Theoretico-practicam, proprie & in se; quamvis, ex modo tractandi, ita eam insigniverimus: sed practicam dicimus, & exocws practicam.”.

[56] ARMINIO, Jacobus, Opera theological, Disputationes, magnam partem s. theologiae complectentes, publicae & privatae, quarum índex epist. Dedicatoriam sequitur (Leiden: Godefrridum Basson, 1629), 339, “V. Qua de causa Theologia non theoretica scientia seu doctrina est, sed practica, actionem postulans totius hominis, secundum omnes & singulas partes eius, eamque praestantissimam, excellentiae obiecti respondentem quantum fert captus humanus.”

[57] EPISCOPII, Simonis, Institutiones Theologicae, privatis lectionibus Amstelodami traditae (Amsterdã: Ioannis Blaeu, 1650), I,ii,4, “De theologia: eam non esse speculativam scientiam, sed practicam”.

[58] EDWARDS, Sermons and Discourses, 1739-1742, WJE Online 22:86.

[59] Ibid., 87.

[60] EDWARDS, Freedom of the Will, WJE Online 1:289.

[61] Ibid., 68.

[62] RIDDERBOS, J., De Theologie van Jonathan Edwards (‘s-Gravenhage: Johan A. Nederbragt, 1907); CHERRY Conrad, The Theology of Jonathan Edwards. A Reappraisal (Bloomington: Indiana University Press. 1966); MORIMOTO, Anri, Jonathan Edwards and the Catholic Vision of Salvation (University Park, PA, Pennsylvania State University Press, 1995); GERSTNER, John H., Jonathan Edwards: A Mini Theology (Morgan, PA: Soli Deo Gloria Publications, 1996 reimpressão); Stephen R. Hol­mes, God of Grace & God of Glory. An Account of the Theology of Jonathan Edwards (Grand Rapids: Eerdmans, 2000). LEE, Sang H., The Philosophical Theology of Jonathan Edwards (Princeton, NJ: Princeton University Press, 2000). Uma exceção digna de nota é HOLIFIELD, E. Brooks, Theology in Ame­rica (New Haven: Yale University Press, 2003), 102-104.

[63] EDWARDS, Jonathan, “Controversies” Notebook, WJE Online 27.


Fonte: http://cpaj.mackenzie.br/jec/artigo.html

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